FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 35

35. Qual a posição mais adequada para se desenvolver a  técnica de drenagem brônquica associada a percussão e ou vibração, num paciente portador de DPOC, apresentando grande coleção de secreção no lobo superior?

A) sentado com inclinação anterior

B) decúbito dorsal em um plano horizontal

C) decúbito lateral esquerdo em um plano inclinado em 45º

D) decúbito lateral direito em um plano declinado em 45º

E) decúbito ventral em um plano horizontal

drenagem postural lobo superior

Questão sobre drenagem postural.

Como não há referência no enunciado a qual lado devemos dar atenção para a drenagem postural, devemos eliminar as alternativas “C” e ”D”.

Já as alternativas “B” e “E” sugerem o plano horizontal, o que não vai favorecer a drenagem do lobo superior.

A alternativa “A” é a que mais favorece a drenagem de lobo superior.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 34

34. O paciente após sofrer acidente vascular encefálico hemorrágico no hemisfério direito, desenvolverá após o estado de choque cerebral, espasticidade com padrões:

A) flexor de membro inferior e extensor de membro superior no dimídio esquerdo

B) extensor de membro inferior e flexor de membro superior no dimídio esquerdo

C) flexor de membro inferior e extensor de membro superior direito

D) flexor de membro inferior e flexor de membro superior no dimídio esquerdo

E) extensor de membro inferior e flexor de membro superior no dimídio direito

decussation

Questão simples. Nem é necessário analisar muito as alternativas. Por conta da decussação das pirâmides, o hemisfério cerebral direito comanda o hemicorpo esquerdo e o hemisfério cerebral esquerdo comanda o hemicorpo direito.

Para uma boa revisão, acesse o link abaixo.

http://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/tronco-encefalico/

O padrão da espasticidade decorrente de um AVE, é flexor em MMSS e extensor em MMII.

O termo “dimídio” utilizado pela banca tem o mesmo significado de hemicorpo, metade do corpo, um dos lados do corpo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 33

33. As técnicas cinesioterápicas com abordagens neurofuncionais (neurofisiológicas) cujos fins são a recuperação sensório-motora e a recuperação funcional são denominadas: “Técnica de Facilitação Proprioceptiva” e “Técnica Neuroevolutiva”. São também conhecidas pelos métodos:

A) KABAT/KNOTT – BOBATH

B) KABAT/KNOTT – KLEIN/VOLGSENG

C) BOBATH – KLEIN/VOLGSENG

D) BOBATH – KABAT/KNOTT

E) KLEIN/VOLGSENG – KABAT/KNOTT

sinapses

Questão fácil.
Técnica de Facilitação Proprioceptiva é sinônimo de Kabat. Técnica Neuroevolutiva é sinônimo de Bobath.  Respectivamente descritas na alternativa “A”.

Sobre os métodos descritos.

KLEIN/VOLGSENG (correto: KLEIN-VOGELBACH)

Creio que o nome está escrito de forma incorreta propositalmente. O correto seria Klein-Vogelbach.

É o método desenvolvido no início dos anos 70 pela fisioterapeuta suíça Susanne Klein-Vogelbach, com uso da famosa bola terapêutica. A indicação mais comum do uso da bola suiça é para o tratamento de crianças com disfunções neuromotoras, sendo que muitas pessoas associam a bola suíça à fisioterapia pediátrica quase como se fossem sinônimos. Não é a toa que ela é conhecida como Bola Bobath.

Curiosamente, ao contrário do que seu nome sugere, este equipamento foi originalmente desenvolvido na Itália em 1963 como um brinquedo chamado de Pezzi Ball. A denominação de bola suíça provavelmente se originou de fisioterapeutas norte-americanos que aprenderam sobre os princípios dos exercícios com bolas desenvolvidos por Susanne Klein-Vogelbach enquanto trabalhavam ou estudavam na Europa. A Dra Klein-Vogelbach e seus alunos de fisioterapia analisaram e descreveram os exercícios com bolas que tinham como meta estimular movimentos e reações de equilíbrio especialmente em crianças com paralisia cerebral.

KABAT/KNOTT

Foi desenvolvido pelo Dr. Herman Kabat, M.D., Pd., e pela Srta. Margareth Knott., B.S. no Instituto Kabat-Kaiser, entre 1946 e 1951, e a filosofia de tratamento e das técnicas usadas são descritas num livro intitulado “Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Modelos e Técnicas”, de Margareth Knott e Dorothy Voss.

As técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva confiam principalmente na estimulação dos proprioceptores para aumentar a demanda feita ao mecanismo neuromuscular, para obter e simplificar suas respostas.

BOBATH

O Conceito Bobath é um método constituído principalmente pelo trabalho do neuropediatra alemão Karel Bobath e de sua esposa, a fisioterapeuta Berta Bobath. Foi criado e desenvolvido no início dos anos de 1940 pelo casal Bobath, que veio para Grã-Bretanha como refugiados judeus da Alemanha, na década de 1930. Juntos, eles desenvolveram o conceito Bobath para o tratamento de crianças e adultos com problemas neurológicos. Durante sua vida, viajaram extensivamente, ensinando e treinando profissionais em todo o mundo. Ambos receberam muitas honras por seu trabalho pioneiro e inovador.

O objetivo principal do tratamento é estimular e aumentar a capacidade do individuo para realizar o movimento funcional o mais próximo da normalidade possível. Os movimentos normais não podem ser obtidos se o individuo permanecer em algumas posturas e movimentos de forma desordenada. O objetivo do tratamento é ajudar o indivíduo a mudar suas posturas e seus movimentos anormais para que ele seja capaz através de uma maneira confortável a se adaptar ao ambiente e desenvolver uma melhor qualidade de realizar suas atividades funcionais.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 32

32. Na reagudização inflamatória da artrite reumatóide poliarticular das mãos, os objetivos fisioterapêuticos podem ser obtidos com a seguinte programação:

A) exercícios ativos livres, crioterapia e fortalecimento muscular

B) isometria, crioterapia e fortalecimento muscular

C) isometria, ondas curtas e fortalecimento muscular

D) exercícios ativos livres, ondas curtas e calha de repouso

E) isometria, crioterapia e calha de repouso

isometria

Questão clássica em concurso, embora essa esteja mal elaborada, como é comum nas questões dessa banca.

Na crise de dor aguda da AR, deve-se evitar movimentos ativos para não agravar o quadro doloroso. Eliminamos “A” e “D”.

Nas alternativas “B” e “C”, a opção fortalecimento muscular aparece e, ao que tudo indica, a banca associa o fortalecimento a exercício resistido, ignorando por completo a  possibilidade de se trabalhar força com exercício isométrico.

Além disso, crioterapia para inflamação crônica é algo discutível, mas parece que em algumas bancas o tratamento para qualquer tipo de inflamação inclui a crioterapia e qualquer tipo de calor é contra-indicado, então temos que relevar isso. Apesar disso, nesse caso em particular, o ondas curtas é realmente uma contraindicação.

Calha ou órtese de repouso para fase aguda de AR, OK. Durante o quadro álgico as articulações dolorosas da mão assumem a posição antálgica, o que por sua vez contribui para o aumento do estresse articular e, por conseguinte, para a piora da dor. Dessa maneira o repouso  articular é de fundamental importância; as articulações inflamadas devem ser deixadas em repouso, evitando-se posições viciosas antálgicas, sendo tal objetivo alcançado por meio do uso de órteses que, além de melhorarem o quadro álgico, atuam na redução do espasmo muscular.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E .

FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 31

31. No programa cinesioterapêutico das fraturas em geral, é essencial a atenção para o seguinte efeito indesejável:

A) neuropraxias

B) pseudohipertrofia

C) osteomielite

D) pseudoartrose

E) osteocondrite

escafoide

Questão simples, mas vamos destrinchar os termos descritos.

Neuropraxia é uma lesão de nervo periférico de caráter reversível, ocorre  quando não há ruptura no endoneuro ou da bainha de mielina. Ocorre déficit motor sem perda de sensibilidade ou função autonômica.

Pseudo-hipertrofia nem vou comentar, foi colocada aqui para confundir.

Osteomielite, do grego osteos (osso) + myelós (medula) + o famoso sufixo “ite”, é causada por infecção bacteriana ou fúngica, que pode permanecer localizada ou difundir-se, comprometendo medula, parte cortical, parte esponjosa e periósteo.

Pseudoartrose, que literalmente significa falsa articulação, é um retardo de consolidação de algumas fraturas, muito comum em fraturas de clavícula, por exemplo, ou do escafoide, que é a  imagem desse post, uma pseudoartrose de escafoide. De acordo com o enunciado, essa é a condição em que devemos dar atenção especial.

Osteocondrite é uma condição em que o centro de ossificação primário ou secundário na criança em crescimento sofre necrose asséptica, com gradual reabsorção do osso morto e substituição por tecido ósseo reparativo. Pode ser definida também como um grupo de alterações da criança e adolescente, que pode comprometer qualquer epífise, apófise ou osso epifisoide, com achados radiológicos dominados por fragmentação, colapso, esclerose e, frequentemente, reossificação, com tendência à reconstituição do contorno ósseo.

A necrose óssea não tem causa definida. Os fatores de risco podem ser constituição genética e episódios traumáticos. O sintoma principal é a dor local, agravada pela diminuição da mobilidade articular; normalmente melhora após a restrição da atividade física. Afeta, na maioria dos casos, uma única localização, embora existam casos de envolvimento bilateral e mesmo múltiplo. São caracteristicamente observadas em crianças entre os 3 e 12 anos, e são muito mais comuns em meninos que em meninas.
O tratamento da osteocondrite é relativamente o mesmo para todas as diferentes formas, exceto nos casos de envolvimento da coluna. Deve-se, antes de confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, afastar outras condições de origem infecciosa, inflamatória ou tumoral. O paciente deverá ficar em repouso. É fundamental convencer a criança e os pais da necessidade absoluta de limitar as atividades, sem a qual poderão ocorrer sérias complicações. Por vezes e de forma episódica, há necessidade de fazer imobilizações com gesso para o controle da dor e assegurar uma melhor cicatrização dos fragmentos ósseos. O uso de analgésicos deverá ser feito com cuidado, pois a diminuição da dor poderá induzir a criança a retornar a suas atividades habituais fora de época.

As principais localizações das osteocondrites são epífise femural (doença de Legg-Calvé-Perthes); tuberosidade tibial (doença de Osgood-Schlatter); epífise vertebral (doença de Scheuermann); navicular (doença de Köhler); 2o metatarso (doença de Freiberg); núcleo do calcâneo (doença de Sever); semilunar (doença de Kienböck); epífises das falanges do 2o, 3o e 4o dedos da mão (doença de Tiemann).

• Doença de Legg-Calvé-Perthes – também conhecida como coxa plana, é a necrose asséptica da epífise femural. É a osteocondrite mais frequente, de tratamento mais difícil e de complicações mais sérias. Ocorre na faixa etária de 3 a 12 anos, com maior frequência entre os 4 e 8 anos. O sexo masculino é 4 vezes mais comprometido, e pode ser bilateral em cerca de 10% dos casos. Tem maior incidência na raça branca, sendo rara na raça negra. As crianças que nascem com baixo peso e aquelas que apresentam menor estatura na idade escolar têm maior probabilidade de apresentar esta patologia. A claudicação é o sintoma mais freqüente, e mais precoce, e inicialmente pode ser indolor. A dor, quando surge, localiza-se na prega inguinal ou face interna da coxa. Em cerca de 15 a 30% dos casos, a dor pode se localizar na face interna do joelho. A dor agrava-se após atividade física intensa e alivia-se com o repouso.

Na evolução do quadro, pode surgir espasmo muscular que limita principalmente a abdução e a rotação interna do quadril, ocorrendo atrofia de todo membro inferior, especialmente na região glútea. A avaliação radiológica permite o diagnóstico desta condição, mesmo em suas fases iniciais. O prognóstico dependerá da quantidade de epífise comprometida.

Também há influência da idade (quanto menor, melhor o prognóstico) e do sexo (as meninas têm pior prognóstico). O tratamento deve ser orientado por ortopedista com experiência nesta patologia.

• Doença de Osgood-Schlatter – necrose asséptica da tuberosidade anterior da tíbia. É freqüente nos meninos que praticam esportes de maneira ativa na faixa etária de 10 aos 15 anos, e quase sempre é bilateral.  A etiologia é controversa; pode ocorrer após trauma com avulsão parcial da tuberosidade, principalmente na fase de maior crescimento. Inicialmente ocorre dor espontânea na tuberosidade anterior da tíbia, predominantemente após atividade física prolongada. No exame físico, notamos aumento de volume da tuberosidade, sem sinais inflamatórios, porém com dor à palpação. Ocorre também dor ao estiramento do quadríceps, assim como ao subir ou descer escadas, correr e saltar. No tratamento, é importante reconhecer que esta alteração tem curso autolimitado e regride com a fusão da tuberosidade à tíbia, que ocorre entre os 15 e 18 anos nos meninos, e entre 12 e 15 anos nas meninas. Na fase aguda, deve-se restringir a atividade física.

• Doença de Scheuermann – há o comprometimento das epífises das vértebras torácicas e, como consequência, ocorre a exacerbação da cifose torácica. Incide na faixa etária dos 10 aos 15 anos e não há predominância de sexo. No exame físico, notamos aumento da cifose torácica e, concomitantemente, aumento compensatório das lordoses cervicais e lombares.  Ao contrário da cifose postural, a cifose de Scheuermann é rígida. O ápice da curva da cifose, em geral, está em torno de T7. No tratamento, são obtidos melhores resultados quando é instituído o uso da órtese de Milwaukee, enquanto houver potencial de crescimento. Com a parada do crescimento, se a deformidade é ainda significativa (superior a 60°) e o paciente apresenta dor crônica, está indicado tratamento cirúrgico (artrodese vertebral). Exercícios ativos ou passivos de extensão da coluna torácica isolados não produzem bons resultados.

• Doença de Köhler – é a necrose asséptica do navicular (último osso a se ossificar no pé). Ocorre na faixa etária dos 4 aos 8 anos, sendo mais frequente nos meninos. O paciente apresenta edema discreto na região médio-társica com dor espontânea e à palpação. Pode ocorrer dor aos movimentos do pé e claudicação.  No tratamento, é importante saber que este processo é sempre benigno e autolimitado, ocorrendo a cura entre 2 a 3 anos de evolução. A utilização de calçado com suporte é alternativa válida ao uso de bota gessada. Não há evidência que este procedimento encurte o processo, no entanto alivia a dor e previne a deformidade do osso.

• Doença de Freiberg – é a necrose asséptica da cabeça dos metatarsos, sendo mais frequente a lesão da segunda cabeça, em seguida da terceira e, mais raramente, o comprometimento das demais. Não há predominância de sexo e incide na faixa dos 10 aos 16 anos. O paciente apresenta leve edema local, dor à palpação e à mobilização da articulação metatarso-falangeana. Ocorre também dor durante a marcha e, posteriormente, limitação do movimento da articulação. O tratamento quase sempre é conservador e consta basicamente do uso de palmilhas com apoio retrocapital, ou bota gessada por 3 a 6 semanas. O tratamento cirúrgico fica reservado a sequelas.

• Doença de Sever – é a necrose asséptica da apófise do calcâneo, onde se insere o sistema aquíleo-plantar formado pelo tríceps sural e a fáscia plantar. É mais freqüente nos meninos,a faixa etária dos 5 aos 10 anos. O paciente apresenta leve edema no calcanhar, com dor espontânea e à palpação do núcleo posterior do calcâneo. A marcha é claudicante, e a dor se agrava com a atividade física. No tratamento, o uso de palmilha com elevação do salto e do arco longitudinal, associado à restrição das atividades físicas e desportivas, costuma ser suficiente para regredirem os sintomas. Com a remissão da sintomatologia, devem ser instituídos exercícios de alongamento do tríceps sural e da fáscia plantar, para evitar recidivas. Nos casos rebeldes, deve-se colocar uma bota gessada por 4 a 8 semanas, para o controle da dor.

• Doença de Kienböck – é a necrose asséptica do osso semilunar do punho, uma situação clínica pouco frequente que pode deixar sequelas, originando no adulto uma osteoartrite do punho. Atinge principalmente a mão direita, em trabalhadores manuais com o uso repetitivo do punho. Incide com maior freqüência na faixa etária dos 20 aos 40 anos, embora tenham sido descritos casos em crianças e em idosos. O envolvimento bilateral é menos freqüente. A dor ocorre na região central do punho e se acompanha de edema local. A dor se agrava pela mobilidade da articulação. Ao exame, observa-se dor à palpação do osso semilunar, associada à restrição da mobilidade. O sucesso do tratamento vai depender do diagnóstico precoce, antes do colapso ósseo. Procedimentos cirúrgicos consistem no aumento das dimensões do osso semilunar, encurtamento do osso rádio, ou ambos, ou substituição do osso semilunar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 30

30. No atendimento fisioterapêutico (cinesioterapia) ao paciente diabético, tem-se como metas o (a):

A) aumento dos triglicerídeos e do colesterol

B) aumento das hemácias e das plaquetas

C) redução dos triglicerídeos e do colesterol

D) redução dos leucócitos e das plaquetas

E) aumento da hemoglobina e dos fatores de coagulação

Alongamento

A alternativa “A” está evidentemente errada. Não há aumento de triglicerídeos e colesterol com exercício físico.

As alternativas “B”, “D” e “E” fazem referência a elementos da circulação sanguinea que não tem relação direta com  diabetes. Resta apenas explicar a alternativa correta, a “C”.

O exercício físico na diabetes atua de duas formas. A primeira, estimulando a secreção de hormônios (cortisol, hormônio do crescimento, etc.) que estimulam a produção hepática de glicose, o que acarreta uma elevação da glicemia. Porém, por outro lado, a atividade física aumenta a sensibilidade dos tecidos à insulina, fazendo com que a metabolização dos açúcares se torne mais eficiente. Em outra palavras, de um lado age para elevar a glicose sanguínea e de outro diminuí-la.

Caso o diabético apresente, antes de exercício, níveis elevados de glicose sanguínea, acima de 250 mg/dl, a atividade elevará mais ainda estes valores, estando, assim, contra-indicada a sua realização. No entanto, caso o valor inicial seja inferior a 150 mg/dl, a atividade física é benéfica, diminuindo os valores da glicose.

Caso a glicemia inicial seja mais baixa, o exercício pode, inclusive, acarretar uma queda exagerada (hipoglicemia). Assim, nos casos de diabéticos instáveis, deve ser realizada uma dosagem da glicose, antes do inicio da atividade física.

Apesar da necessidade, em alguns casos, desses cuidados, o exercício físico deve ser estimulado a ser realizado, idealmente todos os dias. Alem disso, ele tem várias outras ações benéficas. Diminui as gorduras sanguíneas, a pressão arterial e ajuda a combater o excesso de peso.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FUNRIO – Maricá/RJ 2007 – Questão 29

29. Na atuação ergonômica o fisioterapeuta dispõe de diferentes recursos para preservar a saúde do trabalhador. O principal indicador da carga de trabalho final é geralmente a freqüência:

A) cardíaca

B) respiratória

C) dos movimentos ocupacionais

D) das queixas dolorosas

E) dos afastamentos do trabalho por causa das DORTs

salario

Aqui uma questão complicada. Não sei qual a  bibliografia utilizada pela banca para justificar isso, mas aponta-se a frequência cardíaca como indicador de carga de trabalho final.

A carga de trabalho pode ser definida como relação funcional entre as exigências do trabalho e a capacidade biológica e psicológica do trabalhador.

Tendemos a sempre pensar nos movimentos repetitivos, por ser muito comum em clínicas de fisioterapia a ocorrência de problemas relacionados a isso. Mas aqui devemos ter em mente o conceito de carga de trabalho, onde entram na equação também questões de ordem psicológica.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A