VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 35

35. Assinale a alternativa que corresponde à característica da mastectomia radical modificada.

(A) O músculo peitoral permanece intacto.

(B) O músculo peitoral é totalmente removido.

(C) O músculo peitoral é removido parcialmente.

(D) Somente a mama é removida.

(E) Somente os nódulos linfáticos são removidos.

i35

Na mastectomia radical modificada, segundo o que andei lendo, a fascia do peitoral maior é removida. Como faz parte do músculo, não sei se podemos dizer que o músculo ficou intacto, mas é o que a banca propõe como resposta.

Fiquem com um arquivo bem legal.

http://www.mediafire.com/file/scovl2juj6ujcbw/a35_cirurgia_mamaria.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

Anúncios

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 46

46. Tratando-se de uma paciente operada de câncer de mama(mastectomia radical), em que não houve alteração de sensibilidade, o fisioterapeuta deverá ter em mente as seguintes indicações:

a) o calor superficial, o frio e a eletroanalgesia podem ser utilizados para o alivio da dor e até o quarto dia de PO são permitidos de 40º a 45º de flexão e abdução.

b) o calor superficial, o frio e a eletroanalgesia podem ser utilizados para o alivio da dor e até o quarto dia de PO são permitidos de 10º a 25º de flexão e abdução.

c) o calor profundo, o frio e a eletroanalgesia nunca poderão ser utilizados para o alivio da dor e até o quarto dia de PO são permitidos de 05º a 10º de flexão e abdução.

d) o calor superficial, o frio e a eletroanalgesia nunca podem ser utilizados para o alivio da dor e até o quarto dia de PO são permitidos de 20º a 25º de flexão e abdução.

e) o calor profundo, o frio e a eletroanalgesia podem ser utilizados para o alivio da dor, e o ganho de ADM total é indicado a partir do primeiro dia.

mastectomia

Calor profundo eliminam alternativas “C” e “E”. A “D” cita que nunca pode se usar gelo, calor ou eletroterapia para alívio da dor, tá fora também. A “B” propõe uma ADM muito cautelosa, medrosa eu diria. Resta a “A”.

Eu até ia fazer um post sobre o assunto mas achei um texto tão bacana que vou deixar aqui. Lembrem apenas que não basta apenas seguir receita de bolo em tratamento nenhum para problema algum, a questão é apenas ter um parâmetro para responder essas questões.

É preciso se manter atualizado e buscar tratamentos efetivos, sempre há espaço para a decisão clínica que diverge de protocolos ou não tenha evidências fortes na literatura, o que não é o mesmo que usar condutas sem nenhuma evidência, que infestam a fisioterapia brasileira.

FISIOTERAPIA EM MASTECTOMIZADAS
O câncer de mama representa importante problema de saúde para a população feminina de todas as partes do mundo. O diagnóstico e o tratamento de lesões precursoras podem evitar o surgimento do câncer. O diagnóstico precoce de formas iniciais de câncer permite tratamento não mutilante com alta taxa de curabilidade. Não há como prevenir o aparecimento de tal patologia, mas o auto-exame e a detecção precoce influenciam diretamente no prognóstico.

Fatores de Risco: fatores genéticos, fatores hormonais, fatores nutricionais, fatores histopatológicos, fatores decorrentes de radiação.

Não há como prevenir o aparecimento de tal patologia, mas o auto-exame e a detecção precoce influenciam diretamente no prognóstico.

Vários exames são utilizados na investigação diagnóstica. A Mamografia, mais nítida após os 40 anos, pois a mama perde tecido adiposo; U.S. mamária, complementando a mamografia; Citologia oncótica e Biópsia do nódulo.

A retirada da mama, ou de parte dela, em casos de câncer localizado, foi descoberta e escolhida como forma de tratamento mais eficaz. Atualmente, encontramos os seguintes tipos de cirurgia em pacientes portadoras de Câncer de Mama, dependendo do grau e da evolução da tumoração existente:

* Exerese do nódulo – retirando apenas o nódulo canceroso, sem comprometimento de linfonodos;

* Quadrantectomia – retirada do quadrante envolvido e linfonodos axilares, muito utilizada em nódulos de pequenas proporções;

* Mastectomia – retirada total do tecido mamário. Esta pode ser realizada de três maneiras, comprometendo as funções da paciente a depender do quadro já instalado e do método cirúrgico utilizado como tratamento curativo. Logo, encontraremos:

1. Mastectomia Higiênica – retirando apenas o tecido mamário, para alívio da dor e do sofrimento em casos de metástase, sem indicação curativa, nem esvaziamento axilar.

2. Mastectomia a Haested ou Radical – retirando o tecido mamário, peitoral maior, peitoral menor, linfáticos e fibrogranulosos axilares, com incisão horizontal mais freqüente.

3. Mastectomia a Patey ou Radical Modificada – retirando a mama, peitoral menor e linfáticos axilares, preservando o peitoral maior, protegendo assim o gradil costal e mantendo uma melhor movimentação do membro superior homolateral.

Alguns exames pré-operatórios são necessários para a escolha adequada do método cirúrgico. Entre eles, a Cintilografia óssea, para verificar a presença de metástase, U.S. hepática, Raio X de tórax, Exames laboratoriais e ECG para pacientes mais idosas.

O tumor mamário mais comum é o Carcinoma Ductal Infiltrante, que, dependendo do estágio em que chega ao hospital, pode ou não passar por sessões de Radioterapia e Quimioterapia, para redução do nódulo, possibilitando o procedimento cirúrgico. São feitas 25 ( vinte e cinco ) aplicações de Radioterapia em 25 ( vinte e cinco ) dias consecutivos no campo delimitado pelo médico e 6 ( seis ) ciclos de Quimioterapia, além da Hormônioterapia antiestrógeno por 5 ( cinco ) anos para inibir o crescimento celular.

A Avaliação Fisioterapêutica pré-operatória é essencial para o acompanhamento geral das conseqüências provenientes da cirurgia, elaboração de um prognóstico de recuperação e conscientização da paciente sobre a importância e os procedimentos da Fisioterapia no Pós-Operatório, além de esclarecer sobre a cirurgia, caso a mesma ainda não o saiba.

Nesta etapa, o Fisioterapeuta busca a anamnese e toda a história clínica da paciente nos formulários hospitalares, pastas e prontuários, que contém todos os exames realizados, e explicados anteriormente. É extremamente importante que o Fisioterapeuta esteja a par de todas as informações relevantes sobre cada paciente a ser tratado. É feita a coleta dos dados, sinais vitais (FC,FR, TA) , ausculta pulmonar, avaliação das ADMs globais e força muscular, postura, presença de deformidades e, não menos importante que todas essas informações, devemos estar atentos ao estado emocional da paciente, que poderá interferir diretamente na evolução do tratamento pós-cirúrgico, melhora do quadro e realização das condutas.

O Fisioterapeuta deve ter conhecimento aprofundado das complicações pós-cirúrgicas da mastectomia, e ter realizado uma prévia avaliação da paciente para elaborar um programa de reabilitação relacionando os estados pré e pós-operatórios.

As complicações mais comuns são:

* Escápula alada – devido à fraqueza do Serrátil anterior;

* Lesões das raízes do Plexo braquial; ( C5 – T3 )

* Limitação da flexão e rotação do ombro – em sua maioria, por medo;

* Linfedema – pela retirada dos linfáticos axilares;

* Sensação dolorosa e de peso no ombro – associada ao linfedema;

* Limitação da expansibilidade torácica – onde a Fisioterapia deve intervir imediatamente;

*Parestesias.

O Fisioterapeuta deve iniciar o tratamento no 1o- DPO.

Muitos são os objetivos da Fisioterapia em Mastectomizadas, entre eles estão:

* Prevenir ou diminuir as complicações respiratórias;

* Prevenir complicações circulatórias ( TVP );

* Prevenir complicações osteomioarticulares;

* Evitar aderências, cicatrizes e quelóides;

* Manutenção das ADMs;

* Manutenção da Força muscular;

* Prevenção de linfedema;

* Diminuir algias;

* Reeducação postural;

* Relaxamento;

* Alongamento;

* Melhorar movimentação global;

* Incentivar a auto-estima.

Inúmeras condutas poderão ser utilizadas para atingir o objetivo final da Fisioterapia, que é devolver a paciente à sociedade sem limitações residuais.

A paciente tem alta no 5o- ou 6o- DPO, e o objetivo da Fisioterapia até liberação da mesma é alcançar um estado geral bom, com ADMs em flexão e abdução do membro superior homolateral à cirurgia de, no mínimo, 90 ( noventa ) graus.

As condutas no pós-cirúrgico imediato, em geral, seguem um protocolo. Entre elas podemos encontrar:

Reeducação respiratória – Padrões ventilatórios: Inspiração profunda, Inspiração em dois tempos, Inspiração em três tempos e Soluço inspiratório;

* Uso de TENS para alívio da dor;

* Drenagem postural para linfedema, além de massoterapia e Compressão pneumática;

* Mobilização ativa e ativa resistida dos membros superiores, para manutenção das ADMs e ganho de Força muscular;

* Deambulação precoce;

* Realização de todos os movimentos possíveis com o MS homolateral à cirurgia, dentro da capacidade da paciente;

* Esclarecimento de que a Fisioterapia e a utilização dos MMSS não afetarão a recuperação cirúrgica.

Passada esta etapa, e após a alta, as pacientes são atendidas em grupo misto de tempo cirúrgico, para motivá-las a continuar a Fisioterapia. O atendimento passa a ser ambulatorial e o protocolo é diferenciado, onde regularmente elas são reavaliadas.

Conclusão

A Fisioterapia inicia seu trabalho com cuidados no leito, orientando a respiração correta e as posturas que favorecem a amplitude de movimento e aumento da circulação. É importante vermos a mastectomizada como uma pessoa que sofre de problemas não só físicos, como também psíquicos, e tentar ajuda-la a superar essa crise, inclusive para obtermos aceitação do tratamento fisioterápico.

A crioterapia relaxante para membro superior tem como efeito principal à diminuição da dor, conseguindo até mesmo abolir a administração de analgésicos na fase pós-operatória imediata. Além disso, trabalhamos com criocinética, que é a aplicação da crioterapia  associada simultaneamente aos exercícios. Estes exercícios devem ser, de preferência isométricos para não despertar dor e conseguirmos aumento da força muscular e seu relaxamento. Porém, também é necessário trabalharmos com exercícios ativos, até mesmo resistidos, para conseguirmos a amplitude total de movimento do ombro, posteriormente.

O tratamento fisioterápico deverá ter a sua continuidade, após a alta hospitalar.

Ressaltamos que a Fisioterapia no pós-operatório a mastectomia, como indispensável para  a reabilitação da paciente, paralelo ao tratamento médico. Através dele a mulher mastectomizada consegue a amplitude total e funcional dos movimentos do membro superior do lado da cirurgia, melhora da sensibilidade, prevenção de postura defeituosa, diminuição da sintomatologia dolorosa, prevenção do linfedema, profilaxia das complicações pulmonares e apoio psicológico.

Bibliografia
CAMARGO, M.; MARX, A. In: Reabilitação física no câncer de mama. São Paulo: Editora Roca. 2000.
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCa/MS) – Disponível em: (http://www.inca.org.br).
KISNER C.; COLBY L.A.. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 3 ed. São Paulo: Manole, 1998.
NATIONAL BREAST CANCER CENTRE (NBCC). Disponível em: http://www.nbcc.org.au .
NATIONAL CANCER INSTITUTE (NCI) – Disponível em: http://www.cancernet.nci.nih.gov .
SERRAVALLE, Nelma. Fisioterapia em Mastectomizadas. Fisio&Terapia, nº 18, p.20-21. Disponível em http://www.ufpe.br/fisioterapia/mastec.html .
XHARDEZ Y., et all.. Manual de Cinesioterapia; Técnicas, Patologias, Indicações, Tratamento. Rio de Janeiro: Atheneu.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: A

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 34

34. A.M.P.B., 85 anos, é avaliada pelo fisioterapeuta e apresenta deformidade na coluna, pelve e extremidades; comprometimento articular, dor e áreas com aumento de temperatura e sensibilidade. Ao exame radiológico, os ossos afetados mostram-se aumentados, levando a um arqueamento anterior das tíbias e dos fêmures. Os testes de análise bioquímicos mostraram aumento da fosfatase esquelética e a excreção de hidroxiprolina pela urina apresentou valores acima de 40mg/24h2. A cintilografia mostrou regiões com comprometimento degenerativo. A paciente relata ainda que o que a fez procurar o médico foram dores articulares. Diante do exposto, pode-se concluir que a paciente apresenta quadro clínico sugestivo de

(A) osteoporose.

(B) osteoartrose.

(C) doença de Paget.

(D) fibromialgia.

(E) febre reumática.

paget

As deformidades indicadas e o espessamento ósseo indicam para uma única alternativa, a “C”, doença de Paget.

A Doença de Paget, descrita pela primeira vez em 1877, pelo médico Inglês Sir James Paget, é um tipo detumor maligno raro, unilateral, que acomete a região da aréola e do mamilo. Com incidência de 0,5% a 4% dos cânceres mamários, é mais frequente em mulheres entre 60 e 70 anos de idade, podendo também acometer em homens.

Essa neoplasia pode se apresentar de forma pura (um câncer in situ) ou, como ocorre mais comumente, estar associada ao câncer ductal in situ ou ao câncer ductal invasivo.

O carcinoma ductal in situ é um câncer de mama em fase inicial, formado por calcificações que surgem quando as células cancerosas estão dentro do ducto e não ultrapassam a membrana basal. A taxa de sucesso no tratamento de um carcinoma ductal in situ é de 95% quando diagnosticado precocemente.

Quando as células rompem a barreira da membrana formando um nódulo, a neoplasia passa a ser um carcinoma ductal invasivo, que é o tipo mais comum de câncer de mama. Nesse estágio passa a existir a possibilidade de metástase, pois as células caem na corrente sanguínea podendo afetar os gânglios ou outros órgãos.

Diagnóstico
A forma inicial de diagnóstico da Doença de Paget é pelo exame clínico de um especialista. Em muitos casos, a doença pode ser confundida com uma doença benigna da pele, como uma dermatite ou alergia.

Já o padrão-ouro de diagnóstico é por meio da biópsia, que identifica e confirma a presença das células de Paget.

A mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética também são recomendadas para complementar o diagnóstico, avaliando se a neoplasia é pura ou se está associada a um carcinoma da mama.

Principais sintomas: coceira, vermelhidão, camada espessa na pele, descarga mamilar (sangramento dos mamilos) e a presença de nódulos.

Tratamento
O tratamento dessa neoplasia depende do diagnóstico e da extensão do tumor ao qual está associado. A cirurgia é a principal forma de tratamento utilizada. 

Para um diagnóstico de nódulos pequenos e pouco invasivos, é indicada a cirurgia conservadora ou quadrantectomia (cirurgia que consiste em retirada parcial da mama). Nesses casos, é necessária a complementação com a radioterapia.

Já em casos de nódulos maiores e invasivos, a mastectomia (cirurgia que consiste em retirada total da mama) é a principal forma de tratamento.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

AOCP – EBSERH – UFGD/MS Respiratória 2014 – Questão 38

38. A neoplasia é uma massa anormal de tecido cujo crescimento excede aquele dos tecidos normais e não está coordenada com ele, persistindo da mesma maneira excessiva após o término do estímulo que induziu a alteração. De acordo com algumas características morfológicas, é possível diferenciar um tumor maligno de um benigno. Sobre tais características, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. Uma célula cancerígena, quando sofre um processo de diferenciação, dizemos que ela se tornou diferente da célula de origem do tecido, assim esta é classificada como maligna.

II. A célula tumoral, quando apresenta um crescimento mais lento, dizemos que apresenta uma característica benigna, enquanto que o contrário é uma característica do tumor maligno.

III. Nos tumores, é possível distinguir o parênquima (constituído por células neoplásicas) e o estroma (tecido de sustentação), assim um tumor que tem um crescimento lento faz com que seu estroma seja mais espesso, o que consequentemente não terá invasão local.

IV. A partir do momento que uma célula tem a capacidade de invasão local, esta terá a propensão à metástase para outros tecidos e órgãos, o que é uma característica de um tumor maligno.

(A) Apenas I está incorreta.

(B) Apenas I e II estão incorretas.

(C) Apenas II e III estão corretas.

(D) Apenas III e IV estão corretas.

(E) I, II, III e IV estão corretas

CANCER

Sobre a assertiva I, devemos entender o que significa diferenciação celular.

A diferenciação celular constitui um processo biológico complexo e vital, uma vez que regula a expressão de um grande número de genes ligados a funções tecido-específicas e controla a proliferação celular. O processo de diferenciação compreende diversas etapas programadas geneticamente. Dentre elas, destacam-se: a proliferação de células progenitoras ou células-tronco (stem cells), imortais e que respondem a estímulo mitogênico; a ativação e/ou repressão de inúmeros genes; a expressão de proteínas de determinadas linhagens, que mediam funções biológicas específicas; a repressão progressiva da capacidade de responder a fatores mitogênicos; e por fim, a diferenciação terminal completa, associada à perda irreversível do potencial proliferativo.

A carcinogênese, por sua vez, é caracterizada pela produção de clones de células com alterações genéticas e epigenéticas, comumente associadas com a expressão e função anormais de proto-oncogenes e/ou antioncogenes, que resultam, sobretudo, em perda do controle sobre a diferenciação e proliferação celulares. Estes clones exibem propriedades típicas de células que não sofreram diferenciação terminal completa, ou seja, mantêm a imortalidade e capacidade de responder a estímulo proliferativo. Segundo esta perspectiva, considera-se o câncer uma doença de diferenciação.
Portanto a afirmação está inexata e por isso incorreta.

As assertivas II e III são corretas.
Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima, representado pelas células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. Os tumores também têm estas estruturas, sendo que os benignos, por exibirem crescimento lento, possuem estroma e uma rede vascular adequada, por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia. No caso dos tumores malignos, observa-se que, pela rapidez e desorganização do crescimento, pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular, eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia, de grau variável com a velocidade do crescimento e a “idade” tumorais.

A assertiva IV é correta.
As duas propriedades principais das neoplasias malignas são: a capacidade invasivo-destrutiva local e a produção de metástases. Por definição, a metástase constitui o crescimento neoplásico à distância, sem continuidade e sem dependência do foco primário.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – Sorocaba/SP 2006 – Questão 27

27. Em pacientes que sofreram cirurgias devido a neoplasias de pulmão, o tratamento fisioterapêutico deve utilizar a técnica de

(A) expiração relaxada e treinamento resistido.

(B) expiração forçada, tapotagem e percussão.

(C) percussão aplicada bilateralmente e drenagem postural.

(D) drenagem postural, expiração forçada e treinamento resistido.

(E) respiração diafragmática com freno labial e exercícios de respiração segmentar.

CHARADA

Cirurgias torácicas/pulmonares são sempre muito agressivas. O que dificulta a resposta aqui, e a meu ver constitui um erro da VUNESP, é não mencionar em que período de PO estamos. Uma operação de anos não tem o mesmo tipo de precaução que um PO de poucos dias. Então, como responder essa questão?

Simples. Em todas as alternativas, há procedimentos de percutir ou de contração muscular, com exceção da alternativa “E”. Isso nos mostra que se trata de um PO recente.
Deixo um artigo bem recente sobre reabilitação de neoplasias pulmonares, com indicação de link para download no final.

INTRODUÇÃO

O câncer de pulmão é um dos tumores malignos mais frequentes no Brasil e no mundo.1,2 Em 2008, foi o câncer mais diagnosticado nos Estados Unidos e também a principal causa de morte oncológica em homens.1,2

No momento do diagnóstico, mais de 50% dos pacientes com câncer de pulmão já têm doença metastática.3

Quanto às manifestações clínicas, tosse, dispneia, hemoptise, dor torácica e rouquidão são sintomas frequentes. Tosse geralmente está presente em 50-75% dos pacientes.3

Dispneia também é um sintoma comum já no momento do diagnóstico, ocorrendo em aproximadamente 25% dos casos.3 Ela pode ser decorrente de: obstrução das vias aéreas extrínsecas ou intraluminal, pneumonite obstrutiva ou atelectasia, disseminação do tumor, linfangite, êmbolos do tumor, pneumotórax, derrame pleural e derrame pericárdico com tamponamento.

Essas e outras manifestações clínicas podem comprometer a funcionalidade e qualidade de vida, além de comumente estarem associados à fadiga nessa população.

Portanto, assim como em outros tipos de câncer e doenças crônicas, existe uma preocupação crescente em busca de opções terapêuticas que reduzam a fadiga, melhorem os sintomas clínicos, físicos e psíquicos e, com isso, melhorem a qualidade de vida.

Sendo assim, as intervenções de reabilitação, com destaque para o exercício terapêutico supervisionado, constituem potenciais alicerces para o tratamento adjuvante desta população. O Programa de Exercício Supervisionado constitui uma intervenção terapêutica recomendada para muitos pacientes com câncer, entre eles, o câncer de pulmão, o que vem impulsionando os estudos científicos na área e ampliando o conhecimento sobre seu efeito nas diferentes manifestações clínicas.

O objetivo desta diretriz é avaliar a eficácia das estratégias de reabilitação para as condições clínicas mais comuns e de maior impacto na evolução clínica destes pacientes.

SESSÃO TERAPÊUTICA

1. Quais são os efeitos do exercício físico nos pacientes com câncer de pulmão?

O treino supervisionado de fortalecimento e mobilidade, duas vezes ao dia, nos cinco primeiros dias do pós-operatório de cirurgia para resseção de neoplasia de pulmão, seguido de exercícios domiciliares, por um período de 12 semanas, realizados diariamente e baseados nas orientações feitas por um fisioterapeuta durante a internação (constituído de caminhada no limite do paciente, marcha estacionária e exercícios em bicicleta horizontal, com a intensidade entre 60% e 80% da frequência cardíaca máxima, por 5-10 minutos, associado a treino de fortalecimento de membros inferiores com carga inicial de 0,9 kg até 1,8 kg), melhora a força do quadríceps (p = 0,04) nos primeiros cinco dias após a cirurgia, mas não reduz tempo de internação nem melhora a qualidade de vida (p > 0,05) nem a tolerância ao exercício (p = 0,89)4 (A).

Exercícios domiciliares, realizados diariamente no período pré-operatório, não têm impacto positivo na percepção de saúde do paciente, mas melhora a capacidade de participar das mudanças e, consequentemente, pode ter efeito positivo na percepção do bem-estar em pacientes com câncer de pulmão5 (A).

Exercícios respiratórios associados ao treino aeróbico por 30 minutos, com 50% da frequência cardíaca máxima, realizados diariamente, cinco dias por semana durante quatro semanas, em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, candidatos à ressecção de pulmão por câncer não pequenas células, melhoram a capacidade ao exercício (p < 0,001)6 (B).

Exercícios respiratórios associados à bicicleta estacionária, exercícios de membros superiores e inferiores de baixa a moderada intensidade e caminhada, supervisionados, com duração de 90 minutos, diariamente, por um período de sete semanas, aumenta a função física, embora não melhore a capacidade pulmonar e qualidade de vida em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer de pulmão inoperável7 (B).

Pacientes com diversos tipos de câncer melhoram a fadiga após programa com treino aeróbico, associado a exercícios resistidos de tronco, membros superiores e inferiores (com carga de treinamento entre 30-100% de uma repetição máxima), numa frequência mínima de duas vezes por semana, no período pós-tratamento com radioterapia ou quimioterapia8,9 (A) e também pacientes com câncer de próstata, durante a radioterapia, têm benefícios na qualidade de vida com um programa de exercícios aeróbicos supervisionado associado ao treino resistido10 (A).

O exercício aeróbico supervisionado com intensidade de 80% da frequência cardíaca máxima, realizado diariamente, por três semanas, reduz os sintomas de fadiga em pacientes com diversos diagnósticos de câncer (pulmão, estômago, cólon e reto) após o tratamento cirúrgico11 (B). O treino aeróbico também tem efeitos benéficos na qualidade de vida em pacientes sobreviventes de câncer de mama12 (A).

Um programa de exercícios resistidos melhora o bem-estar em pacientes com vários tipos de câncer avançado durante a radioterapia,13 (A) e também melhora a qualidade de vida em pacientes com câncer de mama durante o tratamento oncológico (quimioterapia, radioterapia ou cirurgia)14 (A).

Um treino supervisionado de flexibilidade melhora de forma significativa a qualidade de vida de pacientes com câncer, de jovem a média idade, pouco tempo após a quimioterapia15 (A).

Recomendação

Embora os poucos estudos com pacientes com câncer de pulmão não tenham revelado resultados consistentes4-7 recomendamos para estes pacientes a prática regular (pelos menos 150 minutos por semana, distribuídos ao longo de cinco dias) e, inicialmente, supervisionada de exercícios físicos, aeróbicos e resistidos, isolados ou associados, pois os poucos estudos com essa população não são suficientes e adequadamente desenhados para concluirmos que o exercício não traz benefício nos sintomas da doença, na fadiga e na qualidade de vida nessa população, nossa recomendação baseia-se em benefícios do exercício físico comprovados em estudos cuja população foi pacientes com diversos tipos de câncer e em diversas fases do tratamento oncológico.

2. O exercício físico pré-operatório diminui as complicações pulmonares no pós-operatório em pacientes com câncer de pulmão? 

A ocorrência de complicações pós-operatórias diminui significativamente de 16,7% para 3% quando é realizada fisioterapia respiratória e exercícios aeróbios de forma intensiva na semana que precede a cirúrgia de ressecção tumoral de pulmão quando comparado à fisioterapia respiratória regular (p< 0,05).16

Fisioterapia pré-operatória e reabilitação pulmonar trazem benefícios para pacientes com indicação de ressecção pulmonar por neoplasia. Observa-se melhora da capacidade e preservação da função pulmonar após a cirurgia, porém não há associação clara na redução da incidência de complicações pós-operatórias.17

Recomendação

Podem-se recomendar exercícios aeróbios associados à fisioterapia respiratória de forma intensiva no pré-operatório de pacientes hígidos com indicação de ressecção pulmonar por neoplasia de pulmão, pois demonstram ter capacidade de melhorar a capacidade pulmonar e, eventualmente, minimizar o risco de complicações pós-operatórias.

3. O exercício físico no pós-operatório imediato diminui a dispneia em pacientes com câncer de pulmão? 

Um programa de exercício físico aeróbio personalizado e supervisionado, consistindo em três sessões em cicloergômetro em dias alternados por 14 semanas, praticado a 60% da frequência cardíaca máxima por 15 a 20 minutos no início, com aumentos de duração de 5 minutos a cada semana de acordo com a tolerância do paciente (avaliada por sinais hemodinâmicos, saturação de O2 e aumento na frequência cardíaca máxima até 70%) em pacientes recém-submetidos à lobectomia ou pneumectomia por câncer de pulmão, é capaz de reduzir a queixa de dispneia (médias e desvios-padrão pré e pós-intervenção: 17 ± 5 e 20 ± 5; p = 0,007) medida na avaliação de bem-estar funcional da escala de qualidade de vida FACT-L (Functional Assesment Of Cancer Therapy-Lung).18

Um programa personalizado de caminhada, instituído para pacientes com câncer de pulmão sem indicação cirúrgica ou para pacientes no pós-operatório, com intensidade e frequência dos treinos de caminhada aumentando de acordo com a monitorização de queixa de dispneia, com objetivo de completar um percurso de 10 metros, o maior número de vezes possível, até sintoma de pré-exaustão, mensurado pelas Escala de Borg, duas vezes por semana por sete semanas, melhora a queixa de dispneia medida pela escala de Qualidade de Vida EORTC QLQ-C30 (na média: nota 50 para 33), porém não demonstra superioridade sobre grupo controle no pós-operatório imediato e nem entre os grupos cirúrgico e não-cirúrgico, mas sugere melhora qualitativa no bem estar geral associado à percepção do impacto da dispneia na capacidade física e na redução do ciclo-vicioso da dispneia-sedentarismo. Os pacientes que evitaram exercício por medo da dispneia aderiram à proposta terapêutica com redução dos sintomas, ainda que com poder fraco para conclusões estatísticas7 (B).

Recomendação

Pode ser recomendado exercício aeróbio supervisionado com intensidade moderada no pós-operatório imediato de pacientes submetidos à ressecção pulmonar por neoplasia de pulmão, especialmente sem indicação de quimioterapia adjuvante posterior. A intervenção é segura e promove melhora qualitativa da queixa de desconforto respiratório global ao exercício e da dispneia

4. O exercício físico no pós-operatório imediato diminui a fadiga em pacientes com câncer de pulmão? 

Um programa de exercício físico aeróbio personalizado e supervisionado, consistindo em três sessões em cicloergômetro em dias alternados por 14 semanas, praticado a 60% da frequência cardíaca máxima por 15 a 20 minutos no início, com aumentos de duração de 5 minutos a cada semana de acordo com a tolerância do paciente (avaliada por sinais hemodinâmicos, saturação de O2 e aumento na frequência cardíaca máxima até 70%) em pacientes recém-submetidos à lobectomia ou pneumectomia por câncer de pulmão, é capaz de melhorar o cansaço e desconforto nas pernas medido pela avaliação de fadiga (médias e desvios-padrão pré e pós-intervenção: 19 ± 8 e 12 ± 8 p = 0,03) na escala de qualidade de vida FACT-L (Functional Assesment Of Cancer Therapy-Lung).18

Recomendação

Pode ser recomendado exercício aeróbio supervisionado com intensidade moderada no pós-operatório imediato de pacientes submetidos à ressecção pulmonar por neoplasia de pulmão, especialmente sem indicação de quimioterapia adjuvante posterior. A intervenção é segura e promove melhora qualitativa da queixa de fadiga ao exercício.

5. Um programa psicoeducativo com terapia cognitivo-comportamental melhora a qualidade de vida em pacientes com câncer de pulmão? 

Um programa psicoeducativo, baseado em habilitação e adoção, por parte dos pacientes, de comportamentos adaptativos para atrasar o agravamento dos sintomas, com os seguintes componentes: informação preparatória, discussão da experiência do sintoma, exploração dos significados e manifestações associadas aos sintomas, consultoria em estratégias de enfrentamento, e treinamento e prática de relaxamento muscular progressivo, realizado para pacientes com câncer de pulmão avançado (estadio 3 e 4) em radioterapia paliativa, é capaz de melhorar os sintomas de ansiedade (p = 0,001), fadiga (p = 0,011), falta de ar (p = 0,002), habilidade funcional (p = 0,001) e sintoma “cluster” (p = 0,003)19 (A).

Uma intervenção psicoeducacional, uma vez por semana, durante quatro semanas, realizada por enfermeiras, abordando orientações educacionais, alimentares e aconselhamento antes do final da vida e posterior acompanhamento mensal até a morte, melhora a qualidade de vida (p = 0,02) e o humor (p = 0,03), mas não melhora a intensidade dos sintomas (p = 0,24), nem reduz os dias de internação hospitalar, ou em unidade de terapia intensiva, nem a procura pelos serviços de emergência, em comparação com pacientes recebendo cuidados oncológicos habituais20 (A).

A terapia cognitivo-comportamental aplicada por enfermeira, em quatro sessões (inicial, após 10, 20 e 32 semanas), em pacientes com câncer de mama (38%), pulmão (35%) e outros tumores sólidos (cólon, ginecológico, linfoma e útero), podem melhorar a funcionalidade, mas o efeito na melhora da funcionalidade é menor quanto maior os sintomas depressivos apresentados pelos pacientes (p < 0,01)21 (B).

Recomendação

Recomendamos um programa psicoeducativo, realizado por profissional de saúde, preferencialmente psicólogo capacitado e com experiência no cuidado de pacientes com doenças crônicas, voltado para orientações para comportamentos adaptativos no dia-a-dia, busca de estratégias de enfrentamento e uso de técnicas de relaxamento para pacientes com câncer de pulmão, em qualquer fase do tratamento e da doença, porém um programa mais intenso para pacientes com estadios mais avançados e durante tratamento específico.

6. Um programa de condicionamento físico em pacientes com câncer de pulmão melhora a tolerância ao exercício? 

Um programa supervisionado interdisciplinar de reabilitação, de no máximo 20 sessões, pelo menos cinco vezes por semana, compos-to de atividade aeróbica em cicloergômetro durante pelo menos 30 minutos e de intensidade moderada (60% a 80% da carga máxima), aumenta a tolerância ao exercício físico no teste de caminhada de 6 minutos com média de aumento de 95,6 metros em relação a um grupo controle sem intervenção (p  5% e em curso de diferentes tratamentos, não melhoram o peso por aumento de massa magra, após suplementação com composto nutricional de L-arginina (14 g/dia), glutamina (14 g/dia) e betahidroxi betametilbutirato (3 g/dia), durante 24semanas (p > 0,25)26 (B).

Recomendação

Não é possível recomendar o uso destes suplementos para melhora da fadiga em pacientes com câncer de pulmão por falta de evidências na literatura para essa população específica, e com desfecho de fadiga. Entretanto, conforme exposto acima, há evidências de melhora de alguns parâmetros de bioimpedância em pacientes com neoplasia colorretal e a melhora desses parâmetros tem se mostrado associada à melhor sobrevida e preditores de prognóstico nessa população e isso deve ser levado em consideração na decisão para uso destes suplementos. Mais estudos são necessário parasse avaliar o efeito do uso de ergogênicos como a creatina e Β- hidroxi-Β- metilbutirato (HMB) para melhora da fadiga em pacientes com câncer de pulmão.

8. O guaraná (“Paullinia Cupana”) melhora a fadiga em pacientes com câncer de pulmão?

O extrato do guaraná (Paullinia cupana) na dose de 50 mg, duas vezes ao dia, por um período de 21 dias, pode melhorar a fadiga em pacientes com câncer de mama durante quimioterapia em comparação com placebo (p < 0,01), não produz eventos adversos ou toxicidades maiores, não piora a qualidade do sono e também não causa ansiedade ou depressão nessa população27 (B).

Recomendação

O extrato do guaraná na dose de 50mg, duas vezes ao dia, pode melhorar a fadiga em pacientes com câncer de pulmão, embora o estudo que demonstrou benefício tenha sido realizado em pacientes com câncer de mama. Porém, devemos fazer uso com cautela, principalmente em pacientes com cardiopatia, hipertensão arterial sistêmica e idosos, até que mais estudos mostrem a dose segura em relação a efeitos adversos, como aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

http://www.mediafire.com/view/wx48895bq7wo4q6/2013_c%C3%A2ncer_de_pulm%C3%A3o_Reabilita%C3%A7%C3%A3o.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – Sorocaba/SP 2006 – Questão 26

26. Na reabilitação de pacientes com câncer de mama, a amplitude articular de flexão e abdução do ombro, recomendada entre o 1.º e o 4.º dia após a cirurgia, é de

(A) 10º a 35º

(B) 40º a 45º.

(C) 50º a 55º.

(D) 60º a 70º.

(E) 75º a 90º.

Factor-cancer-de-mama

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Apesar da evolução no diagnóstico e tratamento e da possibilidade do emprego da técnica do linfonodo sentinela, os procedimentos cirúrgicos, desde a tumorectomia até a mastectomia associada à linfonodectomia axilar (LA), ainda prevalecem. Adicionalmente, podem ser empregadas como terapias complementares adjuvantes ou neoadjuvantes a quimioterapia (QT), a radioterapia (RT) e a hormonioterapia.

A abordagem cirúrgica, ainda que indispensável, pode determinar complicações como: necrose cutânea, deiscências e aderências cicatriciais, restrição da amplitude de movimento (ADM) do ombro, linfedema, alterações da força muscular, dor no ombro ou braço e alteração da sensibilidade devido à lesão nervosa do nervo intercostobraquial. Acredita-se que a LA seja uma das principais justificativas para o aparecimento das complicações e morbidades pós-operatórias, justamente pela retirada dos linfonodos, pela localização e extensão da abordagem cirúrgica.

A presença dessas complicações pode comprometer a qualidade de vida (QV) dessas mulheres, pois interfere negativamente em seu cotidiano, restringe a execução de atividades físicas, laborais e domésticas, além do impacto emocional e nos relacionamentos pessoais. Entre aquelas submetidas à mastectomia, há também um prejuízo da imagem corporal, da vida sexual e mudanças nos hábitos de vida diária.

Essa questão é discutível, mas se considerarmos que um aflexão excessiva iria tensionar demais uma região de cicatriz ainda não consolidada, e que o movimento de amplitude mínima seria ineficaz para a prevenção de aderências, temos que considerar ou a alterntiva “B” ou a alternativa “C”. Por prudência, a “B”.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B