CESPE – STJ 2015 – Questões 59 a 63

Entre os itens que compõem a avaliação clínica fisioterapêutica em pacientes com redução da capacidade funcional, o teste de caminhada dos seis minutos é amplamente utilizado e, atualmente, é considerado

59 um dos métodos de maior acurácia para a prescrição de treinamento físico.

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60 essencial para a avaliação da resposta ao tratamento fisioterapêutico.

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61 um importante recurso para a avaliação da capacidade física máxima de um indivíduo, desde que realizado de forma incremental.

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62 um teste capaz de determinar as causas que limitam o exercício.

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63 fundamental para a avaliação da capacidade física submáxima de um indivíduo.

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CESPE – STJ 2015 – Questões 55 a 58

Entre os recursos amplamente utilizados pela fisioterapia para ganho de força muscular inclui-se a estimulação elétrica neuromuscular de baixa frequência, que

55 utiliza corrente elétrica despolarizada com pulso assimétrico bifásico, retangular e balanceado. Esses pulsos são capazes de estimular fibras de grosso calibre (tipo A), que, ao estimularem o corno posterior da medula, impedem que os estímulos provenientes das fibras de menor calibre (tipo C) atinjam o tálamo.

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56 tem como base terapêutica a aplicação de corrente elétrica sob a pele, o que produz contração muscular por ativação de neurônios motores. A dose terapêutica deve ser inferior ao limiar doloroso para não causar desconforto ao paciente.

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57 utiliza corrente elétrica pulsada, com frequência de pulso superior a 50 Hz, capaz de gerar excitabilidade, despolarização muscular e contração muscular cíclica ao atingir o tecido musculoesquelético.


58 gera contração muscular involuntária por meio de corrente elétrica de baixa frequência. Nesse tipo de estimulação elétrica, garante-se ação em tecidos profundos pela aplicação de duas correntes de média frequência.

CESPE – STJ 2015 – Questões 51 a 54

Vamos iniciar uma brincadeira nova. Caso identifiquem algo errado nas questões ou no gabarito da banca, postem nos comentários. O gabarito oficial está nos comentários.

O kinesiotape, método utilizado no tratamento preventivo de atletas,
51 utiliza a modulação autonômica produzida por uma fita elástica adesiva acoplada à pele para aumentar o fluxo vascular periférico, o que resulta em melhora do aporte de nutrientes aos tecidos mais prementes.

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52 fundamenta-se no conceito de que uma fita elástica adesiva acoplada à pele é capaz de estimular tecidos profundos por meio da ativação de mecanoreceptores, de modo a favorecer o monitoramento da posição articular.

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53 consiste em uma modalidade terapêutica voltada para a modulação autonômica produzida pela manipulação, o que gera ação anti-inflamatória e resulta no aumento da amplitude dos movimentos e na diminuição da percepção da dor.

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54 é capaz de estimular tecidos profundos da pele por meio da ativação de barorreceptores, além de favorecer o melhor controle pressórico.

VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 28

28. A Política Nacional da Pessoa com Deficiência, instituída pelo Ministério da Saúde do Brasil, prevê que a porta de entrada para as ações de intercorrências gerais de saúde da população com deficiência seja feita em

(A) AMA (Assistência Médica Ambulatorial).

(B) Unidade Básica de Saúde (ou Saúde da Família).

(C) Ambulatório de Especialidades Médicas.

(D) Unidades de Alta Tecnologia Ambulatorial.

(E) Unidades de Alta Tecnologia Hospitalar.

acessibilidade.jpg

Por dr. Allyson Bernardo dos Santos

A porta de entrada do usuário deverá ser a unidade básica de saúde ou os serviços de emergência ou pronto atendimento, onde será assistido, receberá orientação e ou encaminhamento para a unidade mais adequada ao seu caso. Essa dinâmica possibilitará uma distribuição racional da clientela, evitando a sobrecarga de qualquer um dos serviços. O fato de ser assistido por um serviço de menor complexidade não implicará o não-atendimento nos demais integrantes dos outros níveis.

A unidade básica constituirá, portanto, o local por excelência do atendimento à pessoa portadora de deficiência dada a sua proximidade geográfica e sociocultural com a comunidade circundante e, para isso, será necessário que esteja apta a oferecer atendimento resolutivo para a maioria dos problemas e das necessidades.

Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 27

27. O método que utiliza a técnica de manipulação de pacientes que força um movimento próximo ao limite de amplitude com impulso repentino (thrust) é

(A) Kabat.

(B) Bobat.

(C) McKenzie.

(D) Maitland.

(E) Klapp.

MANIPULAÇÃO CERVICAL

Por dr. Allyson Bernardo dos Santos

Vamos descrever técnica por técnica resumidamente. Primeiramente vamos começar pela correta.

Método de Maitland:

Há duas formas de manipulação: oscilações rítmicas em diferentes posições da amplitude de movimento e os impulsos manipulativos (thrust) próximos ao limite da amplitude de movimento.

Porém é importante lembrar que as técnicas de mobilização devem ser dominadas antes que se tente a manipulação.

Ao executar as técnicas, deve-se prestar atenção em muitos detalhes como posicionamento, ritmo do movimento, velocidade, graduação dos movimentos, contato das mãos, modificação das estruturas do paciente. O fator mais importante para alcançar a mobilização efetiva e aprender a perceber ou sentir o movimento.

As técnicas de tratamento podem ser usadas em dois conjuntos básicos de circunstancias: o tratamento da rigidez ou da dor. A opção de técnica dependerá do objetivo.

Métdo de Kabat:

Contato manual ativando exteroceptores, direcionar o movimento que deverá ser realizado pelo paciente, comandos verbais que é importante na técnica. Falar ao paciente o que ele deve fazer e como deve fazer, usar de comandos claros e objetivos, de fácil compreensão para o paciente. Orientação visual também é muito importante, acompanhar o movimento que está sendo realizado.

Realizar o alongamento máximo que terá como resposta a ativação do sistema de alerta, sistema ativador reticular, onde o paciente voltará sua atenção para o membro que está sendo trabalhado, reflexo de estiramento, tração ou aproximação do membro do paciente, resistência máxima – potencializa a ação das fibras e fortalece o músculo.

Método de Bobath:

O princípio do Conceito Bobath é a inibição dos padrões reflexos anormais e a facilitação dos movimentos normais. No Conceito Bobath, o paciente aprende a sensação do movimento, e não o movimento em si. O objetivo é facilitar o movimento motor e inibir movimentos e posturas anormais, sendo uma abordagem para a avaliação e tratamento do indivíduo com distúrbios de movimento, função e controle postural, devido a uma lesão do sistema nervoso central.

O objetivo principal do tratamento é estimular e aumentar a capacidade do individuo para realizar o movimento funcional o mais próximo da normalidade possível. Os Movimentos normais não podem ser obtidos, se o individuo permanecer em algumas posturas e movimentos de forma desordenada. O objetivo do tratamento é ajudar o individuo a mudar suas posturas e seus movimentos anormais para que ele seja capaz através de uma maneira confortável a se adaptar ao ambiente e desenvolver uma melhor qualidade de realizar suas atividades funcionais.

Método McKenzie:

A abordagem McKenzie enfatiza a educação e o envolvimento ativo do paciente. O componente educacional dá ao paciente informação sobre o seu problema, de acordo com suas preocupações e necessidades; e sobre o papel que o exercício tem na restauração da função normal. No componente de terapia mecânica ativa, ensina-se ao paciente como fazer os exercícios específicos, as posições e as correções da postura estática e dinâmica que se mostraram, durante a avaliação mecânica, como tendo efeito terapêutico direto. Os pacientes também aprendem a evitar, durante o tratamento, os movimentos, posturas e atividades que claramente pioram a sua condição.

Método Klapp:

O método Klapp é uma técnica antiga que é utilizada na prática clínica e, no entanto, pouco pesquisada. Consiste em alongamento e fortalecimento da musculatura do tronco por meio de posições em gatas e joelhos semelhantes aos quadrúpedes.

– Dispor a coluna vertebral em paralelo ao solo para efetivar a distribuição da ação gravitacional;

– A mobilidade lateral da coluna vertebral é facilitada a posição quadrupede;

– Utilizando joelheiras e almofadas para as mãos.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – TRE 13 2007 – Questão 42

42. Pseudoartrose é um termo utilizado para definir

(A) inflamação articular.

(B) desgaste articular.

(C) fratura articular.

(D) falta de consolidação de fraturas.

(E) placa epifisal.

anatomia

Para chegarmos na pseudoartrose, precisamos diferenciar o que é artrose e o que é pseudoartrose, pois são problemas distintos e requerem tratamento diferenciado.

E para que o assunto fique ainda mais claro, é preciso, antes de mais nada, esclarecer outra nomenclatura que dá margem a enganos por parte de pessoas leigas: artrite e artrose, que muitas vezes são nomeadas indistintamente.

Embora a artrite e a artrose sejam doenças diferentes, elas são facilmente confundidas, uma com a outra. Há duas razões para tanto: em primeiro lugar, seus nomes são muito parecidos. Em segundo lugar, ambas estão ligadas a problemas relacionados com as articulações. Mas o que é a artrite e o que é a artrose? A Sociedade Brasileira de Reumatologia explica:

Artrite – Quando existe uma inflamação nas articulações, chamamos a essa enfermidade de artrite.

Artrose – Quando as articulações sofrem um desgaste, estamos então diante de um caso de artrose.

O que é a Pseudoartrose?

Pseudoartrose é a não consolidação de uma fratura, isto é, o osso ‘não cola’, explica Dr. Mauro Bosi, médico especializado em Medicina do Esporte e Ortopedia, no Hospital Municipal e no Hospital Unimed de Americana, SP.

Após um trauma ou fratura, um tratamento é feito com o objetivo de que as partes de um osso tornem a se unir ou soldar. Para isso, é importante que a circulação sanguinea esteja ocorrendo normalmente.

Quando isso não acontece, geralmente após 3 a 6 meses de tratamento e nos ossos em que a circulação está deficiente, relata Dr. Bosi, surge então o problema da pseudoartrose.

Também definida como falsa articulação, a pseudoartrose caracteriza-se então pela falta de consolidação óssea em relação a uma fratura ou mesmo a uma artrose, de acordo com o Hospital das Clínicas da FMUSP.

Assim, lembra Dr. Bosi, a pseudoartrose não tem nada a ver com artrose, pois esta última é a degeneração – ou o chamado desgaste – da cartilagem articular.

A pseudoartrose pode incidir, e de que forma, em jovens saudáveis?

Qualquer pessoa pode ter independente da idade, relata Dr. Mauro Bosi, e acrescenta: é muito comum ocorrer, por exemplo, em fraturas expostas dos ossos da perna.

Uma Doença Rara?

A pseudoartrose não é uma doença rara, embora não seja tão conhecida da população. Ao contrário, ela é bastante comum e é alvo de inúmeros estudos na área científica, entre eles, por exemplo, a deficiência femoral proximal, que é dividida em vários tipos. No Tipo A de deficiência femoral proximal, segundo a classificação de Aitken, verificou-se que o osso se encontra acentuadamente angulado, podendo haver uma pseudoartrose. No Tipo B da classificação de Boyd (tíbia – displásica), ocorre com um encurvamento anterior. Afratura ocorre espontaneamente ou após um trauma mínimo antes dos dois anos de idade. As extremidades ósseas no foco da pseudoartrose são atróficas, lembrando uma ampulheta. Associada a manchas “café-com-leite”, estigma de neurofibromatose. Em geral, a fíbula também está comprometida. Este tipo é o mais comum e também o de prognóstico menos favorável que em outros tipos de deformidade congênita, entre os quais se encontra o pé torto, este com bom prognóstico.

Na pseudoartrose da coluna lombar, há um estudo de John M. Larsen, MD, que indica que o melhor método de prevenção é o diagnóstico correto para indicação de cirurgia e uma técnica cirúrgica bastante criteriosa.

Como o Médico Descobre a Pseudoartrose?

As melhores formas de se diagnosticar a pseudoartrose, segundo Dr. Mauro Bosi, são justamente as investigações feitas através do exame clínico, manipulando-se cuidadosamente a fratura, para se verificar se existe movimento entre os fragmentos. E também por meio dos exames de radiografia.

As formas mais conhecidas de tratamento são em número reduzido, mas eficazes.

A pseudoartrose sempre necessita de tratamento e geralmente é necessária uma intervenção cirúrgica para corrigir o problema, lembra Dr. Bosi. Ele acrescenta que existe também um tratamento com ultrassom, em que o calo ósseo é estimulado. Algumas diferenças entre os tratamentos de países como Brasil e Cuba estão descritas no final deste artigo.

Nem sempre, no entanto, uma fratura pode evoluir para uma pseudoartrose. Para isto, Dr. Bosi indica que a melhor forma de prevenção é iniciar o tratamento de qualquer fratura imediatamente, sempre buscando uma estabilização da mesma.

Caso a fratura não seja detectada e a pessoa continue fazendo movimentos, e caso não seja estabilizada logo após sua ocorrência, podem ocorrer deformidades, encurtamento do osso e, conseqüentemente, dos membros, além de rigidez articular e dor.

Dentre as formas de tratamento mais indicadas para curar a pseudoartrose, Dr. Mauro Bosi indicaria, se houvesse disponível em larga escala, o tratamento com ultrassom.

A pseudoartrose, portanto, não é uma doença rara, ao contrário, é fácil de ser encontrada, quando é decorrente de fraturas. Dr. Mauro Bosi explica que as fraturas expostas de tíbia, de úmero – um dos ossos do braço – e também dos ossos do antebraço e de ossos do carpo, no punho, são relativamente comuns e, se não tratadas, podem resultar na doença.

Em geral, como uma fratura provoca dor intensa no indivíduo, este tende a procurar ajuda médica o mais rápido possível, o que acaba sendo benéfico. Dr. Bosi lembra que o mais importante é prevenir a pseudoartrose, tratando corretamente as fraturas desde o seu início.

http://www.mediafire.com/download/182mlaz3juvxbjc/pseudoartrose.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – TRE 13 2007 – Questão 41

41. A ausência da resposta do reflexo cutâneo abdominal indicará

(A) lesão do neurônio motor superior se a ausência for bilateral, e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for unilateral.

(B) lesão do neurônio motor superior se a ausência for unilateral, e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for bilateral.

(C) lesão do neurônio motor superior se a ausência for bilateral, e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for contralateral.

(D) lesão do neurônio motor superior se a ausência for contralateral, e lesão do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for unilateral.

(E) lesão do neurônio motor superior e do neurônio motor inferior de T7 a L2 se a ausência for bilateral.

LENHADOR.png

Engraçado que a FCC, uma banca reconhecidamente séria, repetiu algumas questões no ano de 2007. Na verdade embaralharam algumas coisas, mas o tema foi o mesmo.

http://www.mediafire.com/download/m6koq68hdlp2o4z/REFLEXOS+MEDULARES+%281%29.pdf

https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/2015/11/22/fcc-trt-6-2007-questao-45/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A