VUNESP – Prefeitura de São José do Rio Preto/SP 2011 – Questão 39

39. São cuidados e contraindicações para o uso da estimulação elétrica neuromuscular as seguintes condições:

(A) marcapasso, tecido neoplásico, crianças, nervo frênico e seio carotídeo.

(B) marcapasso, tecido neoplásico, região torácica, nervo frênico e seio carotídeo.

(C) tecido neoplásico, região torácica, nervo frênico, seio carotídeo e crianças.

(D) marcapasso, região torácica, nervo frênico, seio carotídeo e músculos antagonistas ao músculo espástico.

(E) tecido neoplásico, região torácica, nervo frênico, seio carotídeo e músculos antagonistas ao músculo espástico.

I39

Vamos por eliminação. Marcapasso todo mundo sabe que é contraindicação para eletro. Mas reparem que o enunciado pede CUIDADOS e contraindicações. Essa é a pegadinha.

Região torácica não é cuidado ou contraindicação. Dai só resta uma alternativa.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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VUNESP – Prefeitura de São José do Rio Preto/SP 2011 – Questão 38

38. A artralgia e a artrite podem ser tratadas com laser. As dosagens recomendadas pela WALT (World Association for Laser Therapy), para o laser na faixa de 780 a 820 nm, variam de

(A) 4 a 16 joules.

(B) 1 a 4 joules.

(C) 2 a 6 joules.

(D) 1 a 8 joules.

(E) 2 a 16 joules.

i38

O Laser (Amplificação da luz por emissão estimulada de radiação) é uma forma de radiação altamente concentrada, que em contato com diferentes tecidos resulta, de acordo com o tipo de Laser, em efeitos térmicos, fotoquímicos e não lineares.

A radiação Laser não é invasiva no comprimento de onda utilizado na fisioterapia.

Nessa questão a resposta correta é a “A”. As recomendações de dosagens terapêuticas podem ser conferidas no site da WALT, no link abaixo:

https://waltza.co.za/documentation-links/recommendations/dosage-recommendations/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 3 2009 – Questão 31

31. As propriedades acústicas do agente acoplante utilizado na terapia por ultrassom devem

(A) ter impedância semelhante à da água.

(B) ter impedância menor que à da água.

(C) apresentar objetos reflexivos.

(D) ser quimicamente ativos.

(E) apresentar bolhas.

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Questão estranha, precisa dar uma relida bem atenta para entender. O que interpretei para chegar a reposta é “pro US ter efeito, o tecido deve”.

Veja bem, o enunciado pergunta: Qual a propriedade acústica(de transmitir ondas sonoras) que o agente acoplante(onde se aplica o US) deve ter?

Sabendo que as ondas sonoras do US se transportam de forma perfeita na água, é qualquer coisa semelhante à água.

Apenas a título de curiosidade, animais marinhos se comunicam por ondas de som, como  golfinhos e  baleias. Aliás, acredita-se que antes De os gafanhotos humanos começarem a caçar esses animais e invadirem os fundos dos mares com seus submarinos, radares, sondas e plataformas de petróleo, uma baleia no polo norte podia se comunicar com outra no polo sul, por ondas sonoras.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 3 2009 – Questão 29

29. A frequência da corrente interferencial é de cerca de

(A) 6000 Hz

(B) 4000 Hz

(C) 2500 Hz

(D) 1000 Hz

(E) 50 Hz

q29informação

Estranho né? Não pediram os extremos, pediram um número chapado. Bem, a corrente interferencial trabalha entre 2000Hz a 4000Hz, então é “B”.

Criada na década de 1950, o uso da corrente interferencial vetorial (CIV) baseia-se em duas correntes sinusoidais de média frequência (2000 ou 4000 Hz), moduladas em baixa frequência (0-250 Hz), ou seja, 4000 a 4250 Hz, que se alternam e por isso conseguem atingir tecidos mais profundos de forma mais agradável.

Bibliografia:

2012. Dérrick Patrick Artioli , Gladson Ricardo Flor Bertolini. Corrente interferencial vetorial: aplicação, parâmetros e resultados.
http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2012/v10n1/a2674

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FCC – TRT 3 2009 – Questão 28

28. Durante o trabalho de parto, entre e durante as contrações, a modulação da TENS deve ser respectivamente

(A) alta frequência/alta intensidade e alta frequência/alta intensidade.

(B) baixa frequência/alta intensidade e alta frequência/alta intensidade.

(C) alta frequência/alta intensidade e baixa frequência/baixa intensidade.

(D) baixa frequência/baixa intensidade e baixa frequência/baixa intensidade.

(E) baixa frequência/baixa intensidade e alta frequência/alta intensidade.

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Segundo Firmento (2011) acredita-se ainda que os principais motivos para a ocorrência da dor lombar na gestação sejam as adaptações da coluna vertebral, que se devem, principalmente, à ação do hormônio relaxina e ao aumento considerável do peso do abdômen. O hormônio relaxina é considerado o principal responsável pela frouxidão ligamentar durante a gravidez, o que permite que a sínfise púbica e a articulação sacro-ilíaca tornem-se mais flexíveis para a passagem do feto, levando à redução da estabilidade pélvica.

Para Barbosa (2011) estas alterações são fundamentais para regular o metabolismo materno, ajudar no crescimento fetal e preparar a mulher para o momento de trabalho de parto e para a lactação.

A intervenção fisioterapêutica na assistência obstétrica de baixo risco, como parte da rotina da equipe, valoriza a responsabilidade da gestante no processo, por meio do uso ativo do próprio corpo. A mobilidade corporal durante o processo de parturição, envolve interação de fatores fisiológicos, psicológicos, culturais e, principalmente,o apoio e a orientação da equipe obstétrica. A ação do fisioterapeuta é um fator estimulante para que a mulher se conscientize de que seu corpo ativo pode ser uma ferramenta para facilitar o processo do trabalho de parto e trazer-lhe satisfação com a experiência do nascimento.

Como dica aqui, só posso afirmar que se há contrações e não queremos induzi-las, a intensidade deve ser sempre baixa, para não atingirmos o limiar motor. Só resta a “D”.

Considerando que eletroterapia é contraindicada nos primeiros meses de gestação, e que não creio que haja evidência conclusiva sobre o uso em gestantes, entraria com recurso contra essa questão. Fico muito curioso sobre a bibliografia utilizada pela banca, provavelmente um estudo de caso apenas.

Bibliografia:

2009 Gabriela Zanella Bavaresco; Renata Stefânia Olah de Souza; Berta Almeica; José Hugo Sabatino; Mirella Dias. O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente.
http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n7/25.pdf

2011. BARBOSA, C. M. S.; SILVA, J. M.N.; MOURA, A. B. Correlação entre o ganho de peso e a intensidade da dor lombar em gestantes. Rev. dor, São Paulo, v. 12, n. 3, set. 2011.

2012. FIRMENTO, Beatriz da Silva et al. Avaliação da lordose lombar e sua relação com a dor lombopélvica em gestantes. Fisioter. Pesqui., São Paulo, v. 19, n. 2, June 2012.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FCC – TRT 3 2009 – Questão 27

27. A fotoquimioterapia com psoraleno é o tratamento combinado de distúrbios da pele com esta droga fotossensibilizadora e radiação ultravioleta

(A) tipo A.

(B) tipo B.

(C) tipo C.

(D) tipos A e B.

(E) tipos B e C.

sol

O acrônimo “Puva” designa a utilização de 8–metoxipsoraleno oral seguida da exposição à radiação ultravioleta A (RUV–A), modalidade conhecida como fotoquimioterapia. Atualmente também denomina a terapia com qualquer psoraleno, oral ou tópico, e qualquer fonte de radiação, tanto artificial quanto o sol.

A exposição ao sol como agente terapêutico é preconizada desde a Antiguidade, como prática relacionada à religião. Seu uso passou a ser sistemático quando foram confirmados os efeitos em doenças cutâneas e sistêmicas.1,2 Os mecanismos de ação da radiação ultravioleta sobre os seres humanos passaram a ser esclarecidos nos séculos XVIII e XIX, por Grotthus e Niels Finsen. Porém, o relato de Goeckerman sobre os resultados da combinação de alcatrão cru e radiação ultravioleta na psoríase foi o estímulo maior para o desenvolvimento da fototerapia na dermatologia.

Em 1947, Fahmy et al., no Egito, isolaram um composto cristalino, a imoidina, a partir de extratos alcoólicos da planta Ammi majus. Essa substância era o 8–metoxipsoraleno (8–MOP), e seu uso, tanto oral como tópico, marcou uma nova era no tratamento dermatológico.

A fototerapia é indicada para diversas dermatoses, muitas de alta incidência e difícil controle. A partir da experiência com a radiação no espectro ultravioleta, novas opções têm sido adicionadas, utilizando outros comprimentos de onda, agentes associados e combinações.

Bibliografia:

2007. Tania F. Cestari; Simone Pessato; Gustavo Pinto Corrêa. Fototerapia – aplicações clínicas.

http://www.scielo.br/pdf/abd/v82n1/v82n01a02.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A