IDECAN – EBSERH – HC/UFPE 2014 – Questão 27

28 Segundo os conceitos de cinesiologia e biomecânica, assinale a alternativa INCORRETA.

A) Estática é o ramo da mecânica que trata de sistemas em um estado constante de movimento, ou seja, em repouso ou em velocidade constante.

B) A 3ª Lei de Newton, trata da inércia – “Tendência de um corpo resistir a qualquer mudança em seu estado de movimento.” Na prática, inércia significa resistência à ação ou mudança.

C) Força é o produto da massa de um corpo pela aceleração desse corpo, podendo produzir movimento para parar, acelerar positiva ou negativamente ou mudar a direção de um objeto.

D) Movimento linear (translação) ocorre quando todas as partes de um corpo movimentam-se à mesma distância, na mesma direção e ao mesmo tempo, podendo ser em linha reta ou curvilíneo.

E) Vetor é o ente matemático caracterizado pelo que há de comum ao conjunto dos segmentos orientados, possuindo o mesmo comprimento, a mesma direção e o mesmo sentido. O comprimento é chamado módulo do vetor. Assim, o vetor possui módulo, direção e sentido.

XINo_460

Essa questão é pura física, meio viagem dos organizadores, não tem muito a ver com fisioterapia ali, temos apenas conceitos de física. Apesar de usarmos física o tempo todo em nossa prática clínica, achei meio nada a ver essa questão.

TERCEIRA LEI DE NEWTON

Isaac Newton, nascido em Woolsthorpe, em 4 de janeiro de 1643, foi físico e matemático e descreveu as leis que explicam vários comportamentos relativos aos movimentos dos corpos. Newton é o autor de Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, obra na qual ele descreve a Lei da Gravitação Universal e as leis dos movimentos – Leis de Newton.

São três as leis que Newton descreveu:

Primeira Lei de Newton, também chamada de Princípio da Inércia;
Segunda Lei de Newton, também chamada de Princípio Fundamental da Dinâmica;
Terceira Lei de Newton, também chamada de Princípio da Ação e Reação.

Terceira Lei de Newton

Também denominada princípio da ação e reação, ela pode ser enunciada da seguinte forma:

Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário.

Assim, |FA-B| = |FB-A|.

As forças de ação e reação possuem as seguintes características:

  • Possuem a mesma natureza, ou seja, são ambas de contato ou de campo;
  • São forças trocadas entre dois corpos;
  • Não se equilibram e não se anulam, pois estão aplicadas em corpos diferentes.

A terceira lei é muito comum no cotidiano. O ato de caminhar e o lançamento de um foguete são exemplos da aplicação dessa lei. Ao caminharmos somos direcionados para frente graças à força que nossos pés aplicam sobre o chão.

Por Marco Aurélio da Silva

SANTOS, Marco Aurélio Da Silva. “Terceira Lei de Newton”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/fisica/terceira-lei-newton.htm&gt;. Acesso em 19 de julho de 2016.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

 

IDECAN – EBSERH – HC/UFPE 2014 – Questão 27

27. Segundo O’Sullivan, Susan B., no tocante à documentação e comunicação, cada membro da equipe de saúde registra seus achados e planos de acordo com a lista de problemas específicos. As observações sobre o progresso são escritas no formato SOAP (subjetivo, objetivo, avaliação e plano). Com base nesse sistema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Os achados subjetivos são o que o paciente ou a família do paciente contam ao fisioterapeuta.

( ) Os achados objetivos são o que observa o fisioterapeuta.

( ) A avaliação considera os julgamentos profissionais acerca dos achados subjetivos/objetivos formulados, tanto nas metas a longo prazo quanto nas metas a curto prazo.

( ) O plano considera tanto os aspectos terapêuticos gerais, quanto os específicos.

A sequência está correta em

A) V, F, V, F.

B) F, V, F, V.

C) V, V, F, F.

D) F, F, V, V.

E) V, V, V, V.

I27

Aqui me perdoem, mas não é necessária nenhuma pesquisa. Todas as afirmações são corretas, o livro delas é ótimo mas não é preciso conhecer o livro para responder essa questão.

Achados subjetivos podem ser um comentário de um cuidador sobre uma queixa de dor. Um achado objetivo seria goniometria ou uma avaliação de força muscular específica. Sobre avaliação e plano, as duas afirmações são corretas de uma forma geral, não há como essas autoras fugirem dessas definições.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

IDECAN – EBSERH – HC/UFPE 2014 – Questão 26

26. Segundo REESE (2000), a avaliação de força muscular se baseia em graus para classificar o tipo de força muscular. Assim, tem-se: – Grau zero; – Grau 01; – Grau 02; – Grau 03; – Grau 04; – Grau 05. Com base nessa classificação, assinale a alternativa correta.

A) Grau 01: ligeira contração, nenhum movimento.

B) Grau 03: movimento através da amplitude incompleta com gravidade.

C) Grau zero: mínima evidência de contração muscular pela visão ou palpação.

D) Grau 05: movimento através da amplitude incompleta contra a gravidade, sendo capaz de prosseguir contra uma resistência máxima.

E) Grau 04: movimento através da amplitude incompleta contra a gravidade, sendo capaz de prosseguir contra uma resistência moderada.

i26

Não chequei esse autor, mas me parece o mesmo Teste Muscular Manual clássico, mencionado em outras bancas. Acertei essa sem me dar o trabalho de verificar o autor, se pensarmos que o nível “0” é nenhuma contração e gradualmente aumentarmos para movimento contra resistência externa, todas possuem erros com exceção da “A”.

O “amplitude incompleta” é o que me parece valer uma pesquisa sobre os termos usados por esse autor para quem for prestar concursos dessa banca.

Um começo de pesquisa:

http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/97071/cortez_pjo_me_guara.pdf?sequence=1

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 28

28. Quanto maior a curvatura lateral da coluna, maior a probabilidade do paciente apresentar sintomas pulmonares. Intervenções para escoliose idiopática podem ser classificadas como não cirúrgico, caso o ângulo mensurado pelo método de Cobb esteja em um grau

A) maior que 50°.

B) maior que 40°.

C) menor que 40°.

D) entre 50° e 60°.

E) entre 45° e 55°.

escoliose

Essa é a última questão dessa prova que irei comentar, já que as demais questões de conhecimentos específicos versam sobre legislação de Conselho de saúde, não são de fisioterapia propriamente dita.

Questão simples. Só para acrescentar, reparem o quanto as alternativas “D” e “E” limitam as opções. Quando se diz que é não cirúrgico entre digamos 45º a 60º, isso significa que é cirúrgico qualquer angulação acima e abaixo. Isso é obviamente incorreto.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. Essa avaliação sempre deve ser feita em conjunto com o exame físico do paciente e deve ser avaliada criteriosamente caso a caso. O objetivo da cirurgia da escoliose é reduzir a curva e evitar a progressão da deformidade.

Curvaturas graves (maior que 50 graus) são mais propensas a progredir na vida adulta. Quando uma curva progride para 70-90 graus, ela não só determina uma deformidade muito ruim, mas muitas vezes pode resultar em comprometimento cardiopulmonar, por diminuir o espaço disponível para os pulmões e o coração.

Normalmente, cerca de 50% ou mais de correção pode ser obtido com a cirurgia utilizando sistemas de instrumentação (materiais cirúrgicos) modernos. Esses materiais utilizados são compostos por parafusos, ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna alinhada.

Uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna vertebral não se move naquele segmento e a curva pára de progredir. Geralmente não é necessária a remoção dessas hastes e parafusos.

A cirurgia é realizada na região posterior da coluna (parte de trás das costas) e em alguns casos especiais e raros de curvas rígidas, pode ser associada uma cirurgia pela frente.

Curvas que estabilizaram abaixo dos 30º são, na sua grande maioria, estáveis. Nestes casos geralmente não é necessário fazer qualquer terapia especí­fica, apenas um esporte praticado com regularidade.

Apenas por precaução recomenda-se verificações a cada 5 -10 anos se a curva for superior a 20°, uma vez que, curvas muito pequenas podem evoluir ainda que muito raramente.

Quando a escoliose é mais importante (mais de 30°, mas inferior a 50°), devemos considerar que a escoliose esteja estável até que se prove o contrário, por isso é necessário fazer uma projeção, com o propósito do orçamento, de verificações periódicas regularmente (a cada 12, e máximo de 24 meses), com um especialista em escoliose que tomará medidas para monitorar a situação, os raios-x pode ser feitos a cada 5 anos ou mais e o controle é igualmente eficaz.

Se os controles documentarem um agravamento, podem ser úteis para definir um plano de exercícios específicos desenvolvidos por profissionais especialistas e experientes e por isso conhecedores para que seja possí­vel manter a situação estável.

A deterioração se ocorre, é muito lenta, meio grau ou um grau por ano, e, usualmente em mulheres são mais comuns na menopausa. Outro perí­odo crí­tico pode ser gravidez, durante o qual exercí­cios especí­ficos, nestes casos, sempre recomendados.

Na escoliose grave (acima de 50°), se for decidido não fazer cirurgia, deve-se definir planos de exercí­cios fisioterapêuticos especí­ficos para executar de forma consistente já que o risco de evolução é concreto na idade adulta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 27

27. Analise os diagnósticos a seguir.

1. Jovem com Guillain-Barré em fase hospitalar – enfermaria.

2. Idoso com mononeuropatia do nervo sural e marcapasso cardíaco.

3. Jovem com traumatismo cranioencefálico com quadro de espasticidade.

4. Mulher com 10 semanas de gestação e lombalgia aguda.

5. Adulto hipertenso grave controlado sob medicação.

6. Mulher com linfedema em membro inferior pós-cirurgia vascular.

Em quais pacientes seria contraindicado o uso da Estimulação Elétrica Funcional (FES)?

A) 2 e 4.

B) 1, 2 e 6.

C) 1, 3 e 5.

D) 2, 4 e 5.

E) 2, 5 e 6.

CAMINHOS

Mais uma questão engenhosa dessa banca, muito legal.

Eles mesclaram contraindicações absolutas com atenuantes da patologia, como o 5 – hipertensão grave controlada, o que por si só não o libera de ser uma contraindicação! Esse é o tipo de pegadinha que eu gosto. Já no caso da 1- guillain-Barrré em fase hospitalar, seria uma contraindicação se estivesse em fase inicial. A 6- PO de cirurgia vascular, bem, em alguns casos peço a liberação do médico para realizar cinesioterapia, mas para FES não creio que haja problema.

Conhecida pela sigla FES(Functional Electrical Stimulation), a estimulação elétrica funcional é uma forma de tratamento que utiliza a corrente elétrica de baixa frequência para provocar a contração de músculos paralisados ou enfraquecidos decorrentes de lesão do neurônio motor superior, como derrames, traumas raquimedulares ou crânios encefálicos, paralisia cerebral, dentre outros.

Contraindicações:
Não Aplicar em Dores Não Diagnosticadas: pode motivar uma atividade física mais vigorosa antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave.

Dispositivo Eletrônico Implantado: recomenda-se que um paciente com um dispositivo eletrônico implantado (por exemplo, um marca-passo cardíaco) não seja submetido à estimulação, a menos que uma opinião medica especializada tenha sido anterior-mente obtida.

Pacientes Cardíacos: podem apresentar reações adversas. Tome muito cuidado e redobre a atenção durante a aplicação da TENS ou FES.

Gravidez: evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em regiões lombar e abdominal.

Não Estimular Sobre os Seios Carotídeos: pode exacerbar reflexos autonômicos vagal.

Estimular Com Intensidades Reduzidas as Regiões do Pescoço e da Boca: para evitar espasmos dos músculos laríngeos e faríngeos.

Cuidados nas aplicações em crianças, pacientes senis e epiléticos.

Equipamentos de monitoração: Evite o uso do equipamento TENS/FES em salas de recuperação pós-cirúrgicas quando o paciente estiver sendo monitorado por monitor cardíaco ou qualquer outro tipo de monitoração eletrônica.

Condições da pele: O uso contínuo da estimulação elétrica pode ocasionar irritação perigosa da pele. Se erupção ou outro sintoma raro aparecer, desligue o TENS/FES, remova os eletrodos e notifique o seu fisioterapeuta ou médico.

Não coloque os eletrodos sobre a boca ou pescoço: Espasmos musculares podem ocorrer e ocasionar bloqueamento das vias respiratórias.

Aversão ao uso de estimulação elétrica: Algumas pessoas acham a estimulação elétrica extremamente desagradável. Estes pacientes provavelmente deverão ser excluídos do tratamento por estimulação elétrica.

Fatores gerais que interferem com estimulação: * Obesidade * Presença de neuroplastia periférica * Diminuição da capacidade sensorial * Aceitação e tolerância da corrente estimuladora pelo paciente

Em obesos: a espessura do tecido adiposo isola o nervo motor. Em pacientes com neuroplastia periférica: não existe resposta a estímulos elétricos de curta duração.

Na deficiência sensorial: pode haver irritação da pele. O paciente: deve progressivamente se acostumar à sensação produzida pela estimulação.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 26

26. Ao tratar uma criança com doença pulmonar, deve-se levar em consideração alguns fatores anátomo-funcionais que podem mudar a escolha terapêutica, ou conduzi-la. Sendo assim, é correto afirmar que a(s)

A) técnica de Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE) é mais eficaz quando realizada em crianças acima de 10 anos.

B) Expiração Lenta Prolongada (ELPr) é indicada para crianças com idade entre 8 e 12 anos, em função de seu caráter ativo e da postura sentada, preconizada nesta técnica.

C) Expiração Lenta com a Glote Aberta em Decúbito Infralateral (ELTGOL) deve ser indicada para crianças com idade entre 8 a 12 anos, pois necessita de colaboração e entendimento pleno.

D) drenagem autógena pode ser indicada como manobra de reexpansão pulmonar em crianças de 12 anos ou mais, antes disso não há entendimento suficiente para sua correta execução.

E) técnicas de vibração e compressão podem ser combinadas e são largamente utilizadas em crianças de qualquer idade, independente da doença de base, pois não possuem nenhuma contraindicação.

pulmões

Manobras de higiene brônquica convencionais

Segue abaixo uma pequena descrição de algumas técnicas da fisioterapia utilizadas em paciente adultos e pediátricos com doenças hipersecretivas como pneumonias, bronquite diversas infecções do trato respiratório. 

Objetivos principais:
Mobilizar e remover  as secreções
Diminuir áreas de shunt
Melhorar relação V/Q
Reduzir obstrução brônquica
Reduzir o trabalho respiratório
Prevenir danos estruturais

Drenagem postural

Indicação: Patologias que a criança apresente acúmulo de secreção brônquica

Contra-indicação:  refluxo gastroesofágico, instabilidade hemodinâmica, hipertensão intracraniana, hidrocefalia, derrame pleural não drenado, desconforto respiratório.

A DP  é uma técnica que tem como objetivo o descolamento da secreção pela ação da gravidade através do posicionamento.
É necessário o conhecimento da anatomia da árvore brônquica e segmentos pulmonares.
O posicionamento normalmente utilizado é a inclinação de 45º.
Há um tempo médio ao qual o paciente permanece nesta posição, em torno de 20 minutos.
A secreção se descola entre os bronquíolos e alvéolos e passa pelas ramificações, pelos brônquios, pela traqueia e VAS, sendo finalmente expelida na tosse.
A DP também pode  atuar na relação V/Q pela simples mudança de decúbito, melhorando  a oxigenação.

Vibração e Vibrocompressão
Indicação: Patologias em que a criança apresentem um acúmulo de secreção brônquica.

Contraindicação: Dor, fraturas de costelas , derrame pleura e pneumotórax não drenado, queimaduras e ferimentos não cicatrizados.

A vibração tem por objetivo o deslocamento da secreção já solta. O deslocamento ocorre através de oscilações rítmicas, rápidas e com intensidade suficiente para causar a vibração a nível brônquico. Deve ser realizada na expiração, na direção dos arcos costais.

As mãos seguem  espalmadas acopladas ao tórax,  punho e cotovelo imóveis impulsionando o movimento vibratório, realiza-s contrações isométricas intensas dos músculos do antebraço.

Na vibrocompressão e associada uma compressão no tórax.

Tapotagem
Indicação: Patologias em que a criança apresente acúmulo de hipersecreção brônquica.

Contraindicação: Instabilidade hemodinâmica , Pós-operatório de cirurgias cardíacas e torácicas. , Fraturas de costelas , fragilidade óssea , prematuridade extrema.

A tapotagem consiste em percurtir com as mãos em concha a região torácica em que haja secreção.
Essa percussão  transmite  ondas de energia que causam a mobilização do muco e a diminuição de sua aderência.

Estimulo a tosse 
Grande parte dos receptores de tosse estão localizados na traqueia.
Quando há uma diminuição do reflexo de tosse, espera–se que qualquer estimulo  nesta região provoque a tosse
É realizado um pequena pressão na  porção da traqueia cervical subcutânea, após o início da expiração.
Provoca  passivamente um reflexo de tosse pela estimulação da zona reflexógena principal da tosse.

Aspiração
Indicação: presença de ruídos adventícios, aumento do pico inspiratório no ventilador, sons audíveis durante a respiração com uma tosse ineficaz e todos paciente submetidos a ventilação mecânica.

Contraindicação: Depende da relação risco-befefício, pois o procedimento  eleva a pressão intracraniana e causa um aumento na pressão intratorácica, por meio da tosse, diminuindo o retorno venoso central.

Aspiração é a retirada passiva das secreções, com técnica asséptica, por uma sonda conectada a um sistema de vácuo, introduzido na via aérea artificial.

Como objetivo manter as vias aéreas permeáveis, restabelecer as trocas gasosas melhorando assim a oxigenação arterial e pulmonar além de prevenir infecções.

Manobras de higiene brônquica  atuais

Aceleração fluxo expiratório – AFE

Indicação: mobilização secreção das pequenas brônquica até as vias proximais através de uma expiração lenta prolongada, o objetivo é prolongar a expiração ativa e aumentar o volume expiratório a fim de melhorar a transporte do muco para as vias de maior calibre.

AFE rápido ou AFE lento

Início da manobra: início da expiração. DD elevado;
Mão torácica: entre a fúrcula esternal e a linha intermamária;
Mão abdominal: sobre o abdômen e as últimas costelas;
Mão torácica: movimento de cima para baixo realizando compressão
Mão abdominal, varia de acordo com a idade:
RN: mão abdominal deve ser posicionada como uma ponte entre as costelas inferiores;
Lactente: mão abdominal funciona como uma cinta no abdômen, não se movimenta;
Crianças de 2 anos: mãos torácica e  abdominal se aproximam de maneira  sincronizada e ativa.
Pode ser realizado de maneira lenta com o objetivo de trabalhar com baixos fluxos e volumes pulmonares e mobilizar secreção de vias aéreas mais distais e pode ser feito de maneira rápida com altos fluxos e volumes pulmonares para eliminação das secreções mais proximais. Uma mão se posiciona entre a fúrcula e a linha mamária e a outra mão sobre o umbigo e as últimas costelas e na expiração as duas mãos se aproximam.
AFE de forma lenta para RNs e de forma lenta ou rápida para lactentes com diagnóstico de bronquiolite aguda grave; sugere-se essa intervenção pelo menos uma vez ao dia.

Expiração lenta prolongada  – ELPR
Indicação: Obstrução brônquica do lactante
Contraindicação: Refluxo Gastro Esofagico, broncoespasmo.

Posicionamento de mãos: idêntico ao aumento de fluxo expiratório (AFE)
Manobra: pressão manual toracoabdominal, iniciada ao final da expiração e opondo-se a duas ou três tentativas inspiratórias da criança é uma técnica passiva obtida por pressão manual toracoabdominal lenta que se inicia ao final de uma expiração espontânea e é mantida até o volume residual (VR) com o objetivo de desinsuflação pulmonar e depuração de secreções da via aérea mais distal.
As mãos do terapeuta são posicionadas da mesma maneira que no AFE iniciando a pressão toracoabdominal do final da expiração da criança, prosseguindo até VR e mantendo-a por duas a três tentativas inspiratórias do paciente.

Drenagem Autógena Assistida – DAA

Criança em DD, mãos do terapeuta envolve o tórax da criança. Aumenta manual e lentamente a velocidade do fluxo expiratório com pressão suave.
Utilização de faixa, cinta abdominal ou fralda como nos RNs.

RNs: mão torácica entre a fúrcula esternal e a linha intermamária.
É uma adaptação da DA em lactentes ou pacientes incapazes de cooperar ou realizar a técnica ativamente. 

As mãos do terapeuta envolvem o tórax da criança aumentando lentamente o fluxo expiratório da criança, prolongando a expiração até o volume residual, utiliza-se um apoio abdominal com cinta ou fralda. 

Adulto 

Auto remoção de secreção brônquica
Longo aprendizado de 10 a 20 horas
Dividido em 3 fases
Fase descolamento
Fase de coleta
Fase de remoção

Técnicas de desobstrução de VAS – Desobstrução Rinofaríngea Retrógrada (DRR)

As técnicas de fisioterapia respiratória que têm como objetivo principal deslocar e/ou remover secreções das vias aéreas são denominadas “técnicas de desobstrução das vias aéreas.
Pode-se realizar instilação local de soro fisiológico na cavidade nasal ou ser realizada sem a instilação.
Realiza-se apoio torácico expiratório (mão na parte superior do tórax), e no final da expiração eleva-se a mandíbula da criança obstruindo a boca e forçando a nasoaspiração.
Contraindicação: ausência de tosse eficaz, prematuridade e Refluxo gastroesofágico.

ELTGOL

Expiração lenta prolongada com a glote aberta, em decúbito infralateral
Transporte do muco da periferia através do fluxo aéreo lento. Maior excursão diafragmática  e maior desinsuflação CRF até o VR. Exige cooperação do paciente

Técnica de expiração forçada – TEF 

Minimiza a compressão dinâmica e o colapso das vias aéreas
Huff de baixo volume – secreções mais distais
Huff de alto volume – secreções mais proximais

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 25

25. Sabe-se que um dos comprometimentos mais evidentes no envelhecimento refere-se à marcha do idoso. Acerca dos itens que o fiscal fisioterapeuta deve considerar ao avaliar um paciente nestas condições, analise.

I. A visão também engloba a marcha para monitorar a velocidade do movimento, direção, mantendo também o equilíbrio e fornecendo informações proprioceptivas aos músculos, articulações e pele. Basicamente, a marcha é o processo de transferência do centro de gravidade de um pé para outro, em sucessivas perdas de equilíbrio.

II. As modificações apresentadas são diminuição da rotação pélvica e do joelho, devido à diminuição da flexibilidade, e perda do balanço normal dos membros superiores, com isso esses indivíduos apresentam passos mais largos e curtos, usam por menos tempo o apoio unipodal, andam com a pelve rodada anteriormente, os pés se apresentam rodados para fora. É comum, também, nessa faixa etária, a cifose torácica. Na fase final de apoio dos pés, a flexão plantar sofre diminuição.

III. Uma hipótese sugestiva é que os idosos não aumentam o comprimento de suas passadas porque eles apresentam-se menos flexíveis, ou pelo fato de seu equilíbrio estar de alguma maneira comprometido. Aumentar o comprimento da passada exige um equilíbrio maior, pois diminuiu o tempo de apoio duplo dos pés. Pode-se dizer, também, que os indivíduos idosos adotam os passos mais curtos, pois a resistência dos músculos mais fracos nos membros inferiores é maximizada com esses passos e, praticamente, não apresentam custo de energia.

Assinale a afirmativa correta.

A) No item III fica evidente os aspectos que definem a condição de senilidade do idoso.

B) A afirmativa I apresenta uma situação de acordo com o processo de senescência sofrido pelos idosos.

C) Os itens II e III apresentam condições relacionadas ao passar dos anos, ou seja, fazem parte da senescência.

D) Os itens I, II e III descrevem eventos patológicos da velhice, ou seja, são conhecidos como eventos da senescência.

E) A avaliação fisioterapêutica geriátrica não deve ser pautada em senescência e senilidade, pois esses termos são semelhantes e complementares.

senilidade

Muito interessante a formulação dessa questão. Ah, eu nem sabia que fiscal fisioterapeuta também atendia pacientes, mas well, prossigamos.

Inicialmente, nem precisamos procurar erros nas afirmativas ou itens I, II e III, porque não há. Mas nas alternativas temos que escolher uma que corresponda a uma conclusão correta sobre o que foi exposto. Muito inteligente a forma que essa questão foi elaborada.

Vamos analisar apenas as alternativas, portanto. Na “A” o erro é que se afirma algo diferente do que se propõe o item ou afirmativa “III”, que é sobre a relação do envelhecimento com o comprimento da passada e não sobre o envelhecimento. Diferença sutil.

Nas alternativas “B” e “D” o erro é que não tem nada de envelhecimento na afirmativa ou item “I”. Ali temos a importância da visão e do equilíbrio na dinâmica da marcha. Só isso, mas por estar no meio de um contexto sobre geriatria, podemos involuntariamente associá-la com o tema.

A alternativa “E” seria equivalente a dizer que a fisioterapia ortopédica não deve se pautar em disfunções ortopédicas ou traumatológicas. Não tem cabimento.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C