VUNESP – Prefeitura de São José do Rio Preto/SP 2011 – Questão 37

37. Na fase inflamatória do processo de reparo tecidual, o ultrassom

(A) promove a contração da lesão.

(B) muda o perfil do colágeno tipo III para o tipo I.

(C) intensifica a capacidade funcional dos tecidos.

(D) aumenta a força tensil dos tecidos.

(E) estimula a degranulação dos mastócitos.

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Temos aqui uma questão controversa. Evidências atuais apontam que o US é um recurso contraindicado para reparo tecidual, podendo inclusive atrasar o processo de recuperação. Nesse caso o paciente, se tiver boa evolução, melhorou “apesar” do tratamento. Acontece.

Há um movimento interessante na fisioterapia, que confronta muitos recursos que sempre foram utilizados, mas possuiam evidência fraca. Com estudos bem desenhados, o que lhes conferem respaldo científico, alguns fisioterapeutas estão na linha de frente e de um avanço muito bonito na fisioterapia brasileira. Podemos citar, entre tantos outros de primeira grandeza, a Patrícia Mentges com escoliose, o Leo Costa com dor lombar e pesquisa científica e a Mariana Altomare com fisioterapia em PO de tecidos cicatriciais.

Ultrassom para reparo tecidual; kinesiotape e tens para lombalgia e RPG para escoliose não tem vez em tratamentos que apresentem evidências de alta qualidade.

Participem do grupo “Artigos científicos em fisioterapia” do facebook, há muito a se aprender ali. Claro que numa situação de estágio supervisionado você deve seguir as normas do seu curso, alguns supervisores são abertos a discussões, outros nem tanto. Mas quando você for decidir o que é melhor para o tratamento em que você é o fisioterapeuta, devemos sempre levar isso em consideração.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

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VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 56

56. Aos pacientes acometidos de queimadura, a fisioterapia é de grande valia e deve ser

(A) iniciada desde o décimo dia de internação com mobilização parcial dos membros e, para evitar sequelas em pacientes não colaborativos, devem ser utilizados splints que devem ser trocados a cada 2 horas.

(B) iniciada desde o décimo dia de internação com mobilização global dos membros não afetados e, para evitar sequelas em pacientes não colaborativos, devem ser utilizados splints que devem ser trocados a cada 12 horas.

(C) iniciada desde o terceiro dia de internação com mobilização global dos membros e, para evitar sequelas em pacientes colaborativos, devem ser utilizados splints que devem ser trocados a cada 24 horas.

(D) iniciada desde o primeiro dia de internação com mobilização global dos membros e, para evitar sequelas em pacientes não colaborativos, devem ser utilizados splints que devem ser trocados a cada 24 horas.

(E) iniciada desde o primeiro dia com imobilização dos membros afetados por meio de splints que devem ser trocados a cada 24 horas para evitar sequelas.

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Em pacientes acamados, desde que não exista nenhuma contraindicação absoluta para a mobilização passiva, podemos excluir qualquer alternativa que não seja mobilizar desde o início. Posto isso, só nos restam as alternativas “D” e “E”.

O uso de órtese(splints) é fundamental em pacientes não colaborativos.

O uso de órtese nesses pacientes impede a formação de retração cicatricial, mantem o arco de movimento articular, evita posições viciosas e protege a região em caso de cirurgia prévia.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 48

48. Sobre a técnica denominada de pressoterapia, utilizada em pacientes com queimaduras, é correto afirmar:

(A) é um curativo compressivo que modela a cicatriz.

(B) realiza drenagem linfática no membro tratado.

(C) possui ação desfibrosante em cicatrizes aderidas, promovendo seu remodelamento.

(D) estimula a angiogênese na região tratada.

(E) estimula a fibroplasia na região tratada.

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Apesar da alternativa “B” não estar exatamente incorreta, no contexto a “C” é o caminho.

Quando a pele foi gravemente queimada a pressão da camada superior deixa de se exercer; a camada inferior vai então crescer de uma forma desordenada, anárquica, formando nódulos, espirais, etc., o que vai dar à cicatriz o aspecto hipertrófico – mais alta, mais vermelha, menos elástica – e anormal que ela apresenta se não for tratada.

A Pressoterapia baseia-se em um sistema de compressão controlada através de computador, que é operado com a utilização de bombas de insuflar.
O aparelho possui cinco câmaras separadas, que são posicionadas em redor dos membros. Estes centram-se em mover o fluxo venoso e linfático, a partir dos tornozelos , aumentando progressivamente para a parte superior das coxas.
Como é projetada para aumentar a circulação do sangue e fluxo linfático, a pressoterapia consegue um aumento no apuramento do líquido celular, reduz a inflamação e o edema, alivia a fadiga nas pernas e melhora o fluxo de oxigênio pelo corpo.

Vejam este arquivo sobre tratamento e algumas características que diferenciam cicatriz hipertrófica de queloide.

http://www.mediafire.com/view/l3kd4gpbntmz1e6/2009_Cicatriz_hipertrofia_e_queloide.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – TRT 23 2007 – Questão 21

21. As doenças tratadas por ultravioleta são

(A) psoríase, eczema, vitiligo e osteoartrose.

(B) eczema, acne, vitiligo e lúpus eritematoso sistêmico.

(C) psoríase, acne e artrite reumatóide.

(D) psoríase, eczema, acne e vitiligo.

(E) pitiríse liquenóide crônica, acne e lúpus eritematoso sistêmico.

UV

As patologias mais comumente tratadas com UV são a psoríase, o eczema, a acne, o vitiligo e a fotoerupção polimórfica, que não está listada ali.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 49

49. A reabilitação do paciente queimado inicia-se no primeiro dia da admissão no hospital ou dentro de 24 horas. O tratamento fisoterapêutico típico na internação deve envolver

(A) prescrição de órteses e próteses quando necessário.

(B) posicionamento no leito, transferências e exercícios de amplitude de movimento.

(C) massagem na pele cicatrizada para afrouxar o tecido cicatricial e dessensibilizar a pele.

(D) posicionamento no leito e programa de fortalecimento individualizado para mononeuropatias.

(E) exercícios de amplitude de movimento e uso de vestes compressivas para controlar as cicatrizes.

mao

Se estamos falando da abordagem imediatamente após a ocorrência, a única alternativa razoável é a “B”.

A “D” pode até deixar dúvidas, mas fortalecimento para lesões em nervos não é conduta inicial jamais.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 30

30. No paciente queimado, as contraturas se desenvolvem muito rapidamente, pois ele busca alívio movendo os membros e o tronco para uma posição relaxada. O posicionamento do paciente deve ser instituído, enfatizando a

(A) flexão – adução.

(B) flexo – extensão.

(C) adução – abdução.

(D) posição fetal

(E) abdução – extensão.

contratura

Bom, aqui vamos esquecer artigos sobre queimados. Vamos pensar em contratura.

Reparem que a banca não cita uma região do corpo, cita apenas movimentos de tronco e membros, sem diferenciar MMSS de MMII. Pois é, e isso realmente não importa no contexto da questão. Temos que responder o que a banca quer saber, não devemos ficar viajando em teorias psicodélicas.

Contraturas desenvolvem-se quase que exclusivamente em adução e flexão, então o posicionamento deve evitar essas condições.

Abdução e extensão, simples né!?

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 29

29. A profundidade da queimadura é um parâmetro importante para a abordagem do paciente. A queimadura que acomete toda a espessura da derme e pode cicatrizar em 21 dias, mas geralmente necessita de enxertia para reduzir dor, cicatrizes e aumentar a função, deixando seqüelas sensoriais, apócrinas e vasculares, gerando muita dor, são classificadas como espessura

(A) total.

(B) parcial superficial.

(C) parcial profunda.

(D) superficial.

(E) total profunda.

Camadas da pele

Essa questão está entre pegadinha e analista de conhecimento, digamos assim. Ela nos induz a eliminar as alternativas “B” e “D” porque é realmente um quadro grave. Mas o grande lance aqui é que queiaduras totais, por incrível que pareça, são classificadas como indolores! Esse é o ponto que diferencia as alternativas “A” e “C”, que é a correta, é uma queimadura parcial profunda. Quanto a “E”, não encontrei nada sobre a existência de uma queimadura total profunda, as classificações param em total.

• Queimaduras de espessura parcial superficial são aquelas de primeiro grau e/ou de segundo
grau superficial;

• Queimaduras de espessura parcial profunda são aquelas de segundo grau profundo;

• Queimaduras de espessura total são aquelas de terceiro grau

Classificações de Queimaduras
Quanto à profundidade, as queimaduras são classificadas como:

PRIMEIRO GRAU:
Espessura superficial.
Queimadura solar.
Afeta somente epiderme, sem formar bolhas.
Provoca vermelhidão, dor, edema, descamam 4-6 dias.

SEGUNDO GRAU:
Espessura parcial: superficial e profunda.
Afeta epiderme e derme, com bolhas ou flictenas.
Base da bolha rósea, úmida, dolorosa (superficial).
Base da bolha branca, seca, indolor (profunda).
Restauração das lesões entre 7 e 21 dias.

TERCEIRO GRAU:
Espessura total.
Indolor.
Placa esbranquiçada ou enegrecida.
Textura coreácea.
Não reepitelizam, necessitam de enxertia de pele (indicado no II Grau profundo).

Deixo um texto sobre queimaduras bem legal do projeto diretrizes, mas recomendo buscar atualizações para estudo mais detalhado, o artigo é de 2008.

http://www.mediafire.com/view/36usfn0fnn19nu3/2008_Queimaduras.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C