VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 56

56. Carlos Alberto, 30 anos, sofreu traumatismo cranioencefálico por acidente de moto há 5 dias. Após procedimento cirúrgico para redução do hematoma extradural, encontra-se na unidade de terapia intensiva respirando com auxílio de aparelhos. Há 2 dias, Carlos Alberto apresentou um quadro de acidose respiratória. Quais são as características desse quadro?

(A) Redução da ventilação alveolar, diminuição da PCO2 arterial e aumento do pH.

(B) Aumento da ventilação alveolar, aumento da PCO2 arterial e aumento do pH.

(C) Redução da ventilação alveolar, aumento da PCO2 arterial e diminuição do pH.

(D) Aumento da ventilação alveolar, diminuição da PCO2 arterial e diminuição do pH.

(E) Aumento da ventilação alveolar, aumento da PCO2 arterial e diminuição do pH.

i56

Dizem os mais estudados que toda prova de concurso tem pelo menos 40% das questões no nível fácil.

Essa é um bom exemplo de questão fácil. Apesar de toda a exposição de um quadro clínico, o importante é responder as características básicas da acidose respiratória.

Como muita gente está iniciando a estudar para concursos, vou descrever nessa questão uma linha de raciocínio bem segura.

As alternativas falam de aumento e diminuição tendo por referência, obviamente, os parametros da gasometria arterial ideal. No caso da acidose, o pH estará sempre abaixo da referência, e de cara dá para excluir as alternativas “A” e “B”.

Seguindo pelo caminho mais seguro, se há um distúrbio respiratório, teremos então uma troca gasosa menos eficiente, com acúmulo de CO2. Eliminamos a “D”.

Mesmo que o distúrbio curse com aumento da frequência respiratória, a nível alveolar a troca estará abaixo do ideal, portanto a alternativa “C” é a resposta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

Anúncios

FCC – TRT 23 2007 – Questão 50

50. É correto afirmar:

(A) A capacidade vital é a soma do volume corrente com o volume residual.

(B) A capacidade residual funcional e o volume residual podem ser medidos com um espirômetro simples.

(C) A capacidade residual funcional é o volume exalado do pulmão quando se realiza uma inspiração profunda seguida de expiração máxima.

(D) O gás que permanece no pulmão após uma expiração máxima é o volume residual.

(E) A capacidade pulmonar total é a soma de todos os volumes e capacidade, exceto a capacidade residual funcional.

antibióticos batman

A “D” é correta.

Os volumes pulmonares podem ser classificados como volumes estáticos (absolutos) e volumes dinâmicos.

Os volumes pulmonares estáticos são os resultantes da complementação de manobras respiratórias, consistindo em compartimentos pulmonares.

Os volumes pulmonares dinâmicos são os decorrentes de manobras respiratórias forçadas, expressam variáveis e parâmetros de fluxo aéreo e são medidos através da espirometria.

A determinação completa dos volumes pulmonares absolutos (“volumes pulmonares”) constituem-se numa das etapas da avaliação funcional pulmonar, seguindo-se usualmente à espirometria.

VOLUMES PULMONARES ESTÁTICOS

Os volumes pulmonares estáticos são constituídos por quatro volumes (compartimentos indivisíveis) e quatro capacidades (compartimentos compreendendo dois ou mais volumes), a saber: volume de ar corrente (VAC), volume expiratório de reserva (VER), volume inspiratório de reserva (VIR), volume residual (VR), capacidade vital (CV), capacidade residual funcional (CRF), capacidade inspiratória (CI) e capacidade pulmonar total (CPT). Quando não especificado, a expressão volumes pulmonares refere-se genericamente tanto a volumes como a capacidades.

Os volumes pulmonares que podem ser medidos por espirometria – VAC, VIR, VER, CI, CV – são volumes de determinação direta. O VR não pode ser medido pela espirometria, necessitando de técnicas de diluição de gases, de pletismografia ou de avaliação radiográfica, para sua determinação.

Assim, as capacidades que incorporam o VR – CRF e a CPT – também não podem ser medidas direta e isoladamente pela espirometria. Dependendo da técnica empregada e do parâmetro considerado, associa-se a manobra espirométrica para obtenção dos resultados finais. Os volumes pulmonares mais utilizados para o processo diagnóstico funcional são o VR e a CPT. A CRF tem sido mais de interesse fisiológico, mas sua incorporação ao processo diagnóstico de rotina pode oferecer importantes subsídios.

Definição dos volumes e sua participação relativa na CPT, em adultos normais em repouso.

Volume de ar corrente (VAC). Volume de ar inspirado e expirado espontaneamente em cada ciclo respirató- rio. Embora seja uma subdivisão da CPT, é um volume dinâmico, variando com o nível da atividade física. Corresponde a cerca de 10% da CPT.

Volume inspiratório de reserva (VIR). Volume máximo que pode ser inspirado voluntariamente ao final de uma inspiração espontânea, isto é, uma inspiração além do nível inspiratório corrente. Corresponde a cerca de 45 a 50% da CPT.

Volume expiratório de reserva (VER). Volume má- ximo que pode ser expirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea, isto é, uma expira- ção além do nível de repouso expiratório. Corresponde a cerca de 15-20% da CPT.

Volume residual (VR). Volume que permanece no pulmão após uma expiração máxima. Corresponde a cerca de (20) 25 a 30 % da CPT. Não pode ser medido diretamente pela espirometria, sendo obtido a partir da determinação da CRF, subtraindo-se o VER da CRF ou subtraindo-se a CV da CPT (com medida primária da CRF), conforme o método utilizado para a mensuração dos volumes pulmonares.

Capacidade vital (CV). Volume medido na boca entre as posições de inspiração plena e expiração completa. Representa o maior volume de ar mobilizado. Compreende três volumes primários: VAC, VIR, VER. Corresponde a cerca de 70-75% (80) da CPT. Conforme a mensuração for inspiratória ou expiratória, lenta ou forçada, podemos ter: (1) Capacidade vital inspirada (CVI): medida realizada de forma lenta partindo de expiração completa até inspiração plena. (2) Capacidade vital inspiratória forçada (CVIF): medida realizada de forma forçada partindo de expiração completa até inspiração plena, aplicando-se para a determinação de fluxos inspiratórios. (3) Capacidade vital lenta (CVL): medida realizada de forma lenta, partindo de posição de inspiração plena para a expiração completa. (4) Capacidade vital forçada/CVF: determinada por meio de uma manobra de expiração com esforço máximo, a partir de uma inspiração plena até um a expiração completa; é a matriz da espirometria expiratória forçada. (5) Capacidade vital combinada (CVC): determinada em duas etapas, de forma relaxada com a soma das determinações do VAC e do VIR em um tempo e do VER em outro tempo. É mais um conceito teórico, não sendo utilizada na prática. Pode ser uma alternativa a ser empregada em pacientes com limitação ventilatória por dispnéia. Em condições de normalidade os valores das cinco formas de CV são iguais. Em processos obstrutivos pode haver diferença: CVI > CVL > CVF.

Capacidade inspiratória (CI). É o volume máximo inspirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea (do nível expiratório de repouso). Compreende o VAC e o VIR. Corresponde a cerca de 50-55% da CPT e a cerca de 60 a 70% da CV.

Capacidade residual funcional (CRF). Volume contido nos pulmões ao final de uma expiração espontânea. Compreende o VR e o VER. Corresponde a cerca de 40- 50% da CPT. As vezes é referido como volume de gás torácico (VGT), que é a mensuração objetiva nas técnicas empregadas para determinar a CRF.

Capacidade pulmonar total (CPT). Volume contido nos pulmões após uma inspiração plena. Compreende todos os volumes pulmonares e é obtido pela soma CRF com a CI. Nível do final da inspiração. O fim da fase de inspiração corrente é chamado de nível inspiratório corrente ou de repouso (por ausência de fluxo aéreo, mas sem repouso mecânico). Nível do final da expiração. O fim da fase expiratória é chamado de nível expiratório de repouso, pela ausência de fluxo aéreo e de esforço muscular (em condições de normalidade). Corresponde a CRF. Nível inspiratório máximo. Nível ao final de uma inspiração voluntária plena. Corresponde à CPT. Nível expiratório máximo. Nível de final de expira- ção voluntária completa, após a exalação do VER. Corresponde ao VR. Em resumo, na determinação dos volumes pulmonares: (a) a espirometria permite a obtenção direta de três volumes: VAC, VIR, VER; (b) a CV agrega VAC, VIR, VER; (c) a CI agrega VAC e o VIR; (d) a CRF é obtida de forma indireta (diluição de gases, pletismografia ou mensurações radiográficas; (e) o VR é calculado subtraindo-se o VER da CRF ou subtraindo-se a maior medida da CV da CPT; (f) a CPT é obtida somando-se a CRF à CI(5). Os volumes pulmonares variam em função de fatores como gênero, idade, altura, peso, postura, atividade física e etnia.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 56

56. Considere as afirmações abaixo:

I. Disparo é a mudança da fase expiratória para a fase inspiratória.

II. Na fase expiratória o ventilador deve permitir o esvaziamento dos pulmões de forma passiva.

III. Ciclagem é a mudança da fase expiratória para a fase inspiratória.

IV. Na fase inspiratória o ventilador deve insuflar os pulmões do paciente vencendo as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório.

V. Na fase expiratória é permitida uma pausa para melhorar a troca gasosa.

É correto o que se afirma APENAS em

(A) I, II, e III.

(B) I, II e IV.

(C) I, III e V.

(D) II, IV e V.

(E) III, IV e V.

tiempo-fuera-pausa

A “III” é incorreta, ciclagem é a passagem da ins para a ex. A “V” também é incorreta, o ventilador mecânico não faz pausas durante a expiração.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 55

55. Paciente em Ventilação Mecânica com os seguintes parâmetros: modo Volume Controlado modalidade Assistido-Controlado, Volume Corrente = 600 mL, Pressão Positiva ao final da Expiração = 5 cm H2O, freqüência respiratória = 16 rpm, fluxo quadrado = 50 L/min, pausa insp = 0,6 s, Fração Inspirada de Oxigênio = 0,5. Quais são, respectivamente, os tempos inspiratório e expiratório deste paciente?

(A) 0,72s e 2,43s.

(B) 0,72s e 3,03s.

(C) 0,72s e 3,75s.

(D) 1,32s e 2,43s.

(E) 1,32s e 3,75s.

matematica

Uow, questão nível extra hard aqui, hein dona FCC? Questão apropriada para especialistas na área, não para meros fisioterapeutas especialistas em fisioterapia ortopédica e manual, que é o meu caso. Mas vou tentar.

Vamos fazer uma lista dos dados acima:

Modo: Volume Controlado modalidade Assistido-Controlado,
Volume Corrente = 600 mL,
PEEP = 5 cm H2O,
Frequência respiratória = 16 rpm,
Fluxo quadrado = 50 L/min,
Pausa insp = 0,6 s,
Fração Inspirada de Oxigênio = 0,5.

Para encontrar o tempo expiratório, a fórmula é TE= 60 / FR – TI.

Dessa forma, temos:

TE: 60 / 16rpm – TI (que ainda não sabemos)

Portanto, para prosseguirmos com o cálculo do tempo expiratório(TE), precisamos do valor do tempo inspiratório(TI).

O fluxo e o volume determinam o TI. O cálculo do TI é realizado pela divisão do volume corrente(VC) pelo fluxo inspiratório(FI).

VC/ Fluxo = 600ml / 50L/m

Para isso é necessária a conversão de L/min para ml/seg. Então, 50L/min = 0,8333 ml/seg. Quando falamos em fluxo, estamos dizendo litros por minuto, precisamos chegar em quanto tempo o fluxo levará para enviar este 1 litro. Então devemos fazer a conversão no exemplo, 50L/m, em quanto tempo o vc será insuflado? Dividi-se o fluxo por 60s que é referente a 1 minuto, temos = 0,8333. Obs: a relação 1 litro por minuto é 16666,67 mls por segundo.

0,60 / 0,8333 seg = 0,72 seg

TI= 0,72

Retornando ao cálculo do tempo expiratóriom agora com o dado que faltava, temos:

60 / 16 – 0,72 = 3,03

TE= 3,03

Pronto, temos um Tempo inspiratório de 0,72 e um tempo expiratório de 3,03. Portanto, a alternativa correta é a “B”, né!? Nanáninaninanão! Falta ainda a pausa inspiratória de 6 seg.

TI= 0,72 + 0,6 = 1,32

TE= 3,75 – 1,32 = 2,43

O 3,75 é referente ao TE de 3,03 e ao TI de 0,72, este é o ciclo total sem a pausa

Questãozinha difícil, hein!?

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 54

54. De acordo com os valores de PaO2 e FiO2, os pacientes que têm o melhor índice de oxigenação são os que apresentam

(A) PaO2 = 80 mmHg e FiO2 = 0,6

(B) PaO2 = 85 mmHg e FiO2 = 0,21

(C) PaO2 = 90 mmHg e FiO2 = 0,35

(D) PaO2 = 96 mmHg e FiO2 = 0,4

(E) PaO2 = 110 mmHg e FiO2 = 0,5

rbrb_2779

O PaO2 é a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial e é geralmente medido em milímetros de mercúrio (mmHg ou Torr), através do teste chamado de análise de gás no sangue arterial (GSA). O PaO2 de 75 mmHg a 100 mmHg é considerado normal.

Podemos eliminar a “E”.

O FiO2 é a fração de oxigênio inspirado ou, simplesmente, a percentagem de oxigênio em uma mistura gasosa. Por exemplo, ar atmosférico possui FiO2 de 21%. Se um paciente necessita de ventilação mecânica, o FIO2 está normalmente entre 30% e 40%. Lembrando apenas que esse número 0,21, ou ainda 0,4, o que seja, são números obtidos para o cálculo da relação Fi02/Pa02.

Portanto, eliminamos “A”, “C” e “D”, só restando a “B”.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 53

53. Sobre os exercícios respiratórios para expansão pulmonar é correto afirmar que

(A) os do tipo costal basal consistem na aplicação de estímulo manual na região torácica inferior bilateralmente, solicitando-se ao paciente inspiração profunda e expiração tranqüila, com os lábios franzidos.

(B) os do tipo diafragmático aumentam o fluxo inspiratório, favorecendo a expansão da caixa torácica.

(C) nos do tipo costal basal aplica-se estímulo manual na região abdominal e solicita-se inspiração profunda e expiração rápida, com lábios abertos.

(D) existem vários exercícios respiratórios que visam o aumento do volume corrente, aumentando-se o tempo expiratório.

(E) os mais utilizados são suspiros expiratórios, expiração máxima e respiração abreviada.

respiracao

Alternativas “E” e “B” claramente incorretas.

As alternativas “C” e “D” são politicamente corretas, não são erradas mas são incompletas.

A alternativa “A” é precisa.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 52

52. Em relação às técnicas para remoção de secreção brônquica baseadas na característica do fluxo expiratório, é correto afirmar que

(A) as técnicas que utilizam fluxo rápido objetivam o deslocamento de secreções de vias aéreas de menor calibre.

(B) as técnicas de expiração lenta objetivam aumento do fluxo expirado, mobilizando e deslocando secreções de vias aéreas centrais.

(C) as técnicas de expiração rápida objetivam o deslocamento de secreções de vias aéreas centrais.

(D) as técnicas de fluxo rápido foram desenvolvidas mais recentemente e são indicadas aos pacientes com doença pulmonar crônica.

(E) a técnica de expiração forçada não está indicada em pacientes com instabilidade de vias aéreas e tendência ao colapso.

biomecanica pulmao

Não encontrei nada confiável sobre essa exatidão de diferença de região na higiene brônquica, mas a alternativa escolhida me parece razoável, vou nela também.

Aceleração fluxo expiratório – AFE

Indicação: mobilização secreção dos pequenos brônquiolos até as vias proximais através de uma expiração lenta e prolongada , o objetivo é prolongar a expiração ativa e o volume expiratório para melhorar o transporte do muco para as vias de maior calibre.

Sobre a alterativa “E

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C ou E