Aeronáutica – EAOT 2002 – Questão 15

15 – Na amputação, as mensurações circunferenciais do membro residual são tomadas

a) tão logo o curativo permita e depois apenas após a protetização.

b) tão logo o curativo permita e, a seguir, regularmente ao longo de todo o período pré-protético.

c) nos pontos exatos das medidas e não precisam ser anotados, pois não vão se repetir na reavaliação.

d) somente após a protetização.

amputação

O período pré-protetização, com o uso de enfaixamento elástico e realização de exercícios, como o pós-protetização, com o treino de marcha com prótese, são capazes de alterar a circumetria do coto. O edema no coto é umas das complicações mais comuns após uma amputação e pode ser reduzido com o enfaixamento elástico, sendo controlado por medidas da circumetria, utilizando-se fita métrica.

2013 Adriane Daolio Matsumura; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian
Avaliação pré e pós protética da circumetria dos cotos de amputados transtibiais

http://www.actafisiatrica.org.br/detalhe_artigo.asp?id=521#

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRE 13 2007 – Questão 57

57. As indicações terapêuticas da estimulação elétrica são:

(A) aquecimento muscular; quebra de fibrose tecidual; reparação óssea; aumento da viscoelasticidade do tecido.

(B) recuperação motora; ganho de força muscular; aquecimento muscular e reparação tecidual.

(C) recuperação motora; ganho de força muscular; como órtese em subluxações de ombro e escoliose; aquecimento muscular.

(D) recuperação motora; ganho de força muscular; como órtese em subluxações de ombro e escoliose; diminuição de espasticidade.

(E) aquecimento muscular; ganho de força muscular; reparação óssea; aumento da viscoelasticidade do tecido.

concordar

Olha, já li sobre FES como órtese para pé equino, por meio da estimulação do nervo fibular. Quanto ao uso como órtese em ombro, não conheço e para escoliose duvido que exista algum estudo sério recomendando seu uso como órtese na escoliose.

Questão corajosa da banca, creio que quem elaborou tem referências, mas dá para questionar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: Nenhuma

FCC – TRE 13 2007 – Questão 56

56. As próteses do tipo KBM caracterizam-se por:

(A) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda ântero-superior acima da patela, exercendo pressão sobre o tendão do quadríceps; suspensão da prótese realizada acima dos côndilos femurais.

(B) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda superior da patela, deixando-a livre; suspensão da prótese realizada acima dos côndilos femurais.

(C) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda superior do encaixe cobre anteriormente a metade inferior da patela.; suspensão realizada por correia supracondiliana.

(D) descarga de peso no coto distal do fêmur; fixação supracondiliana; borda superior bem proximal ao fêmur.

(E) descarga de peso feita em tecidos moles no tendão infrapatelar, na região interóssea entre a tíbia e a fíbula.

adote

Obs: imagem nada a ver com o post, mas se você quer um pet, seja um dono de raça e não compre, salve a vida de um animal que será seu amigo.

Tipos de próteses para amputação transtibial – são 5 no total:

PTB
PTS
KBM
Prótese (PTB, PTS, ou KBM) com coxal (manguito de coxa)
“Prótese ajoelhada”
OBS: o que determina o “tipo” da prótese, é o perfil / detalhe / modelo do encaixe (soquete).

PTB = Patellar Tendon Bearing – origem americana em 1956.
PTS = Prothese Tibiale Supracondylien – origem francesa em 1958 (inicialmente foi denominada Prothese Tibiale a Emboitage Supracondylien – PTES).
KBM = Kondylen Bettung Münster – origem alemã em 1970.
Prótese com coxal = prótese PTB, PTS ou KBM com extensão até o terço médio ou superior da coxa.
Prótese ajoelhada = prótese com soquete moldado com o ângulo de flexão da deformidade no joelho e com coxal.

C (KBM) – limite ântero-superior da borda do soquete (encaixe) encerra abaixo da patela.

http://www.proreabilitacao.com.br/papo-cafezinho/demetrio-praxedes-araujo/amputacao-transtibial

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 28

28. A Política Nacional da Pessoa com Deficiência, instituída pelo Ministério da Saúde do Brasil, prevê que a porta de entrada para as ações de intercorrências gerais de saúde da população com deficiência seja feita em

(A) AMA (Assistência Médica Ambulatorial).

(B) Unidade Básica de Saúde (ou Saúde da Família).

(C) Ambulatório de Especialidades Médicas.

(D) Unidades de Alta Tecnologia Ambulatorial.

(E) Unidades de Alta Tecnologia Hospitalar.

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Por dr. Allyson Bernardo dos Santos

A porta de entrada do usuário deverá ser a unidade básica de saúde ou os serviços de emergência ou pronto atendimento, onde será assistido, receberá orientação e ou encaminhamento para a unidade mais adequada ao seu caso. Essa dinâmica possibilitará uma distribuição racional da clientela, evitando a sobrecarga de qualquer um dos serviços. O fato de ser assistido por um serviço de menor complexidade não implicará o não-atendimento nos demais integrantes dos outros níveis.

A unidade básica constituirá, portanto, o local por excelência do atendimento à pessoa portadora de deficiência dada a sua proximidade geográfica e sociocultural com a comunidade circundante e, para isso, será necessário que esteja apta a oferecer atendimento resolutivo para a maioria dos problemas e das necessidades.

Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 31

31. Assinale a alternativa correta com relação ao uso da prótese imediata para amputações dos membros inferiores.

a) Melhor facilidade para o enfaixamento.

b) Menor risco de infecção.

c) Melhor controle da incisão.

d) Deambulação precoce.

e) Liberação imediata para casa.

caminhar

Das alternativas, sem nem entrar no mérito das afirmações, é fácil assumir que a deambulação precoce é o objetivo mais interessante.

Reabilitação do amputado transtibial (síntese): partimos do princípio que todos os amputados necessitam de Reabilitação, e nem todos de protetização, assim afirmamos que Reabilitação sempre, e protetização quando possível, o que significa dizer que Reabilitação de amputados não é sinônimo de Protetização de amputados. Os cuidados com coto de amputação, não são diferentes de dos demais níveis, quer sejam em membros superiores ou inferiores.

* O acompanhamento Psicológico, se possível, deve iniciar nos casos de amputações programadas, antes que sejam realizadas, continuando durante o período necessário após a cirurgia de amputação. O objetivo da Psicologia no caso, busca harmonizar e suavizar o estado emocional, o interior da pessoa, para que consiga perceber que “a pessoa, o ser humano que é, não foi amputada, e sim a parte de um membro deste ser”. Amputação de um membro significa restauração de um corpo e reabilitação de uma vida!

* Imediatamente após a cirurgia, os cuidados com a ferida operatória e posicionamento correto do membro amputado é fundamental, principalmente pensando na prevenção de contraturas em flexão do joelho. A Enfermagem de Reabilitação tem grande atuação neste momento.

* 24 – 48 horas após a cirurgia, dependendo do perfil do caso, incluindo a causa da amputação, será possível iniciar cinesioterapia leve, com exercícios isométricos, e de mobilidade articular leve, ativamente, conforme tolerância e intensidade da dor referida. Há casos, como por exemplo, em amputados politraumatizados, com dor intensa devida lesão no joelho ou fraturas no fêmur, que os procedimentos cinesioterápicos devem ser iniciados mais tardiamente.

* Após a retirada dos pontos cirúrgicos, devemos nos preocupar com a boa cicatrização da ferida operatória, suavemente massagear em volta para prevenir aderências aos planos profundos, massagear suavemente o coto, empregar calor profundo (ultra-som) quando constatado clínica sugestiva de dor causada por neuroma; progressivamente manter a tonicidade muscular da perna e reforçar esta musculatura.

* Amputados unilaterais, deverão iniciar marcha com um par de bengalas / muletas axilares, ou andador, tão logo seja possível, a partir de 24 – 48 horas após a cirurgia de amputação. Há situações em que a marcha auxiliada no curto período se torna impossível, porém tentar o simples ortostatismo, será um avanço no programa de Reabilitação, principalmente aos idosos e debilitados clínica ou fisicamente.
* O programa de Reabilitação deve iniciar o mais precocemente possível, respeitando as variáveis de cada paciente, o que significa dizer também, que a velocidade do programa é variável em cada pessoa.

* Quando possível, havendo infra-estrutura no Serviço de Reabilitação disponível, o tratamento de Reabilitação Física realizado em piscina térmica, tem uma série de vantagens.

* Não esquecer que a Protetização imediata continua sendo o método mais eficiente de protetização de amputados, mas que infelizmente, por uma série de fatores, é pouco utilizada, não só no Brasil,como em todo o mundo. Prótese imediata, é aquela adaptada ao coto de amputação, imediatamente após o encerramento do ato cirúrgico, na mesa de cirurgia, e com todas as características técnicas de uma prótese normal. As vantagens do procedimento ultrapassam numericamente as desvantagens e riscos. Para que tal procedimento aconteça, há necessidade de equipe especializada e infra-estrutura. Trata-se de assunto extenso, que não cabe neste trabalho, descrevê-lo nos detalhes técnicos da sua execução. A Protetização intermediária, muitas vezes com a simples adaptação de um “pilão”, acelera o processo de Reabilitação, e o procedimento não é realizado no Centro cirúrgico, podendo ser realizado após a retirada dos pontos cirúrgico, ou antes. Há no mercado, “kits” pré fabricados, que facilitam a adaptação das próteses imediatas ou intermediárias.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: D

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 30

30. No pós-operatório de amputação de membros inferiores, é correto afirmar que

a) o paciente é orientado a ficar em repouso absoluto, mexendo o menos possível no coto.

b) a elevação dos membros inferiores é indicada por meio da elevação dos pés da cama.

c) a elevação do coto é indicada por meio da colocação de travesseiros.

d) o início da fisioterapia para o coto deve ser o mais rápido possível entrando imediatamente com exercícios resistidos.

e) O paciente é orientado a não olhar nem manipular o coto a fim de não traumatizá-lo.

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Permanecer em repouso absoluto é conduta reservada a casos bem específicos e por real necessidade, mas não é o caso.

Exercícios resistidos em PO imediato é inviável. Pedir pro paciente não olhar pro coto… well, o cidadão perdeu a perna e o trauma é olhar pro coto? É não.

Das duas questões que restaram, colocar travesseiro ou elevar os pés da cama? Confesso que errei essa questão.

“Quando deitados em decúbito dorsal devem evitar colocar o travesseiro embaixo do joelho e, em decúbito ventral, colocar travesseiro na extremidade do coto. (CARVALHO; 1999)”

https://www.uva.br/sites/all/themes/uva/files/pdf/tratamento_fisioterapeutico_paciente_amputacao.pdf

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: C

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B