TRT 3 MG

Alguém aí fez a prova de ontem? Foram bem?

Eu fiz, cidade muito agradável a tal da “Belzonte”. Não posso dizer o mesmo do preço dos táxis, mas fazer o quê…

Vi que já saiu o gabarito mas ainda não conferi meu resultado, vou jantar primeiro e já posto meus acertos.

O drama é que os estudos de caso tem peso de 50% da média geral!!! Quem foi mal na prova objetiva mas zerou os estudos vai ter ótimas chances! Não foi meu caso, ficarei surpreso se passar nesse certame, simplesmente não decorei os tipos de ginástica laboral e me dei mal, lembrei só dois e meia boca…

Mas fazendo a prova tive a certeza que meu método é bom. Várias questões tinham correlação com provas anteriores, mas por incrível que pareça algumas questões que até devo ter comentado por aqui, fiquei em dúvida…enfim, perdi tempo demais elaborando os 41 fisiodesafios e acabei não me preparando da forma ideal, mas pro próximo concurso desses grandes pretendo estar na ponta dos cascos.

Comentem.

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VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 12

12. O exercício em que é aplicada uma resistência maior que a tensão do músculo, de maneira que este alongue durante a contração, é denominado exercício

a) de contração isotônica concêntrica

b) de contração isotônica excêntrica

c) isométrico

d) isocinético

e) pliométrico

lampadaeinstein

Já temos muita coisa sobre sse tema por aqui, por isso me atenho a minha resposta da época que fiz essa prova.

Eu respondi….tchanam! Exercício pliométrico!!!

Pois é….. até hoje não sei que elocubração eu fiz pra chegar nisso. O enunciado é claro, só pode ser a alternativa “B”, exercício de contração isotônica excêntrica. Mas por algum motivo que desconheço, talvez eu ter dirigido 4 horas pra chegar em Sorocaba, sei lá, só sei que foi um erro de grande amplitude e violência, hehe, um erro pliométrico mesmo.

Vejam vocês, mesmo cagando com a caneta no gabarito, como nesse caso, eu passei num concurso super mega power concorrido um ano depois dessa prova.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 11

11. Assinale a alternativa que apresenta os órgãos receptores sensoriais envolvidos no arco reflexo do controle da função muscular:

a) Órgão tendinoso de Golgi e fuso neuromuscular

b) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Rufini

c) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Paccini

d) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Rufini

e) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Paccini

Essa foi a primeira prova de concurso de fisio que fiz. Em 2010 eu acabara de me formar e estava começando a estudar para concurso. Embora o estudo do último ano de faculdade seja massacrante, quem é formado sabe como é, eu já havia percebido que estudar para concurso era diferente, e comecei a fazer resumos. Hoje ainda tenho 5 pastas-calhamaços de resumos, a maioria escrita a mão.

Guardo essa prova ainda, e vou inclusive comentar o que eu respondi naquela época. É impressionante como eu era ruim…respondi coisas nessa prova que hoje fico tentando entender como eu pude ser tão ingênuo. Eu vi pegadinha onde não tinha e cai em pegadinhas óbvias, sem falar os erros por desconhecimento do conteúdo. Comentarei as questões dessa prova pontualmente, usando desse viés retroativo,

Minha resposta na ocasião: Correta. Essa acertei.

Nessa prova fui classificado, mas era só uma vaga e fiquei em 111º. Sim, centésimo décimo primeiro…se fiquei triste!? Coisa nenhuma!!! Sabia que ter três números um na minha classificação era bom sinal! 😛

Ja comentei esse tema, então reposto.

Receptores Sensoriais Musculares: Fusos Neuromusculares e Órgão Tendinoso de Golgi –
Estes receptores sensoriais informam a todo momento o córtex do que esta acontecendo na periferia, isto é, do estado de cada músculo e tendão. O feedback para a medula (músculo – medula) é necessário para que não haja lesões musculares. As informações que ascendem para o córtex são: comprimento das fibras musculares, tensão aplicada ao músculo e tendão e dinâmica do movimento.

Tanto o fuso neuromuscular quanto o órgão tendinoso de Golgi informa o córtex, cerebelo, medula e tronco encefálico sobre o estado atual de cada estrutura.

1. Fusos Neuromusculares: informam o córtex sobre o comprimento da fibra muscular e sua velocidade de alteração.

2. Órgão Tendinoso de Golgi: informam o córtex sobre a tensão nos tendões e sobre a velocidade de alteração da tensão.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 23 2007 – Questão 51

51. A Ventilação Alveolar NÃO depende diretamente do fator

(A) volume corrente.

(B) frequência respiratória.

(C) PO2 arterial.

(D) espaço morto.

(E) volume minuto.

alveolos

A ventilação alveolar é a intensidade de renovação do ar nas trocas gasosas que ocorrem nos alvéolos e bronquíolos respiratórios. A ventilação alveolar depende do volume alveolar, que por sua vez depende de VC e VEM, e da frequência respiratória (FR), ou seja, do número de ciclo respiratório na unidade de tempo.

A relação desses três fatores com o volume a ventilação alveolar se dá pela seguinte equação: ventilação alveolar = VA . Fr = ( VC – VEM )

Um aumento da ventilação alveolar é conseqüente de uma hiperventilação alveolar que pode se dar, por sua vez, por aumento de VC ou FR ou por diminuição de VEM. O seu resultado é uma queda na pressão parcial de dióxido de carbono.

Uma redução do VEM pode ocorrer na patofisiologia de inúmeras doenças respiratórias.

Uma queda da ventilação alveolar consequente de uma hipoventilação alveolar pode se dar por diminuição do VC ou diminuição do FR ou aumento do VEM causando pressão parcial de dióxido de carbono.

Essas relações são de grande importância na medida que quanto maior a ventilação alveolar mais eficiente são as trocas gasosas. Isso ocorre até uma certa frequência respiratória.

O volume corrente (VC) não vai, na sua totalidade, chegar aos alvéolos. Quando processamos inspiração, o VC ocupa toda a árvore respiratória (desde fossas nasais até alveólos). Entretanto, a troca gasosa só ocorre nos alvéolos e nos bronquíolos respiratórios. Assim, aproximadamente um terço do ar fica localizado nas vias aéreas até chegar ao bronquíolo terminal. Essa região é chamada de espaço morto pois aí não ocorre trocas gasosas.

O volume de ar que fica no espaço morto é denominado de Volume do Espaço Morto (VEM). Ele corresponde, então, a 1/3 do volume corrente.

Sendo assim, existe a outra fração do volume corrente a qual consegue chegar nos alvéolos e bronquíolos respiratórios e participar efetivamente das trocas gasosas. Essa fração corresponde a 2/3 do volume corrente e é denominada de volume alveolar (VA).

VA=2/3          VC ——–VC=VA + VEM

ou

VEM=1/3        VC ——– VA=VC – VEM

O volume alveolar depende do volume corrente e do volume do espaço morto.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – TRT 23 2007 – Questão 50

50. É correto afirmar:

(A) A capacidade vital é a soma do volume corrente com o volume residual.

(B) A capacidade residual funcional e o volume residual podem ser medidos com um espirômetro simples.

(C) A capacidade residual funcional é o volume exalado do pulmão quando se realiza uma inspiração profunda seguida de expiração máxima.

(D) O gás que permanece no pulmão após uma expiração máxima é o volume residual.

(E) A capacidade pulmonar total é a soma de todos os volumes e capacidade, exceto a capacidade residual funcional.

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A “D” é correta.

Os volumes pulmonares podem ser classificados como volumes estáticos (absolutos) e volumes dinâmicos.

Os volumes pulmonares estáticos são os resultantes da complementação de manobras respiratórias, consistindo em compartimentos pulmonares.

Os volumes pulmonares dinâmicos são os decorrentes de manobras respiratórias forçadas, expressam variáveis e parâmetros de fluxo aéreo e são medidos através da espirometria.

A determinação completa dos volumes pulmonares absolutos (“volumes pulmonares”) constituem-se numa das etapas da avaliação funcional pulmonar, seguindo-se usualmente à espirometria.

VOLUMES PULMONARES ESTÁTICOS

Os volumes pulmonares estáticos são constituídos por quatro volumes (compartimentos indivisíveis) e quatro capacidades (compartimentos compreendendo dois ou mais volumes), a saber: volume de ar corrente (VAC), volume expiratório de reserva (VER), volume inspiratório de reserva (VIR), volume residual (VR), capacidade vital (CV), capacidade residual funcional (CRF), capacidade inspiratória (CI) e capacidade pulmonar total (CPT). Quando não especificado, a expressão volumes pulmonares refere-se genericamente tanto a volumes como a capacidades.

Os volumes pulmonares que podem ser medidos por espirometria – VAC, VIR, VER, CI, CV – são volumes de determinação direta. O VR não pode ser medido pela espirometria, necessitando de técnicas de diluição de gases, de pletismografia ou de avaliação radiográfica, para sua determinação.

Assim, as capacidades que incorporam o VR – CRF e a CPT – também não podem ser medidas direta e isoladamente pela espirometria. Dependendo da técnica empregada e do parâmetro considerado, associa-se a manobra espirométrica para obtenção dos resultados finais. Os volumes pulmonares mais utilizados para o processo diagnóstico funcional são o VR e a CPT. A CRF tem sido mais de interesse fisiológico, mas sua incorporação ao processo diagnóstico de rotina pode oferecer importantes subsídios.

Definição dos volumes e sua participação relativa na CPT, em adultos normais em repouso.

Volume de ar corrente (VAC). Volume de ar inspirado e expirado espontaneamente em cada ciclo respirató- rio. Embora seja uma subdivisão da CPT, é um volume dinâmico, variando com o nível da atividade física. Corresponde a cerca de 10% da CPT.

Volume inspiratório de reserva (VIR). Volume máximo que pode ser inspirado voluntariamente ao final de uma inspiração espontânea, isto é, uma inspiração além do nível inspiratório corrente. Corresponde a cerca de 45 a 50% da CPT.

Volume expiratório de reserva (VER). Volume má- ximo que pode ser expirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea, isto é, uma expira- ção além do nível de repouso expiratório. Corresponde a cerca de 15-20% da CPT.

Volume residual (VR). Volume que permanece no pulmão após uma expiração máxima. Corresponde a cerca de (20) 25 a 30 % da CPT. Não pode ser medido diretamente pela espirometria, sendo obtido a partir da determinação da CRF, subtraindo-se o VER da CRF ou subtraindo-se a CV da CPT (com medida primária da CRF), conforme o método utilizado para a mensuração dos volumes pulmonares.

Capacidade vital (CV). Volume medido na boca entre as posições de inspiração plena e expiração completa. Representa o maior volume de ar mobilizado. Compreende três volumes primários: VAC, VIR, VER. Corresponde a cerca de 70-75% (80) da CPT. Conforme a mensuração for inspiratória ou expiratória, lenta ou forçada, podemos ter: (1) Capacidade vital inspirada (CVI): medida realizada de forma lenta partindo de expiração completa até inspiração plena. (2) Capacidade vital inspiratória forçada (CVIF): medida realizada de forma forçada partindo de expiração completa até inspiração plena, aplicando-se para a determinação de fluxos inspiratórios. (3) Capacidade vital lenta (CVL): medida realizada de forma lenta, partindo de posição de inspiração plena para a expiração completa. (4) Capacidade vital forçada/CVF: determinada por meio de uma manobra de expiração com esforço máximo, a partir de uma inspiração plena até um a expiração completa; é a matriz da espirometria expiratória forçada. (5) Capacidade vital combinada (CVC): determinada em duas etapas, de forma relaxada com a soma das determinações do VAC e do VIR em um tempo e do VER em outro tempo. É mais um conceito teórico, não sendo utilizada na prática. Pode ser uma alternativa a ser empregada em pacientes com limitação ventilatória por dispnéia. Em condições de normalidade os valores das cinco formas de CV são iguais. Em processos obstrutivos pode haver diferença: CVI > CVL > CVF.

Capacidade inspiratória (CI). É o volume máximo inspirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea (do nível expiratório de repouso). Compreende o VAC e o VIR. Corresponde a cerca de 50-55% da CPT e a cerca de 60 a 70% da CV.

Capacidade residual funcional (CRF). Volume contido nos pulmões ao final de uma expiração espontânea. Compreende o VR e o VER. Corresponde a cerca de 40- 50% da CPT. As vezes é referido como volume de gás torácico (VGT), que é a mensuração objetiva nas técnicas empregadas para determinar a CRF.

Capacidade pulmonar total (CPT). Volume contido nos pulmões após uma inspiração plena. Compreende todos os volumes pulmonares e é obtido pela soma CRF com a CI. Nível do final da inspiração. O fim da fase de inspiração corrente é chamado de nível inspiratório corrente ou de repouso (por ausência de fluxo aéreo, mas sem repouso mecânico). Nível do final da expiração. O fim da fase expiratória é chamado de nível expiratório de repouso, pela ausência de fluxo aéreo e de esforço muscular (em condições de normalidade). Corresponde a CRF. Nível inspiratório máximo. Nível ao final de uma inspiração voluntária plena. Corresponde à CPT. Nível expiratório máximo. Nível de final de expira- ção voluntária completa, após a exalação do VER. Corresponde ao VR. Em resumo, na determinação dos volumes pulmonares: (a) a espirometria permite a obtenção direta de três volumes: VAC, VIR, VER; (b) a CV agrega VAC, VIR, VER; (c) a CI agrega VAC e o VIR; (d) a CRF é obtida de forma indireta (diluição de gases, pletismografia ou mensurações radiográficas; (e) o VR é calculado subtraindo-se o VER da CRF ou subtraindo-se a maior medida da CV da CPT; (f) a CPT é obtida somando-se a CRF à CI(5). Os volumes pulmonares variam em função de fatores como gênero, idade, altura, peso, postura, atividade física e etnia.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D