FCC – TRE 13 2007 – Questão 60

60. O laser terapêutico apresenta as seguintes características físicas:

(A) monocromaticidade, colimação e não coerência.

(B) policromaticidade, espalhamento e coerência.

(C) policromaticidade, colimação e coerência.

(D) monocromaticidade. espalhamanto e não coerência.

(E) monocromaticidade, colimação e coerência.

laser

Características da Luz Laser

Após a inversão de população ter ocorrido, produzindo a excitação dos elétrons com ajuda de uma fonte externa, o decaimento espontâneo de um dos átomos para o estado fundamental começa a provocar a emissão estimulada dos demais átomos e, conseqüentemente, produz luz. Somente a luz que se propaga ao longo do eixo principal do laser é que vai sofrer as várias reflexões no interior da cavidade ressonante, fazendo com que haja emergência de um feixe de luz. As principais características desse feixe emergente são as seguintes:

• primeiramente, a mais marcante é que a luz laser é monocromática, já que a energia carregada pelo fóton estimulante e pelo fóton emitido são as mesmas. Portanto, se verificarmos o espectro da luz laser, veremos apenas uma linha, mostrando que ela é composta de apenas um comprimento de onda, enquanto uma fonte de luz incandescente é formada por vá- rios comprimentos de onda. O esquema da Figura 13 mostra os dois espectros. A monocromaticidade da luz laser é importante em espectroscopia e em outras áreas de pesquisa que requerem luz com uma energia determinada.

• uma segunda característica é o fato de que a intensidade do feixe laser pode ser extremamente grande, ao contrário das fontes de luz convencionais. Sua potência pode atingir ordens de tera watt (1012 W). Essas grandes intensidades ocorrem em lasers pulsados, onde a energia acumulada em longo tempo é emitida toda em um intervalo de tempo muito pequeno, da ordem de 10-12 s.

• em terceiro lugar temos o caráter direcional do feixe laser. Fótons emitidos inclinados com relação ao eixo central não contribuirão para o feixe de laser final. O feixe resultante, que é constituído de ondas caminhando na mesma direção, é bastante estreito; ou seja, todo feixe propaga-se na mesma direção, havendo um mínimo de dispersão. Essa característica é extremamente importante para uma série de aplicações em comunicação, na indústria, na eletrônica etc.

• a quarta característica importante da luz laser é sua coerência. Para explicar o que significa a luz ser coerente devemos lembrar da natureza ondulatória da luz. Radiação é espacialmente coerente se as ondas sucessivas da radiação estão em fase e temporalmente coerente se os trens de onda têm todos a mesma direção e o mesmo comprimento de onda. Para exemplificar nossa idéia de coerência, vamos tomar um exemplo simples. Vamos considerar as águas calmas de um lago. Ao jogarmos uma pedra, haverá produção de ondas de uma forma periódica e ordenada. Com isso, vemos em todos pontos desse lago ondas coerentes. Agora, vamos jogar de maneira desordenada várias pedras no interior do lago. Nessa situação, as ondas da superfície estarão totalmente desordenadas, provenientes de pontos diferentes. Essas não são ondas coerentes, mas incoerentes.

Bibliografia:

Sociedade Brasileira de Física.

http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol2/Num2/a02.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

A bolinha e a fisioterapia

bolinha na mão

Essa todo fisioterapeuta conhece, e você estudante terá alguma pessoa te perguntando isso também algum dia. “Posso fazer exercício com bolinha para melhorar minha mão?”. Depende do objetivo, mas para maioria dos problemas que as pessoas utilizam, pode ser um tiro no próprio pé.

A BOLINHA NA FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA

Dúvida muito comum em pessoas com tendinopatias de punho, como a Síndrome do Túnel do Carpo, ou até com tenossinovite de Quervain. Muita gente tem certeza que se fortalecer a mão com a bolinha as dores vão acabar. E dessa forma garantem que cirurgiões de mão tenham sempre um caso urgente pra resolver.

O caso é que a tendinopatia é causada por alguns fatores anatômicos e funcionais combinados com “overuse”, ou seja, abuso de movimentos repetitivos, normalmente realizados de forma anti-ergonômica. Temos um processo inflamatório e lesões teciduais. A pessoa deve fortalecer sua mão? Não! Deve protegê-la!!! Deve reeducar todo o uso dos seus membros superiores, passando por posição da cervical e  do ombro, e principalmente punho e mão. Se após avaliação, houver constatação de desequilíbrio de força entre agonistas e antagonistas o fortalecimento pode ser iniciado, mas em condições específicas e raramente de flexores de punho e dedos.

E deve tratar antes de ter a necessidade de operar, sendo uma cirurgia com elevado grau de recidivas. Em parte porque voltam a fazer a mesma coisa que faziam antes de operar, da mesma forma, com a mesma tensão excessiva, na mesma posição anti-ergonômica. Nesse ponto está o papel do fisioterapeuta no “follow-up”, na sua rotina após o tratamento com fisioterapia. Orientar esse paciente pode ser tão importante para prevenir lesões como o tratamento foi para reabilitar a função comprometida.

Pra quem tem problemas que precisam dessas orientações e dessa reeducação ser atendido por um fisioterapeuta consciente é mais importante que ser atendido por um fisioterapeuta com diploma na melhor escola de terapia manual do mundo e pós-Doc, mas que por descuido não dê atenção a isso. Nada contra qualificações, mas títulos não ajudam se o fisioterapeuta não tiver esse genuíno interesse em resolver o problema da pessoa sob seus cuidados.

A BOLINHA NA FISIOTERAPIA NEUROLÓGICA

O texto abaixo retirei do blog do Humberto.

Como tudo começou…
Há muito, muito tempo atrás, Lima Duarte interpretou um personagem chamado “Dom Lázaro Venturini” na novela “Meu Bem, Meu Mal” da Rede Globo. Em determinado momento da trama este personagem sofre um AVE, e ao longo dos capítulos seguintes, o seu processo de reabilitação se resumia aos cuidados prestados pela “Dona Catifunda” e aos exercícios de apertar uma bolinha macia.
O mais fantástico nisso tudo é que de tanto apertar a bendita bolinha, Dom Lázaro voltou a ouvir, se movimentar e falar. Só não terminou a novela fazendo malabarismos na corda bamba porque o Lima Duarte tem medo de altura.
Infelizmente esta novela contribuiu na divulgação da falsa ideia de que uma pessoa com AVE deve ficar apertando bolinhas para recuperar os movimentos.

Agora falando sério
O grande problema de se entregar uma bolinha para uma pessoa que sofreu AVE ficar apertando é que este não é um exercício inofensivo. O AVE manifesta-se frequentemente por alterações do tônus e do controle motor voluntário. Nos membros superiores predomina o chamado padrão ou sinergia flexora, caracterizado por hipertonia dos principais grupamentos flexores gerando uma postura em adução e rotação interna do ombro, flexão do cotovelo, pronação do antebraço e flexão dos dedos.
De modo geral, este padrão permite ao paciente um certo controle sobre os músculos flexores (tanto que eles conseguem apertar a bolinha) porém existe grande dificuldade para conseguir abrir a mão, seja devido a espasticidade agindo como antagonista ao movimento extensor, seja por incapacidade de ativação dos músculos extensores.
Em ambos os casos, o fortalecimento dos músculos flexores de punho e dedos não contribui em nada para a recuperação do controle dos movimentos da mão. Na verdade, estes exercícios podem aumentar ainda mais a espasticidade e resultar em encurtamento muscular e deformidade da mão, dificultando a higiene, o posicionamento e a recuperação dos movimentos. http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br/2011/07/mitos-e-lendas-da-fisioterapia.html

MAS QUANDO USAR A BOLINHA?

Apesar de não servir para tendinopatias e AVE, a bolinha é um meio elástico que oferece resistência ao movimento de flexão dos dedos e da musculatura intrínseca da mão. Muita gente recomenda usar para ativar a circulação durante atividades de digitação por tempo prolongado, mas nesse caso é melhor uma bolinha com pontas, e realizar um exercício de rolamento da bolinha com pressão para baixo, e não ficar apertando a bolinha.

Ela é útil em recuperações pós-trauma e em alguns casos de lesão de nervos periféricos da mão, mas de qualquer forma, utilizada como única forma de tratar qualquer problema faz dela um mico e em alguns casos, um inimigo. Simplificar seu tratamento e ficar apertando bolinha não é muito prudente. Na melhor das hipóteses pode ser perda de tempo. Na pior, transforma em indicação cirúrgica uma disfunção que era tratável sem essa necessidade.

Na verdade, a grande vilã não é a bolinha,  mas a desinformação e a subsequente  imprudência na sua utilização.

FCC – TRE 13 2007 – Questão 59

59. O Tanque de Hubbard é utilizado para imersão de

(A) perna.

(B) braço.

(C) corpo todo.

(D) mãos.

(E) pés.

hubbard

É um tanque né, hehe.

Em 1928, o físico Water Blount descreveu o uso de um grande tanque com um remoinho onde estava incluso um motor para ativar os jatos d’agua. Este tornou-se conhecido como “Tanque de Hubbard”. O tanque de Hubbard foi utilizado inicialmente para realizar exercícios na água. Este auxiliava e assistia no desenvolvimento dos programas de exercícios na piscina.

Durante a primeira metade do século XX, na Europa os tratamentos foram baseadas em duas técnicas: Bad Ragaz e Halliwick. Mais tarde foi apresentada uma técnica adaptada denominada Watsu.

TANQUE DE HUBBARD
CONCEITO
O tanque de Hubbard, que recebe o nome do engenheiro que o inventou, é um turbilhão grande dirigido para a imersão total do corpo. Estes tanques variam um pouco no tamanho, porém geralmente têm cerca de 2, 43 m de comprimento por 1,82 m de largura e 1,21 m de profundidade e comportam aproximadamente 1932.1Litros de água.
APLICAÇÃO
A temperatura da água não deve ser superior a 38 graus Celsius, devendo oscilar entre 32 e 37 graus.O tempo médio para aplicação e de 20 a 30 minutos podendo começar de 5 a 10 minutos e aumentando progressivamente até atingir o tempo habitual.
TANQUE DE HUBB ATUALMENTE(FORMATOS)
VIOLÃO
RETANGULAR
O tanque tem o formato de um violão, o que facilita o acesso do terapeuta aos diferentes segmentos corpóreos do doente visando auxilia-lo na realização dos movimentos subaquáticos. As suas dimensões são de aproximadamente 150cm de largura X 260cm de comprimento X60cm de altura

Indicações
Aumento da circulação sanguínea;
Melhora das condições da pele;
Reeducação dos músculos paralisados;
Manutenção e/ou aumento das amplitudes de movimento (ADMs);
Melhorar a força muscular (desenvolvimento de força e resistência muscular);
Aumentar a atividade funcional da marcha;
Higiene de indivíduos com limitações motoras.

A melhor indicação do Tanque de Hubbard está nas patologias que acometem múltiplos segmentos corpóreos, como osteoartrose generalizada e a artrite reumatóide, fibromialgia, ou segmento de difícil acesso ao tanque de turbilhão, como na osteotrose do quadril.

Contra Indicações
Insuficiência cardíaca, pois pode ocorrer uma vasodilatação generalizada, prejudicando assim o fluxo sanguíneo para os órgãos;
Feridas abertas infectadas, pelo risco de contaminação local quando a água não pode ser trocada após uso de cada doente;
Incisões operatórias não cicatrizadas.

EFEITOS FISIOLÓGICOS
O aumento da temperatura, tanto superficial e profunda;
Aumento do fluxo sanguíneo, devido à vasodilatação;
Resultado sedativo sobre os músculos, sendo também anticontracturante, antiespasmódico e relaxante tônus muscular;
Aumenta a elasticidade das estruturas articulares como ligamentos e tendões, facilitando a mobilidade das articulações;
Alívio da dor e espasmo.

EFERÊNCIAS
 Vasoconstricção periférica
 Analgesia
 Bradicardia
 Estimulante
 Eleva a pressão sanguínea;
 Em temperaturas muito baixas e de forma prolongada causa rigidez e diminuição da capacidade funcional.
 Aumento da temperatura corporal;
 Aumento do suprimento sanguíneo;
 Aumento do metabolismo;
 Aumento da Freqüência Cardíaca (Taquicardia);
 Diminuição da pressão arterial;
 Diminuição da sensibilidade à dor;
 Diminuição da espasticidade;
 Diminuição de edema de extremidades submersas (em geral, MI’s);
 Relaxamento muscular

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – TRE 13 2007 – Questão 58

58. As faixas de intensidades comumente presentes nos equipamentos de ultra-som variam de:

(A) 0,2 a 2-3 W/cm2

(B) 0,5 a 2-3 W/cm2

(C) 0,2 a 3-4 W/cm2

(D) 0,5 a 3-4 W/cm2

(E) 0,5 a 4-5 W/cm2

morfina

A intensidade dos aparelhos de US mais comuns vai até 2W/cm2.

É um aparelhinho que tenho usado muito raramente e em situações onde realmente me parece funcionar, que é normalmente antes de alguma liberação miofascial de alguns poucos casos, na prática vejo que facilita. Mas na literatura estão questionando seriamente sua utilidade, talvez na estética ainda seja útil, mas usar apenas US no que quer que seja é bola fora.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRE 13 2007 – Questão 57

57. As indicações terapêuticas da estimulação elétrica são:

(A) aquecimento muscular; quebra de fibrose tecidual; reparação óssea; aumento da viscoelasticidade do tecido.

(B) recuperação motora; ganho de força muscular; aquecimento muscular e reparação tecidual.

(C) recuperação motora; ganho de força muscular; como órtese em subluxações de ombro e escoliose; aquecimento muscular.

(D) recuperação motora; ganho de força muscular; como órtese em subluxações de ombro e escoliose; diminuição de espasticidade.

(E) aquecimento muscular; ganho de força muscular; reparação óssea; aumento da viscoelasticidade do tecido.

concordar

Olha, já li sobre FES como órtese para pé equino, por meio da estimulação do nervo fibular. Quanto ao uso como órtese em ombro, não conheço e para escoliose duvido que exista algum estudo sério recomendando seu uso como órtese na escoliose.

Questão corajosa da banca, creio que quem elaborou tem referências, mas dá para questionar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: Nenhuma

FCC – TRE 13 2007 – Questão 56

56. As próteses do tipo KBM caracterizam-se por:

(A) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda ântero-superior acima da patela, exercendo pressão sobre o tendão do quadríceps; suspensão da prótese realizada acima dos côndilos femurais.

(B) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda superior da patela, deixando-a livre; suspensão da prótese realizada acima dos côndilos femurais.

(C) descarga de peso no tendão patelar e tecidos moles; borda superior do encaixe cobre anteriormente a metade inferior da patela.; suspensão realizada por correia supracondiliana.

(D) descarga de peso no coto distal do fêmur; fixação supracondiliana; borda superior bem proximal ao fêmur.

(E) descarga de peso feita em tecidos moles no tendão infrapatelar, na região interóssea entre a tíbia e a fíbula.

adote

Obs: imagem nada a ver com o post, mas se você quer um pet, seja um dono de raça e não compre, salve a vida de um animal que será seu amigo.

Tipos de próteses para amputação transtibial – são 5 no total:

PTB
PTS
KBM
Prótese (PTB, PTS, ou KBM) com coxal (manguito de coxa)
“Prótese ajoelhada”
OBS: o que determina o “tipo” da prótese, é o perfil / detalhe / modelo do encaixe (soquete).

PTB = Patellar Tendon Bearing – origem americana em 1956.
PTS = Prothese Tibiale Supracondylien – origem francesa em 1958 (inicialmente foi denominada Prothese Tibiale a Emboitage Supracondylien – PTES).
KBM = Kondylen Bettung Münster – origem alemã em 1970.
Prótese com coxal = prótese PTB, PTS ou KBM com extensão até o terço médio ou superior da coxa.
Prótese ajoelhada = prótese com soquete moldado com o ângulo de flexão da deformidade no joelho e com coxal.

C (KBM) – limite ântero-superior da borda do soquete (encaixe) encerra abaixo da patela.

http://www.proreabilitacao.com.br/papo-cafezinho/demetrio-praxedes-araujo/amputacao-transtibial

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B