VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 41

41. Com relação à distrofia de Duchenne, assinale a alternativa correta.

a) é recessiva, ligada ao cromossomo X, e a expectativa de vida gira em torno de 20 a 30 anos.

b) é autossômica, ligada ao cromossomo X, e a expectativa de vida gira em torno de 20 a 30 anos.

c) é recessiva, ligada ao cromossomo Y, e a expectativa de vida gira em torno de 20 a 30 anos.

d) é autossômica, ligada ao cromossomo X, e a expectativa de vida gira em torno de 10 a 20 anos.

e) é recessiva, ligada ao cromossomo Y, e a expectativa de vida gira em torno de 10 a 30 anos.

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A DMD é uma doença degenerativa que afeta principalmente crianças do sexo masculino. É um distúrbio genético de caráter recessivo, ligado ao cromossomo X, ou seja, ao sexo, ocasionado pela deleção do gene que codifica a proteína distrofina, essencial para a manutenção da membrana da célula muscular. O gene afetado está localizado no braço curto do cromossomo X, lócus Xp21, sub banda Xp212.

A herança recessiva ligada ao sexo ocorre quando a mãe carrega o gene afetado em um dos dois cromossomos X e o passa ao filho homem. Meninos, filhos de mães portadoras, têm 50% de chances de herdar a doença. Meninas, filhas de mães portadoras, têm 50% de chances de herdar o gene defeituoso, mas não desenvolvem a doença.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: A

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 40

40. Com relação às neuropaias de origem compressiva e traumáticas, pode-se classificá-las em radiculopatias, mononeuropatias e plexopatias. Assinale a alternativa que corresponde a cada uma delas, respectivamente.

a) Lesão do nervo ulnar; hérnia de disco e meralgia parestesica.

b) Histerctomias, avulsão traumáticas e esclerose sistêmica.

c) Sarcoidose, paralisia de Belle e aneurisma da aorta abdominal.

d) Hérnia de disco, Síndrome do túnel do carpo e fraturas pélvicas.

e) Síndrome do túnel do carpo, hérnia de disco e paralisia braquial obstétrica.

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Muito fácil essa aqui.

Radiculopatia: hérnia de disco.

Mononeuropatia: STC

Plexopatia: fratura pélvica.

Claro que fratura pélvica pura e simplesmente não pode ser enquadrada como plexopatia, mas no enunciado está descrito que as neuropatias podem ter origem compressiva, que é o caso da hérnia de disco e da STC, ou traumática, que no caso de uma fratura na região do quadril podemos ter uma lesão de plexo lombar ou sacral.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: D

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 39

39. As deformidades mais comuns encontradas em lesados medulares na altura de C4, classificados como tetraplégicos, são:

a) extensão de cotovelo, supinação de antebraço, flexo-adução de quadris e flexão de joelhos.

b) flexão de cotovelo, supinação de antebraço, flexo-adução de quadris e flexão de joelhos.

c) flexão de cotovelo, pronação de antebraço, flexo-adução de quadris e extensão de joelhos.

d) extensão de cotovelo, pronação de antebraço, flexo-abdução de quadris e flexão de joelhos.

e) flexão de cotovelo, supinação de antebraço, flexo-abdução de quadris e extensão de joelhos.

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Podemos ir por eliminação aqui. Tira abdução de quadril, extensão de joelho, etc, mas sabendo que a tendência é que s membros se flexionem, fica bem mais fácil.

Contraturas ocorrem diante do prolongado encurtamento das estruturas através e em torno de uma articulação, resultando na limitação dos movimentos.

As contraturas são vigorosamente influenciadas pelo padrão existente de espasticidade, e pelos métodos usados de posicionamento.

A mais importante consideração terapêutica relacionada ao desenvolvimento potencial das contraturas é a prevenção. A manutenção dos movimentos articulares é efetivamente conseguida por um programa consistente e concorrente de exercícios de amplitude de movimento, posicionamento e, se apropriado, de mobilização.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: B

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 38

38. Segundo o nível das atividades funcionais no trauma de lesão medular completa, é possível transferir-se da cadeira a partir de que nível de lesão?

a) C2-C3

b) C4-C5

c) C6-C7

d) T1-T2

e) T3-T4

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Essa eu errei na época.

Para transferir-se da cadeira de rodas para outros locais, é imprescindível a força muscular em todo o braço. Necessariamente, tem que ser alguma coisa entre as alternativas “C” e “E”, então excluímos as alternativas “A” e “B”.

Bom, alguns dos músculos de MMSS recebem invervação de T1, então julguei na época ser necessário esse segmento em perfeitas condições. Mas não é bem assim, a maior parte dos músculos dos MMSS está funcional em lesão T1, com exceção de alguns músculos responsáveis pelos dedos, salvo engano.

Alternativa que assinalei na ocasião que realizei essa prova: D

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 37

37. Com relação ao tratamento do paciente com AVE sem intercorrências e sem déficits sensoriais, é correto afirmar que

a) durante a fase hipotônica, a fisioterapia atua por meio da eletroanalgesia

b) o posicionamento no leito deve ser orientado na fase espástica e não na hipotônica.

c) a manutenção de amplitude de movimento a fim de prevenir deformidades deve ser feita de maneira ativa.

d) os treinos de transferência só devem ser iniciados na fase espástica.

e) o treino de ortostatismo e levantar-se da cadeira devem ser iniciados tão logo o paciente esteja lúcido, independente do grau de hipotonia.

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Alternativas “A” e “B” absurdas.

Alternativa “C” exclui demais modalidades de cinesioterapia de forma injustificada.

Alternativa “D”, assim como a “C”, exclui possibilidades sem justificativa aceitável.

Alternativa que assinalei na ocasião em que realizei essa prova: E

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 36

36. No prognóstico funcional após um AVE completo, é correto afirmar que:

a) de 20 a 30% não têm recuperação neurológica completa.

b) de 10 a 20% não têm recuperação neurológica completa.

c) os pacientes que desenvolvem precocemente espasticidade extensora dos membros inferiores deambulam mais cedo.

d) os pacientes que desenvolvem tardiamente espasticidade extensora dos membros inferiores deambulam mais cedo.

e) os pacientes que não desenvolvem precocemente espasticidade extensora dos membros inferiores deambulam mais cedo.

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As manifestações clínicas presentes no AVE envolvem comumente alterações motoras e sensitivas, prejudicando a função física. Déficits nas funções cognitiva, perceptiva, visual, emocional e continência podem estar associados ao AVE, e a severidade do quadro clínico dependerá da área e extensão da lesão. A presença de déficit do controle motor pode ser caracterizada por fraqueza, alteração de tônus e movimentos estereotipados, que podem limitar as habilidades para realizar atividades como deambular, subir escadas e autocuidar-se.

Fase Aguda – FLÁCIDA

Hipotonia

Reflexos tendíneos = diminuídos ou arreflexia.

Sensibilidade = diminuída

Motricidade = ausente

Incapaz de adotar e manter-se nas posturas.Cuidados:

TVP

Complicações respiratórias

Subluxação do ombro

FASE DE TRANSIÇÃO

Retorno gradual da função neurológica no hemicorpo afetado

Prognóstico favorável: Retorno da motricidade voluntária e pequenaduração da fase flácida.

Fase Pós – Aguda – HIPERTÔNICA

Hipertonia Espástica

Reflexos tendíneos = aumentados ou hiperreflexia

Redução ou preservação da sensibilidade

Motricidade = ausente, reduzida ou preservada Ajustes posturais deficitários

Objetivos do tratamento:

Estimular controle de tônus

Estimular motricidade voluntária

Estimular ajustes posturais e reações de equilíbrio 

Aumento de força muscular 

Evitar encurtamentos muscularesUtilizar recursos para substituição de função

Alternativa que assinalei na ocasião em que realizei essa prova: C

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C