VUNESP – IAMSP/HSPE – Questão 38

38. Com relação à escoliose, assinale a alternativa correta.

(A) Curvaturas de até 30° são consideradas leves.

(B) Cerca de 30% das escolioses são de causa idiopática.

(C) Uma escoliose moderada envolve deformidade rotacional significante das vértebras e costelas.

(D) A escoliose verdadeira pode ser causada por luxação de quadril.

(E) A osteomalácia, raquitismo, fraturas e luxações da coluna são causas da escoliose osteopática.

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Na “A”, essa classificação não confere, 30º já é moderada. Na “B”, essa porcentagem é bem maior. Na”C”, como o desvio é tridimensional, e nessas três dimensões a rotação está incluída, ela não é exatamente incorreta. Mas entre as alternativas há uma de melhor adequação ao tema. Na “D”, não existe essa classificação de escoliose verdadeira ou falsa. A “E” é correta. Well, osteopática por ser relacionada a doenças e lesões vertebrais. Há uma nomenclatura meio confusa,  em breve edito aqui.

– Escoliose congênita: congênita significa “presente no nascimento”. Devido a uma anomalia óssea presente no nascimento. É o resultado de má formação de parte da coluna vertebral, e esta malformação acontece em algum momento do terceiro para sexta semana de gravidez, que é quando a coluna começa a se desenvolver. Escoliose congênita é geralmente o resultado de um lado de uma vértebra que não fecha totalmente. Os médicos chamam esse desequilíbrio de crescimento de uma hemivértebra (meia vértebra), que faz com que a coluna cresça torta. Escoliose congênita também pode ocorrer quando as vértebras não segmentam como deveriam, elas naturalmente se fundem no que é chamado uma vértebra em bloco. Que também afeta o modo como a coluna vertebral cresce.

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– Escoliose neuromuscular: Um resultado anormal dos músculos ou nervos, crianças que têm um sistema neurológico em desordem, frequentemente visto em pessoas como paralisia cerebral, espinha bífida, ou distrofia muscular, pode desenvolver escoliose neuromuscular ou em pacientes com várias condições que são acompanhadas por, ou resultar em paralisia. Neste tipo de escoliose, a coluna vertebral geralmente assume uma longa curva em forma de C, porque as crianças têm troncos muito fracos e não são capazes de suportar seus corpos.

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Escoliose do adulto ou degenerativa: Este tipo de escoliose torna-se aparente mais tarde na vida. Ocorre geralmente quando a doença passou despercebida ou não foi tratada durante a infância. Osteoporose, degeneração discal, uma fratura de compressão vertebral, ou uma combinação destes problemas podem contribuir para o desenvolvimento de escoliose adulta. Isto pode resultar do colapso ósseo traumático (a partir de uma lesão ou doença), a cirurgia principal anterior de volta, ou osteoporose (thining dos ossos).

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Escoliose idiopática: É o tipo mais comum, “escoliose idiopática” é um termo médico que significa  “que ocorre sem causa conhecida.” Em outras palavras, não se sabe por que o paciente desenvolveu a escoliose,  não tem causa específica identificável. Existem muitas teorias, mas nenhuma foi considerada conclusiva. No entanto, há fortes evidências de que a escoliose idiopática seja herdada. A escoliose idiopática é dividida em quatro categorias:

Ecoliose idiopática infantil: termo usado para crianças menores de 3.
Escoliose idiopática juvenil:  refere-se a crianças de 3 a 9.
Escoliose idiopática do adolescente: crianças com idades entre 10 e 18 anos.
Escoliose idiopática Adulta:  termo usado para as pessoas que já atingiram a maturidade esquelética (ou seja, seus ossos estão totalmente crescidos).
Mais de 80% dos casos de escoliose é idiopática, e desses casos, 80% são escoliose idiopática do adolescente. Escoliose idiopática é mais comum em meninas.

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Referência: site http://fisiomovimento.com.br/tipos-de-escoliose/, acesso em 31 de janeiro de 2017.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSP/HSPE – Questão 37

37. A dor de cabeça referida na disfunção da ATM pode estar relacionada com o espasmo dos seguintes músculos:

(A) masseter, temporal, pterigoideo interno e externo.

(B) masseter, temporal e esternocleidomastídeo.

(C) masseter, pterigoideo e esternocleidomastídeo.

(D) zigomático, temporal, pterigoideo interno e externo.

(E) zigomático, escaleno, pterigoideo interno e externo.

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Oierr, voltei hehe.

A cefaleia referida por disfunções da ATM tem relação com os músculos da mastigação. Óbvio ululante.

Os músculos responsáveis pela mastigação são os seguintes:

1. TEMPORAL

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Origem: Face externa do temporal

Inserção: Processo coronoide da mandíbula e face anterior do ramo da mandíbula

Inervação: Nervo temporal (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano)

Ação: Elevação (oclusão) e Retração da Mandíbula

2. MASSETER

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Origem: Arco zigomático

Inserção Fascículo Superficial: Ângulo e ramo da mandíbula

Inserção Fascículo Profundo: Ramo e processo coronoide da mandíbula

Inervação: Nervo massetérico (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano)

Ação: Elevação (oclusão) da Mandíbula

3. PTERIGOIDEO MEDIAL

Origem: Face medial da lâmina lateral do processo pterigoideo do osso esfenoide

Inserção: Face medial do ângulo e ramo da mandíbula

Inervação: Nervo do pterigoideo medial (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano)

Ação: Elevação (oclusão) da Mandíbula

4. PTERIGOIDEO LATERAL

Origem Cabeça Superior: Asa maior do esfenoide

Origem Cabeça Inferior: Face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide

Inserção Cabeça Superior: Face anterior do disco articular

Inserção Cabeça Inferior: Côndilo da mandíbula

Inervação: Nervo do pterigoideo lateral (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano)

Ação: Abertura da Boca e Protrusão da Mandíbula. Move a mandíbula de um lado para o outro

Esse arquivo em PDF da UNICAMP está bem completo:

http://w2.fop.unicamp.br/dos/odonto_legal/downloads/pos_especial/especializacao/mod3_musculos_mastigacao.pdf

Esse da UFMG também está ótimo:

http://depto.icb.ufmg.br/dmor/mof011/mastigacao.pdf

E esse vídeo termina de resolver qualquer dúvida sobre o assunto:

 

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 36

36. Dentre as lesões graves da coluna causadas pela artrite reumatoide, podem-se citar:

(A) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

(B) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(C) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C6/C7 e C7/C8.

(D) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(E) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica sistêmica, de causa desconhecida que afeta principalmente a membrana sinovial de múltiplas articulações. A prevalência na população brasileira varia de 0,2 a 1%(3). Embora possa acometer todo o eixo vertebral, o principal envolvimento ocorre na coluna cervical e, em especial, a junção craniocervical, explicado pelo fato de que occipto-C1 e C1-C2 são articulações puramente sinoviais.

Referência:

Cardoso ALP, Silva NA, Daher S, Moraes FB, Carmo HF, Avaliação da Coluna Cervical no Paciente com Artrite Reumatoide,   disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbort/v45n2/10.pdf , acesso em 05/12/2016.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 31

31. As técnicas de mobilização intra-articular são muito utilizadas na fisioterapia com seus inúmeros benefícios na reabilitação do paciente, porém como contraindicações podem-se citar:

(A) edema agudo, hipomobilidade articular e fraturas.

(B) edema residual, hipomobilidade articular e fraturas.

(C) edema agudo, hipermobilidade e artrite reumatoide.

(D) edema residual, hipomobilidade e artrite reumatoide.

(E) edema residual, hipermobilidade e fraturas.

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Técnicas de mobilização intra-articular são as preconizadas por Maitland, mas principalmente por Kaltenborn e de forma brilhante, por Brian Mulligan.

São ferramentas que deviam fazer parte da nossa graduação em fisioterapia, deveríamos sair da faculdade dominando essas técnicas, mas… continuam ensinando a usar tens, US e série de Williams e, em razão disso, fisioterapeutas formados precisam gastar e viajar atrás de cursos caros para dominar essas técnicas e assim poder trabalhar com o mínimo de competência.

Das contraindicações citadas acima, edema agudo é contraindicação; edema residual é o que fica pós imobilização, portanto sem problema. Hipermobilidade é contraindicação, pois não há sentido dar mais movimento onde há excesso(hipomobilidade é quase sempre indicação de mobilização!) e AR, notadamente na fase aguda é contraindicação.

Em tempo, para hipermobilidade nada melhor que consciência corporal e exercícios de controle motor.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 23

23. Ao se testar a amplitude de movimento de uma articulação,

(A) deve-se levar em conta que os músculos monoarticulares, dependendo de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(B) deve-se levar em conta que os músculos monoarticulares,independentemente de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(C) deve-se levar em conta que os músculos multiarticulares, dependendo de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(D) deve-se levar em conta que os músculos multiarticulares, independentemente de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(E) não se deve levar em conta o posicionamento muscular.

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A alternativa “E” é bem errada. As alternativas “B” e “D” claramente estão ali para dar uma enrolada. Das alternativas que podem causar dúvida, a alternativa “C” é perfeita. Um músculo multiarticular, dependendo do posicionamento, pode atuar como um freio, um antagonista ao movimento pretendido.

Como o exemplo indicado na alternativa correta da questão anterior, o posicionamento dos isquiotibiais impede sua atuação no movimento de extensão do quadril realizado pelo glúteo máximo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 22

22. Para se testar a força do glúteo máximo, assinale a alternativa correta.

(A) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a ação dos ísquios tíbiais na extensão do quadril.

(B) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a flexão do quadril.

(C) Paciente em decúbito dorsal com extensão máxima do joelho e flexão de 30° de quadril a fim de isolar o glúteo máximo.

(D) Paciente em decúbito dorsal com flexão máxima do joelho a fim de isolar o glúteo máximo.

(E) Paciente em decúbito lateral com flexão máxima do joelho contralateral e flexão do quadril contralateral de 90°.

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Estava procurando material para responder essa questão e me deparei com um material muito bom. O autor é doutor em educação física e fala com muita propriedade sobre exercícios para glúteo máximo. Vale a leitura!

http://ricardosouza.pro.br/blog/musculacao/item/tres-exercicios-que-voce-nao-deve-fazer-para-o-desenvolver-gluteo-maximo

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 42

42. Os objetivos de tratamento de normalizar a marcha, aumentar a ADM e a força, e melhorar a mobilidade da cicatriz, na recuperação pós-operatória de tenorrafia de Tendão de Aquiles, são objetivos propostos para que períodos (semanas) pós-operatórios?

(A) 1.ª a 8.ª.

(B) 9.ª a 16.ª.

(C) 17.ª a 20.ª.

(D) 20.ª a 30.ª.

(E) 30.ª a 40.ª.

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Após o segundo mês já podemos pensar nesses objetivos, alguns dias antes dependendo de quão bem sucedida foi a cirurgia, mas a regra geral é essa, para evitar forçar a barra antes da hora e perder o reparo feito na cirurgia.

Tenorrafia significa sutura no tendão. É um procedimento cirurgico necessário em casos de ruptura total do tendão calcâneo. Há uma opção de tratamento conservador, que consiste em imobilizar o tornozelo com o pé em plantiflexão, mas não é o melhor tratamento, é reservado para os casos em que não é viável o reparo cirúrgico.

O teste para diagnóstico desse problema é simples e sempre cai em concursos, é o teste de Thompson. Juntamente com o quadro clínico característico de edema, dor e do “gap” ou “lacuna” na região, temos um diagnóstico.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B