VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 22

22. Para se testar a força do glúteo máximo, assinale a alternativa correta.

(A) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a ação dos ísquios tíbiais na extensão do quadril.

(B) Paciente em decúbito ventral com o joelho fletido ao máximo a fim de evitar a flexão do quadril.

(C) Paciente em decúbito dorsal com extensão máxima do joelho e flexão de 30° de quadril a fim de isolar o glúteo máximo.

(D) Paciente em decúbito dorsal com flexão máxima do joelho a fim de isolar o glúteo máximo.

(E) Paciente em decúbito lateral com flexão máxima do joelho contralateral e flexão do quadril contralateral de 90°.

i22.jpg

Estava procurando material para responder essa questão e me deparei com um material muito bom. O autor é doutor em educação física e fala com muita propriedade sobre exercícios para glúteo máximo. Vale a leitura!

http://ricardosouza.pro.br/blog/musculacao/item/tres-exercicios-que-voce-nao-deve-fazer-para-o-desenvolver-gluteo-maximo

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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FCC – TRT 3 2009 – Questão 47

47. Manipulação articular vertebral pelo fisioterapeuta é a aplicação de movimentos

(A) passivos com baixa velocidade.

(B) passivos com baixa velocidade, com a possibilidade de interrupção pelo paciente.

(C) passivos com alta velocidade, com a possibilidade de interrupção pelo paciente.

(D) ativos com alta velocidade.

(E) passivos com alta velocidade, sem a possibilidade de interrupção pelo paciente.

i47

Aqui temos o famoso estalo, ou thrust para os íntimos das técnicas manipulativas. São obviamente passivos, pois o paciente é apenas posicionado para receber a manipulação. São de alta velocidade e curta amplitude no caso de osteopatas, ou de alta velocidade e maior amplitude, no caso de quiropráticos.

Uma vez reduzidos os parâmetros pré-manipulação, o paciente não tem como mais impedir, muito embora pacientes tensos e em espasmo dificultem bem a tarefa, isso não pode ser considerada uma interrupção.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

CESPE – STJ 2015 – Questões de 74 a 78

Um jogador de tênis de trinta e quatro anos de idade procurou atendimento fisioterapêutico, relatando dor na região lateral do cotovelo, que ocorre a partir da contração da musculatura do punho. A dor teve início discreto, percebida após a realização dos jogos, mas tornou-se intensa durante toda a prática da atividade física, impedindo o término das partidas de tênis. Considerando o caso clínico apresentado, julgue os itens a seguir.

74 O objetivo inicial do tratamento fisioterapêutico para a condição apresentada pelo paciente em questão inclui redução da dor, diminuição do quadro inflamatório e ênfase no repouso relativo.

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75 Nesse caso, durante os exercícios de fortalecimento muscular, deve-se recomendar o uso de uma órtese sobre a musculatura extensora do punho, em um ponto imediatamente distal da articulação do cotovelo.

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76 Agravos prováveis da falta de tratamento adequado em situações como a apresentada pelo paciente em apreço incluem a atrofia e a perda de força da musculatura extensora, associadas à limitação da flexão passiva do punho.

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77 O quadro clínico apresentado pelo paciente é característico de uma inflamação na região de origem dos tendões extensores do punho denominada epicondilite medial.

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78 Os sinais clínicos mais evidentes da referida lesão incluem redução ou perda de sensibilidade na região medial e lateral do cotovelo.

CESPE – STJ 2015 – Questões 51 a 54

Vamos iniciar uma brincadeira nova. Caso identifiquem algo errado nas questões ou no gabarito da banca, postem nos comentários. O gabarito oficial está nos comentários.

O kinesiotape, método utilizado no tratamento preventivo de atletas,
51 utiliza a modulação autonômica produzida por uma fita elástica adesiva acoplada à pele para aumentar o fluxo vascular periférico, o que resulta em melhora do aporte de nutrientes aos tecidos mais prementes.

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52 fundamenta-se no conceito de que uma fita elástica adesiva acoplada à pele é capaz de estimular tecidos profundos por meio da ativação de mecanoreceptores, de modo a favorecer o monitoramento da posição articular.

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53 consiste em uma modalidade terapêutica voltada para a modulação autonômica produzida pela manipulação, o que gera ação anti-inflamatória e resulta no aumento da amplitude dos movimentos e na diminuição da percepção da dor.

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54 é capaz de estimular tecidos profundos da pele por meio da ativação de barorreceptores, além de favorecer o melhor controle pressórico.

FCC – TRT 6 2007 – Questão 35

35. Em indivíduos com idade inferior a 65 anos, o tempo ideal para a realização de um alongamento efetivo é de

(A) 10 segundos.

(B) 15 segundos.

(C) 20 segundos.

(D) 25 segundos.

(E) 30 segundos.

serie williams

Por dr Allyson Bernardo dos Santos

Questão que vez ou outra costuma aparecer em concurso, é dever de um fisioterapeuta saber que para que se tenham os benefícios do alongamento, o mesmo tenha que ser aplicado pelo menos por 30 segundos.

Segundo o estudo de Bandy et al. examinaram os efeitos do tempo e alongamento de isquiotibiais em três grupos por 15, 30 e 60 segundos, cinco vezes por semana, durante seis semanas, sendo comparados com um grupo controle que não foi alongado. A eficácia foi igual em 30 e 60 segundos, sendo que ambos foram mais efetivos que em 15 segundos ou nenhum alongamento.

http://medicina.fm.usp.br/fofito/fisio/pessoal/amelia/artigos/alongamentorev.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 65

65. Os exercícios de pliometria utilizados nos programas de reabilitação de lesões esportivas são destinados a

(A) produzir analgesia.

(B) aumentar a propriocepção articular.

(C) produzir alongamento de Cadeia Posterior.

(D) unir força e velocidade do movimento, de forma a produzir uma resposta muscular explosiva e reativa.

(E) promover relaxamento muscular.

pliometria

A alternativa “A” não faz sentido. A “B” se consegue com exercícios…. proprioceptivos.

A “C” é a correta! Mentira, não é não, nada a ver. A “E” é o objetivo de uma boa massoterapia.

O treinamento pliométrico consiste em exercícios que envolvam a contração excêntrica seguidas da contração concêntrica explosiva os quais também requerem o controle total na execução do movimento.

São exercícios que recrutam maior número de fibras musculares em um curto período de tempo, o qual não somente contribui para aumentar a força muscular, a potência muscular, assim como a tonificação, músculos mais flexíveis além de promover a capacidade de resposta do sistema neuromuscular.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – SESA/BA 2005 – Questão 61

61. Os procedimentos indicados nas primeiras 24 horas de uma lesão aguda esportiva são:

(A) gelo, compressão, elevação e mobilização.

(B) gelo, repouso, compressão e elevação do membro lesado.

(C) compressão, elevação, mobilização e ultrassom contínuo.

(D) compressão, mobilização, ultra-som-pulsado e laser.

(E) gelo, compressão, elevação e ultra-som contínuo.

rice

Nessas perguntas sobre condutas em lesões agudas em concursos é conveniente lembrar do protocolo PRICE, que em alguns casos se resume a RICE mesmo. O que é isso? Roubei o texto abaixo do tradicional “guia do fisioterapeuta”(valeu Humberto! Hehehe).

Excluindo-se US, LASER e mobilização, temos a “B” como alternativa viável.

Crioterapia e os protocolos “PRICE” e “RICE”
A crioterapia é utilizada há muito tempo para o tratamento de condições dolorosas. O edema localizado, secundário a lesão tecidual, é uma condição comumente encontrada após lesões traumáticas tais como entorses e contusões. A aplicação de gelo associada a elevação e compressão da região afetada são medidas simples e universalmente aceitas como forma de tratamento após uma lesão aguda.

A literatura de língua inglesa descreve 2 protocolos de tratamento: Os acrônimos RICE (arroz em inglês) e PRICE (preço em inglês). Estas siglas acabaram sendo adotadas em diversos países, inclusive o Brasil, para designar algumas condutas a serem seguidas em caso de lesões agudas.

Os protocolos PRICE e RICE tem basicamente o objetivo de minimizar o edema, aliviar a dor e permitir a recuperação o mais rapida possível.

Vale a pena lembrar que o edema pode ter uma causa inflamatória (trauma) que é a mais comum, mas também pode ter origem em causas mais complexas como complicações renais, cardíacas, hepáticas e infecciosas. O aparecimento injustificável de edema exige investigação médica imediata. Dito isso, volto ao assunto: na postagem de hoje tratarei dos protocolos de crioterapia utilizados na tratamento de lesões agudas: o protocolo PRICE e o protocolo RICE.

O Protocolo PRICE

P= Protection ( proteção )
Como os mais atentos devem ter percebido, a única coisa que diferencia os dois protocolos é a letra “P”. Eu gosto de pensar que o item proteção seria uma forma “repouso dinâmico”, uma vez que no mundo real ninguém fica em casa com o pé pro alto repousando devido a uma entorse de tornozelo (a menos que a lesão tenha sido realmente incapacitante). A área lesada deve ser protegida contra lesões adicionais pelo uso de órteses ou outros dispositivos para imobilização. No caso de uma lesão envolvendo os membros inferiores, recomenda-se o uso muletas para permitir marcha sem descarga de peso. Vale ressaltar que as órteses imobilizadoras não se limitam aos membros inferiores, existem modelos para membros superiores e coluna.

R= Rest (repouso ou restrição de atividade)
Uma estrutura lesada sem repouso e submetida a movimentos e sobrecargas desnecessárias terá seu processo de recuperação atrasado. A recomendação de repouso em uma lesão aguda é importante por dois motivos. Primeiro para proteger os tecidos moles afetados de uma lesão adicional. Segundo, o repouso permite que o corpo se recomponha de forma mais eficiente. No caso de um atleta, recomenda-se evitar treinos e atividades desportivas que envolvam o segmento afetado. Neste momento algumas pessoas devem estar se perguntando: mas quanto tempo deve durar este repouso? Bem, não existe resposta matemática para isso. O tempo de repouso necessário varia de acordo com a gravidade da lesão, mas a maioria das lesões menores necessita de um repouso de 24 a 48 horas, aproximadamente.

I= ICE (gelo)
Apesar de também causar anestesia, não estou falando da Smirnoff ! ! ! !
A aplicação de gelo após lesão aguda é uma medida universalmente aceita na prática clínica, apesar de não haver consenso na literatura científica quanto a modalidade ideal, a duração ou a frequência de aplicação do gelo. Os mecanismos de ação do gelo após lesão musculoesquelética ainda são um assunto controverso, mas de forma geral, podemos assumir que o gelo é capaz de diminuir a dor local por reduzir a condução nervosa, além disso, o resfriamento reduz o metabolismo local minimizando o grau de lesão celular secundária, influenciando assim a magnitude da resposta inflamatória. Esta resposta metabólica também está associada a redução do edema e dos espasmos musculares. Pois bem, dito isso nos resta o ponto mais importante: Qual a dosagem ideal? Neste ponto, eu baseio minha conduta em um trabalho publicado em 2006 no British Journal of Sports Medicine e referenciado na base de dados PEDro (pontuação 7 de 10), no qual bolsas de gelo foram aplicadas em pacientes com entorse de tornozelo por 10 minutos. A bolsa era então removida, deixando o tornozelo repousar em temperatura ambiente por mais 10 minutos, e após este período, a bolsa era reaplicada por mais 10 minutos. Esta sequência era repetida a cada duas horas. O resultado do estudo foi bem interessante e demonstrou ser seguro e efetivo.

C= Compression (compressão)
A aplicação de faixas elásticas auxilia na drenagem do edema. O propósito da compressão é reduzir a quantidade de espaço disponível para o edema, limitando assim o inchaço. A compressão pode ser utilizada tanto para prevenir o aparecimento do edema (como no caso das grávidas), quando para auxiliar na sua reabsorção (como no caso da lesão traumática). Algumas pessoas sentem dor devido a compressão. Se o paciente queixar-se de dor, que está sentindo pulsar, ou se simplesmente sente que a bandagem está muito apertada, é prudente remover a bandagem e reaplicá-la de forma um pouco mais frouxa.

E = Elevation (elevação)
Está bem estabelecido que a elevação de um segmento facilita a drenagem venosa do membro. Em outras palavras: elevar o membro afetado reduz o edema. O efeito fisiológico e mecânico da elevação faz com que ocorra urna redução na pressão hidrostática capilar e também uma redução na pressão de filtração capilar. Esta drenagem é mais eficaz quando a área lesada é levantado acima do nível do coração. Ex: Se o paciente sofreu uma lesão em antebraço, deve deitar-se e apoiar o braço sobre travesseiros de modo que a região lesionada fique mais alta que o tórax. Já que estamos falando de elevação, vale lembrar que deve-se elevar o segmento e manter as grandes articulações em discreta flexão ou em extensão, caso contrário, pode-se gerar estase venosa e linfática conseqüência de drenagem reduzida.

Saindo um pouco de concurso, na prática clínica há uma controvérsia, como citado acima. O termo RICE ou PRICE, tem opositores, principalmente quanto ao gelo e ao repouso.

http://stoneathleticmedicine.com/2013/11/why-ice-and-anti-inflammatory-medication-is-not-the-answer/

http://stoneathleticmedicine.com/2014/04/rice-the-end-of-an-ice-age/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B