VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 31

31. As técnicas de mobilização intra-articular são muito utilizadas na fisioterapia com seus inúmeros benefícios na reabilitação do paciente, porém como contraindicações podem-se citar:

(A) edema agudo, hipomobilidade articular e fraturas.

(B) edema residual, hipomobilidade articular e fraturas.

(C) edema agudo, hipermobilidade e artrite reumatoide.

(D) edema residual, hipomobilidade e artrite reumatoide.

(E) edema residual, hipermobilidade e fraturas.

i31

Técnicas de mobilização intra-articular são as preconizadas por Maitland, mas principalmente por Kaltenborn e de forma brilhante, por Brian Mulligan.

São ferramentas que deviam fazer parte da nossa graduação em fisioterapia, deveríamos sair da faculdade dominando essas técnicas, mas… continuam ensinando a usar tens, US e série de Williams e, em razão disso, fisioterapeutas formados precisam gastar e viajar atrás de cursos caros para dominar essas técnicas e assim poder trabalhar com o mínimo de competência.

Das contraindicações citadas acima, edema agudo é contraindicação; edema residual é o que fica pós imobilização, portanto sem problema. Hipermobilidade é contraindicação, pois não há sentido dar mais movimento onde há excesso(hipomobilidade é quase sempre indicação de mobilização!) e AR, notadamente na fase aguda é contraindicação.

Em tempo, para hipermobilidade nada melhor que consciência corporal e exercícios de controle motor.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 28

28. A fadiga muscular local pode ser desencadeada por uma série de fatores, entre eles,

(A) diminuição de O2, acúmulo de ácido láctico e diminuição na condução de impulsos na junção mioneural, particularmente nas fibras lentas.

(B) diminuição de O2, acúmulo de ácido láctico e diminuição na condução de impulsos na junção mioneural, particularmente nas fibras rápidas.

(C) diminuição de CO2, acúmulo de ácido láctico e diminuição na condução de impulsos na junção mioneural,particularmente nas fibras rápidas.

(D) diminuição de CO2, acúmulo de ácido láctico e diminuição na condução de impulsos na junção mioneural, particularmente nas fibras lentas.

(E) diminuição de O2, acúmulo de glicose e diminuição na condução de impulsos na junção neural, particularmente nas fibras rápidas.

i28

Questões sobre fisiologia são sempre legais.

No primeiro item, a fadiga obviamente está relacionada à diminuição de O2. O segundo também é evidente, acúmulo de ácido lático, ou lactato. Aqui já me restam apenas as alternativas “A” ou “B”. De acordo com o artigo do link, o tipo de fibras musculares deve, igualmente, ser considerado, uma vez que a razão ATP/ADP nas fibras rápidas é superior a das lentas. Deste modo, a taxa de relaxamento das fibras rápidas durante a fadiga é muito superior a das fibras lentas em razão das maiores concentrações de ADP das fibras lentas.

Referência:

http://www.fade.up.pt/rpcd/_arquivo/artigos_soltos/vol.3_nr.1/2.3.revisao.pdf

Portanto, alternativa “B”.

Fadiga neuromuscular

A fadiga representa o declínio da capacidade de gerar tensão ou força muscular com a estimulação repetida. Todo o processo esta ligado as características da unidades motoras e a especificidade do exercício (Powers & Howley, 1997).

Segundo Mcardle, et. al, (2008). As contrações musculares voluntárias são geridas por quatro componentes principais, listados de ordem hierárquica na seguinte ordem: Sistema nervoso central (SNC); Sistema nervoso periférico (SNP); Junção neuromuscular (JNM) e Fibra muscular (FM). A fadiga ocorre portanto em virtude da interrupção da cadeia de eventos entre o SNC e a FM, seja qual for a razão. Os exemplos incluem:

– A promoção de alterações nos níveis dos neurotransmissores do SNC como a serotonina, adenosina, 5-hidroxitriptamina (5-HT), dopamina e acetilcolina (ACh) nas várias regiões cerebrais, juntamente com os neuromoduladores amônia e citocinas secretadas pelas células imunes, modificando o estado psíquico ou perceptivo do indivíduo de forma a modificar a capacidade de exercitar-se (Mcardle, et. al, 2008; Wilmore & Costill, 1999).

– A redução do glicogênio das fibras musculares ativas durante o exercício intenso prolongado.

– Outro fator deve-se a depleção de fosfocreatina (PCr) e o acúmulo de lactato sanguíneo que seguindo algumas evidências podem fazer com que ocorra uma retenção de cálcio no retículo sarcoplasmático, diminuindo o cálcio disponível para a contração muscular (Mcardle, et. al, 2008; Wilmore & Costill, 1999).

– A diminuição de oxigênio e o acúmulo de lactato sanguíneo a nível muscular se relacionam à fadiga no exercício máximo de curta duração devido principalmente ao aumento dramático de hidrogénio (H⁺) no músculo ativo afetando drasticamente o ambiente intracelular.

– Podemos ressaltar ainda que as alterações na função contrátil durante exercícios anaeróbios se relacionam também a depleção de PCr; mudanças na miosina ATPase; menor capacidade de transferência de energia glicolítica em virtude da atividade reduzida das enzimas fosforilase e fostofrutocinase; distúrbios no sistema de túbulos T para transmitir os impulsos através da célula e desequilíbrios iônicos. Um descontrole na liberação, distribuição e captação de Na⁺, K⁺ e Ca2⁺ musculares alteram as atividades dos miofilamentos e prejudicam o desempenho muscular, apesar dos impulsos nervosos continuarem bombardeando a fibra muscular (Mcardle, et. al, 2008; Wilmore & Costill, 1999).

A fadiga ocorre na JNM quando um potencial de ação não consegue passar do neurônio motor para a fibra muscular o que pode ser considerado fadiga a nível central. Entretanto, o mecanismo preciso para esse aspecto (fadiga central) é desconhecido (Wilmore & Costill, 1999; Mcardle, et. al, 2008).

À medida que a função muscular se deteriora durante o exercício sub-máximo prolongado, o recrutamento adicional de unidades motoras (UM) mantém a produção de força necessária para desempenhar o trabalho da atividade. Ao contrário, no exercício explosivo, que ativa crucialmente todas as UM, uma redução na atividade neural (quando medida pelo eletromiograma (EMG)) acompanha a fadiga. A atividade neural reduzida apoia o argumento de que uma falha na transmissão neural produz a fadiga no esforço máximo. Outras vertentes apoiam o fato de que a fadiga esta associada exclusivamente a uma falha dos mecanismos periféricos que envolvem as UM (motoneurônios anteriores, placas motoras terminais e fibras musculares).

Desta maneira as pesquisas nesta área tem sido dirigidas no âmbito periférico e central. No entanto, para Davis et al. (2000), os estudos tem abordado principalmente os mecanismos periféricos, devido à dificuldade de estudar as funções cerebrais em humanos e a falta de teorias e metodologias viáveis para explica-las. Porém os mesmos autores chamam a atenção para o fato de que nos últimos anos, tem sido levantadas hipóteses que futuramente possam explicar de forma sistemática o papel do CNS na fadiga muscular.

Para tanto, a fim de facilitar o seu entendimento e nortear as áreas de pesquisas diversos autores conceptualizam a fadiga muscular como sendo de ordem central ou periférica (Lehmann, et al. 2000; Wilmore & Costill, 1999; Powers & Howley, 1997).

Fadiga Periférica
Em vários estudos incrementais é comprovado que um músculo isolado desenvolve fadiga quando exposto a contrações musculares repetidas. No entanto, vale lembrar que muitos destes experimentos ocorrem unicamente em laboratórios e na maioria das vezes com animais. Portanto, a grande questão que se coloca é a propósito das atividades voluntárias, nas quais a interrupção da tarefa motora pode dar-se tanto pela incapacidade contráctil do músculo (fadiga periférica) quanto por redução da excitação nervosa (central).

A nível periférico a fadiga pode ser desencadeada devido a ocorrência de alguma falha dos mecanismos responsáveis pela contração muscular: na junção neuromuscular; na propagação do potencial de ação pelo tubulo T; na liberação de Ca₂⁺ do retículo sarcoplasmático; na ligação do Ca₂⁺ a troponina C e na ressíntese do Ca₂⁺ pelo retículo sarcoplasmático, sendo portanto, extremamente complexo identificar uma única causa ou local para a sua ocorrência (Davis e Bailey, 1997).

Estudos recentes mostram que durante o exercício, além de outros processos, ocorrem principalmente reduções na liberação de Ca₂⁺ pelo retículo sarcoplasmático (RS) comprometendo a tensão desenvolvida pelas fibras musculares (Allen, Lammergran et al. 1995; Favero 1999).Sendo um dos principais responsáveis pela liberação e recaptação de Ca₂⁺ durante os sucessivos ciclos de contração-relaxamento, sua funcionalidade, ou seja, as alterações nas capacidades de liberação e/ou recaptação de Ca₂⁺ são apontadas como fatores que afetam diretamente a capacidade de trabalho das fibras musculares. Desde modo, alterações nas propriedades funcionais do RS podem estar na essência da fadiga muscular (Sejersted & Sjogaard 2000).

Como modelo de fadiga periférica podemos resumidamente concluir portanto, que é causada, devido falhas musculares intrínsecas, acarretadas principalmente por acumulação de metabólitos, por esgotamento de substratos energéticos, ou por insuficiente aporte de oxigênio. Estas alterações resultam incapacidade dos processos de contração muscular: excitabilidade da membrana do músculo; acoplamento excitação-contração e nos ciclos das pontes cruzadas, acarretando diminuição da produção de força e potência muscular independentes dos estímulos nervosos (Silva, 2006b).

Fadiga Central
A fadiga central parece estar relacionada a uma fase avançada de sobretreino (será abordado no decorrer deste trabalho). Neste caso, há um desequilíbrio entre excitação-inibição (a nível hipotalâmico) e, consequentemente, ficam mais ou menos interrompidas todas as possibilidades que o cérebro tem de se comunicar com a periferia. Neste processo incluem o eixo hipofisário, nervoso-simpático e simpático-adrenal, que juntamente com outros mecanismos nervosos são responsáveis pela condução elétrica dos impulsos nervosos (Lehmann, et al. 2000).

Davis e Fitts (2001), referem-se a fadiga central como sendo uma falha na condução de impulsos nervosos, promovendo uma redução do número de unidades motoras ativas e da frequência de disparos dos motoneurônios.

Para Davis et al. (2000), a incapacidade de gerar ou manter impulsos de ordem central para ativação do músculo é a explicação mais provável de fadiga para a maioria das pessoas durante as atividades diárias normais. No entanto, os mesmos autores comentam que pouco é conhecido sobre os mecanismos do SNC responsáveis pela fadiga durante o exercício.

A respeito dos mecanismos envolvidos na fadiga central, segundo Davis et al. (2000), o neurotransmissor 5-HT tem recebido muita atenção nos estudos, pois é sabido que os aumentos de 5-HT e o seu principal metabólito, o 5-HIAA em várias regiões cerebrais durante o exercício prolongado pode ter efeitos importantes sobre a excitação, letargia, sonolência, e estados de humor, ou seja, pode estar ligado à percepção alterada de esforço. É também sabido que a administração de drogas que estimulam ou inibem a acção do 5-HT no cérebro tem efeitos diretos sobre a incidência de fadiga mesmo na ausência de qualquer indicador periférico.

Para Davis et al. (2000), dentre alguns mecanismos biológicos que tentam explicar a ocorrência de fadiga central (variação de alguns neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a acetilcolina), o que tem tido maior atenção dos estudos é a concentração de serotonina a nível cerebral. Para os autores, alguns dados sugerem que, o aumento ou a diminuição das suas concentrações no cérebro durante o exercício prolongado, faz com que exista uma aceleração ou um atraso de fadiga, respectivamente, e que portanto uma manipulação nutricional pode atenuar a síntese de serotonina no cérebro durante o exercício prolongado melhorando assim a capacidade de resistência (Davis et al. 2000).
Para Davis et al. (2001) após estudo em animais, onde ratos machos receberam cafeína 30 minutos antes do exercício numa esteira, os autores concluíram que o bloqueio de alguns receptores do SNC, como por exemplo, a adenosina (componente celular regulada principalmente pelo metabolismo do ATP), pode retardar o processo de fadiga em atividades locomotoras voluntárias. No mesmo estudo a administração da mesma droga e dosagem a nível periférico não teve efeito sobre o tempo de execução em esteira (fadiga).

Ao contrário dos dados apresentados por Davis et al. (2001), Jane & Braun (1999) estudaram nove indivíduos saudáveis com o objetivo de estimar as contribuições relativas dos fatores centrais e periféricos no desenvolvimento de fadiga muscular em humanos. Após submeterem os indivíduos a um teste de contração voluntária máxima do tornozelo e controlarem o teste através da EMG e medidas metabólicas, os autores constaram que a fadiga é atribuível aos fatores centrais e periféricos, sendo que a fadiga central contribui cerca de 20% para a redução do desempenho, enquanto o ambiente metabólico intramuscular foi responsável para o restante da fadiga, ou seja, 80%.

Corroborando as hipóteses do estudo acima Mcdkenzie et. al (1992), dentre outras observações, constataram que a fadiga apresentada durante contrações voluntárias do músculo diafragma, testado através de técnicas inspiratórias, não esteve associada ao fracasso da junção neuromuscular, e que portanto, para este grupo muscular, a fadiga parece estar mais associada a falhas dos mecanismos periféricos.

Com o objetivo de comparar a dimensão das atividades neurais durante contrações voluntárias do diafragma e dos flexores do cotovelo em fadiga, Mcdkenzie et. al (1992) mostraram que durante o estado de fadiga houve uma falha progressiva da capacidade de ativar os músculos dos membros, o que os autores classificaram como fadiga central, enquanto que o declínio das contrações inspiratórias (diafragma) não foi significativo. Este estudo leva-nos a concluir também que os indicadores de fadiga para uma mesma atividade podem ser diferentes para grupos musculares distintos.

Para tanto, podemos considerar a fadiga central como inibidora dos processos de contrações musculares voluntárias, não pela limitação de órgãos periféricos, dentre eles os músculos em atividade, mas pela insuficiência dos comandos motores cerebrais (Silva, 2006b).

Sobretreino/Sobressolicitação

Vários autores (Alves, 2006; Lehmann, et. al. 2000; Moreira & Cavazzoni, 2009; Coutts, 2007) classificam o sobretreino (overtraining), como sendo o resultado de uma discrepância reincidente entre stress e recuperação ao longo do processo de treino. Além disso, existe o conceito de sobresolicitação (overreaching) que representa uma situação de fadiga aguda, porém de duração limitada, onde é reversível após um curto período de recuperação ativa (1 a 2 semanas – redução das cargas de treino). O controle da sobresolicitação, caso não efetuado de maneira correta pode desencadear um processo de sobretreino crônico, o que pode ser irreversível durante o período competitivo.

Para (Coutts, 2007), existem três manifestações de fadiga ao longo da época competitiva: overreaching funcional, overreaching não-funcional e overtraining. Segundo o autor, o overrreaching funcional, é comum em programas de treino físico, sendo considerado normal e necessário para otimização da performance. De fato alguns estudos têm mostrado que overreaching funcional pode conduzir a um melhor desempenho quando houver um ajuste ótimo entre os processos de intensificação da carga de trabalho e a recuperação entre os estímulos. No entanto, se houver um desequilíbrio nesta fase, o atleta pode manifestar sintomas de overreaching não-funcionais ou até mesmo o overtraining. Durante o processo de overreaching não-funcionais, o indivíduo pode apresentar uma gama de sintomas causados principalmente por distúrbios hormonais e pela redução da função imune, requerendo semanas ou meses para restauração do desempenho. Caso isso não seja controlado, os sintomas podem evoluir, desencadeando uma síndrome de overtraining.

Maglischo (2003) considera que o sobretreino é uma condição que ocorre quando os atletas treinam para além da sua capacidade de criarem adaptações ao treino, ou seja, o esforço é tão intenso que os processos anabólicos e de reparação de tecidos não conseguem acompanhar os processos catabólicos. Referem ainda, que o momento de maior tendência a instalação de sobretreino é logo após um pico de forma, pois os atletas neste momento se encontram motivados a maiores volumes e intensidades durante o treino.

Lehmann, et. al. (2000), classificam o sobretreino como sendo de curta e de longa duração. Segundo os autores, o sobretreino de curta duração, entre uma a três semanas, leva apenas a uma fadiga periférica da musculatura hiper-estimulada, bem como a uma quebra temporária do rendimento, sendo que, após um período de regeneração (uma ou duas semanas) pode ocorrer um processo de supercompensação.

Referência bibliográfica
2011, Flávio Afonso Montes; Francisco José Bessone Ferreira Alves; Simone Carneiro Gomes; Daniel Dezan e Diogo Cardos Gomes em CONCEPÇÕES DE FAGDIGA

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 27

27. Com relação aos exercícios resistidos, assinale a alternativa coerente com as seguintes definições, respectivamente: força, resistência e potência.

(A) Quantidade de tensão, diminuição da fadiga por prolongado tempo e alta intensidade por pequeno período de tempo.

(B) Diminuição da fadiga por prolongado tempo, quantidade de tensão e alta intensidade por pequeno período de tempo.

(C) Alta intensidade por pequeno período de tempo, quantidade de tensão e diminuição da fadiga por prolongado tempo.

(D) Alta intensidade por pequeno período de tempo, diminuição da fadiga por prolongado tempo e quantidade de tensão.

(E) Alta intensidade por pequeno período de tempo, quantidade de tensão e diminuição da fadiga por pequeno período de tempo.

i27.gif

Opa, opa, pegadinha detected! Por quê? Vamos lá.

Basicamente, precisamos definir aqui o significado de força, tensão e potência.

Força é a capacidade de gerar trabalho, ou tensão, ou energia. No contexto de modalidade de exercício físico, que é o que propõe a questão, força é a quantidade de tensão. Só aqui já dá para responder, alternativa “A”, mas a opção “Alta intensidade por pequeno período de tempo” aparece como primeira escolha nas alternativas de “C” a “E”, o pode fazer muita gente que gosta de seguir receita de bolo para responder questões errar feio. Eis a pegadinha.

Resistência, no contexto dessa questão, é diminuição da fadiga por prolongado tempo.

Vamos para uma definição mais detalhada de força, resistência e potência:

Força muscular

Força muscular, segundo o colégio americano de medicina do esporte (ACSM 2003) pode ser definida como a máxima tensão que pode ser gerada por um músculo específico ou um grupo muscular.

A força é uma capacidade física que pode se manifestar na forma de força absoluta, força máxima, força hipertrófica, força de resistência e força explosica (rápida ou potência).

Força absoluta: É a máxima quantidade de força que um músculo pode gerar. Em geral, ocorre em situações extremas, principalmente em emergências , hipnose ou mediante auxilios ergogênicos.

Força máxima: É a quantidade máxima de tensão que um músculo ou grupo muscular pode gerar durante uma repetição em determinado exercicío. É também a força máxima gerada por uma contração muscular, podendo ser desenvolvida por meio de ações concêntricas (fase positiva), excêntricas (negativa) e isométricas. O meio mais utilizado para se avaliar a força máxima em aparelhos de musculação convencionais é o teste de uma repetição máxima ou 1RM.

Treinamento de força para hipertrofia muscular: Já é bem reconhecido o fato de que o TF (treinamento de força) induz a hipertrofia muscular (aumento da massa muscular). Esse processo de aumento da massa muscular é caracterizado, em resumo, pelo aumento de proteínas contráteis no músculo, sobretudo na musculatura esquelética. Isso se da geralmente pelo estimulo mecânico (contração) imposto ao músculo.

Resistência de força: É quando você consegue manter varias repetições em determinados exercicíos. É uma manifestação da força importante para que a pessoa tenha capacidade física para realizar as tarefas do dia a dia. Também contribui substancialmente para modalidades como lutas, ciclismo, natação e fisiculturismo.

Força explosiva: É o produto da força e da velocidade do movimento [potência= (força x distância)/tempo]. Também é considerada a habilidade de movimentar o corpo e/ou um objeto no menor período de tempo. De modo geral, esse termo é conhecido como potência muscular. É uma forma de manifestação da força determinante para várias modalidades esportivas, como o arremesso de peso, lançamento de dardos e salto em distância, e para idosos que apresentam lentificação de movimentos.

Referência:   PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. Barueri, SP. Manole, 2010.

Resistência muscular

A resistência, também capacidade de resistência ao cansaço, é a capacidade de poder executar, durante o maior tempo possível, um esforço estático ou dinâmico, sem diminuir a qualidade do exercício.

Tipos de Resistência

• Aeróbica (Dinâmica e Estática)
• Anaeróbica (Dinâmica)
• Muscular (Aeróbica, Anaeróbica e Localizada)

Resistência Aeróbica

A resistência “pura”, como capacidade de suportar esforços de enorme duração, evitando a acumulação do ácido láctico, recorrendo à utilização do oxigênio e dos nutrientes para manter a atividade indefinidamente.

Aeróbica Dinâmica

A Capacidade de resistência ao cansaço no esforço dinâmico com o emprego de mais de 1/6 a 1/7 da musculatura total do esqueleto, durante uma intensidade de movimento superior a 50% da capacidade máxima da carga circulatória e com uma duração de carga que oscila entre os três e cinco minutos.

Principais formas de treino: Corrida contínua, corrida com a duração de alguns minutos, corrida intervalada, rampas, treino em circuito.

Aeróbica Estática

Sempre que o exercício estático é feito com o emprego de grande grupo de músculos e uma carga inferior a 15/20% da força máxima numa duração da carga grande, estamos perante um tipo de resistência estática aeróbica.

Resistência Anaeróbica

Resistência anaeróbica é a capacidade de execução de determinada atividade com alta intensidade em curto espaço de tempo.

Anaeróbica Dinâmica

Também resistência de velocidade, ritmo de resistência ou apenas resistência. A exigência surge no exercício anaeróbio com carga dinâmica de intensidade de ritmo máximo, em conseqüência disso, apenas nos movimentos cíclicos ( que se repetem ) , pois nos movimentos acíclicos ( executados uma só vez ) é muito pequena para provocar um cansaço correspondente.

Resistência Muscular Localizada

A Resistência Muscular localizada tem como objetivo desenvolver no indivíduo uma melhor aptidão cardiovascular, seja para executar as tarefas cotidianas, seja para melhor a resistência nos esportes. Como o próprio nome diz, essa capacidade física visa dar uma resistência maior à fadiga.Através desse tipo de treinamento, consegue-se uma definição muscular muito evidente devido ao fortalecimento da musculatura (tônus muscular) e da conseqüente oxidação da camada lipídica subcutânea decorrente do treinamento.

Resistência Muscular Aeróbica

Dinâmica
É exigida quando um trabalho dinâmico com grupos musculares de tamanho pequeno ou médio – por exemplo, de um braço ou perna – é executado de forma aeróbica (hollmann, 1980). Através de um treinamento específico esta capacidade é melhorada de 100 até 1000%.

Estática
É quando a força de contração de um pequeno grupo muscular não alcançar 15% da força máxima isométrica, então a circulação local do músculo em trabalho ainda não está prejudicada. Deste modo, a necessidade de energia pode ser preenchida de forma oxidativa.

Resistência Muscular Anaeróbica

Dinâmica
É exigida quando é executado um trabalho dinâmico, com grupos musculares pequenos e médios – menos de 1/6 a 1/7 da massa muscular total- contra a resistência, que seja de 50% a 70% ou mais da força estática máxima. A sua taxa de treinabilidade está em cerca de 35%.

Estática
Pode ocorrer em duas formas de trabalho:

1) No trabalho de sustentação de um peso de mais de 15% da força máxima de trabalho;

2) Na contração com mais de 50% da força isométrica , onde a duração da carga estática é tão longa que a participação do trabalho dinâmico pode ser desprezado.

Quem Tem Melhor Resistência?

Graças ao poder do hormônio estrógeno, o sexo feminino é menos propenso ao cansaço dos músculos. Um estudo apresentado no último encontro anual da Sociedade Americana de Fisiologia, em Portland, nos Estados Unidos, revelou que a resistência muscular das mulheres seria três vezes superior à dos homens. A pesquisa foi feita na Universidade do Colorado, também localizada nos Estados Unidos, onde um grupo de cientistas americanos avaliou cerca de vinte participantes de ambos os sexos enquanto praticavam atividade física.

Aminoácidos na dieta X Resistência muscular

Os aminoácidos são o produto da digestão das proteínas e só são eficientes quando há uma carência bem determinada.
Já se têm notícias de que existem pesquisas avançadas sobre o uso de aminoácidos na dieta de atletas olímpicos, principalmente nas provas de força e resistência muscular.
O conhecimento das Ciências dos Alimentos e aspectos nutricionais em Fisiologia aplicada ao exercício, ainda são fontes de estudo e pesquisa, se constituindo uma incógnita e um crescente desafio à Medicina e Ciências do Esporte. Tal fato se deve, ainda, por não se conhecer, exatamente, qual o mecanismo que regula a absorção dos aminoácidos pelo organismo e, em que percentagem eles são aproveitados.
O mais sensato seria buscar orientação com profissionais da nutrição e professores de educação física, pois já está provado que o uso indiscriminado acarreta problemas de saúde, principalmente da função renal, com formação de cálculos e, também, favorece o enrijecimento das artérias, acelerando a aterosclerose, isso porque o excesso de aminoácidos no organismo, inibe a regeneração de células da parede dessas artérias.
Sem falar que de nada adiantaria uma complementação nutricional sem um treinamento físico correspondente e compatível com suas exigências metabólicas.
A alimentação que deve ser seguida por atletas ainda deve ser uma dieta equilibrada e balanceada entre carboidratos, proteínas e gorduras dentro da prescrição feita por nutricionista especializado em ciências do esporte E não esquecendo que a alimentação deve seguir uma relação direta com a performance física e níveis de exigência ao esforço individuais.

COSTILL, D. e WILMORE, J.K. Physiology of Sport and Exercise.
Human Kinectics Publishers. 1994.

Potência muscular

Definição: A potência é a capacidade da musculatura de contrair-se vencendo uma resistência que se opõe à aproximação de seus pontos de inserção.

Seu formula é a seguinte: Potencia = Peso x Distância

Tempo

A força explosiva representa a máxima manifestação da potência tendo em conta especialmente à velocidade. Isto indica que a potência é a força em velocidade.

A potência na velocidade motora

Denomina-se à ação de vencer uma resistência à maior velocidade possível. (exemplo: na face de aceleração das carreiras curtas de atletismo, no boxe, em futebol, em básquet, etc.)

O acréscimo na potência dos gestos esportivos não se aperfeiçoa só através do treinamento da coordenação, senão também, pelo acréscimo da força. A potência aparece nos gestos esportivos em forma isolada como nas tomadas e golpes nos desportos de luta e também nos desportos cíclicos: atletismo, remo, ciclismo.

A potência na força motora

Diferenças entre força e potência

Desde o aspeto funcional todos os movimentos nos quais deve ser vencido uma resistência à maior velocidade possível podem ser considerados movimentos de potência (saltos, lançamentos). Com o mesmo critério muitos exercícios de força podem ser transformados em exercícios de potência através do simples expediente de solicitar que em um curto espaço de tempo se trate de realizar o máximo número de repetições possíveis.

A potência só se identifica através de seus efeitos. Quanto maior seja a aceleração que uma pessoa possa imprimir a sua massa corporal em um tempo determinado maior será a potência de que disponha.

Para que um movimento possa ser qualificado de potente devem ser dado duas condições primordiais:

O movimento deve vencer relativamente grandes resistências que o dificultem
Devem ser atingido relativamente grandes acelerações
Potencia Muscular: É a realização de força com uma exigência associada de tempo mínimo. É o caso dos saltos, onde para conseguir um máximo resultado a força deverá ser aplicada velozmente.

Depende da força pura, a coordenação, a velocidade de contração da musculatura e o respeito dos princípios biomecánicos que regem o movimento.

Para o treinamento da potência existem as seguintes possibilidades: acréscimo da força pura e aperfeiçoamento da coordenação.

Força muscular explosiva e força de partida

A força explosiva constitui o limite de desenvolvimento da potência ou velocidade na força. Aqui tem um papel de grande importância a velocidade. Esta qualidade é decisiva no rendimento devido ao tempo que decorre dita manifestação para se conseguir. A força explosiva determina o tempo que decorre para a realização de determinada ação de força, o qual a supedita a outro elemento que intervém: a força de partida ou reação. Esta consiste no tempo que decorre em chegar a se manifestar uma tensão muscular determinada que anteriormente poderá ser concretizado em um trabalho mecânico.

O tipo de trabalho a realizar, isto é o tipo de força que temos que executar nos determinará que tipos de pesos devemos manejar. Em caso de manejar-se pesos menores, terá principal ingerencia a força em velocidade ou potência enquanto se realizamos trabalhos com pesos máximos, o acento estará sobre a força máxima.

A potência em relacionamento com a velocidade

Quando falamos da velocidade assinalamos a capacidade condicional de realizar ações motoras no menor tempo possível nas condições dadas. A potência é a capacidade d um desportista para vencer uma resistência mediante uma alta velocidade de contração, é falar de força em velocidade. Esta capacidade é decisiva nas disciplinas de sprint. Ademais são importantes para a maioria dos desportos-jogo, fases de arranque e aceleração em remo, canotaje e esquí de velocidade, carreiras ciclísticas em pista. Na velocidade como na potência há prerrequisitos essenciais, como a mobilidade dos processos nervosos, o rendimento em força rápida, a flexibilidade, a elasticidade e a capacidade de relaxação dos músculos, a qualidade da técnica esportiva, a força de vontade e os mecanismos bioquímicos.

1) Mobilidade dos processos nervosos

Uma alta velocidade de movimento e a máxima frequência do mesmo só podem ser atingido se há mudanças muito rápidos entre excitação e inibição, e com as regulações correspondentes do sistema neuromuscular, relacionadas com uma ótima aplicação da força.

2) Força rápida

Sua participação na velocidade reflete-se particularmente nas altas acelerações de saída ou na capacidade de posta em ação (ex: na maioria dos jogos-deporte). Junto da capacidade de realizar altas frequências de movimento, é a base condicional decisiva para os rendimentos de velocidade locomotiva.

A velocidade depende desde o ponto de vista bioquímico especialmente das reservas de ATP e PC, e da velocidade na mobilização da energia química. A Provisão de energia alactácida e lactácida realiza-se quase exclusivamente de acordo à máxima intensidade.

3) Elasticidade muscular

A flexibilidade, a elasticidade e a capacidade de relaxação dos músculos que nos exercícios de velocidade e potência atuam como sinergistas ou antagonistas influem decisivamente em uma correta técnica esportiva e em uma alta frequência de movimento. Se estas capacidades desenvolvem-se inadequadamente, não se conseguirá a necessária amplitude do movimento e os sinergistas devem vencer fortes resistências durante a sequência do movimento, particularmente no ponto de investimento do movimento.

4) Força de vontade

A mais alta aplicação de potência depende da máxima vontade posta no movimento.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 26

26. Assinale a alternativa em que a mobilização passiva está contraindicada.

(A) Minimizar a formação de contraturas.

(B) Manter a elasticidade mecânica do músculo.

(C) Ajudar a manter a consciência de movimento do paciente.

(D) Lesões musculares agudas.

(E) Lesões de nervos periféricos.

i26 (2).jpg

Por eliminação, de “A” a “C” não há problema para mobilização passiva. A dúvida estaria entre “D” e “E”.

Via de regra, a mobilização passiva é contraindicada para processos inflamatórios agudos, como é o caso da alternativa “D”.

Sobre a “E”, não há problema em mobilizar sem tensionar o nervo, embora não posso dizer que não há problema em alongar uma estrutura nervosa periférica lesionada. Mas a questão pede mobilização, então a correta é a “D” mesmo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 24

24. Com relação aos planos e eixos do corpo e seus movimentos, assinale a correta definição.

(A) A flexão e a extensão ocorrem no plano coronal em torno de um eixo que está no plano sagital. A abdução, a adução e a flexão lateral ocorrem no plano coronal em torno de um eixo que fica no plano sagital. A rotação lateral e medial, e a abdução e adução horizontais, ocorrem no plano transversal em torno de um eixo longitudinal.

(B) A flexão e a extensão ocorrem no plano sagital em torno de um eixo que está no plano coronal. A abdução, a adução e a flexão lateral ocorrem no plano sagital em torno de um eixo que fica no plano coronal. A rotação lateral e medial, e a abdução e adução horizontais, ocorrem no plano transversal em torno de um eixo longitudinal.

(C) A flexão e a extensão ocorrem no plano sagital em torno de um eixo que está no plano coronal. A abdução, a adução e a flexão lateral ocorrem no plano coronal em torno de um eixo que fica no plano sagital. A rotação lateral e medial, e a abdução e adução horizontais, ocorrem no plano longitudinal em torno de um eixo transversal.

(D) A flexão e a extensão ocorrem no plano sagital em torno de um eixo que está no plano coronal. A abdução, a adução e a flexão lateral ocorrem no plano coronal em torno de um eixo que fica no plano sagital. A rotação lateral e medial, e a abdução e adução horizontais, ocorrem no plano transversal em torno de um eixo longitudinal.

(E) A flexão e a extensão ocorrem no plano coronal em torno de um eixo que está no plano sagital. A abdução, a adução e a flexão lateral ocorrem no plano sagital em torno de um eixo que fica no plano coronal. A rotação lateral e medial, e a abdução e adução horizontais, ocorrem no plano longitudinal em torno de um eixo transversal.

i24

Flexão e extensão é moleza, ocorre no planooo… sabe qual o lance aqui? Se você não está seguro sobre qual é o plano e eixo desses movimentos, ficar lendo as alternativas acaba confundindo.

Vamos fazer aqui uma listinha básica:

Flexão e extensão: plano sagital

Adução e abdução: plano frontal

Rotação: plano transverso

Pronto. Só resta a alternativa “D”. Vejam que eu disse plano frontal, pois é assim que entendo esses planos, mas a banca diz plano coronal. Isso é uma verdadeira lambança, e confunde tudo. Por isso, mais do que decorar esses planos e eixos, é preciso entender e ficar atento às nomenclaturas correlatas.

Já comentei sobre planos e eixos aqui:

https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/tag/planos-e-eixos-anatomicos/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 23

23. Ao se testar a amplitude de movimento de uma articulação,

(A) deve-se levar em conta que os músculos monoarticulares, dependendo de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(B) deve-se levar em conta que os músculos monoarticulares,independentemente de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(C) deve-se levar em conta que os músculos multiarticulares, dependendo de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(D) deve-se levar em conta que os músculos multiarticulares, independentemente de seu posicionamento, podem impedir a total amplitude.

(E) não se deve levar em conta o posicionamento muscular.

barra.jpg

A alternativa “E” é bem errada. As alternativas “B” e “D” claramente estão ali para dar uma enrolada. Das alternativas que podem causar dúvida, a alternativa “C” é perfeita. Um músculo multiarticular, dependendo do posicionamento, pode atuar como um freio, um antagonista ao movimento pretendido.

Como o exemplo indicado na alternativa correta da questão anterior, o posicionamento dos isquiotibiais impede sua atuação no movimento de extensão do quadril realizado pelo glúteo máximo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 22

22. Para se testar a força do glúteo máximo, assinale a alternativa correta.

(A) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a ação dos ísquios tíbiais na extensão do quadril.

(B) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a flexão do quadril.

(C) Paciente em decúbito dorsal com extensão máxima do joelho e flexão de 30° de quadril a fim de isolar o glúteo máximo.

(D) Paciente em decúbito dorsal com flexão máxima do joelho a fim de isolar o glúteo máximo.

(E) Paciente em decúbito lateral com flexão máxima do joelho contralateral e flexão do quadril contralateral de 90°.

i22.jpg

Estava procurando material para responder essa questão e me deparei com um material muito bom. O autor é doutor em educação física e fala com muita propriedade sobre exercícios para glúteo máximo. Vale a leitura!

http://ricardosouza.pro.br/blog/musculacao/item/tres-exercicios-que-voce-nao-deve-fazer-para-o-desenvolver-gluteo-maximo

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A