VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 48

48. Quais são as características principais da Ventilação de Alta Frequência (HFV) comparadas com a Ventilação Mecânica Convencional (VMC)?

(A) HFV com volume de 0,5 a 2 ml/kg e frequências de 60 a 1 200 rpm. VMC com volume de 6 a 15 ml/kg com frequências de 60 a 1 200 rpm.

(B) HFV com volume de 1 a 3 ml/kg e frequências de 30 a 200 rpm. VMC com volume de 6 a 15 ml/kg com frequências de 16 a 20 rpm.

(C) HFV com volume de 1 a 3 ml/kg e frequências de 60 a 1 200 rpm. VMC com volume de 6 a 15 ml/kg com frequências de 16 a 20 rpm.

(D) HFV com volume de 6 a 15 ml/kg com frequências de 16 a 20 rpm. VMC com volume de 1 a 3 ml/kg e frequências de 60 a 1 200 rpm.

(E) HFV com volume de 6 a 15 ml/kg e frequências de 60 a 1 200 rpm. VMC com volume de 6 a 15 ml/kg com frequências de 16 a 20 rpm.

i48

Pessoal, não tenho lá muito conhecimento sobre fisio hospitalar e ventilação mecânica, mas o pouco que li sobre a HFV foi suficiente pra me convencer que a banca está correta. O trecho abaixo versa sobre HFV em RNs, mas de forma geral responde a questão.

VM convencional = Volume alto e frequência baixa.

VM alta frequência = Volume baixo e frequência, como o próprio nome diz, alta.

“Quando submetemos o RN à ventilação convencional, seja ciclado a volume ou a tempo limitado por pressão, vamos enviar o gás na frequência respiratória fisiológica (20-40 ipm). O volume corrente vai ser relativamente grande (6-8 ml/kg)”.

“Se usamos a ventilação de alta freqüência o gás é enviado a uma freqüência ressonante normal do RN (600-900/minuto: 10-15 Hz). Os volumes correntes são pequenos (1-3 ml/kg)”.

Referência: Site http://www.paulomargotto.com.br, acesso em 28 dez 2017.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

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FCC – TRT 3 2009 – Questão 60

60. NÃO é condição para iniciar o desmame da ventilação mecânica:

(A) reversão ou controle do evento que motivou a ventilação mecânica.

(B) correção de sobrecarga hídrica e estabilização hemodinâmica.

(C) utilização de doses mínimas de drogas vasoativas e agentes sedativos.

(D) troca gasosa adequada com normalização da imagem radiológica pulmonar.

(E) valores normais de eletrólitos séricos e equilíbrio ácido-básico.

I60

As alternativas “A”, “B” e “E” são claras indicações de possível desmame. Creio que a duvida aqui fica entre a “C” e a “D”.

Na “C” creio que o ideal é a suspensão da utilização desses medicamentos, mas é o que eu penso, não tenho muito conhecimento de UTI. Mas parece que não é necessária a suspensão das drogas vasoativas, mas é necessária a suspensão da sedação. Então essa está correta.

Já a “D” creio que o erro é confiar na normalização radiográfica dos achados pulmonares, isso realmente não é indicativo para alta, isoladamente ao menos não.

Pessoal, decidi classificar essa como erro da banca.

Alternativa assinalada no 5gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – TRT 3 2009 – Questão 59

59. Os critérios de finalização da fase inspiratória dos modos ventilatórios: volume controlado, pressão controlada e pressão de suporte são, respectivamente,

(A) volume, fluxo e pressão de suporte.

(B) fluxo, pressão e pressão de suporte.

(C) volume, tempo e pressão de suporte.

(D) volume, tempo e fluxo.

(E) pressão, volume e fluxo.

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Basicamente, essa questão quer saber como ciclam os modos ventilatórios. Vamos lá:

Volume controlado cicla a volume.

A inspiração termina após se completar um volume corrente predeterminado.

Pressão controlada cicla a tempo.

Ciclagem a tempo: a transição inspiração/expiração ocorre após um período de tempo pré-fixado e ajustável no ventilador. É o padrão comumente encontrado nos ventiladores infantis (geradores de pressão não constante) e na ventilação com pressão controlada (gerador de pressão constante). Nessas duas situações, o volume corrente não pode ser diretamente controlado, sendo uma conseqüência do tempo inspiratório, programado, assim como da pressão aplicada e da impedância do sistema respiratório.

Pressão de suporte cicla a fluxo.

A inspiração termina quando determinado fluxo é alcançado. A ventilação por pressão de suporte é um exemplo. Neste caso, uma pressão predeterminada em via aérea é aplicada ao paciente, o respirador cicla assim que o fluxo inspiratório diminui e alcança um percentual predeterminado de seu valor de pico (normalmente 25%).

http://revista.fmrp.usp.br/2001/vol34n2/modos_assistencia_ventilatoria.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – TRT 3 2009 – Questão 58

58. A ventilação não-invasiva NÃO está indicada em

(A) edema pulmonar cardiogênico.

(B) infarto agudo do miocárdio com instabilidade hemodinâmica grave.

(C) doença pulmonar obstrutiva crônica descompensada.

(D) auxílio no desmame da ventilação mecânica.

(E) profilaxia de intubação orotraqueal.

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A “B” é indicação para VMI.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRT 3 2009 – Questão 54

54. São objetivos do tratamento fisioterapêutico para o paciente traqueostomizado dependente do ventilador mecânico:

(A) fortalecer a musculatura respiratória, promover desmame lento do ventilador e a higiene brônquica.

(B) treinar a musculatura expiratória para independência na higiene brônquica.

(C) promover desmame rápido do ventilador por meio das manobras de higiene brônquica.

(D) melhorar a expansibilidade do tórax e a eficiência da tosse por meio do treinamento muscular expiratório.

(E) promover desmame lento do ventilador, fortalecer a musculatura expiratória e a higiene brônquica.

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Fortalecer a musculatura expiratória e esquecer da inspiratória faz da alternativa “E” incorreta. “B” e “D” esquecem o desmame e a “C” é meio apressadinha para o desmame, o que é um risco.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A