VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 39

39. Sobre as alterações anatômicas e fisiológicas da mulher na gravidez, assinale a correta.

(A) O útero aumenta em tamanho de 15 a 20 vezes e de 5 a 6 vezes em peso.

(B) O débito cardíaco aumenta de 30 a 60% na gravidez e o aumento é mais significativo quando se deita em decúbito lateral esquerdo.

(C) O débito cardíaco diminui de 30 a 60% na gravidez e o aumento é mais significativo quando se deita em decúbito lateral direito.

(D) A pressão sanguínea diminui no último trimestre da gravidez.

(E) O volume sanguíneo diminui ao longo da gestação.

i39

O débito cardíaco, que é definido como o produto do volume sistólico pela frequência cardíaca (DC = VS x FC), aumenta progressivamente durante a gestação. Começa a se elevar entre a 10a e a 12a semanas, atingindo de 30% a 50% em relação aos níveis pré-gravídicos até a 32a semana de gestação.

Com relação ao decúbito que ocasiona maior aumento do débito cardíaco, na referência que cito os autores consideram a posição supina em razão do aumento da compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico. Como a veia cava se localiza no dimídio esquerdo do corpo humano, podemos concluir que tanto a posição supina como a posição de decúbito lateral esquerdo podem proporcionar aumento do débito cardíaco. Mas essa conclusão é minha, sem maiores referências.

Referência:

2005, Picon J.D.; Sá A.N. P. O. A.; Alterações Hemodinâmicas da gravidez, disponível em https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjjgPq7pb7TAhVCG5AKHeKOAGAQFggiMAA&url=http%3A%2F%2Fsociedades.cardiol.br%2Fsbc-rs%2Frevista%2F2005%2F05%2FArtigo01.pdf&usg=AFQjCNHy2DotU0gvmnFuy3LBe1Lo4zbpPA,acesso em 24 de Abril de 2017.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

Quem são vocês?

Olá colegas! Faz tempo que não posto nada por absoluta falta de tempo…. na verdade a vida me deu um presente e estou dedicado a isso… mas enfim, dei uma olhada nas visualizações e pááh!!! Tem dia que deu mais de cinco mil… afinal, quem são vocês? Da onde vêm? O que comem?

Digam pelo menos nome, estado onde moram e  ano de formação ou semestre da facul. Estou até animado a voltar a postar.

Começo por mim.

André. São José do Rio Preto/SP. Formado em 2009.

Abraço pessoas desconhecidas!

Comentários

Saudações fisioteam!

Recentemente questionaram uma resposta de forma até pertinente, apesar de fugir do âmbito da profundidade da questão e de não alterar a resposta correta.

Mas isso foi feito de forma deselegante. Para não ficar “batendo boca”, acrescentei um texto na postagem e classifiquei o comentário como “spam”. Dessa forma qualquer novo comentário dessa pessoa a wordpress já deleta, nem chego a ler.

Estou aberto a discussão e a reparar erros quando vocês fundamentarem, mesmo em comentários mais secos, não me importo. Mas  não respondo a quem diz bobagem.

Fiquem a vontade para perguntar ou discutir o que quiserem, inclusive vocês podem responder uns aos outros nos comentários. Quem teve o primeiro comentário liberado pode comentar direto, não passa pelo filtro da wordpress nem por moderação minha.

VUNESP – IAMSP/HSPE – Questão 38

38. Com relação à escoliose, assinale a alternativa correta.

(A) Curvaturas de até 30° são consideradas leves.

(B) Cerca de 30% das escolioses são de causa idiopática.

(C) Uma escoliose moderada envolve deformidade rotacional significante das vértebras e costelas.

(D) A escoliose verdadeira pode ser causada por luxação de quadril.

(E) A osteomalácia, raquitismo, fraturas e luxações da coluna são causas da escoliose osteopática.

i38a

Na “A”, essa classificação não confere, 30º já é moderada. Na “B”, essa porcentagem é bem maior. Na”C”, como o desvio é tridimensional, e nessas três dimensões a rotação está incluída, ela não é exatamente incorreta. Mas entre as alternativas há uma de melhor adequação ao tema. Na “D”, não existe essa classificação de escoliose verdadeira ou falsa. A “E” é correta. Well, osteopática por ser relacionada a doenças e lesões vertebrais. Há uma nomenclatura meio confusa,  em breve edito aqui.

– Escoliose congênita: congênita significa “presente no nascimento”. Devido a uma anomalia óssea presente no nascimento. É o resultado de má formação de parte da coluna vertebral, e esta malformação acontece em algum momento do terceiro para sexta semana de gravidez, que é quando a coluna começa a se desenvolver. Escoliose congênita é geralmente o resultado de um lado de uma vértebra que não fecha totalmente. Os médicos chamam esse desequilíbrio de crescimento de uma hemivértebra (meia vértebra), que faz com que a coluna cresça torta. Escoliose congênita também pode ocorrer quando as vértebras não segmentam como deveriam, elas naturalmente se fundem no que é chamado uma vértebra em bloco. Que também afeta o modo como a coluna vertebral cresce.

i38b

– Escoliose neuromuscular: Um resultado anormal dos músculos ou nervos, crianças que têm um sistema neurológico em desordem, frequentemente visto em pessoas como paralisia cerebral, espinha bífida, ou distrofia muscular, pode desenvolver escoliose neuromuscular ou em pacientes com várias condições que são acompanhadas por, ou resultar em paralisia. Neste tipo de escoliose, a coluna vertebral geralmente assume uma longa curva em forma de C, porque as crianças têm troncos muito fracos e não são capazes de suportar seus corpos.

i38c

Escoliose do adulto ou degenerativa: Este tipo de escoliose torna-se aparente mais tarde na vida. Ocorre geralmente quando a doença passou despercebida ou não foi tratada durante a infância. Osteoporose, degeneração discal, uma fratura de compressão vertebral, ou uma combinação destes problemas podem contribuir para o desenvolvimento de escoliose adulta. Isto pode resultar do colapso ósseo traumático (a partir de uma lesão ou doença), a cirurgia principal anterior de volta, ou osteoporose (thining dos ossos).

i38d

Escoliose idiopática: É o tipo mais comum, “escoliose idiopática” é um termo médico que significa  “que ocorre sem causa conhecida.” Em outras palavras, não se sabe por que o paciente desenvolveu a escoliose,  não tem causa específica identificável. Existem muitas teorias, mas nenhuma foi considerada conclusiva. No entanto, há fortes evidências de que a escoliose idiopática seja herdada. A escoliose idiopática é dividida em quatro categorias:

Ecoliose idiopática infantil: termo usado para crianças menores de 3.
Escoliose idiopática juvenil:  refere-se a crianças de 3 a 9.
Escoliose idiopática do adolescente: crianças com idades entre 10 e 18 anos.
Escoliose idiopática Adulta:  termo usado para as pessoas que já atingiram a maturidade esquelética (ou seja, seus ossos estão totalmente crescidos).
Mais de 80% dos casos de escoliose é idiopática, e desses casos, 80% são escoliose idiopática do adolescente. Escoliose idiopática é mais comum em meninas.

i38e

Referência: site http://fisiomovimento.com.br/tipos-de-escoliose/, acesso em 31 de janeiro de 2017.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSP/HSPE – Questão 37

37. A dor de cabeça referida na disfunção da ATM pode estar relacionada com o espasmo dos seguintes músculos:

(A) masseter, temporal, pterigoideo interno e externo.

(B) masseter, temporal e esternocleidomastídeo.

(C) masseter, pterigoideo e esternocleidomastídeo.

(D) zigomático, temporal, pterigoideo interno e externo.

(E) zigomático, escaleno, pterigoideo interno e externo.

i37a

Oierr, voltei hehe.

A cefaleia referida por disfunções da ATM tem relação com os músculos da mastigação. Óbvio ululante.

Os músculos responsáveis pela mastigação são os seguintes:

1. TEMPORAL

i37c.png

Origem: Face externa do temporal

Inserção: Processo coronoide da mandíbula e face anterior do ramo da mandíbula

Inervação: Nervo temporal (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano)

Ação: Elevação (oclusão) e Retração da Mandíbula

2. MASSETER

i37b

Origem: Arco zigomático

Inserção Fascículo Superficial: Ângulo e ramo da mandíbula

Inserção Fascículo Profundo: Ramo e processo coronoide da mandíbula

Inervação: Nervo massetérico (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano)

Ação: Elevação (oclusão) da Mandíbula

3. PTERIGOIDEO MEDIAL

Origem: Face medial da lâmina lateral do processo pterigoideo do osso esfenoide

Inserção: Face medial do ângulo e ramo da mandíbula

Inervação: Nervo do pterigoideo medial (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano)

Ação: Elevação (oclusão) da Mandíbula

4. PTERIGOIDEO LATERAL

Origem Cabeça Superior: Asa maior do esfenoide

Origem Cabeça Inferior: Face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide

Inserção Cabeça Superior: Face anterior do disco articular

Inserção Cabeça Inferior: Côndilo da mandíbula

Inervação: Nervo do pterigoideo lateral (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano)

Ação: Abertura da Boca e Protrusão da Mandíbula. Move a mandíbula de um lado para o outro

Esse arquivo em PDF da UNICAMP está bem completo:

http://w2.fop.unicamp.br/dos/odonto_legal/downloads/pos_especial/especializacao/mod3_musculos_mastigacao.pdf

Esse da UFMG também está ótimo:

http://depto.icb.ufmg.br/dmor/mof011/mastigacao.pdf

E esse vídeo termina de resolver qualquer dúvida sobre o assunto:

 

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 36

36. Dentre as lesões graves da coluna causadas pela artrite reumatoide, podem-se citar:

(A) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

(B) subluxação da articulação sacroilíaca e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(C) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C6/C7 e C7/C8.

(D) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C5/C6 e C6/C7.

(E) subluxação da articulação atlantoaxial e luxações vertebrais entre C4/C5 e C5/C6.

i36.jpg

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica sistêmica, de causa desconhecida que afeta principalmente a membrana sinovial de múltiplas articulações. A prevalência na população brasileira varia de 0,2 a 1%(3). Embora possa acometer todo o eixo vertebral, o principal envolvimento ocorre na coluna cervical e, em especial, a junção craniocervical, explicado pelo fato de que occipto-C1 e C1-C2 são articulações puramente sinoviais.

Referência:

Cardoso ALP, Silva NA, Daher S, Moraes FB, Carmo HF, Avaliação da Coluna Cervical no Paciente com Artrite Reumatoide,   disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbort/v45n2/10.pdf , acesso em 05/12/2016.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 35

35. Assinale a alternativa que corresponde à característica da mastectomia radical modificada.

(A) O músculo peitoral permanece intacto.

(B) O músculo peitoral é totalmente removido.

(C) O músculo peitoral é removido parcialmente.

(D) Somente a mama é removida.

(E) Somente os nódulos linfáticos são removidos.

i35

Na mastectomia radical modificada, segundo o que andei lendo, a fascia do peitoral maior é removida. Como faz parte do músculo, não sei se podemos dizer que o músculo ficou intacto, mas é o que a banca propõe como resposta.

Fiquem com um arquivo bem legal.

http://www.mediafire.com/file/scovl2juj6ujcbw/a35_cirurgia_mamaria.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A