IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 28

28. Quanto maior a curvatura lateral da coluna, maior a probabilidade do paciente apresentar sintomas pulmonares. Intervenções para escoliose idiopática podem ser classificadas como não cirúrgico, caso o ângulo mensurado pelo método de Cobb esteja em um grau

A) maior que 50°.

B) maior que 40°.

C) menor que 40°.

D) entre 50° e 60°.

E) entre 45° e 55°.

escoliose

Essa é a última questão dessa prova que irei comentar, já que as demais questões de conhecimentos específicos versam sobre legislação de Conselho de saúde, não são de fisioterapia propriamente dita.

Questão simples. Só para acrescentar, reparem o quanto as alternativas “D” e “E” limitam as opções. Quando se diz que é não cirúrgico entre digamos 45º a 60º, isso significa que é cirúrgico qualquer angulação acima e abaixo. Isso é obviamente incorreto.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. Essa avaliação sempre deve ser feita em conjunto com o exame físico do paciente e deve ser avaliada criteriosamente caso a caso. O objetivo da cirurgia da escoliose é reduzir a curva e evitar a progressão da deformidade.

Curvaturas graves (maior que 50 graus) são mais propensas a progredir na vida adulta. Quando uma curva progride para 70-90 graus, ela não só determina uma deformidade muito ruim, mas muitas vezes pode resultar em comprometimento cardiopulmonar, por diminuir o espaço disponível para os pulmões e o coração.

Normalmente, cerca de 50% ou mais de correção pode ser obtido com a cirurgia utilizando sistemas de instrumentação (materiais cirúrgicos) modernos. Esses materiais utilizados são compostos por parafusos, ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna alinhada.

Uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna vertebral não se move naquele segmento e a curva pára de progredir. Geralmente não é necessária a remoção dessas hastes e parafusos.

A cirurgia é realizada na região posterior da coluna (parte de trás das costas) e em alguns casos especiais e raros de curvas rígidas, pode ser associada uma cirurgia pela frente.

Curvas que estabilizaram abaixo dos 30º são, na sua grande maioria, estáveis. Nestes casos geralmente não é necessário fazer qualquer terapia especí­fica, apenas um esporte praticado com regularidade.

Apenas por precaução recomenda-se verificações a cada 5 -10 anos se a curva for superior a 20°, uma vez que, curvas muito pequenas podem evoluir ainda que muito raramente.

Quando a escoliose é mais importante (mais de 30°, mas inferior a 50°), devemos considerar que a escoliose esteja estável até que se prove o contrário, por isso é necessário fazer uma projeção, com o propósito do orçamento, de verificações periódicas regularmente (a cada 12, e máximo de 24 meses), com um especialista em escoliose que tomará medidas para monitorar a situação, os raios-x pode ser feitos a cada 5 anos ou mais e o controle é igualmente eficaz.

Se os controles documentarem um agravamento, podem ser úteis para definir um plano de exercícios específicos desenvolvidos por profissionais especialistas e experientes e por isso conhecedores para que seja possí­vel manter a situação estável.

A deterioração se ocorre, é muito lenta, meio grau ou um grau por ano, e, usualmente em mulheres são mais comuns na menopausa. Outro perí­odo crí­tico pode ser gravidez, durante o qual exercí­cios especí­ficos, nestes casos, sempre recomendados.

Na escoliose grave (acima de 50°), se for decidido não fazer cirurgia, deve-se definir planos de exercí­cios fisioterapêuticos especí­ficos para executar de forma consistente já que o risco de evolução é concreto na idade adulta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 27

27. Analise os diagnósticos a seguir.

1. Jovem com Guillain-Barré em fase hospitalar – enfermaria.

2. Idoso com mononeuropatia do nervo sural e marcapasso cardíaco.

3. Jovem com traumatismo cranioencefálico com quadro de espasticidade.

4. Mulher com 10 semanas de gestação e lombalgia aguda.

5. Adulto hipertenso grave controlado sob medicação.

6. Mulher com linfedema em membro inferior pós-cirurgia vascular.

Em quais pacientes seria contraindicado o uso da Estimulação Elétrica Funcional (FES)?

A) 2 e 4.

B) 1, 2 e 6.

C) 1, 3 e 5.

D) 2, 4 e 5.

E) 2, 5 e 6.

CAMINHOS

Mais uma questão engenhosa dessa banca, muito legal.

Eles mesclaram contraindicações absolutas com atenuantes da patologia, como o 5 – hipertensão grave controlada, o que por si só não o libera de ser uma contraindicação! Esse é o tipo de pegadinha que eu gosto. Já no caso da 1- guillain-Barrré em fase hospitalar, seria uma contraindicação se estivesse em fase inicial. A 6- PO de cirurgia vascular, bem, em alguns casos peço a liberação do médico para realizar cinesioterapia, mas para FES não creio que haja problema.

Conhecida pela sigla FES(Functional Electrical Stimulation), a estimulação elétrica funcional é uma forma de tratamento que utiliza a corrente elétrica de baixa frequência para provocar a contração de músculos paralisados ou enfraquecidos decorrentes de lesão do neurônio motor superior, como derrames, traumas raquimedulares ou crânios encefálicos, paralisia cerebral, dentre outros.

Contraindicações:
Não Aplicar em Dores Não Diagnosticadas: pode motivar uma atividade física mais vigorosa antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave.

Dispositivo Eletrônico Implantado: recomenda-se que um paciente com um dispositivo eletrônico implantado (por exemplo, um marca-passo cardíaco) não seja submetido à estimulação, a menos que uma opinião medica especializada tenha sido anterior-mente obtida.

Pacientes Cardíacos: podem apresentar reações adversas. Tome muito cuidado e redobre a atenção durante a aplicação da TENS ou FES.

Gravidez: evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em regiões lombar e abdominal.

Não Estimular Sobre os Seios Carotídeos: pode exacerbar reflexos autonômicos vagal.

Estimular Com Intensidades Reduzidas as Regiões do Pescoço e da Boca: para evitar espasmos dos músculos laríngeos e faríngeos.

Cuidados nas aplicações em crianças, pacientes senis e epiléticos.

Equipamentos de monitoração: Evite o uso do equipamento TENS/FES em salas de recuperação pós-cirúrgicas quando o paciente estiver sendo monitorado por monitor cardíaco ou qualquer outro tipo de monitoração eletrônica.

Condições da pele: O uso contínuo da estimulação elétrica pode ocasionar irritação perigosa da pele. Se erupção ou outro sintoma raro aparecer, desligue o TENS/FES, remova os eletrodos e notifique o seu fisioterapeuta ou médico.

Não coloque os eletrodos sobre a boca ou pescoço: Espasmos musculares podem ocorrer e ocasionar bloqueamento das vias respiratórias.

Aversão ao uso de estimulação elétrica: Algumas pessoas acham a estimulação elétrica extremamente desagradável. Estes pacientes provavelmente deverão ser excluídos do tratamento por estimulação elétrica.

Fatores gerais que interferem com estimulação: * Obesidade * Presença de neuroplastia periférica * Diminuição da capacidade sensorial * Aceitação e tolerância da corrente estimuladora pelo paciente

Em obesos: a espessura do tecido adiposo isola o nervo motor. Em pacientes com neuroplastia periférica: não existe resposta a estímulos elétricos de curta duração.

Na deficiência sensorial: pode haver irritação da pele. O paciente: deve progressivamente se acostumar à sensação produzida pela estimulação.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 26

26. Ao tratar uma criança com doença pulmonar, deve-se levar em consideração alguns fatores anátomo-funcionais que podem mudar a escolha terapêutica, ou conduzi-la. Sendo assim, é correto afirmar que a(s)

A) técnica de Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE) é mais eficaz quando realizada em crianças acima de 10 anos.

B) Expiração Lenta Prolongada (ELPr) é indicada para crianças com idade entre 8 e 12 anos, em função de seu caráter ativo e da postura sentada, preconizada nesta técnica.

C) Expiração Lenta com a Glote Aberta em Decúbito Infralateral (ELTGOL) deve ser indicada para crianças com idade entre 8 a 12 anos, pois necessita de colaboração e entendimento pleno.

D) drenagem autógena pode ser indicada como manobra de reexpansão pulmonar em crianças de 12 anos ou mais, antes disso não há entendimento suficiente para sua correta execução.

E) técnicas de vibração e compressão podem ser combinadas e são largamente utilizadas em crianças de qualquer idade, independente da doença de base, pois não possuem nenhuma contraindicação.

pulmões

Manobras de higiene brônquica convencionais

Segue abaixo uma pequena descrição de algumas técnicas da fisioterapia utilizadas em paciente adultos e pediátricos com doenças hipersecretivas como pneumonias, bronquite diversas infecções do trato respiratório. 

Objetivos principais:
Mobilizar e remover  as secreções
Diminuir áreas de shunt
Melhorar relação V/Q
Reduzir obstrução brônquica
Reduzir o trabalho respiratório
Prevenir danos estruturais

Drenagem postural

Indicação: Patologias que a criança apresente acúmulo de secreção brônquica

Contra-indicação:  refluxo gastroesofágico, instabilidade hemodinâmica, hipertensão intracraniana, hidrocefalia, derrame pleural não drenado, desconforto respiratório.

A DP  é uma técnica que tem como objetivo o descolamento da secreção pela ação da gravidade através do posicionamento.
É necessário o conhecimento da anatomia da árvore brônquica e segmentos pulmonares.
O posicionamento normalmente utilizado é a inclinação de 45º.
Há um tempo médio ao qual o paciente permanece nesta posição, em torno de 20 minutos.
A secreção se descola entre os bronquíolos e alvéolos e passa pelas ramificações, pelos brônquios, pela traqueia e VAS, sendo finalmente expelida na tosse.
A DP também pode  atuar na relação V/Q pela simples mudança de decúbito, melhorando  a oxigenação.

Vibração e Vibrocompressão
Indicação: Patologias em que a criança apresentem um acúmulo de secreção brônquica.

Contraindicação: Dor, fraturas de costelas , derrame pleura e pneumotórax não drenado, queimaduras e ferimentos não cicatrizados.

A vibração tem por objetivo o deslocamento da secreção já solta. O deslocamento ocorre através de oscilações rítmicas, rápidas e com intensidade suficiente para causar a vibração a nível brônquico. Deve ser realizada na expiração, na direção dos arcos costais.

As mãos seguem  espalmadas acopladas ao tórax,  punho e cotovelo imóveis impulsionando o movimento vibratório, realiza-s contrações isométricas intensas dos músculos do antebraço.

Na vibrocompressão e associada uma compressão no tórax.

Tapotagem
Indicação: Patologias em que a criança apresente acúmulo de hipersecreção brônquica.

Contraindicação: Instabilidade hemodinâmica , Pós-operatório de cirurgias cardíacas e torácicas. , Fraturas de costelas , fragilidade óssea , prematuridade extrema.

A tapotagem consiste em percurtir com as mãos em concha a região torácica em que haja secreção.
Essa percussão  transmite  ondas de energia que causam a mobilização do muco e a diminuição de sua aderência.

Estimulo a tosse 
Grande parte dos receptores de tosse estão localizados na traqueia.
Quando há uma diminuição do reflexo de tosse, espera–se que qualquer estimulo  nesta região provoque a tosse
É realizado um pequena pressão na  porção da traqueia cervical subcutânea, após o início da expiração.
Provoca  passivamente um reflexo de tosse pela estimulação da zona reflexógena principal da tosse.

Aspiração
Indicação: presença de ruídos adventícios, aumento do pico inspiratório no ventilador, sons audíveis durante a respiração com uma tosse ineficaz e todos paciente submetidos a ventilação mecânica.

Contraindicação: Depende da relação risco-befefício, pois o procedimento  eleva a pressão intracraniana e causa um aumento na pressão intratorácica, por meio da tosse, diminuindo o retorno venoso central.

Aspiração é a retirada passiva das secreções, com técnica asséptica, por uma sonda conectada a um sistema de vácuo, introduzido na via aérea artificial.

Como objetivo manter as vias aéreas permeáveis, restabelecer as trocas gasosas melhorando assim a oxigenação arterial e pulmonar além de prevenir infecções.

Manobras de higiene brônquica  atuais

Aceleração fluxo expiratório – AFE

Indicação: mobilização secreção das pequenas brônquica até as vias proximais através de uma expiração lenta prolongada, o objetivo é prolongar a expiração ativa e aumentar o volume expiratório a fim de melhorar a transporte do muco para as vias de maior calibre.

AFE rápido ou AFE lento

Início da manobra: início da expiração. DD elevado;
Mão torácica: entre a fúrcula esternal e a linha intermamária;
Mão abdominal: sobre o abdômen e as últimas costelas;
Mão torácica: movimento de cima para baixo realizando compressão
Mão abdominal, varia de acordo com a idade:
RN: mão abdominal deve ser posicionada como uma ponte entre as costelas inferiores;
Lactente: mão abdominal funciona como uma cinta no abdômen, não se movimenta;
Crianças de 2 anos: mãos torácica e  abdominal se aproximam de maneira  sincronizada e ativa.
Pode ser realizado de maneira lenta com o objetivo de trabalhar com baixos fluxos e volumes pulmonares e mobilizar secreção de vias aéreas mais distais e pode ser feito de maneira rápida com altos fluxos e volumes pulmonares para eliminação das secreções mais proximais. Uma mão se posiciona entre a fúrcula e a linha mamária e a outra mão sobre o umbigo e as últimas costelas e na expiração as duas mãos se aproximam.
AFE de forma lenta para RNs e de forma lenta ou rápida para lactentes com diagnóstico de bronquiolite aguda grave; sugere-se essa intervenção pelo menos uma vez ao dia.

Expiração lenta prolongada  – ELPR
Indicação: Obstrução brônquica do lactante
Contraindicação: Refluxo Gastro Esofagico, broncoespasmo.

Posicionamento de mãos: idêntico ao aumento de fluxo expiratório (AFE)
Manobra: pressão manual toracoabdominal, iniciada ao final da expiração e opondo-se a duas ou três tentativas inspiratórias da criança é uma técnica passiva obtida por pressão manual toracoabdominal lenta que se inicia ao final de uma expiração espontânea e é mantida até o volume residual (VR) com o objetivo de desinsuflação pulmonar e depuração de secreções da via aérea mais distal.
As mãos do terapeuta são posicionadas da mesma maneira que no AFE iniciando a pressão toracoabdominal do final da expiração da criança, prosseguindo até VR e mantendo-a por duas a três tentativas inspiratórias do paciente.

Drenagem Autógena Assistida – DAA

Criança em DD, mãos do terapeuta envolve o tórax da criança. Aumenta manual e lentamente a velocidade do fluxo expiratório com pressão suave.
Utilização de faixa, cinta abdominal ou fralda como nos RNs.

RNs: mão torácica entre a fúrcula esternal e a linha intermamária.
É uma adaptação da DA em lactentes ou pacientes incapazes de cooperar ou realizar a técnica ativamente. 

As mãos do terapeuta envolvem o tórax da criança aumentando lentamente o fluxo expiratório da criança, prolongando a expiração até o volume residual, utiliza-se um apoio abdominal com cinta ou fralda. 

Adulto 

Auto remoção de secreção brônquica
Longo aprendizado de 10 a 20 horas
Dividido em 3 fases
Fase descolamento
Fase de coleta
Fase de remoção

Técnicas de desobstrução de VAS – Desobstrução Rinofaríngea Retrógrada (DRR)

As técnicas de fisioterapia respiratória que têm como objetivo principal deslocar e/ou remover secreções das vias aéreas são denominadas “técnicas de desobstrução das vias aéreas.
Pode-se realizar instilação local de soro fisiológico na cavidade nasal ou ser realizada sem a instilação.
Realiza-se apoio torácico expiratório (mão na parte superior do tórax), e no final da expiração eleva-se a mandíbula da criança obstruindo a boca e forçando a nasoaspiração.
Contraindicação: ausência de tosse eficaz, prematuridade e Refluxo gastroesofágico.

ELTGOL

Expiração lenta prolongada com a glote aberta, em decúbito infralateral
Transporte do muco da periferia através do fluxo aéreo lento. Maior excursão diafragmática  e maior desinsuflação CRF até o VR. Exige cooperação do paciente

Técnica de expiração forçada – TEF 

Minimiza a compressão dinâmica e o colapso das vias aéreas
Huff de baixo volume – secreções mais distais
Huff de alto volume – secreções mais proximais

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 25

25. Sabe-se que um dos comprometimentos mais evidentes no envelhecimento refere-se à marcha do idoso. Acerca dos itens que o fiscal fisioterapeuta deve considerar ao avaliar um paciente nestas condições, analise.

I. A visão também engloba a marcha para monitorar a velocidade do movimento, direção, mantendo também o equilíbrio e fornecendo informações proprioceptivas aos músculos, articulações e pele. Basicamente, a marcha é o processo de transferência do centro de gravidade de um pé para outro, em sucessivas perdas de equilíbrio.

II. As modificações apresentadas são diminuição da rotação pélvica e do joelho, devido à diminuição da flexibilidade, e perda do balanço normal dos membros superiores, com isso esses indivíduos apresentam passos mais largos e curtos, usam por menos tempo o apoio unipodal, andam com a pelve rodada anteriormente, os pés se apresentam rodados para fora. É comum, também, nessa faixa etária, a cifose torácica. Na fase final de apoio dos pés, a flexão plantar sofre diminuição.

III. Uma hipótese sugestiva é que os idosos não aumentam o comprimento de suas passadas porque eles apresentam-se menos flexíveis, ou pelo fato de seu equilíbrio estar de alguma maneira comprometido. Aumentar o comprimento da passada exige um equilíbrio maior, pois diminuiu o tempo de apoio duplo dos pés. Pode-se dizer, também, que os indivíduos idosos adotam os passos mais curtos, pois a resistência dos músculos mais fracos nos membros inferiores é maximizada com esses passos e, praticamente, não apresentam custo de energia.

Assinale a afirmativa correta.

A) No item III fica evidente os aspectos que definem a condição de senilidade do idoso.

B) A afirmativa I apresenta uma situação de acordo com o processo de senescência sofrido pelos idosos.

C) Os itens II e III apresentam condições relacionadas ao passar dos anos, ou seja, fazem parte da senescência.

D) Os itens I, II e III descrevem eventos patológicos da velhice, ou seja, são conhecidos como eventos da senescência.

E) A avaliação fisioterapêutica geriátrica não deve ser pautada em senescência e senilidade, pois esses termos são semelhantes e complementares.

senilidade

Muito interessante a formulação dessa questão. Ah, eu nem sabia que fiscal fisioterapeuta também atendia pacientes, mas well, prossigamos.

Inicialmente, nem precisamos procurar erros nas afirmativas ou itens I, II e III, porque não há. Mas nas alternativas temos que escolher uma que corresponda a uma conclusão correta sobre o que foi exposto. Muito inteligente a forma que essa questão foi elaborada.

Vamos analisar apenas as alternativas, portanto. Na “A” o erro é que se afirma algo diferente do que se propõe o item ou afirmativa “III”, que é sobre a relação do envelhecimento com o comprimento da passada e não sobre o envelhecimento. Diferença sutil.

Nas alternativas “B” e “D” o erro é que não tem nada de envelhecimento na afirmativa ou item “I”. Ali temos a importância da visão e do equilíbrio na dinâmica da marcha. Só isso, mas por estar no meio de um contexto sobre geriatria, podemos involuntariamente associá-la com o tema.

A alternativa “E” seria equivalente a dizer que a fisioterapia ortopédica não deve se pautar em disfunções ortopédicas ou traumatológicas. Não tem cabimento.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 24

24. Os pacientes com hemiplegia têm dificuldade em alcançar uma fase normal de oscilação ao andar. Há uma variação no grau de dificuldade, mas classicamente os problemas são causados pelos seguintes fatores, EXCETO:

A) O paciente deve soltar seu quadril e joelho, deixando o calcanhar cair para dentro, isto é, em rotação externa.

B) Incapacidade de transferir peso adequadamente sobre o membro sadio e soltar o membro afetado para a oscilação.

C) Padrão espástico da extensão – após um passo para frente com o membro sadio, o membro afetado, atrás, tem acentuada hipertonia em todos os grupos musculares extensores.

D) Perda do movimento seletivo com inibição recíproca perturbada. Ocorre quando o paciente eleva o membro hemiplégico para dar um passo para frente e ativa o padrão de flexão em massa.

E) Joelho hiperestendido – ocorre a extensão seletiva ativa do quadril, não sendo possível ao paciente e, por esta razão, é incapaz de trazer seu peso para frente sobre o pé hemiplégico, ele dá o passo com a perna sadia e o quadril afetado move-se na mesma direção.

corpo em movimento

Como não domino o assunto, procurei artigos e achei dois bem interessantes. Abaixo uma análise da marcha hemiparética.

http://www2.rc.unesp.br/eventos/educacao_fisica/biomecanica2007/upload/147-1-A-cbb1.pdf

O segundo artigo, uma comparação da marcha normal com a marcha hemiparética.
http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2002/RN%2010%2001/RN%2010%2001%202.pdf

Embora hajam diferenças de paciente para paciente, algumas generalizações acerca do padrão de marcha podem ser feitas.

Durante a marcha hemiparética, movimentos compensatórios produzem um deslocamento anormal do centro de gravidade, resultando em um maior gasto energético. Além disto, déficits sensitivos, movimentação inadequada da perna, e frequentemente dor devido às deformidades contribuem para a perda de equilíbrio, quedas e aumento da ansiedade diante da deambulação. A alteração da marcha classicamente descrita é o movimento de circundução realizado pela perna afetada. Este padrão de movimento é denominado “marcha ceifante” (alguns também a descrevem como “marcha helicoidal”). Porém uma observação mais acurada, analisando cuidadosamente as fases e subfases do ciclo da marcha é capaz de revelar alterações específicas dentre as quais destacam-se:

(1) Uma menor velocidade da marcha quando comparada com indivíduos que não sofreram um AVC,

(2) Assimetria entre o período de apoio e de balanço,

(3) Redução do período de apoio do membro afetado,

(4) Redução do comprimento do passo no lado afetado, e

(5) Contato inicial do pé durante a fase de apoio ocorrendo com o antepé devido a hiperatividade dos plantiflexores.

Isto torna a marcha hemiplégica lenta, laboriosa e abrupta, acarretando dificuldade na transferência de peso e maior gasto energético para o paciente.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

IADES – EBSERH – UFTM/MG 2013 – Questão 26

26. Os testes especiais e funcionais do aparelho locomotor podem ser descritos como manobras ou procedimentos complementares na avaliação físico-funcional. Qual teste determinaria, a partir do seu sinal positivo, a presença de síndrome do impacto subacromial?

(A) Teste de Watson.

(B) Teste de Dekleyn.

(C) Teste de Strunsky.

(D) Teste de Hawkins.

(E) Teste de Adson.

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Primeira questão de conhecimentos específicos desta prova.

Para quem acompanha o blog e está na maratona de concursos, gostaria de deixar um belo PDF para download. É só clicar no teste no índice mesmo que vai direto para a página com a descrição do teste. É uma apostila sobre testes ortopédicos e alguns neurológicos, completo. Pero, está en castellano, caros amigos kinesioterapéutas. É muito importante que façam resumos, porque sempre caem testes e precisam estar bem resolvidos na memória. O ideal é sempre fazer os próprios resumos, porque só assim o material faz sentido.

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=6&ved=0CEcQFjAF&url=http%3A%2F%2Ffe.uacam.mx%2F%3Fmodulo_micrositio%3Dpaginas%26acciones_micrositio%3Ddescargar%26archivo%3Dmodulos%2Fpaginas%2Farchivos%2F66%2Fadjuntos%2FManual_de_Clinica_Diferencial..pdf%26vistafull_micrositio%3Dyes&ei=liWjU9qBFOfmsASsxIHIBQ&usg=AFQjCNFPMeV_3RcsnqYMICTYcz9D1INrpg&sig2=_pKzihH-zTijK_uU2_uFNg

Teste de Watson

O teste de Watson é usado para avaliar instabilidade no escafóide. Pressiona-se com o polegar sobre a tuberosidade, pressiona-se o escafóide enquanto movimenta-se o punho de ulnar para radial, levando a subluxação do escafóde, dor e um estalido doloroso. O exame deve ser feito bilateralmente para descartar frouxidão ligamentar constitucional.

Teste de Dekleyn

Conhecia este teste pelo nome de Klein, Vivendo e aprendendo.

Procedimento:
Com o paciente na posição supína e a cabeça para fora da mesa, instruí-lo para hiperestender e rotar a cabeça, mantendo essa posição por 15 a 40 segundos. Repetir com a cabeça rotada e estendida para o lado oposto.

Fundamento:
Avaliação da circulação vertebrobasilar deverá ser feita com a realização de ajustamento e manipulação cervical. Em muitos casos a realização de ajustamento e manipulação cervical é contraindicado ou um risco, sendo minimizado com uma apropriada avaliação diagnóstica.

Acidentes vasculares podem ocorrer sem nenhuma evidência de insuficiência ou déficit vascular, e com procedimento provocativos negativos.

Todos os testes seguem uma linha de alteração de posição na coluna cervical, com aspecto rotacional. A rotação de C1 sobre C2 entre 30º e 45º faz com que a artéria vertebral na junção atlanto-axial toma-se comprimida no lado oposto da cabeça, subsequentemente reduzindo o fluxo sanguíneo para a artéria basilar. Em pacientes normal, esta diminuição do fluxo sanguíneo causada pela alteração posicional da coluna cervical não causará nenhum sintoma neurológico. Os sintomas que toma o teste positivo são: tontura, náusea, zumbido, sensação de desmaio ou nistagmo.

Há também instabilidade rotacional na coluna cervical superior causada por trauma, doença arterial ou doença articular degenerativa na coluna cervical que podem levar a redução mecânica do fluxo sanguíneo para uma área, causando sintomas neurológicos.

A importância da avaliação da circulação vertebrobasilar é que quando você tensiona posicionalmente um vaso na coluna cervical, você está testando a integridade da circulação colateral suprida à região. Esta avaliação por meio de testes provocados ou funcionais força sete áreas de possível compressão, que são:

1 – Entre os processos transversos de C1 – C2, onde as artérias vertebrais são relativamente giradas aos forames transversos C1 e C2;

2- C2 – C3 ao nível da faceta articular superior de C3 no lado ipsilateral à rotação da cabeça;

3- O processo transverso de C1 e a artéria carótida interna;

4- A abertura atlando-accipital pelo arco posterior do atlas e o rebordo do forame magno, ou anteriormente pela dobra da cápsula articular atlanto-accipital e posteriormente pela membrana atlanto-occipital;

5- Níveis de C4 – C5 ou C5 – C6 em virtude de artrose das articulações de Von Luschka, com compressão no lado ipsilateral à rotação da cabeça;

6- Nos forames transversos do atlas ou áxis entre o oblíquo inferior da cabeça e intertransversais, durante movimento rotatórios;

7- Antes de entrar no processo transverso de C6, pelo músculo longo do pescoço ou por tecido comunicante entre os músculos longo do pescoço e escaleno anterior.

A rotação e extensão da cabeça impõem uma compressão, induzida pelo movimento à artéria vertebral no lado oposto à rotação. Vertigem, tontura, turvação visual, náusea, sensação de desmaio e nistagmo são todos sinais de teste positivo. Este teste é indicador de estenose ou compressão de artéria vertebral, basilar ou carótida em um dos sete locais já citados.

Teste de Strunsky

Conhecido também por sinal de Strunsky, é um teste provocativo para metatarsalgias.

Procedimento:
Paciente em decúbito dorsal, com os pés apoiados na maca. O fisioterapeuta realiza flexão do dedo hálux do pé.

Justificativa:
Nos fenômenos irritativos crônicos das articulações proximais com metatarsalgias, o teste clínico provoca um aumento do incômodo, em razão da pressão aumentada sobre a articulação proximal dos dedos. Ao palpar a articulação proximal dos dedos, o teste é positivo de houver dor.

Teste de Hawkins

Também chamado de Hawkins-kennedy, é um teste provocativo para se avaliar a síndrome do impacto subacromial.

Técnica
O examinador coloca o ombro do paciente a 90º de flexão com o cotovelo flexionado a 90º e depois faz rotação interna do braço. O teste é considerado como positivo se o paciente sentir dor com a rotação interna.

Testes combinados
Este teste é combinado frequentemente com o Sinal de arco doloroso e com o teste do infraespinhoso, e se todos os três testes derem positivo há uma elevada probabilidade de estar perante uma síndrome de impacto subacromial.

Teste de Adson

Também conhecido como Manobra de Adson para diagnóstico de Síndrome do desfiladeiro torácico. Para este teste, o paciente é convidado a virar a cabeça em direção ao ombro sintomático enquanto o terapeuta abduz o braço a 30º, realiza posteriormente rotação externa e depois extensão do ombro. Enquanto o paciente respira, verificar o pulso no braço estendido. Se pulso está diminuído ou se os sintomas são reproduzidas durante a manobra o teste é positivo, o que pode indicar a síndrome do desfiladeiro torácico. Falsos positivos ocorrem frequentemente, deve se repetir o teste no lado afetado.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D