VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 45

45. O uso de técnica eletroterápica apropriada para o paciente com hemiparesia pós-acidente vascular encefálico é um componente do programa fisioterapêutico para se obter a contração do músculo supra-espinhal ou a porção posterior do músculo deltoide. A técnica eletroterápica recomendada é denominada

(A) estimulação elétrica muscular.

(B) ondas curtas.

(C) micro-ondas.

(D) galvânica.

(E) neuroestimulação elétrica transcutânea (TENS).

sdff

De todos os recursos listados, o único que tem efeito na contração muscular é o FES, alternativa A. Simples assim.

O que diferencia um fisioterapeuta é saber usar as ferramentas de que dispõe na hora e no momento corretos. Já usei condutas e manobras que achava que seriam corretas, até eram indicadas, mas não deu resultado. Hoje vejo a importância de se ter o “timing” de usar o recurso correto na hora correta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 44

44. O estudo de como o indivíduo adquire, modifica e retém padrões de memória motora, de modo que esses programas possam ser utilizados, reutilizados e modificados durante atividades funcionais é chamado de

(A) controle motor.

(B) aprendizado motor.

(C) neuroplasticidade.

(D) comportamento motor inato.

(E) coordenação.

APRENDENDO

Neuroplasticidade é fisiológico, comportamento inato não tem a ver com aprendizado. Controle motor por si só não é específico.

O desenvolvimento é o conjunto de processos de transformação dos organismos. O desenvolvimento motor consiste numa relação entre a maturação e a aprendizagem, expressa numa motricidade mais elaborada e num melhor ajustamento do comportamento às características circunstanciais do envolvimento. A aprendizagem é simultaneamente causa e efeito do processo de desenvolvimento humano ao longo da vida. A criança aprende pelo movimento, “novos mundos” que lhe vão criar novos desafios que por sua vez a estimulam a continuar a aprender. Conforme a criança cresce, vai organizando as suas capacidades motoras de acordo com a sua maturidade nervosa e com os estímulos do meio que a rodeiam. A organização motora é fundamental para o desenvolvimento das funções cognitivas, das percepções e dos esquemas sensoriomotores da criança.

A experiência motora (aprendizagem motora) propicia o amplo desenvolvimento dos diferentes componentes da motricidade, tais como a coordenação, o equilíbrio e o esquema corporal. Esse desenvolvimento é fundamental, particularmente, na infância, para o desenvolvimento das diversas habilidades motoras básicas como andar, correr, saltar, correr e lançar. No entanto, embora o desenvolvimento motor não ocorra de forma linear, é fundamental que se ofereça à criança um ambiente diversificado, de situações novas e que propicie meios diversos de resolução de problemas, uma vez que o movimento se apresenta e se aprimora por meio dessa interação, das mudanças individuais com o ambiente e a tarefa motora, ou seja através da AM.

Assim o desenvolvimento motor como campo de estudo, debruça-se sobre as modificações ou a evolução do comportamento motor ao longo da vida do indivíduo (Life Span), relacionando-o com os mecanismos neurofisiológicos e biomecânicos do controlo motor e da aprendizagem motora e integrando-as no contexto biopsicossocial de cada sujeito

Relação entre aprendizagem motora e performance motora

Aprendizagem motora são mudanças em processos internos que determinam à capacidade do individuo de produzir uma ação motora. O nível de aprendizagem motora do individuo melhora com a pratica e é, frequentemente, inferido pela observação de níveis relativamente estáveis da performance motora (PM) da pessoa. Quando uma pessoa corre, caminha, lança uma bola, toca piano, chuta uma bola ou dança, esta está a utilizar uma ou mais habilidades motoras. A aprendizagem inicial é caracterizada por tentativas do individuo de adquirir uma idéia do movimento ou entender o padrão básico de coordenação.

Aprender exige uma modificação estrutural interna que se observa geralmente através do desempenho numa alteração estável (persistente no tempo) do comportamento do indivíduo como resultado da prática e/ou experiência. A performance ou desempenho motor é um indicador objectivo que traduz o grau de integração e/ou aplicação das aprendizagens realizadas. Centra-se nos resultados – “outcomes” – e não nos processos de aprendizagem. É o indicador objectivo e indireto do grau de aprendizagem. No entanto a performance não reflecte de forma transparente as alterações estruturais correspondentes. Entre as várias causas que limitam a correspondência entre a aprendizagem e a performance estão, por exemplo, o estado emocional/afectivo do indivíduo ou factores de condição do sistema muscular, em dado momento. A principal diferença entre aprendizagem motora e performance motora é que a performance motora é sempre observável e influenciada por muitos fatores. A aprendizagem motora, em contraste, é um processo interno que reflete o nível de capacidade de desempenho do indivíduo, podendo ser avaliado por demonstrações relativamente estáveis.

O nível da AM aumenta com a prática e é inferida pela observação na PM mas só há AM quando a PM apresenta as seguintes características:
Aperfeiçoamento (com melhorias)
Consistência (com uniformidade nos resultados)
Estabilidade (que se mantém num estado de equilíbrio)
Persistente (que se mantém apesar de contrariedades ou dificuldades)
Adaptabilidade (que se adapta às circunstâncias)

Assim se o nível de proficiência da performance do indivíduo for relativamente estável ao longo de várias observações e sob diferentes conjuntos de circunstâncias, o profissional pode assumir que o desempenho é um reflexo preciso do nível de aprendizagem motora desse indivíduo. 

Resumindo podemos definir AM, enfatizando os seguintes aspectos: a) a aprendizagem resulta da prática ou da experiência; b) a aprendizagem não é diretamente observável; c) as mudanças na aprendizagem são observadas nas mudanças na performance; d) a aprendizagem envolve um conjunto de processos no sistema nervoso central; e) a aprendizagem produz uma capacidade adquirida para a performance; f) as mudanças na aprendizagem são relativamente permanentes. A aprendizagem motora, portanto, dá-se por meio de uma combinação complexa de processos cognitivos e motores.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 43

43. Pequenos acidentes vasculares de massa encefálica (menor que 1,5 cm), secundário a uma doença de pequenos vasos, que recebem essa denominação em virtude de sua aparência de lua crescente. São comuns no putame, nos demais núcleos da base, no tálamo e na cápsula interna. O paciente poderá apresentar hemiparesia motora pura, síndrome sensitiva pura, hemiparesia, ataxia, síndrome de disartria-mão torpe ou síndrome sensitivo-motora. Esse acidente vascular é denominado

(A) ataque isquêmico transitório.

(B) acidente vascular hemorrágico.

(C) ruptura de aneurisma.

(D) infarto agudo do miocárdio.

(E) infarto lacunar.

avc

O caso descrito não apresenta sintomas transitórios, e por ser delimitado pode se excluir a hemorragia. Excluindo hemorragia, exclui-se também a ruptura de aneurisma, que também é um acidente vascular hemorrágico. Muito menos relacionado é o infarto do miocárdio.
Após uma peneira bem passada, só sobrou uma alternativa, que é o infarto lacunar.

avc1

Principais tipos de infarto cerebral(derrame)

avc_tipos

Infarto cerebral lacunar (pequenos vasos)
Clínica: hemiparesia motora ou sensorial, disartria, função cortical* preservada. Pequena ou ausência de evidência de doença de grandes artérias ou cardioembolismo.
Diagnóstico: evidência de área hipodensa subcortical (< 1,5 cm) pela TC, RNM.

Infarto cerebral aterotrombótico (grandes artérias)
Clínica: AIT ipsilateral recente; usualmente comprometimento de algumas funções corticais. Diagnóstico: evidência de infarto (>1,5 cm) pela TC, RNM; evidência pelo Doppler de ateroma (estenose > 50%) em grande artéria de relevância ou ausência de evidência de cardioembolismo.

Infarto cerebral cardioembólico
Clínica: início súbito, comprometimento de algumas funções corticais. Diagnóstico: evidência de infarto (>1,5 cm) pela TC, RNM; múltiplos locais; cardiopatia reconhecida como fonte de êmbolos pelo ecocardiograma transesofágico; pequena ou ausência de evidência de doença de grandes artériais.

Infarto cerebral de etiologia indeterminada
Clínica: comprometimento de algumas funções corticais. Diagnóstico: evidência de infarto (>1,5 cm) pela TC, RNM; pequena ou ausência de evidência de doença de grandes artériais ou tromboembolismo.

Como ajudar?
As três primeiras horas são cruciais para o atendimento de quem está tendo um AVC. Além de salvar uma vida, as sequelas podem ser minimizadas com um socorro rápido à vítima. Se você perceber que algum familiar, amigo ou colega de trabalho está tendo um AVC, chame uma ambulância imediatamente. Enquanto espera por ajuda médica, tome os seguintes cuidados:

avc2

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 42

42. O comprometimento do sistema nervoso central provoca alterações como distúrbio do tônus muscular e da movimentação, que exigem métodos especiais para a reabilitação, além da cinesioterapia clássica. O método que preconiza a inibição prévia dos reflexos primitivos e de padrões patológicos e a facilitação dos padrões normais (binômio facilitação-inibição), por meio de pontos-chave de controle proximais, que são pescoço, coluna, cintura escapular e pélvica, é

(A) Bobath.

(B) Phelps.

(C) Rood.

(D) Temple-Fay.

(E) Kabat.

bebebobath

Todo o enunciado é a descrição do método Bobath. Questão simples demais.
O princípio do Conceito Bobath é a inibição dos padrões reflexos anormais e a facilitação dos movimentos normais. No Conceito Bobath, o paciente aprende a sensação do movimento, e não o movimento em si. O objetivo é facilitar o movimento motor e inibir movimentos e posturas anormais, sendo uma abordagem para a avaliação e tratamento do indivíduo com distúrbios de movimento, função e controle postural, devido a uma lesão do sistema nervoso central.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 41

41. O processo de envelhecimento é acompanhado de uma redução significativa de massa muscular, fenômeno denominado de

(A) osteopenia.

(B) miastenia.

(C) sarcopenia.

(D) miosite.

(E) osteoporose.

ossos do oficio

Moleza. Ospeopenia e osteoporose são termos relacionados à degenerações ósseas, sendo a osteopenia um estágio anterior à osteoporose.

A osteopenia é, portanto a diminuição de massa óssea, causada pela perda de cálcio, podendo ter, como conseqüência, a osteoporose.
A osteoporose é uma doença metabólica do tecido ósseo, caracterizada por perda gradual de massa, enfraquecendo os ossos por deterioração da microarquitetura tecidual devido à perda progressiva de elasticidade e homogeneidade, tendo como conseqüência a diminuição da quantidade óssea, tornando-os frágeis e suscetíveis às fraturas.

Miastenia faz referência a uma doença neuromuscular e autoimune conhecida como “miastenia gravis”.

Miosite é inflamação muscular.

Sarcopenia é uma degeneração muscular natural do processo de envelhecimento.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 40

40. A avaliação da performance física é um dos componentes mais importantes na atenção aos cuidados de saúde de pessoas idosas. O teste que avalia e monitora o nível de resistência aeróbia de idosos saudáveis e prediz o grau de morbidade e mortalidade de pacientes que apresentam distúrbios cardiovasculares e respiratórios é o teste

(A) da performance física.

(B) da caminhada de 6 minutos.

(C) de equilíbrio de Berg.

(D) cronometrado de levantar e ir.

(E) da corrida de vai-e-vem de 20 metros (Teste de Léger).

arvore correndo

A alternativa “A”, o TPF até avalia o nível de resistência aeróbia, mas não prediz o grau de morbidade e mortalidade. Vou deixar esse teste no final desta postagem

Teste de Perfomance Física (planilha de pontuação)
TESTE DE PERFOMANCE FÍSICA – TPF (PANILHA DE PONTUAÇÃO)
1) Escrever uma sentença. TEMPO (s)_______CLASSIFICAÇÃO_______PONTUAÇÃO
< 10 s = 4 pontos  10,5 a 15 s = 3 pts 15,5 a 20 s = 2 pts > 20 s = 1 ponto Incapaz = 0 ponto
2) Simular o ato de comer. TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO________
< 10 s = 4 pontos 10,5 a 15 s = 3 pts 15,5 a 20 s = 2 pts > 20 s = 1 ponto Incapaz = 0 ponto
3) Erguer um livro e coloca-lo na estante. TEMPO (s)_______ CLASSIFICAÇÃO______
< 2 s = 4 pontos 2,5 a 4 s = 3 pts 4,5 a 06 s = 2 pts > 06 s = 1 ponto Incapaz = 0 ponto
4) Vestir uma jaqueta e tira-la.TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
< 10 s = 4 pontos   10,5 a 15 s = 3 pts   15,5 a 20 s = 2 pts    > 20 s = 1 ponto    Incapaz = 0 ponto
5) Pegar uma moeda no chão. TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
< 2 s = 4 pontos  2,5 a 4 s = 3 pts  4,5 a 06 s = 2 pts  > 06 s = 1 ponto  Incapaz = 0 ponto
6) Girar 3600. TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
Passos descontínuos = 0        Passos contínuos = 2        Inseguro = 0        Seguro = 2
7) Caminhar 15 metros. TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
< 15 s = 4 pontos  10,5 a 20 s = 3 pts  20,5 a 25 s = 2 pts  > 25 s = 1 ponto  Incapaz = 0 ponto
8) Subir um degrau. TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
< 05 s = 4 pontos  5,5 a 10 s = 3 pts   10,5 a 15 s = 2 pts   > 15 s = 1 ponto  Incapaz = 0 ponto
9) Subir escadas.   TEMPO (s)___________ CLASSIFICAÇÃO____________
Número de degraus–subida e descida
Pontuação total (máxima de 36 para 9 itens e 28 para 7 itens)

PROTOCOLO DO TESTE DE PERFOMANCE FÍSICA – TPF
1. Solicitar ao idoso, quando for dada a voz de comando “vai”, escrever a seguinte sentença: “As baleias vivem no oceano azul”. Cronometre o tempo desde a voz de comando até o momento em que a caneta é levantada no final da sentença. Todas as palavras devem estar inclusas e legíveis;
2. Cinco grãos de café (ou similar) são colocados em uma tigela, a 12,5 cm de distância da borda da mesa bem em frente ao idoso. Uma outra vasilha é colocada na mesa do lado não-dominante do idoso. Um objeto (colher) é colocado na mão dominante. Solicita-se do idoso que, logo após o comando, apanhe todos os grãos e coloque-os na vasilha que está vazia;
3. Coloque um livro pesado (ou objeto similar) na mesa em frente ao idoso. Solicite ao mesmo que coloque o livro numa prateleira acima do nível do ombro;
4. Ofereça uma jaqueta (jaleco) para o idoso vestir e, após o comando verbal “vai” cronometrar o tempo do vestir da retirada;
5. Coloque uma moeda próxima ao pé dominante do idoso. Solicite ao mesmo, logo após a voz de comando “vai”, apanhar a moeda no solo e levantar-se. Cronometre o tempo entre a voz de comando e a posição ostostática do sujeito (com a moeda na mão);
6. Conduza o idoso para um corredor ou sala amplos e solicite do mesmo para que gire o corpo a 360 graus. Cronometre o tempo e a eficiência;
7. Conduza o idoso até um corredor o sala ampla e “marque”uma pista de 7,5 metros (15 metros ida e volta). Após a voz de comando “vai”, solicite ao idoso caminhar até a marca dos 7,5 metros, girar 180 graus e retornar ao ponto de partida. Cronometre o tempo entre a voz de comando e o retorno;
8. Conduza o idoso até uma escada (escada teste) . solicite ao mesmo, após a voz de comando, subir e descer os degraus (máximo de quatro), cronometrar o tempo. Oriente ao idoso sobre a possibilidade de interromper segundo a sua vontade, dores no peito, taquicardia, taquipnéia.

O TPF é uma medida usual das atividades de vida diária, incluindo as básicas instrumentais, na qual a performance física é avaliada de forma geral, servindo de subsídios para a leitura da proteção de acidentes em casa e/ou no trabalho.
Existem duas versões para o TPF: o TPF de sete itens e o TPF de nove itens. O TPF de sete itens consiste nas seguintes tarefas: escrita de uma sentença, simular atividade de comer, vestir e girar 360 graus, erguer um livro e coloca-lo numa estante, apanhar uma moeda no chão e caminhar uma distância de 15 metros. O TPF de nove itens acrescenta duas novas tarefas referentes a escadas (máximo de 4 degraus).
O teste leva aproximadamente 10 (dez) minutos para ser realizado e requer poucos e simples recursos. As pontuações serão registradas em uma tabela.
O público alvo: idosos em instituições de longa permanência (ILP) ou que vivam em domicílio.
A utilização é voltada para a monitorização da perfomance, avaliar o risco de quedas, prescrever usos de órteses. As dimensões testadas são: motricidade fina e grosseira, equilíbrio, mobilidade, coordenação, reflexos e resistência.

A alternativa “B”, well, o TC 6min não é exclusivo de idosos saudáveis. Apesar de se encaixar no enunciado, é errado dizer que é um teste para idosos, já que é um teste para adultos em geral. Vai um artigo sobre ele:
http://www.mediafire.com/view/revy1715ku7zt0n/2006_TC6min.PDF

A alternativa “C” é muito complicada, não vou poder ajudar vocês nessa. Busquei artigos no PubMed, no PEDro, na Scielo, nenhum lugar aponta qual a finalidade do teste de equilíbrio de Berg. Creio que pode ser alguma coisa relacionada à incontinência urinária, mas posso estar errado, nao sei ao certo, estou meio confuso…

A alternativa “D” é o também chamado de teste “timed up & go”.
Timed Up & Go (TUG) test
VELOCIDADE, AGILIDADE E EQUILÍBRIO DINÂMICO
O TUG test vem ganhando muito espaço na literatura científica mundial por sua fácil reprodução e também por avaliar componentes importantes dentro do contexto de funcionalidade humana.
Subutilizado ainda na prática clínica, permite não apenas avaliar o risco de queda de um paciente, mas sim a capacidade de transferência, interelacionando com o equilíbrio dinâmico (nossa luta diária junto a pacientes neurológicos).
Timed Up & Go (TUG)
Consiste em levantar-se de uma cadeira, sem ajuda dos braços, andar a uma distância de três metros, dar a volta e retornar. No início do teste, o paciente deve estar com o dorso apoiado no encosto da cadeira e, ao final, deve encostar novamente. O paciente deve receber a instrução “vá” para realizar o teste e o tempo será cronometrado com a partir da voz de comando até o momento em que ele apoie novamente o dorso no encosto da cadeira. O teste deve ser realizado uma vez para familiarização e uma segunda vez para tomada do tempo.
a) menos de 20 segundos para realização, correspondendo a baixo risco para quedas
b) de 20 a 29 segundos, a médio risco para quedas
c) 30 segundos ou mais, a alto risco para quedas.
Alguns estudos apontam que pacientes com tomadas de tempo superior a 14 segundos apresentam alto risco de sofrer quedas.

A alternativa “E”, não é teste para idoso.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 39

39. Quais dos seguintes sinais e sintomas estão associados à dor pélvica de origem musculoesquelética?

(A) dor que é agravada ao final do dia ou após ficar em pé por um longo período de tempo, sensação de peso na pelve e veias varicosas salientes.

(B) dor que é aliviada com a colocação de um travesseiro ou apoio sob os quadris e região glútea.

(C) dor descrita como “constante” ou que “vai e vem” em ondas e é mal localizada.

(D) dor que é agravada pelo exercício e pela descarga de peso e é aliviada com repouso, alongamento ou liberação de pontos gatilho.

(E) dor que não é claramente afetada por mudanças de posição ou movimentos específicos, principalmente quando acompanhada por dor noturna.

ponto-gatilho-

A “A” descreve alguma alteração vascular. A “B” descreve uma lombalgia. A “C” uma dor típica de fibromialgia. A “E” é confusa. Resta a “D”.

Na verdade nem precisa nada disso. A simples decrição da “D” com alívio na liberação de pontos gatilhos já denuncia.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D