VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 28

28. Na eletroterapia podemos selecionar diversos tipos de correntes dependendo do nosso objetivo. Quando o objetivo é de analgesia, assinale a alternativa correta.

a) TENS e Ultraexcitante.

b) TENS e galvânica contínua.

c) Ultraexcitante e galvânica contínua.

d) Difásica fixa e TENS.

e) Difásica fixa e ultraexcitante.

google

Muito fácil. Correntes elétricas podem ser classificadas pelo tipo de efeito que produzem no corpo humano. Ainda que exista certa analgesia em correntes utilização para induzir contração muscular, seu uso é mais adequado quando utilizada para os fins que foram classificadas como “principal efeito”.

Dessa forma, ainda que o tens no “modo burst” provoque contrações visíveis, não podemos utitizar em substituição ao Fes ou à corrente russa,

Por eliminação, se classificarmos a ultraexcitante como indutora de contração muscular e a galvânica como a corrente para iontoforese, só nos resta a alternativa “D”.

Vou deixar um resuminho fragmentado sobre eletroterapia, iniciando pela polaridade na iontoforese, algo desconhecido por onze a cada dez fisioterapeutas, mas que calhou de cair numa prova do INSS de 2013, aquela que foi anulada.

MEDICAMENTOS UTILIZADOS EM IONTOFORESE
MEDICAMENTO POLO INDICAÇÃO CONCENTRAÇÃO

NOVOCAÍNA ANODO ANALGÉSICO / ANESTÉSICO 1% a 2 %

SALICILATO DE SÓDIO CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 1% a 2 %

CATAFLAN EMULGEL CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 1% a 2 %

MOBILAT GEL CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 1% a 2 %

FELDENE GEL CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 5%

VOLTAREN CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 5%

CORTICÓIDES ANODO ANTIEDEMATOSO / ANALGÉSICO 1% a 2 %
ANTIINFLAMATÓRIO

CRONAXIAL CATODO AUMENTO DA VELOCIDADE 2%
DE CONDUÇÃO NERVOSA

COLTRAX ANFOTERO DIMINUIÇÃO DE TÔNUS NEUROGÊNICO 2%

SALICILATO DE LÍTIO CATODO ANALGÉSICO / ANTIINFLAMATÓRIO 2%

SALICILATO DE LÍTIO ANODO REABSORÇÃO DE URATO DE CÁLCIO 2% e SÓDIO ( GOTA ÚRICA )

IODETO DE POTÁSSIO CATODO FIBRINOLÍTICO 2%

SULFATO DE COBRE ANODO REABSORÇÃO DE CÁLCIO 2%

BENERVA – VIT. B CATODO CICATRIZANTE / AUMENTO DA PREPARADO
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO NERVOSA

HISTAMINA ANODO VASODILATOR 0,001%

Corrente farádica

A corrente farádica tem sido utilizada desde o final do século XIX. A corrente farádica é
uma corrente interrompida, de curta duração (1 milissegundo), forma triangular e freqüência de
50 Hz. Ela pode ser modulada em trens de pulso, variando sua taxa de repetição. A partir
da década de 60 apareceu a corrente neofarádica, onde a principal diferença está na diminuição
da duração do pulso ficando na casa dos microsegundos, e na possibilidade de modificar
parâmetros como a freqüência oscilando de 50 a 100 Hz, e com isto trazendo mais conforto ao
paciente.

EFEITOS FISIOLÓGICOS:

a) estimulação de nervos sensitivos (parestesia, reflexo de vasodilatação);
b) estimulação de nervos motores;
c) efeito de contração muscular
d) aumento do metabolismo;
e) aumento da irrigação sangüínea dos músculos;
f) aumento do retorno venoso e linfático;

EFEITOS TERAPÊUTICOS:
a) hipertrofia e hipertonia;
b) facilitação da contração muscular;
c) reeducação da ação muscular (memória cinestésica);
d) aprendizagem de uma ação muscular nova;
e) prevenção de aderências;
f) absorção de líquidos (edemas).

METODOLOGIA DE APLICAÇÃO:
a) Preparação dos eletrodos:

• Eletrodos com a proteção de esponjas com boa espessura, afim de realizar um bom contato
com os tecidos e absorver qualquer substância química que possa se formar.

• As esponjas devem ser umedecidas com solução salina a 1% aquecida ou com água potável.
• As esponjas devem ser 1 cm maiores que as placas metálicas, com o objetivo de evitar o risco de contato com a pele e possíveis queimaduras.

b) Preparação do paciente:
• Limpar o local previamente.
• Paciente em posição confortável.

c) Aplicação dos eletrodos
• Eletrodo indiferente ou passivo = é colocado para dissipar a corrente, geralmente no tronco
nervoso que inerva o músculo a ser trabalhado.
• Eletrodo ativo = coloca-se sobre o ponto motor do músculo a ser tratado. O ponto motor é o
melhor local para se obter uma boa contração muscular.
• Em músculos isolados, o melhor tratamento é com a caneta de aplicação diretamente no
ponto motor. Já em grupos musculares os grandes eletrodos são mais convenientes.

d) Técnica de tratamento
• Longitudinal: 2 eletrodos ativos na mesma face anatômica.
• Sub-aquática: introduz-se em uma cuba com água 2 eletrodos que ficarão no mesmo lado do recipiente, contraindo o mesmo grupo muscular.
• Bomba farádica: utilizada para incrementar a drenagem venosa e linfática em edemas.
Utiliza-se grandes eletrodos almofadados, que cubram os pontos motores dos principais
grupos musculares. A região com edema deve ser enfaixada e elevada.

e) Tempo de aplicação:
• 15 minutos nos métodos em geral;
• 20 minutos com pausa de 5 minutos no método de bomba farádica.

INDICAÇÕES:
• Drenagem de edemas
• Hipertrofia muscular
• Pós-cirúrgicos de transplantes tendinosos
• Reeducação muscular
• Fibroses e aderências cicatriciais

CONTRA-INDICAÇÕES:
• Área precordial
• Pacientes com extremos cronológicos
• Pacientes incapazes de indicar as sensações produzidas pela corrente.

DIADINÂMICAS:
Também chamadas de correntes de Bernard, são correntes monofásicas pulsáteis desenvolvidas na frança no início dos anos 50. São de baixa freqüência oscilando entre 50 e 100 Hz. As correntes diadinâmicas promovem respostas excitatórias mas, em função de sua longa duração de fase, ela é muito desconfortável. Hoje em dia este tipo de corrente foi substituída por correntes mais confortáveis para o paciente como o TENS, FES, Russa.

a) Monofásica fixa (MF): corrente de 50 hz com retificação de meia onda. Tem a finalidade de
estimular o tecido conjuntivo e agir nos processos dolorosos espasmódicos.

b) Difásica fixa (DF): corrente de 100 Hz com retificação de onda completa. Tem a finalidade
de analgesia, age nos transtornos circulatórios e processos simpaticotônicos.

c) Curtos períodos (CP): Formas de correntes monofásicas e difásicas conectadas alternadamente e sem intervalos de repouso. Tem aplicação nas entorses, contusões, periartrite, transtornos circulatórios, neuralgias, radiculopatias, síndromes do ciático e paresia facial.

d) Longos Períodos (LP): Forma de corrente monofásica combinada com uma segunda forma de onda monofásica variando sua amplitude entre 0 e o máximo da intensidade. Tem a finalidade de agir nas mialgias, torcicolos neuralgias. É a mais analgésica.

e) Ritmo Sincopado (RS): Forma de corrente monofásica t=1s, com pausas intercaladas de R=1s. Por ser uma corrente basicamente estimulante atua nas atrofias musculares leves.

Corrente Ultra-Excitante de Trabërt (UE): a corrente EU foi projetada na Alemanha por Trabërt na década de 50 tem a forma do pulso quadrado, com duração de pulso de 2 ms e intervalo inter-pulsos de 5 ms, o que determina uma freqüência de oscilação em torno de 143 Hz. Os principais efeitos da UE são: analgesia e estimulação da circulação sangüínea, além da produção de contração motora sobre os músculos sadios.

Alternativa que assinalei na ocasião em que realizei essa prova: D

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

Dois anos de atividade!

Saudações colegas fisioterapeutas e futuros colegas! Sejam bem-vindos ao questõesdefisio, hoje e sempre.

Iniciei essa brincadeira há dois anos, e confesso que no inicio eu era mais dedicado, juro que ficava muito feliz quando via que ja dava 40 acessos diários… depois começou a passar de 100 acessos e eu pirava, haha… hoje, em média, duas mil visualizações diárias e eu nem me importo com isso, dou mais valor à qualidade de alguns mais dedicados que já foram aprovados e que ainda serão, certamente! É para você que dediquei e dedico meu tempo aqui.

Tenho outros blogs, mas não sobre fisioterapia. Todos ainda fechados, tenho trabalhado para finalizar e poder diuvlgar. Um deles é sobre ética e direitos dos animais, e gostaria de deixar um texto que está nele e acabei de ler.

Quem quiser comentar algo, fique à vontade sempre!!!

Um beijo e um “xero” pra todo mundo! 😛

Deveres instituem direitos? 21 de fevereiro de 2009, por Dr. Phil. Sônia T. Felipe

Da perspectiva ética, reconhecer um dever quer dizer compreender que há limites negativos (não fazer mal) e positivos (fazer o bem) que precisam ser colocados à própria liberdade de ação. Nesse reconhecimento não há necessariamente qualquer força coercitiva influenciando o raciocínio do agente moral. Quando esse agente reconhece um dever somente depois de saber que sofrerá algum tipo de represália caso não se componha dentro dos limites negativos e positivos ao agir, então o que ele reconhece não é propriamente seu dever, mas uma obrigação. No senso comum, usamos esses dois termos de qualquer jeito. Mas, no sentido ético propagado sob a influência de Kant, o dever é um reconhecimento subjetivo das razões que nos impõe a razão para que não pensemos em agir de qualquer modo, quando nossa ação tem uma natureza moral.

Quando tratamos do dever de cuidar, proteger e defender os animais, lidamos com o conceito ético de dever. O mesmo se dá quando tratamos do dever de cuidar de humanos em condições vulneráveis. Animais, ecossistemas naturais e humanos fragilizados pela idade, doenças ou quaisquer outras circunstâncias estão em condições vulneráveis diante do poder dos humanos dotados de racionalidade instrumental, aquela que tudo usa em favor dos próprios interesses, sem medir as consequências para quem sofre os desdobramentos desses empreendimentos.

A questão que se põe, do ponto de vista ético, é a seguinte: quando reconhecemos que temos o dever de não causar dano, dor, sofrimento e morte a outros seres vivos, isso quer dizer que eles têm direito à integridade, ao prazer e à vida? Parece que a resposta deveria ser sim. Mas, se falamos de direitos implicamos outros conceitos, além do de dever. Quando reconhecemos a alguém um direito, já não exigimos que os agentes morais que o cercam reconheçam seus deveres em relação a ela(e). Se alguém tem direitos, então o máximo que precisamos reconhecer é nossa obrigação de não violar tal direito. Ao reconhecermos uma obrigação, no entanto, aceitamos que há uma força qualquer acima de nossa própria racionalidade que nos obriga a cumprir um dever. Por isso, quando cumprimos uma lei já não podemos dizer que o fazemos por uma questão de ética. Cumprimos as leis quando fica evidente que seu descumprimento nos trará algum prejuízo. Por isso, tal comportamento não é ético, ainda que não seja antiético.

Agir de forma ética em relação aos animais e ecossistemas exige senso de justiça moral. Ele nos leva a admitir que devemos impor limites aos nossos propósitos quando ameaçam avançar sobre o corpo e os propósitos de outros seres vivos, ainda que o não respeito a tal limite nos traga alguma forma de aborrecimento. O respeito pelos seres vivos vulneráveis está nessa categoria. Se os respeitamos, nem sempre obtemos disso algum benefício pessoal imediato. Pelo contrário, dado que nossa moral tradicional está ordenada por um princípio que concede aos humanos o direito de usar e explorar a vida de outras espécies (animais e vegetais), quando seguimos o princípio ético de respeito pelos animais geralmente temos algum incômodo em nossas ações, pois somos privados das facilidades de atender nossas necessidades sem fazer uso de animais: comer, vestir, higienizar, divertir-se, viajar etc.

A ética nos dá um limite para obtenção do prazer na realização de nosso projeto de vida. A liberdade que temos por sermos dotados de imaginação e de forte vontade egocêntrica só pode ser controlada por um limite moral. O reconhecimento de que devemos impor a nós mesmos tal limite é de ordem ética. Os contornos desse limite devem ser desenhados com base na coerência, justiça e reciprocidade. Se tivemos que criar direitos humanos para obrigar humanos a limitarem sua ânsia de domínio e escravização de humanos, temos hoje que criar direitos para os animais, para abolir a convicção humana de que essas vidas existem para servir aos propósitos humanos. Se nada nos obrigar a abolir a exploração dos animais, seguiremos adiante convictos de que tudo podemos em relação a eles. Mas, animais não são nossos objetos de propriedade (Gary Francione). São seres vivos que existem para viver suas vidas a seu próprio modo e buscarem o bem que é próprio delas (Tom Regan, Paul Taylor), nos limites e alcance que suas espécies possibilitam.

FCC – TRT 6 2007 – Questão 46

46. Crianças com encefalopatia crônica não progressiva da infância apresentam a musculatura dos membros inferiores comprometida. O teste realizado durante o exame físico que evidencia a espasticidade do músculo reto femoral é o teste de

(A) Trendelenburg.

(B) Ober.

(C) Ely.

(D) Ortoloni.

(E) Barlow.

esteriotipos

Por dr Allyson Bernardo dos Santos

Teste de Ely ou teste de Duncan-Ely

O teste de Ely é utilizado para avaliar a espasticidade do reto femoral.

O paciente encontra-se em decúbito ventral (deitado de barriga para baixo) e relaxado. O terapeuta está de pé ao lado do paciente, do lado da perna que irá ser testada. Uma mão deve estar na parte inferior das costas, a outra a segurar a perna pelo calcanhar. Passivamente deve flexionar o joelho de uma forma rápida. O calcanhar deve tocar as nádegas. Ambos os lados devem ser testados para comparação. O teste é positivo quando o calcanhar não chega a tocar na nádega, o quadril do lado testado se eleva da mesa, o paciente sente dor ou formigueiro nas costas ou pernas.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – TRT 6 2007 – Questão 45

45. O reflexo cutâneo abdominal é pesquisado por meio do toque leve da pele dos quadrantes do abdome com objeto pontiagudo. A reação esperada é a contração do músculo abdominal para o lado do quadrante estimulado. A ausência desta resposta indicará lesão do neurônio motor superior

(A) e do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for bilateral.

(B) se a ausência for unilateral e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for bilateral.

(C) se a ausência for bilateral e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for contralateral.

(D) se a ausência for contralateral e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for unilateral.

(E) se a ausência for bilateral e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for unilateral.

gordo

Por dr Allyson Bernardo dos Santos

Vamos falar um pouco sobre o reflexo cutâneo abdominal. O reflexo é examinado pelo estímulo dos quadrantes do abdômen com um objeto pontiagudo. A resposta normal é a contração abdominal com desvio da cicatriz umbilical para o lado estimulado. A ausência bilateral do reflexo indica lesão do neurônio motor superior, e a ausência unilateral, lesão do neurônio motor inferior.

O reflexo pode ser examinado em três partes do abdômen: supraumbilical (superior), umbilical (médio) e infraumbilical (inferior).

superiores – T6 – T9

médios – T9 – T11

inferiores – T11 – T12

Podemos observar que as alternativas vão de T7 a L2, há um pequeno erro aqui, acredito que o elaborador da questão tenha somado os reflexos cutâneo abdominal (T6 a T12) e o cremastérico (L1 e L2), mas em parte temos apenas uma alternativa correta levando em conta que o reflexo ausente biliteral classifica-se como lesão do neurônio motor superior e unilateral como lesão do neurônio motor inferior. Mesmo sabendo que a questão não esta totalmente certa precisamos marca um item e a que chega mais próximo do que o enunciado pede e letra E.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FCC – TRT 6 2007 – Questão 44

44. A paralisia braquial obstétrica ocorre durante um parto difícil, normalmente quando se aplica tração sobre a cabeça durante o desprendimento do ombro. Um dos tipos de paralisia obstétrica é a de Erb. Os músculos afetados por esse tipo de paralisia braquial obstétrica são:

(A) extensores do carpo, extensores dos dedos e musculatura intrínseca da mão.

(B) rombóides, elevador da escápula, serrátil anterior, deltóide, supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, extensor longo do carpo, extensores dos dedos e do polegar.

(C) supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, extensor longo do carpo, extensores dos dedos e do polegar e musculatura intrínseca da mão.

(D) extensores e flexores do carpo, extensores e flexores dos dedos e musculatura intrínseca da mão.

(E) rombóides, elevador da escápula, serrátil anterior, deltóide, supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, flexor do carpo, flexor dos dedos.

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Por dr Allyson Bernardo dos Santos

A paralisia do tipo Erb, envolvendo as raízes C5 e C6. Esta paralisia que afeta a parte superior do braço, os seguintes músculos podem estar comprometidos: romboides, elevador da escápula, serrátil anterior, deltoide, supraespinhoso, infraespinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinadores e extensores longos do carpo, dos dedos e do polegar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRT 6 2007 – Questão 43

43. A doença de Perthes ou Legg-Clavé-Perthes apresenta no exame físico, limitação da mobilidade

(A) da abdução e rotação de quadril, dor e marcha claudicante.

(B) da flexão e rotação de quadril, dor e marcha claudicante.

(C) de abdução e flexão do quadril, dor, e sem alterações na marcha.

(D) de extensão e rotação do quadril, dor e sem alterações na marcha.

(E) dos movimentos do quadril, dor e sem alterações na marcha.

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Por dr Allyson Bernardo dos Santos

A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular da epífise femoral em crescimento, de característica autolimitada e idiopática. De modo sequencial observa-se necrose, reabsorção óssea, deposição de osso novo e finalmente remodelação até a maturidade. Os estágios de reabsorção e deposição ocorrem simultaneamente alterando a resistência mecânica do núcleo epifisário tornando-o suscetível à deformidades. (Soni, Valenza e Schelle,2004).

Para Hebert (2004) essa condição quase sempre se manifesta pela claudicação, às vezes com dor e limitação de movimentos do quadril. Frequentemente pode ocorrer apenas dor indefinida na coxa e joelho. A mobilidade do quadril está limitada e associada a uma contratura muscular antálgica. Existe atrofia da coxa e panturrilha e, mais tarde, até diminuição do comprimento do membro inferior afetado pelo achatamento da cabeça, pela fusão da cartilagem de crescimento e pela falta de estímulo para o crescimento, provocado pelo repouso do membro inferior afetado.

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As principais características clínicas são: Sexo masculino quatro a cinco vezes mais frequente; bilateralidade de 10 a 12%, geralmente em fases distintas de evolução; sintomas de dor inguinal ou face anterior da coxa, ocasionalmente apresenta dor referida no joelho; sinais de claudicação e limitação da abdução e rotação interna de quadril.

O artigo completo pode ser encontrado no link abaixo.

http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/doenca_legg/doenca_legg.htm

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

Concursos abertos 11 nov 2015