FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 40

40. A espasticidade desenvolvida a partir do acidente vascular encefálico, manifesta-se predominante, nos músculos

A) antigravitacionais.

B) antagonistas do movimento.

C) monooarticulares.

D) biarticulares.

E) constituídos principalmente, por fibras do tipo I.

info-paciente-espasticidade

Última questão dessa banca.

O padrão mais frequente é flexor em MMSS e extensor em MMII, sendo o mais característico dessa patologia. Ambas as musculaturas são antigravitacionais.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 39

39. As fases de apoio e de balanço, numa marcha normal, apresentam uma relação percentual entre si, de respectivamente,

A) 30% e 50%.

B) 40% e 60%.

C) 50% e 30%.

D) 50% e 50%.

E) 60% e 40%.

bike

Como eu comentei após uma pergunta num post anterior, apesar de não variar muito, essa divisão não é consenso, depende do autor que a banca organizadora utiliza como referência. No caso da FUNRIO, a resposta é apoio 60% e balanço 40%. Transcrevo o post anterior.

Segundo Sullivan (1993), Marsico e colaboradores (2002) e Perry (2005), o ciclo da marcha é dividido em duas fases, apoio e balanço e dois períodos de duplo apoio.

A fase de apoio constitui 60% do ciclo da marcha (toque do calcanhar, apoio inicial, médio apoio, apoio terminal e pré-balanço). (Sobre a divergência com a resposta correta, leia explicações nos comentários desse post). Nessa fase, os músculos eretores espinhais mantêm a postura vertical, os glúteos máximos previnem a flexão de quadril e o tronco não se inclina em direção à coxa e o quadríceps mantém a extensão de joelho.

A fase de balanço constitui 40% do ciclo da marcha (balanço inicial, balanço médio e balanço final).

O período de duplo apoio é a fase em que os dois pés estão em contato com o solo (Marsico e colaboradores, 2002 e Perry 2005).

O comprimento do passo é a distância longitudinal entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e o apoio do calcanhar contra-lateral no solo.

O comprimento da passada é a distância entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e a volta do apoio desse mesmo calcanhar no solo.

A largura do passo é o distanciamento entre os pés. Estas são as variáveis espaciais. (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A variável temporal da marcha é a velocidade, calculada pela divisão da distância percorrida pelo tempo dispendido.

A cadência é o número de passos dados por minuto (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A velocidade de marcha é uma medida válida e prática da mobilidade e reflete a atividade funcional da vida diária.

Camila em 05 de março de 2014:
olá! de acordo com a resposta certa da questão: D) a fase de apoio representa 60% do seu ciclo e contem quatro subfases.

E a descrição da fase de apoio constitui 60% do ciclo da marcha sendo: 1) toque do calcanhar, 2) apoio inicial, 3) médio apoio, 4) apoio terminal e 5) pré-balanço

considera-se correto?

Andrebpfisio em 05 de março de 2014:
Olá Camila,

não marquei como erro da organizadora porque isso depende do autor de referência, mas sua pergunta me fez reparar que poderia ter explicado isso no post.

Por exemplo, autores conceituados como Rose e Gamble (1998) definem apenas três subfases do apoio, sendo Duplo apoio inicial (primeiro duplo apoio) – Apoio simples – e Duplo apoio final (segundo duplo apoio).

Mas aqui temos que pensar no convencional, então são 4 subfases mesmo, pois alguns autores consideram o toque do calcanhar e o apoio inicial como a mesma coisa, e outros consideram que o toque do calcanhar não implica em descarga de peso, e que no apoio inicial já há essa descarga de peso.

Para complicar um pouco mais, se não me falha a memória, Hoppenfield diferencia os ciclos da marcha em 62% de fase de apoio e 38 % de fase de balanço.

Mas se você for fazer provas dessa banca, siga a bibliografia que eles utilizam, já que não é possível entrar com recurso se não houver erro, e no caso de referências diferentes, realmente não haverá.

Taí um dos motivos de se estudar provas anteriores da mesma banca do concurso que se vai fazer.

Abraço,
André.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 38

38. Dentre os diferentes métodos e técnicas com objetivo de promover o relaxamento, podemos citar

A) exercícios aeróbicos.

B) corrente exponencial.

C) biofeedback.

D) exercícios proprioceptivos.

E) laserterapia.

biofeedback-loop

Exercícios aeróbicos promovem relaxamento no pós-treino. A FUNRIO estranhamente desconsidera algumas evidências notórias em suas questões.

Estudos indicam que tanto o biofeedback por Eletroneuromiografia(EMG) como o biofeedback por eletroencefalografia(EEC) tem seus efeitos de relaxamento potencializados quando associados a um programa de exercícios aeróbicos, em quadros como a fibromialgia.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: A e C

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 37

37. Paciente idoso e imobilizado por longo período, após ser submetido à correção cirúrgica de fratura cominutiva no membro inferior, iniciará sessões de fisioterapia preventiva visando, dentre outros efeitos,

A) à hipovolemia e cefaléia cervicogênica.

B) à hipertensão arterial e constipação intestinal.

C) ao dismetabolismo glicídico e arritmias.

D) à hiperpotassemia e aumento do reflexo da tosse.

E) à hipotensão ortostática e cálculos renais.

imobilismo

A imobilização, principalmente em pacientes idosos, pode ocasionar complicações no trato urinário como retenção urinária e perda mineral. A posição dorsal dificulta a drenagem de urina da pélvis para a bexiga. A retenção urinária pode ocasionar uma distensão do músculo da bexiga, aumentando a dificuldade de urinar, causando mais retenção, estase e infecção urinária. O cálcio não utilizado ou perdido dos ossos durante a imobilização predispõe o paciente imobilizado a cálculos renais (Krasnoff, 1999).

O tecido ósseo também sofre com a imobilização prolongada, sendo observadas alterações como a redução da massa óssea total devido ao aumento da atividade osteoclástica, o aumento da excreção urinária de hidroxiprolina e o aumento da excreção de cálcio, com um pico em torno de 16 semanas (Oliveira e col., 1999).
A osteoporose pode ser prevenida ou reduzida durante a imobilização pela manutenção da força e dos movimentos musculares. O stress normal dos ossos pode ser promovido colocando o paciente em pé em pranchas especiais ou com a realização de marcha em barras paralelas.
A excreção de cálcio aumenta no 2° e 3° dias de imobilidade e é máxima na 4a e 5a semanas. A perda de osso e esta é mais significativa no osso trabecular do que no osso cortical. Estes autores ressaltam ainda que para recuperar o osso perdido durante o período de imobilização será necessário de 5 a 10 semanas (NIH ORDB~NRC, 2002).

Efeitos do imobilismo no sistema respiratório
No aparelho respiratório de acordo com Delisa (1993) durante o imobilismo, no que diz respeito a volume de ar corrente, volume minuto, capacidade respiratória máxima, capacidade vital e capacidade de reserva funcional, podem sofrer uma redução de 25 a 50%.
Os músculos respiratórios debilitados podem impedir expansão da parede do tórax e podem impedir a troca adequada de ar. O oxigênio celular reduzindo pode inibir a síntese de colágeno necessário para cicatrização do tecido (Krasnoff, 1999).
Krasnoff (1999) relata que aproximadamente 600cc de fluido extracelular pode ser perdido nas trocas intracelular e extracelular e diurese a partir do segundo dia de repouso na cama e tanto quanto 15% a 20% de perda de volume em duas semanas.
A associação do déficit do mecanismo de tosse e do movimento ciliar pode causar um padrão respiratório superficial, dificultando a eliminação de secreções e criando um terreno propício para o desenvolvimento de infeções como traqueites, e pneumonias e consequentemente atelectasias (Oliveira e col, 1999, Krasnoff, 1999), e quando pode ser agravado pela pouca ingesta de líquidos, desidratação ou uso de medicamentos que podem deixar secreções mais espessas ou interferirem no movimento respiratório.
A ventilação deficiente durante o período de imobilização pode aumentar a concentração de dióxido de carbono venoso ou arterial, podendo ocasionar uma acidose respiratória. Sem intervenção, a acidose respiratória pode levar a falência respiratória ou cardíaca e a morte.
Oliveira e col. (1999) ressaltam que durante o imobilismo há um predomínio do catabolismo com balanço negativo de nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, sódio e potássio. A perda diária de nitrogênio é de 2g/dia para o indivíduo sadio, sendo que esta taxa aumenta com repouso prolongado, pois há um estado de hipoproteinemia. O aumento desta perda inicia no 5 e 6° dia de imobilização, sendo máxima na 2a semana.

Efeitos do imobilismo no sistema gastrointestinal
No sistema gastrointestinal, de acordo com Oliveira e Col. (1999) Artiles e col. (1997), a imobilização pode provocar alterações como a falta de apetite e constipação. Esta última pode ser resultado da inibição adrenérgica, redução do peristaltismo e baixa ingesta de líquidos.
A falta de apetite pode se ocasionada pelo olfato e deglutição prejudicado pela posição reclinado. Anorexia também pode acontecer como causa da imobilização. Krasnoff (1999) concorda com Oliveira et al (1999) ao ressaltar que a redução do peristaltismo associado com a inatividade, pouca ingesta líquida e trocas de fluidos fisiológicas podem conduzir a constipação, náuseas e vomito, aumentando o déficit de fluido do paciente.

Efeitos do imobilismo no sistema nervoso
O sistema nervoso também é afetado pela imobilização, ocorrendo várias alterações como: ansiedade, depressão, insônia, agitação, irritabilidade, desorientação temporoespacial, diminuição da concentração, incordenação e diminuição da tolerância à dor (Oliveira e col, 1999; MacNeil, 2002).

Efeitos do imobilismo no sistema cardiovascular
Com o imobilismo há também um comprometimento no desempenho do sistema cardiovascular ocasionando um aumento da freqüência cardíaca de repouso, onde o pulso aumenta um batimento por minuto a cada 2 dias. Após 3 semanas, são necessários de 26 a 72 dias de atividade continua para retornar o nível prévio ao repouso, o que corresponde a uma redução de 25% do desempenho cardiovascular. (Oliveira e col, 1999).
Além disso, há uma elevação da pressão arterial sistólica pelo aumento da resistência periférica, e o tempo de ejeção sistólico absoluto e de diástole é encurtado, diminuindo o volume sistólico (Oliveira e col., 1999; Rowland, 2000).
A hipotensão ortostática e a taquicardia podem resultar como tentativas do coração compensar a queda deste volume. A inativação dos barroreceptores, localizados dentro da artéria carótida e aorta e mecanoceptores na parede do coração tentam compensar estas alterações contribuindo para a instabilidade hemodinâmica (Krasnoff , 1999).

Efeitos do imobilismo em crianças
Os efeitos do imobilismo são amplamente conhecidos nos adultos, porém em crianças ainda é um assunto pouco explorado. Rowalnd (2000), estudou os efeitos do imobilismo na função aeróbia em crianças imobilizadas por 10 semanas. E verificou que as crianças perderam apenas uma estimativa de 13% do V02, demonstrando uma perda menor do que em adultos.

Efeitos do exercício físico no imobilismo
As intervenções em pacientes imobilizados podem diminuir as mudanças fisiológicas desfavoráveis e complicações geradas pela imobilidade. A hidratação adequada, atividades físicas diárias são algumas das medidas que podem prevenir descondicionamento musculo-esquelético e complicações de pele.
Muitas destas intervenções, como exercícios para membros inferiores, podem beneficiar vários sistemas ao mesmo tempo, pois estes exercícios não afetam apenas os ossos longitudinais, ajuda a promover o tônus muscular e melhora cardiovascular e redução da perda de cálcio (Krasnoff , 1999). Efeitos do Exercício Físico em Pacientes imobilizados
Todos os dados descritos sobre os efeitos do imobilismo deixam claro o quanto à imobilização é complexa e necessita de cuidados preventivos e intensivos para evitar ao máximo o desenvolvimento das diversas complicações.

Uma forma preventiva de complicação durante o período de imobilização é a realização de exercícios objetivando a manutenção alongamento e flexibilidade global, condicionamento cardiovascular geral, fortalecimento muscular, redução da gordura corporal e relaxamento (Molz e col., 1993; Hanson, 2002; Krasnoff, 1999).
Todas as atividades propostas aos pacientes imobilizados devem ser realizadas de acordo com as possibilidades de cada indivíduo e sempre respeitando os limites da dor e da doença de base.
Oliveira e col. (1999) ressaltam que a fraqueza muscular por desuso é relativamente simples de se prevenir através de contrações musculares isométricas diárias de 20 a 30% da tensão máxima por vários segundos associados a uma contração de 50% do máximo por um segundo. Este esquema também deve ser aplicado inclusive para segmentos corpóreos com imobilização gessada.
MacNeil (2002), Artiles e col. (1997) e Deliza (1992) sugerem que se deve realizar diariamente exercícios para alcançar o arco normal do movimento, até o limite do paciente em todos os segmentos corporais. Estes autores ressaltam ainda que a utilização de exercícios e alongamento podem reverter às contraturas, mas eventualmente as contraturas podem envolver tendões, ligamentos, e cápsula articular, sendo necessário uma intervenção cirúrgica ou mecanismos prolongados de alongamento.
Para prevenir as reduções volumétricas, prevenindo assim a TVP, Oliveira e col. (1999) ressaltaram que os exercícios isotônicos são quase duas vezes mais eficientes que os isométricos, além de exercícios submáximos induzirem ao ganho líquido de proteínas plasmáticas, auxiliando na estabilização volumétrica.
Os exercícios de relaxamento são benéficos para reduzir a ansiedade, hiperatividade, tensão muscular, minimizando assim o stress do período de internação ou da imobilização, melhorando sua qualidade de vida do paciente, mesmo após sua alta hospitalar.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 36

36.Está contra-indicado, nos portadores de artrite reumatoide com complicação abaixo mencionada, o seguinte recurso termoterápico:

A) ondas curta nos nódulos de Heberden.

B) crioterapia na síndrome de Raynaud.

C) crioterapia na osteoartrite reagudizada.

D) parafina nos nódulos de Bouchard.

E) infravermelho na rigidez articular.

Fenomeno-de-Raynaud-Sindrome-de-Raynaud-e-Doenca-de-Raynaud

A síndrome de Raynaud é uma disfunção vasomotora. Dessa forma, devemos tomar cuidado com procedimentos que causem vasoconstrição, como a crioterapia.

Fenômeno de Raynaud é uma desordem vascular desencadeada, sobretudo, pelo frio ou estresse, resulta de um vasoespasmo exagerado das arteríolas e capilares digitais. Os quirodáctilos e, menos comumente, os pododáctilos são afetados; lobo da orelha, lábios, nariz e mamilos podem também estar envolvidos. Nada a ver, né!? Mais um pouco sobre essa patologia.

Fenômeno, síndrome e doença de Raynaud usualmente são apresentados em conjunto. Contudo, são situações distintas.

Fenômeno de Raynaud : seja ele primário ou secundário, é o termo que representa as alterações tipicamente trifásicas (palidez, cianose e hiperemia) descritas por Maurice Raynaud, embora formas incompletas sejam aceitas como válidas.

Doença de Raynaud (também chamado de fenômeno de Raynaud primário ou idiopático) designa a ocorrência de vasoespasmo em casos nos quais não se detecta doença subjacente por pelo menos dois anos após o início dos sintomas. Caracteriza-se pela ausência de necrose ou ulcerações, ausência de uma causa secundária detectável com base na história clínica e exame físico geral do paciente, capilares periungueais normais, anticorpo antinuclear negativo, velocidade de hemossedimentação normal. Afeta pessoas com idade entre 15 e 45 anos. O diagnóstico é feito, em geral, dois anos após o início dos sintomas se não houver desordem causal subjacente. Pode estar associado com vasoespasmo coronariano ou hipertensão pulmonar primária. Não há alteração histológica detectável nas artérias digitais.

Já a terminologia de síndrome de Raynaud (ou fenômeno de Raynaud secundário) é reservada para os casos associados a uma desordem primária reconhecida. Pode ser unilateral, assimétrico afetando, por vezes, apenas um ou dois dedos. Tem pior prognóstico e maior morbidade que a forma primária.

Essa diferença de nomenclatura traz implicações para o entendimento e o acompanhamento da doença, mas não pode ser considerada de maneira rígida. Há pacientes que desenvolveram esclerodermia 14 anos após o diagnóstico do fenômeno de Raynaud

Mantendo a curiosidade em mode “on”, Auguste Gabriel Maurice Raynaud (1834–1881), foi um médico, escritor e professor francês, que entrou para a história com esse epônimo após sua publicação em 1862 de “De l’asphyxie locale et de la gangrène symétrique des extrémités”. Ele obteve seu PhD (Doctorat ès lettres) com um artigo e com o livro “Medicine in Molièrés time”.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 35

35. A doença cerebelar frequentemente desenvolve nos pacientes

A) hiperreflexia por aumento na excitação entre os neurônios alfa e gama.

B) hiporreflexia por diminuição na excitação entre os neurônios alfa e gama.

C) hiporreflexia por aumento na excitação nos neurônios de associação internuciais.

D) hiperreflexia por diminuição na excitação nos neurônios de associação internuciais.

E) hiporreflexia por disfunção entre o 1º e 2º neurônio motor.

força mentsl

De forma geral, podemos observar que os primeiros sintomas normalmente consistem em desequilíbrio, cãibras e formigamentos dos pés, que se desenvolvem para um quadro mais grave. Os sintomas (percebidos pelo doente) e/ou sinais (percebidos ao exame clínico) podem incluir:

Paresia/Plegia (Perda, respectivamente, parcial/total da força muscular para os movimentos voluntários) ;
Disartria (Dificuldade na formação de palavras, que se desenvolve à perda total da fala)
Disfagia (Dificuldade de deglutição, ou seja, de engolir)
Diplopia (Visão dupla)
Nistagmo (Movimentos involuntários do globo ocular, geralmente na horizontal, do tipo sacádicos)
Sinal de Babinski (Contração involuntária em extensão “majestosa” do hálux – dedão do pé – ao estímulo da pele na sola do pé. Não vale para bebês.)
Falta de equilíbrio
Rigidez muscular nos membros, principalmente em membros inferiores;
Cãimbras
Formigamento nos pés
Incapacidade de ler e escrever
Incapacidade de reconhecimento espacial (Reconhecer distâncias)
Fasciculações da língua e da face
Distonia (Incapacidade de apresentar uma postura correta)
Disbasia / Ataxia (Dificuldade em se manter parado em pé / cambaleamento à marcha, ou seja, ao andar)
Movimentos lentos e/ou em desarmonia com movimentos paralelos
Alterações dos reflexos miotáticos fásicos profundos (aqueles pesquisados com o martelinho, principalmente nos membros e face)
Atrofia/hipotrofia muscular (Diminuição do volume de grupo(s) muscular(es))

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 34

34. São manifestações comumente observadas no doente com parkinsonismo, exceto

A) hiperreflexia músculotendinosa.

B) marcha propulsiva e/ou retropulsiva.

C) mímica facial indiferente.

D) intervalo de tempo aumentado entre a idealização e a realização dos movimentos.

E) rigidez

parkinson

A ausência de sinais piramidais, como hipertonia elástica. hiperreflexia, sinal de Babinsky e abolição do reflexo abdominal permitem a diferenciação com outras patologias de sintomatologia semelhante. Na doença de Parkinson pode ocorrer a hiperrflexia detrusora(do músculo detrusor), o que ocasiona disfunções urológicas. Bela pegadinha essa.

Diferença entre parkinsonismo e Doença de Parkinson

Doença de Parkinson e parkinsonismo não são sinônimos. Parkinsonismo é um termo genérico que designa uma série de doenças com causas diferentes e que têm em comum a presença de sintomas parkinsonianos (ou seja, aqueles sintomas encontrados na doença de Parkinson). A doença de Parkinson é uma das muitas formas de parkinsonismo e também a mais freqüente. Corresponde a cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo. Como não se conhece a causa da doença de Parkinson, ela é também chamada de parkinsonismo primário. Depois da doença de Parkinson, as formas mais freqüentes de parkinsonismo são: parkinsonismo secundário, parkinsonismo atípico e parkinsonismo associado a outras doenças.

Clinicamente, o paciente com doença de Parkinson possui três sinais clássicos:
rigidez;
bradicinesia (lentidão de movimentos);
tremor (nas mãos, mandibular e outras áreas)

Os sintomas incluem:
Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar)
Constipação
Dificuldade de deglutição
Babar
Equilíbrio e caminhar comprometidos
Falta de expressão no rosto (aparência de máscara)
Dores musculares (mialgia)
Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira
Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil)
Movimentos diminuídos
Posição inclinada
Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas)
Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna
Tremores que desaparecem durante o movimento
Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés
Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse
Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro)
Voz para dentro, mais baixa e monótona

Outros sintomas:
Ansiedade, estresse e tensão
Confusão
Demência
Depressão
Desmaios
Alucinações
Perda de memória

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A