VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 55

55. Samir, com idade cronológica de 5 meses, nasceu prematuramente de 34 semanas, possui diagnóstico de bronquiolite viral aguda e encontra-se internado na unidade de terapia intensiva com quadro de hipersecreção, sibilo e desconforto respiratório. Para uma intervenção fisioterapêutica adequada, é importante entender as diferenças anatômicas e fisiológicas do sistema respiratório de lactentes em relação ao adulto. Indique a alternativa correta em relação aos aspectos fisiológicos e anatômicos desse sistema respiratório em desenvolvimento.

(A) A parede brônquica dos lactentes é menos complacente e possui maior número de glândulas mucosas do que a do adulto.

(B) As vias aéreas dos lactentes possuem menor diâmetro (4-6 mm) e oferece alta resistência ao fluxo aéreo, com aumento significativo do trabalho respiratório em caso de edema da mucosa ou presença de muco.

(C) Os canais ventilatórios entre alvéolos e bronquíolos são bem desenvolvidos nos lactentes, favorecendo o colapso alveolar.

(D) O ângulo oblíquo de inserção do diafragma associado à maior complacência da caixa torácica implica numa ventilação menos eficiente nos lactentes do que nos adultos.

(E) O diafragma do lactente possui apenas 25-30% de fibras tipo II, o que predispõe à fadiga, enquanto o do adulto possui 55%.

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Muda muuito!! O lactente não é um mini-adulto, longe disso. Diga ao seu professor de fisio neonatal que o lactente é um adulto em miniatura e espere para ver seu semblante mudar. Uns arregalam os olhos, outros olham ao longe com ar desolado, outros te encaram querendo eliminar sua pessoa.

Fisiologia do lactente é bem complicado, lembro de ter estudado isso recentemente mas ainda assim fiquei em dúvida nessa questão. Eu tenho material atualizado sobre esse assunto mas vou postar numa próxima. Como dica, pesquisem sobre as diferenças de semanas de gestação na ocasião do nascimento, pois há diferenças fisiológicas que inclusive influenciam no tratamento entre nascidos com 34 ou 38 semanas.

“A” e “C” são erradas. “B” correta. “D” e “E” complicadas, preciso dormir pra acordar cedo amanhã, me perdoem que essa vou postar assim mesmo, mas na próxima sobre esse tema vou zerar o assunto, mesmo que tenha que postar um caminhão de links. Bye.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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FCC – TRT 3 2009 – Questão 52

52. A insuficiência respiratória

I. aguda pode ser causada pelas alterações da capacidade de carreamento do oxigênio até as células, como ocorre em situações de choque, mesmo em pulmões normais.

II. é classificada quanto ao tempo de instalação da doença em aguda e crônica, podendo a forma aguda ocorrer em pacientes com pulmões previamente sadios ou se sobrepor a uma insuficiência crônica.

III. crônica tem instalação lenta e gera poucos sintomas devido aos mecanismos compensatórios que minimizam as alterações fisiopatológicas.

IV. hipoxêmica está invariavelmente associada à hipocapnia secundária e ao aumento do volume minuto.

V. aguda tem como alteração mais importante a redução da ventilação alveolar, definida como a porção da ventilação minuto que efetivamente alcança os alvéolos e participa das trocas gasosas.

Está correto o que se afirma em

(A) I, II, III, IV e V.

(B) I, II, III e V, apenas.

(C) II, IV e V, apenas.

(D) III, apenas.

(E) III, IV e V, apenas.

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Todas corretas, com exceção da alternativa IV.

A hipocapnia, ou seja, a hiperventilação, é o aumento da ventilação alveolar em vigência de produção constante de CO2 resulta numa diminuição da tensão alveolar de CO2 , pois o CO2 é eliminado dos pulmões pela ventilação aumentada, a diminuição de tensão de CO2 no organismo leva à alcalose respiratória, pois o CO2 é uma molécula geradora de ácido. A hipercapnia é uma ventilação alveolar inadequada para o nível metabólico, ou seja, hipoventilação, que resulta em elevação da tensão alveolar de CO2; quando ela excede o valor de 45mmHg, diz-se que existe hipercapnia. A hipoventilação usualmente se acompanha de hipoxia e produz um estado acidótico denominado acidose respiratória. A hipoxia ocorre quando os tecidos não recebem ou não podem utilizar o O2 em quantidade suficiente para suas atividades metabólicas normais. Por diluir o O2 presente nos alvéolos, a hipoventilação pode diminuir a tensão alveolar de O2.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRT 6 2007 – Questão 54

54. Os determinantes da capacidade residual funcional são:

(A) complacência pulmonar e força muscular respiratória.

(B) força elástica do parênquima pulmonar e resistência das vias aéreas.

(C) resistência das vias aéreas e complacência pulmonar.

(D) força dos músculos respiratórios e a resistência das vias aéreas.

(E) força de tração da caixa torácica e força elástica do parênquima pulmonar.

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A força elástica do parênquima é ponto pacífico, mas a alternativa “E” é específica e diz diretamente quais músculos fazem diferença para o volume residual, afinal são muitos músculos respiratórios, tanto para inspirar como para expirar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FCC – TRT 6 2007 – Questão 53

53. Em relação às propriedades elásticas do pulmão, é correto afirmar:

(A) a complacência pulmonar é definida como alteração de volume por unidade de alteração de fluxo.

(B) surfactante tem o importante papel de diminuir a tensão superficial dos alvéolos, aumentando a complacência do pulmão e reduzindo o trabalho ventilatório.

(C) edema alveolar aumenta a complacência ao diminuir a ventilação alveolar, em contrapartida, doenças que causam fibrose do pulmão diminuem a complacência.

(D) a tensão superficial dos alvéolos não tem influência no comportamento pressão-volume.

(E) a perda de surfactante traz como conseqüências a alta complacência pulmonar e alvéolos cheios de ar.

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A alternativa “B” é perfeita.

O surfactante pulmonar consegue reduzir bastante a tensão superficial entre a água e
o ar. Porém seu efeito depende de sua concentração na interface. A concentração de saturação na interface depende somente da temperatura e da composição da mistura. Como durante a ventilação a superfície do pulmão sofre variações, a concentração se surfactante na interface não costuma ficar no nível de saturação. Na inspiração a superfície aumenta e abre espaço para novas moléculas de surfactante serem recrutadas para a interface. Na expiração a superfície diminui e a camada de surfactante é expremida. Quando a interface é expremida, as moléculas surfactantes ficam mais próximas umas das outras diminuindo ainda mais a tensão superficial.

Sua função é aumentar a complacência pulmonar e consequentemente diminuir o esforço respiratório.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRT 6 2007 – Questão 52

52. É INCORRETO o que se afirma em:

(A) Os bronquíolos segmentares são assim denominados, pois bifurcam-se em terminais e respiratórios, que possuem alvéolos ocasionais que brotam das sua paredes.

(B) A traquéia divide-se em brônquios principais direito e esquerdo, que por sua vez dividem-se em brônquios lobares, e a seguir, bronquíolos segmentares e terminais respectivamente.

(C) Um vez que as vias de condução não têm alvéolos e por essa razão não realizam a troca gasosa, elas constituem o espaço morto anatômico e seu volume é de cerca de 150 mL.

(D) A porção distal a um bronquíolo terminal forma uma unidade anatômica denominada ácino ou lóbulo, onde finalmente encontram-se aos ductos alveolares. Esta região do pulmão é conhecida como zona respiratória.

(E) A zona respiratória constitui a maior parte do pulmão e seu volume é cerca de 2,5 a 3,0 litros.

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Na alternativa “A”, o correto seria brônquios segmentares, e não bronquíolos. E nem haveria essa subdivisão citada, pois ramifica-se em bronquíolos. Olha esse lindo desse brônquio segmentar aí embaixo.

A traquéia divide-se em dois brônquios (direito e esquerdo). Estes apresentam estrutura muito semelhante à da traquéia e são denominados brônquios deprimeira ordem. Cada brônquio principal dá origem a pequenos brônquios lobares ou de segunda ordem, que ventilam os lobos pulmonares. Estes, por sua vez, dividem-se em brônquios segmentares ou de terceira ordem, qua vão ter os segmentos broncopulmonares. Os brônquios, por sua vez, se ramificam várias vezes até se transformarem em bronquíolos, um para cada alvéolo pulmonar, ao que se designa de árvore bronquial. Os brônquios têm a parede revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis decartilagem, irregulares que, nas ramificações se manifestam como pequenas placas ou ilhas.Brônquios são condutos cartilaginosos localizados na porção mediana do tórax, abaixo da região inferior da traqueia; e se estendem desde o ponto da ramificação desta até o hilo pulmonar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 6 2007 – Questão 51

51. Considere as afirmativas abaixo.

I. A contração do diafragma aumenta o diâmetro vertical do tórax pelo deslocamento caudal do centro frênico.

II. Feixes de fibras musculares do diafragma se inserem na face interna das cartilagens costais, sobre as extremidades das 11a e 12a costelas e sobre a coluna vertebral no nível dos corpos vertebrais.

III. A contração do diafragma aumenta o diâmetro transversal do tórax por elevação das costelas superiores, por intermédio do esterno.

IV. A contração do diafragma aumenta o diâmetro ântero-posterior do tórax, por elevação das costelas inferiores.

V. O diafragma possui pilares que se inserem sobre a coluna lombar nas arcadas dos músculos psoas e quadrado lombar.

É correto o que se afirma APENAS em

(A) I e II.

(B) II e V.

(C) I, II e V.

(D) I, III e IV.

(E) II, III e IV.

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https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/tag/funcao-do-diafragma/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C