VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 36

36. Dentre as lesões graves da coluna causadas pela artrite reumatoide, podem-se citar:

(A) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

(B) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(C) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C6/C7 e C7/C8.

(D) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(E) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica sistêmica, de causa desconhecida que afeta principalmente a membrana sinovial de múltiplas articulações. A prevalência na população brasileira varia de 0,2 a 1%(3). Embora possa acometer todo o eixo vertebral, o principal envolvimento ocorre na coluna cervical e, em especial, a junção craniocervical, explicado pelo fato de que occipto-C1 e C1-C2 são articulações puramente sinoviais.

Referência:

Cardoso ALP, Silva NA, Daher S, Moraes FB, Carmo HF, Avaliação da Coluna Cervical no Paciente com Artrite Reumatoide,   disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbort/v45n2/10.pdf , acesso em 05/12/2016.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 35

35. Assinale a alternativa que corresponde à característica da mastectomia radical modificada.

(A) O músculo peitoral permanece intacto.

(B) O músculo peitoral é totalmente removido.

(C) O músculo peitoral é removido parcialmente.

(D) Somente a mama é removida.

(E) Somente os nódulos linfáticos são removidos.

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Na mastectomia radical modificada, segundo o que andei lendo, a fascia do peitoral maior é removida. Como faz parte do músculo, não sei se podemos dizer que o músculo ficou intacto, mas é o que a banca propõe como resposta.

Fiquem com um arquivo bem legal.

http://www.mediafire.com/file/scovl2juj6ujcbw/a35_cirurgia_mamaria.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 34

34. Com relação ao tratamento da tromboflebite na fase aguda, assinale a alternativa correta.

(A) Repouso no leito, terapia anticoagulante sistêmica, sem elevação do membro envolvido, e exercícios passivos ou ativos de amplitude de movimento são contraindicados.

(B) Repouso no leito, terapia anticoagulante sistêmica, com elevação do membro envolvido, e exercícios passivos ou ativos de amplitude de movimento são contraindicados.

(C) Repouso parcial, terapia anticoagulante local, com elevação do membro envolvido, e exercícios passivos ou ativos de amplitude de movimento são indicados.

(D) Repouso no leito, terapia anticoagulante sistêmica, com elevação do membro envolvido, e exercícios passivos ou ativos de amplitude de movimento são indicados.

(E) Repouso parcial, terapia anticoagulante sistêmica, sem elevação do membro envolvido, e exercícios passivos ou ativos de amplitude de movimento são indicados.

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Na fase aguda de tromboflebite, e reparem que a conduta para fase crônica não é a mesma, deve-se ficar em repouso no leito e evitar movimentos ativos ou alongamentos, pelo mesmo motivo. A elevação do membro favorece a circulação gravitacional, e a terapia anticoagulante sistêmica, que obviamente é uma conduta médica, também é necessária.

Referência:

Sobreira ML , Yoshida WB, Lastória S, Tromboflebite superficial: epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento, 2007, Artigo de Revisão, Disponível em http://www.scielo.br/pdf/jvb/v7n2/v7n2a07, acesso em 03/12/2016

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 33

33. Na área da angiologia, a atenção aos sinais e sintomas é de suma importância para o diagnóstico e diferenciação entre doenças arteriais e venosas. Baseado nisso, assinale a alternativa que descreve esses sinais e sintomas, respectivamente.

(A) Aumento na tolerância a temperaturas quentes e frias/ edema do membro afetado.

(B) Palidez/diminuição do crescimento de pelos distais à insuficiência.

(C) Alívio da dor com elevação do membro/piora da dor com elevação do membro.

(D) Piora da dor com elevação do membro/alívio da dor com elevação do membro.

(E) Edema do membro/diminuição da temperatura da pele.

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Questão interessante. Vou de “Control C / Control V”. Teoricamente, elevar membro com doença arterial provoca isquemia. Elevar membro com insuficiência alivia a pressão causada por disfunção venosa.

SINAIS E SINTOMAS DE DVP

Quando os vasos colaterais compensam de forma adequada a obstrução da artéria, pode ser que não haja sintomas em repouso, todavia, quando a demanda pelo fluxo sangüíneo aumenta, por exemplo, durante caminhadas, pode ocorrer a claudicação intermitente. Os sintomas na fase final são dor em repouso, particularmente a noite, e ulceração ou gangrena.

CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE: A palavra claudicação procede da palavra latina “claudicatio” que significa manquejar, porém os pacientes com claudicação não mancam, eles param para repousar. A dor associada a claudicação intermitente é caracterizada por cãibra ou dor contínua, freqüentemente na panturrilha. Ela ocorre ao andar e é aliviada quando a pessoa interrompe a marcha, sem a necessidade de sentar-se. A claudicação intermitente ocorre mais comumente como dor na panturrilha, porém a obstrução vascular mias alta (ex. na aorta) causará dor nas nádegas e na parte superior das coxas e freqüentemente está acompanhada de Impotência. Isso é conhecido como “Síndrome de Leriche”. A obstrução das artérias ilíacas causa dor na porção inferior da coxa.

PÉS FRIOS: É uma queixa comum em pacientes com insuficiência vascular periférica, obrigando-os ao uso de garrafas de água quente, almofadas aquecidas e compressas úmidas quentes. Essas práticas podem ocasionar intensa queimadura do pé insensível ao calor, devido à neuropatia periférica.

DOR NOTURNA: É uma forma de neurite isquêmica que geralmente precede a dor em repouso. Ela ocorre a noite, já que durante o sono a circulação é geralmente do tipo central, com diminuição da perfusão das extremidades inferiores. A neurite isquêmica resultante torna-se intensa e interrompe o sono.

DOR AO REPOUSO: A dor em repouso, geralmente indica a presença de pelo menos duas obstruções arteriais hemodinamicamente significantes. Trata-se de uma dor persistente causada por isquemia do nervo. Apresenta picos de intensidade, piora a noite e pode requerer uso de narcóticos para seu alívio. Dores noturnas e ao repouso aliviadas quando em posição pendente. Essa posição aumenta o débito cardíaco, levando a menor perfusão das extremidades inferiores e ao alívio da neurite isquêmica.

AUSÊNCIA DE PULSACÕES: Caso a zona poplítea esteja obstruída, é possível que haja diferença na temperatura da pele em ambas as áreas patelares. A pele em torno do joelho, do lado isquêmico, muitas vezes é mais quente, devido aos vasos colaterais que se formam em torno da artéria poplítea obstruída.

PALIDEZ À ELEVAÇÃO: A palidez do pé, provocada por sua elevação e o retardo do enchimento capilar venoso são indicativos de isquemia.

DEMORA DO ENCHIMENTO VENOSO APÓS A ELEVAÇÃO: Normalmente o tempo de enchimento venoso e capilar é inferior a quinze segundos. Esse tempo pode ser prorrogado para minutos, quando a extremidade está gravemente isquêmica. Um tempo de enchimento capilar venoso além de quarenta segundos, indica isquemia muito grave.

RUBOR NA POSIÇÃO PENDENTE:

As extremidades com DVP grave, apresentam rubor após a permanência em posição pendente
Os pacientes com varizes também apresentam rubor na posição pendente devido a estase venosa.

As alterações isquêmicas da pele são caracterizadas por pele fria, atrófica e brilhante, perda dos pêlos no dorso dos pés e dedos, espessamento das unhas e freqüentemente infecções fúngicas. As unhas tendem a crescer mais lentamente quando a irrigação sangüínea está diminuída. A medida que se instala nova isquemia, o tecido subcutâneo se atrofia. A pele parece brilhante e rigidamente esticada sobre o pé. Pode ocorrer ulceração desses pés vulneráveis a pequenos traumatismos. A DVP contribui para a amputação ao impedir o fornecimento de oxigênio, nutriente (necessários para a cicatrização das feridas) e de antibiótico para combater a infecção.

Referência:

http://www2.unifesp.br/denf/NIEn/PEDIABETICO/mestradositecopia/pages/dvp.htm, acesso em 2/12/2016

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 32

32. Sabidamente o fumo causa várias doenças ao nosso organismo. Dentre as disfunções vasculares nos membros, a afecção que está diretamente relacionada à nicotina é a

(A) doença de Raynaud.

(B) doença vascular arterioesclerótica.

(C) tromboangeíte obliterante.

(D) oclusão arterial aguda.

(E) trombose venosa profunda.

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A doença de Buerger (tromboangeíte obliterante) é a obstrução das artérias e das veias de pequeno e de médio calibre, por uma inflamação causada pelo hábito de fumar.

Esta doença afeta, de forma predominante, fumantes homens entre os 20 e os 40 anos. Só cerca de 5 % dos doentes são mulheres. Embora se desconheça a causa da doença de Buerger, só os fumantes a contraem e, se continuarem a fumar, agravam-na. Devido ao fato de só um pequeno número de fumadores contrair a doença de Buerger, julga-se que existe algum fator que os deve tornar mais propensos. O como e o porquê de o fato de fumar cigarros ser a causa do problema continua a ser uma incógnita.

Sintomas

Os sintomas de um fornecimento reduzido de sangue aos braços ou às pernas aparecem de forma gradual; iniciam-se nas cabeças dos dedos das mãos ou dos pés e progridem pelos braços ou pelas pernas acima, até que, finalmente, causam gangrena. Cerca de 40 % das pessoas com esta doença também têm episódios de inflamação nas veias, particularmente as veias superficiais e as artérias dos pés ou das pernas. Nota-se frio, entorpecimento, formigamento ou ardor antes que se observe qualquer outro sinal. Muitas vezes, associa-se o fenómeno de Raynaud (Ver secção 3, capítulo 28) a cãimbras musculares, geralmente nos arcos dos pés ou nas pernas, mas raramente nas mãos, braços ou coxas. À medida que a obstrução se torna mais grave, a dor é mais intensa e mais persistente. Por outro lado, é característico o aparecimento precoce de úlceras, gangrena ou ambas simultaneamente.

A mão ou o pé sentem-se frios, existe uma sudação excessiva e tornam-se de cor azulada, provavelmente porque os nervos reagem à dor intensa e persistente.

Diagnóstico

Em mais de 50 % dos casos, o pulso está fraco ou ausente numa ou mais artérias dos pés ou dos pulsos. Com frequência, as mãos, os pés e os dedos das mãos ou dos pés tornam-se pálidos quando se elevam acima da altura do coração e vermelhos quando se baixam. Podem, assim, aparecer úlceras na pele e gangrena num ou mais dedos da mão ou do pé. A ecografia Doppler revela uma grave diminuição da pressão do sangue e do fluxo sanguíneo nos pés, nas mãos e nos dedos afectados. As angiografias (radiografias das artérias) mostram artérias obstruídas e outras anomalias da circulação, sobretudo nas mãos e nos pés.

Tratamento

Uma pessoa com a doença de Buerger deve deixar de fumar; caso contrário, o processo agravar-se-á de forma inexorável e, finalmente, será necessária uma amputação. Também deve evitar a exposição ao frio; as lesões por calor ou por frio, ou substâncias como o iodo ou os ácidos usados para tratar calos e calosidades; as lesões provocadas pelo calçado mais apertado ou por uma pequena cirurgia (por exemplo, alisar as calosidades); as infecções provocadas por fungos e por fármacos que podem levar a uma constrição dos vasos sanguíneos (vasoconstritores).

Aconselha-se a caminhar entre 15 a 30 minutos, duas vezes por dia, excepto as pessoas com gangrena, chagas ou dor em repouso, as quais, pelo contrário, podem necessitar de repouso na cama. Os pés deverão ser protegidos com ligaduras almofadadas para os calcanhares ou com botas de espuma de borracha. A cabeceira da cama pode ser elevada com blocos de 12 cm a 18 cm, para que a gravidade facilite o fluxo de sangue pelas artérias. Os médicos podem prescrever pentoxifilina, antagonistas do cálcio ou inibidores plaquetários como a aspirina, especialmente quando a obstrução é a consequência de um espasmo.

Nas pessoas que deixam de fumar, mas que ainda têm oclusão arterial, os cirurgiões podem melhorar o fluxo sanguíneo cortando certos nervos próximos para evitar o espasmo das artérias. Raras vezes, levam a cabo uma cirurgia de derivação (bypass) com enxertos, porque as artérias afectadas por esta doença são demasiado pequenas.

Referência:

Site da internet http://www.manuaismsd.pt/?id=54&cn=670, acesso em 30 de novembro de 2016.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 31

31. As técnicas de mobilização intra-articular são muito utilizadas na fisioterapia com seus inúmeros benefícios na reabilitação do paciente, porém como contraindicações podem-se citar:

(A) edema agudo, hipomobilidade articular e fraturas.

(B) edema residual, hipomobilidade articular e fraturas.

(C) edema agudo, hipermobilidade e artrite reumatoide.

(D) edema residual, hipomobilidade e artrite reumatoide.

(E) edema residual, hipermobilidade e fraturas.

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Técnicas de mobilização intra-articular são as preconizadas por Maitland, mas principalmente por Kaltenborn e de forma brilhante, por Brian Mulligan.

São ferramentas que deviam fazer parte da nossa graduação em fisioterapia, deveríamos sair da faculdade dominando essas técnicas, mas… continuam ensinando a usar tens, US e série de Williams e, em razão disso, fisioterapeutas formados precisam gastar e viajar atrás de cursos caros para dominar essas técnicas e assim poder trabalhar com o mínimo de competência.

Das contraindicações citadas acima, edema agudo é contraindicação; edema residual é o que fica pós imobilização, portanto sem problema. Hipermobilidade é contraindicação, pois não há sentido dar mais movimento onde há excesso(hipomobilidade é quase sempre indicação de mobilização!) e AR, notadamente na fase aguda é contraindicação.

Em tempo, para hipermobilidade nada melhor que consciência corporal e exercícios de controle motor.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 30

30. A osteoporose é uma afecção bastante conhecida. Assinale a alternativa que relaciona algumas de suas causas.

(A) Pré-menopausa, uso de esteroides por terapia sistêmica, paralisia flácida e artrite reumatoide.

(B) Pré-menopausa, uso de esteroides por terapia local, paralisia flácida e flebite crônica.

(C) Pós-menopausa, uso de esteroides por terapia local, paralisia espástica e artrite reumatoide.

(D) Pós-menopausa, uso de esteroides por terapia sistêmica, paralisia espástica e flebite crônica.

(E) Pós-menopausa, uso de esteroides por terapia sistêmica, paralisia flácida e artrite reumatoide.

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Osteoporose tem maior incidência após o período de alteração hormonal em mulheres de meia idade conhecido como menopausa. O uso de esteróides sistêmicos é também um fator de risco, corticóides locais são as infiltrações articulares e outros procedimentos que não teriam o mesmo peso para essa patologia. A paralisia flácida também é um fator de risco para osteoporose, por haver complicações por desuso do membro, problema que é menor na paralisia espástica.

Só aqui já temos a resposta, mas é bom saber que a AR também pode favorecer a osteoporose.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E