FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 70

70. As lesões de nervos periféricos agudas são classificadas em três tipos. A esse respeito, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) Neurotmese – A degeneração walleriana ocorre no segmento proximal e não há necessidade de correção cirúrgica
( ) Axionotmese – Há degeneração walleriana distalmente ao local da lesão e, em pequena extensão, proximalmente
( ) Neuropraxia – Não há degeneração walleriana mas apenas um dano discreto do nervo com perda transitória

As afirmativas são, respectivamente,

(A) F, V e F.

(B) F, V e V.

(C) V, F e F.

(D) V, V e F.

(E) F, F e V.

nervos

Já comentei questões sobre o assunto. Reposto abaixo.

Neuropraxia – axoniotmese – neurotmese. 

 

Aqui temos nos prefixos neuro – axonio – neuro. Mais fácil de lembrar assim. Depois é só recordar que “tmese” significa corte, para percebemos que é mais grave que “práxis”, que resumidamente significa prática.

 

Seddon (1948) classifica os diversos tipos de lesão de nervos periféricos como neuropraxia, axoniotmese e neurotmese. Seus conceitos de reparo de nervos periféricos e enxertos de nervo são obedecidos até hoje.

Sundderland (1945), na Austrália, estudou com detalhes a anatomia topográfica interna dos nervos periféricos. Seu trabalho trouxe o suporte para a teoria moderna de reparo interfascicular. Classifica as lesões de nervos periféricos em 5 graus, segundo o comprometimento anatômico.

Neuropraxia

neuropraxia

No primeiro grau de lesão (neuropraxia de Seddon ou grau I de Sunderland) a estrutura do nervo permanece intacta, porém a condução axonal está interrompida. Há uma perda temporária da função motora do nervo com disfunção da propriocepção, estímulo vibratório, tato, dor e sudorese . Não há degeneração walleriana. É uma lesão nervosa periférica sem solução de continuidade de fibras nervosas, com distensão, contusão, ou compressão, de prognóstico excelente. Com indicação de fisioterapia, principalmente durante o período no qual o nervo não exercer sua função. A cirurgia pode estar indicada em alguns casos de compressão do nervo que não regride ao tratamento conservador.

Axoniotmese

axioniotmese

Na axoniotmese de Seddon, ocorre a interrupção do axônio porém as bainhas conectivas permanecem intactas. Surge a degeneração walleriana causando paralisia motora, sensitiva e autonômica, porém a recuperação pode ser de bom prognóstico, com tempo variável de acordo com o nível da lesão. Sunderland subdividiu esta lesão em três grupos: grau II – lesão do axônio, grau III – lesão da fibra nervosa (axônio + endoneuro) e grau IV – lesão do fascículo (axônio + endoneuro + perineuro).  A lesão grau IV tem pior prognóstico que a III, e esta pior que a II, devido ao risco de uma regeneração imperfeita (reinervação cruzada), causando déficit motor e sensitivo residuais e possível necessidade de reeducação sensitiva. No grau IV a lesão pode ser tratada através da reparação cirúrgica por envolver até o perineuro. Nervos com este tipo de lesão podem evoluir com a formação de neuromas em continuidade e grave comprometimento da função. É uma lesão nervosa periférica com solução de continuidade das fibras nervosas, porém, com preservação da bainha de tecido conectivo que envolve o nervo (epineuro). Na axoniotmese o epineuro sempre se encontra preservado. Com prognóstico excelente, tratamento conservador e fisioterapia.

Aqui, vale relembrar que a degeneração walleriana é um processo de degradação de todas as estruturas do axônio distal à lesão, que perde sua continuidade com o corpo celular do neurônio. A degeneração axônica ocorre em alguns milímetros ou centímetros proximalmente à lesão e sua extensão varia de acordo com a intensidade do trauma.

Neurotmese

neurotmese

Na neurotmese de Seddon (lesão grau V de Sunderland) todo o nervo e suas estruturas estão lesadas. Não há integridade do epineuro. A reparação sempre é cirúrgica. A regeneração e reinervação nunca é completa e, geralmente, os pacientes evoluem com alguma deficiência residual quanto a função motora e sensitiva. É uma lesão nervosa periférica com secção completa do nervo. Prognóstico reservado, com indicação de reparação cirúrgica do nervo ou transferência muscular. Na evolução, existe também indicação de fisioterapia.

SEDDON SUNDERLAND LESÃO
Neuropraxia Grau I disfunção   (ausência de lesão)
Axoniotmese Grau II Axônio
Axoniotmese Grau III Axônio + endoneuro   (fibra)
Axoniotmese Grau IV Axônio +   endoneuro + perineuro (fascículo)
Neurotmese Grau V Axônio +   endoneuro + perineuro + epineuro (nervo)

Sugiro leituras muito confiáveis e minha fonte sobre esse tema:

http://www.ronaldoazze.com.br/fasciculo/fasciculo3.PDF

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 69

69. Caracterizada por lesões em diferentes áreas com perda de mielina disseminada pelo SNC, inicialmente na substância branca, de etiologia desconhecida, manifesta‐se geralmente em adultos jovens e sua prevalência varia de acordo com a localização geográfica estudada. Essas manifestações são características da seguinte patologia:

(A) Parkinson.

(B) Alzheimer.

(C) Epilepsia.

(D) Esclerose múltipla.

(E) TDHA.

esclerose-multipla-infografico

Esclerose Múltipla: entenda como funciona

A doença coloca o organismo em degeneração progressiva e, no longo prazo, pode impedir o portador de realizar as suas atividades normais pelo acúmulo de incapacidades

A autoimunidade da esclerose múltipla compromete principalmente a chamada bainha de mielina, que pode ser identificada como uma capa que envolve os nossos condutores nervosos (que levam impulsos do corpo ao cérebro e vice-versa) e que permite uma condução mais rápida e energética dos impulsos nervosos.
No caso da esclerose múltipla, o organismo cria anticorpos contra a bainha de mielina e passa a não reconhecê-la. Pelo comprometimento dessa capa isolante, os impulsos se dispersam e o indivíduo deixa de ter controle dos comandos do cérebro.

Para levantarmos um copo, por exemplo, o cérebro envia um comando que, por meio do sistema nervoso central, atinge o sistema nervoso periférico e chega à mão, realizando o movimento.
Para uma pessoa com esclerose múltipla, que não dispõe da proteção da bainha de mielina, esses estímulos serão dispersos antes mesmo de chegar à mão, impedindo a ação.

Incidência
A esclerose múltipla acomete, na maioria das vezes, mulheres brancas e indivíduos jovens, que carregam um gene de suscetibilidade. Apesar desse gene, não é uma doença hereditária, manifestando-se sempre de forma isolada.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o número de casos na cidade de São Paulo aumentou em cinco vezes de 2002 a 2009. Atualmente, são 15 casos para cada 100 mil habitantes.
Em todo o Brasil, são cerca de 24.000 pessoas com a doença. Nos Estados Unidos, a incidência é bem maior, atingindo 200 pessoas a cada 100 mil habitantes.
De acordo com o Dr. Charles Peter Tilbery, neurologista do Einstein, essa variação geográfica ainda não tem uma explicação lógica. “O que sabemos é que a doença aparece mais em climas temperados e frios. Geralmente, porque a baixa luminosidade durante o ano diminui a proteção imunológica”, explica.

“No Brasil, por exemplo, a incidência nas regiões Norte e Nordeste é mais baixa que no Sudeste e na região Sul”, afirma.

Diagnóstico e Tratamento
Segundo o neurologista do Einstein, a dificuldade em determinar o diagnóstico de esclerose múltipla está no fato de que os pacientes nem sempre apresentam um quadro clínico característico.
“Geralmente, o primeiro sintoma é a perda de visão em um dos olhos. Depois vem sensação de formigamento nos membros e perda de movimento em um deles. É difícil diagnosticar, porque são sintomas que lembram os de um derrame”, analisa o médico.

Para um diagnóstico preciso, é necessário descartar a presença de várias outras doenças. “Para a suspeita de esclerose múltipla, os sintomas devem ter duração de mais de um dia, cabendo ao neurologista excluir a possibilidade de outras doenças”, explica.

Ainda segundo o médico, os sintomas de esclerose múltipla aparecem e desaparecem espontaneamente durante semanas. Muitas vezes, um surto pode demorar anos para acontecer novamente.
Entre os surtos, acontece o período de remissão, em que o indivíduo não apresenta sintoma algum da doença. “É a forma mais habitual em 90% dos acasos”, afirma o neurologista.
“É fundamental lembrar que a esclerose múltipla é sempre ativa e que, quanto mais sintomas a pessoa tiver, mais chances de sequelas ela também terá. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menos chances terá de ficar incapacitada. E se for diagnosticada até o segundo surto, pode melhorar bastante a qualidade de vida do paciente”, explica.

Na maioria das vezes, apesar da perda de controle de movimentos, a capacidade de raciocínio do indivíduo com esclerose múltipla se mantém intacta. Já foram diagnosticados casos em crianças, mas são raros.
Na situação de surto, o paciente é tratado com corticoides para diminuir a inflamação. Normalmente, são prescritos medicamentos imuno-moduladores para o controle do sistema imunológico. Estes são distribuídos pelo Governo e estão na lista dos chamados medicamentos de alto custo. Para os pacientes que apresentam sequelas, o mais indicado é o tratamento com reabilitação multidisciplinar.

“O diferencial oferecido pelo Einstein é que, pela capacidade dos equipamentos de última geração, o diagnóstico pode ser realizado mais rapidamente”, afirma o neurologista.

Para os pacientes gravemente comprometidos, os cuidadores são fundamentais e devem acompanhar de perto o tratamento e o trabalho de reabilitação.

O tratamento medicamentoso da Esclerose Múltipla vem evoluindo nos últimos anos, desde o advento das drogas chamadas modificadoras da doença – DMDs – imunomoduladores: betainterferonas e o acetato de glatirâmer.

Porém, tais medicamentos têm eficácia parcial no controle dos surtos, de novas lesões encefálicas e medulares, e na progressão das incapacidades neurológicas ao longo do tempo.
Recentemente, novos medicamentos específicos vêm sendo aprovados pelas agências reguladoras e utilizados para o controle da doença, com eficácia muito superior aos imunomoduladores “tradicionais”. Entretanto, tais medicamentos requerem rigorosa monitorização devido ao perfil imunossupressor e riscos inerentes. São medicamentos de uso ambulatorial, sendo alguns de uso intravenoso, outros subcutâneos e poucos de uso por via oral.

Mesmo os procedimentos considerados “antigos” para o tratamento dos surtos clínicos, corticoesteróides, envolvem riscos e necessitam de monitorização, com a vantagem de poderem ser utilizados em regime ambulatorial, promovendo a deshospitalização dos pacientes.

Centro de Infusão de Imunobiológicos do Einstein
O Centro de Infusão de medicamentos Imunobiológicos tem objetivo de formar protocolos de tratamento; gerenciar pacientes ambulatoriais e internados; fornece segunda opinião para médicos quanto ao tratamento do paciente; identificar falha terapêutica precocemente; possibilitar a identificação de efeitos adversos relativos ao tratamento utilizado e melhora a aderência do paciente ao tratamento recomendado. Além de promover segurança do paciente e equipe e identificação precoce de possíveis complicações graves inerentes aos tratamentos imunossupressores.

Nosso centro é formado por um time multiprofissional, que envolve médicos neurologistas e de outras especialidades ligadas às manifestações da doença, enfermeiros e fisioterapeutas, o centro tem como objetivo melhorar o atendimento dos pacientes de esclerose múltipla desde o seu diagnóstico até o acompanhamento diário do problema.

Os pacientes podem contar com seu atendimento organizado, sendo divididas as agendas de visita médica, exames, terapias auxiliares e integrativas com uma melhor coordenação na aplicação de medicamentos.
Nossa estrutura física encontra-se no bloco A1, 2º andar e para informações sobre os protocolos de atendimentos, favor entrar em contato com o centro 2151-9471. Para direcionamento de atendimentos, falar com Ana Célia ou Glaucia.

http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/entenda-a-esclerose-multipla.aspx

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 68

68. Relacione os princípios e diretrizes do SUS com suas respectivas definições.

1. Universalidade
2. Equidade
3. Integralidade
4. Hierarquização

( ) Os serviços são divididos por níveis de atenção e incorporam a referência e a contrarreferência.
( ) Todo cidadão será atendido conforme suas necessidades.
( ) O individuo tem o direito de acesso a todo os serviços públicos de saúde.
( ) As ações de promoção, proteção e recuperação da saúde devem ser prestadas de modo integrado.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

(A) 3 – 1 – 2 – 4

(B) 3 – 2 – 4 – 1

(C) 2 – 3 – 4 – 1

(D) 4 – 2 – 3 – 1

(E) 4 – 2 – 1 – 3

legislao-do-sus-1-728

Questão sobre saúde pública, Ainda não é meu foco por aqui, comento porque está incluída no meio das questões de conhecimentos específicos.

1. Universalidade: O individuo tem o direito de acesso a todo os serviços públicos de saúde.
2. Equidade: Todo cidadão será atendido conforme suas necessidades.
3. Integralidade: As ações de promoção, proteção e recuperação da saúde devem ser prestadas de modo integrado.
4. Hierarquização: Os serviços são divididos por níveis de atenção e incorporam a referência e a contrarreferência.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 67

67. De acordo com o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, é proibido ao Fisioterapeuta e ao Terapeuta Ocupacional

(A) dispensar honorários da pessoa que viva sob dependência econômica.

(B) delegar suas atribuições, salvo por motivo relevante.

(C) desempenhar sua função com exação.

(D) responsabilizar‐se pelo desempenho técnico de pessoal sob sua direção.

(E) informar ao cliente o diagnóstico e o prognóstico fisioterápico.

tackleberry

Art. 8º.  É proibido ao fisioterapeuta e ao terapeuta ocupacional, nas respectivas áreas de atuação:

Inciso  XIV – delegar suas atribuições, salvo por motivo relevante;

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 66

66. Sobre os diferentes tipos de neurônios, analise as afirmativas a seguir.

I.Os interneurônios decodificam e gerenciam as informações provenientes de outros tipos de neurônios.
II.Os neurônios eferentes levam as informações do sistema nervoso central para os músculos.
III.Os neurônios aferentes levam as informações dos receptores até o sistema nervoso central.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa I estiver correta.

(B) se somente a afirmativa II estiver correta.

(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

interneuronios

Nenhum outro tecido ilustra tão bem o conceito de trabalho em equipe quanto o tecido nervoso. A transmissão de informação pelas células nervosas lembra uma verdadeira corrida de revezamento, em que um neurônio fica conectado a outro, cada qual executando determinado papel no circuito por eles organizado.
Três tipos de neurônios podem ser reconhecidos com relação à atividade que desenvolvem:
Neurônios sensoriais: transmitem impulsos dos receptores sensoriais (por exemplo, nos órgãos do sentido) aos outros neurônios do percurso.

Neurônios de associação (interneurônios): recebem a mensagem dos neurônios sensoriais, processam-na e transferem um comando para as células nervosas seguintes do circuito. Alguns circuitos nervosos podem não ter esse tipo de neurônio.

Neurônios efetores (ou motores): são os que transmitem a mensagem para as células efetoras de resposta, isto é, células musculares ou glandulares que respondem por meio de contração ou secreção, respectivamente.
Suponha que você receba uma pancada no joelho, logo a baixo da rótula ou da patela (nomes dados a um osso que fica na frente do joelho).

A pancada estimula um receptor localizado no interior do músculo da coxa (o quadríceps). Esse receptor está ligado aos dendritos de um neurônio sensorial – aferente – também chamado de neurônio sensitivo, que recebe a mensagem e a encaminha para o corpo celular e, deste, para o axônio. Por sua vez, o axônio do neurônio sensorial estabelece uma sinapse com um neurônio motor – eferente (um neurônio de resposta).

O axônio do neurônio motor é conectado ao músculo quadríceps e encaminha a resposta “mexa-se”. De imediato, esse músculo se contrai e você movimenta a perna. Perceba que o ato de mexer a perna para frente envolve o trabalho de apenas dois neurônios: o sensorial e o motor. No entanto, para que isso possa acontecer, é preciso que o músculo posterior da coxa permaneça relaxado.

Então, ao mesmo tempo, o axônio do neurônio sensorial estabelece uma sinapse com um interneurônio (neurônio de associação) que, por sua vez, faz uma conexão com um segundo neurônio motor. O axônio desse neurônio motor se dirige para o músculo posterior da coxa, inibindo a sua contração.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 65

65. A Ergonomia tem sido objeto de estudo dos fisioterapeutas, dentre outros, devido à atuação na saúde do trabalhador e pela proximidade dos conhecimentos biomecânicos. Relacione os tipos de ergonomia apresentados a seguir com suas respectivas descrições.

1. De concepção
2. Participativa
3. De correção
4. De conscientização

( ) modifica os elementos parciais do posto de trabalho.
( ) organizada pelo Comitê Interno de Ergonomia.
( ) estimula o trabalhador a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho.
( ) permite a inserção do usuário no projeto do posto de trabalho.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

(A) 3 – 1 – 2 – 4

(B) 3 – 2 – 4 – 1

(C) 2 – 3 – 4 – 1

(D) 4 – 2 – 3 – 1

(E) 4 – 2 – 1 – 3

frases-sobre-a-importancia-do-trabalho-em-equipe-

Vamos ligar os pontos:

Ergonomia de concepção: permite a inserção do usuário no projeto do posto de trabalho.
Ergonomia participativa: organizada pelo Comitê Interno de Ergonomia.
Ergonomia de correção: modifica os elementos parciais do posto de trabalho
Ergonomia de conscientização: estimula o trabalhador a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho.

ERGONOMIA = CIÊNCIA DO CONFORTO.

A ergonomia tem sido fator de aumento de produtividade das empresas e da qualidade do produto bem como da qualidade de vida dos trabalhadores, na medida em que a mesma é aplicada com a finalidade de melhorar as condições ambientais, visando à interação com o ser humano.

A ergonomia estrutura-se a partir dos conhecimentos científicos sobre o ser humano, isso é, sobre suas características psicofisiológicas, para a partir deles, conceber equipamentos ou modifica-los e não o contrário, isso é, aplicar o conhecimento em máquinas para depois procurar a pessoa certa.

Uma das Ergonomia, muito pouco conhecida, a ergonomia de concepção, que planeja, estrutura todo o projeto a partir dos dados referentes do ser humano. Muito mais econômico projetar, conceber, montar um ambiente com ergonomia do que corrigi-lo depois. 
Nota: Antes de projetar, definir, construir, comprar, montar qualquer ambiente de trabalho ou lazer, consulte um especialista em ergonomia. Sai mais em conta. Confira!

A ergonomia estuda a situação de trabalho como:

Atividades, Ambientes Físicos, Iluminação, Ruído, Temperaturas, Postos de Trabalho, Dimensões, Formas, Concepção, etc….

    Buscando dar o máximo de conforto, segurança e eficiência.

Os três (quatro) tipos principais:

1. Ergonomia de Correção

Atua de maneira restrita, modificando os elementos parciais do posto de trabalho, como: Dimensões, Iluminação, Ruído, Temperatura, etc.

Tem eficácia limitada, é cara!

2. Ergonomia de Concepção

Interfere amplamente no projeto do posto de trabalho, do instrumento, da máquina ou do sistema de produção, organização do trabalho e formação de pessoal.

Não se esqueça: Ao Iniciar, Modificar, Aumentar seu Escritório, sua Linha de Produção, seu Trabalho, Consulte um especialista em Ergonomia. 

3. Ergonomia de Conscientização

Ensina o trabalhador a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho.
Isto é: 
Manter a Boa postura, uso adequado de mobiliários e equipamentos, como usar uma cadeira adequadamente, por exemplo. Implantação de pausas, ginástica laboral (antes, durante e depois da atividade). Como conscientizar as pessoas da limitação de seu corpo. Como treinar as pessoas a serem mais ificiêntes com seu corpo, dos seus subordinados, dos seus amigos e parentes. 

4. Ergonomia Participativa 

Estimulada pela presença de um Comitê Interno de Ergonomia (CIE) que engloba representantes da empresa e dos funcionários, utiliza as ferramentas da ergonomia de conscientização para que haja o pleno usufruto do projeto ergonômico, seja esse implementado pela ergonomia de concepção ou de correção. Um CIE só funciona quando é simples, de baixo custo. Como costumo dizer: Quando o Presidente se interessar da agenda do CIE, você chegou lá!

Não esqueça: Ergonomia de Conscientização:

É fundamental para a obtenção dos objetivos propostos pelo projeto ergonômico, pois é pela realização de treinamento, palestras, cursos de aprimoramento e atualização constante que é possível educar o funcionário acerca dos meios de trabalho menos prejudiciais para a sua saúde individual e, ao mesmo tempo, mostrar-lhe todos os benefícios das propostas ergonômicas para a saúde da coletividade.

Algumas Definições:

“Ergonomia é o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessário para os engenheiros conceberem ferramentas, máquinas e conjuntos de trabalho que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência.” – Murrel, 1949 – Britânico.

“O esboço da ergonomia ou ciência do trabalho baseada sobre as verdadeiras avaliações das ciências da natureza. Ciência do uso das forças e das capacidades humanas no trabalho” -W. Jartrzebowski, 1857

“Um conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência.” – Wisner, 1987

COMO A ERGONOMIA PODE NOS AJUDAR?

Sendo ERGONOMIA a ciência que estuda toda e qualquer atividade física e mental com menos esforço, percebe-se, facilmente que aqueles que não a praticam estão perdendo muito…:

– Correndo riscos de adquirir doenças, principalmente as músculo-esqueléticas como as LER/DORT e dores e lesões da coluna. São elas as principais doenças que mais se beneficiam da ERGONOMIA.

– Perdendo em lucros, pois o mundo globalizado de hoje, altamente competitivo, requer alta produtividade e eficácia em todas as atividades da empresa e um time perfeito e vencedor.

Os países do chamado primeiro mundo, capitaneados pelos EUA, investem bilhões de dólares anualmente em ERGONOMIA, muito além da Legislação: Porquê? Você já viu um norte americano jogar dinheiro fora? A resposta é fácil :  Dá Lucro!

Confira no link de ARTIGOS deste Portal e por meio das palestras do Eng. Osny Telles Orselli, como a ergonomia pode aumentar seus lucros, diminuir a fadiga, aumentar a produtividade, como prevenir as LER/DORT. Como conscientizar a empresa como um todo, o que é o estágio superior da ergonomia em uma estratégia de RH, o que o mundo está fazendo para aumentar a produtividade e eficácia através da ergonomia. Dá até para calcular o retorno sobre o investimento, pois se você pensar que isso custa…, o melhor é cortar e anular, pois custos são para serem diminuídos. Retorno é para checar o investimento. Sempre pense em investimento e não em custos! 

É assim que Coreanos (do Sul), Chineses e Indianos aprenderam com com os Norte Americanos. 

Pratique ERGONOMIA  e todos saem ganhando: O trabalhador, O Empresário, O Governo. 

Mais Ergonomia, mais conforto, mais saúde mais qualidade de vida, mais SUSTENTABILIDADE! 
Osny Telles Orselli

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 64

64. A massoterapia é um recurso terapêutico de fácil obtenção cuja eficácia depende da habilidade técnica do terapeuta. O efeito de mobilização dos músculos e de separação dos tecidos é conseguido por meio da manobra de

(A) amassamento.

(B) vibração.

(C) deslizamento.

(D) tapotamento.

(E) fricção.

massagem

Espero que por separação de tecidos a banca queira dizer liberação de aderências…

MANOBRAS BÁSICAS DE MASSAGEM
1. EFFLEURAGE (DESLIZAMENTO SUPERFICIAL)
Effleurage (deslizamento) é o nome da técnica aplicada sempre no início e no final da massagem. Seus movimentos lentos e suaves, essenciais para que a pessoa se acostume com o contato de suas mãos, são utilizados para espalhar o óleo em todo o corpo. Além disso, permite que as mãos deslizem delicadamente ligando um movimento ao seguinte.
O deslizamento superficial pode ser aplicado em qualquer parte do corpo e em geral não tem sentido obrigatório. A palma de uma, ou das duas mãos, desliza devagar pelo corpo, moldando-se a seus contornos. 
Para isso, elas precisam estar totalmente relaxadas. O ritmo também pode variar. Um ritmo lento acalma e relaxa, enquanto um ritmo rápido estimula determinada área.
Efeitos Terapêuticos do Effleurage:
Estabelece uma relação de confiança entre a pessoa que está sendo massageada e o terapeuta;
A pessoa sente uma sensação profunda de relaxamento;
O deslizamento superficial é excelente para acalmar e liminar a tensão e ansiedade. Além de aliviar o stress e acabar com as dores de cabeça e enxaquecas, ela melhora a pressão arterial e interrompe as noites mal dormidas. Aplicada depois de atividades esportivas, ajuda a eliminar os resíduos, como o ácido lático, que ficam depositados nos tecidos. O tempo de recuperação pode ser bem acelerado.

2. DESLIZAMENTO PROFUNDO
Visa a circulação de retorno (sanguínea e linfática). Tem sentido obrigatório. Deve ser feito no sentido da circulação venosa, sempre da periferia de um determinado segmento para o centro do corpo, ou seja, o coração (direção centrípeta).
Seus movimentos são mais rápidos e profundos, essenciais para eliminação de toxinas dos tecidos mais profundos.
O deslizamento profundo estimula o organismo. Ele melhora a circulação e ativa o fluxo da linfa para que resíduos sejam eliminados. A massagem vigorosa é eficaz em particular antes das práticas esportivas. Quando combinada com outras técnicas de massagem, pode melhorar o desempenho, aumentar a agilidade e evitar luxações.
Lembrete aos terapeutas: Nunca perca o contato com a pessoa que está sendo massageada; Faça massagem em direção ao coração e retorne com movimentos leves e suaves; Mantenha as mãos relaxadas e utilize toda a região palmar e o antebraço; Evite movimentos bruscos. A massagem é sempre rítmica e contínua; Se a pessoa for muito peluda, use uma quantidade maior de óleo aromático e um borrifador de água, nunca jogando a água direto na pele do cliente; Mantenha as unhas sempre bem aparadas; Cuidados especiais com os clientes idosos, devido à osteoporose, com as gestantes e com as crianças.

3. FRICÇÃO
Em geral, a fricção é feita com as polpas dos polegares. Entretanto, a ponta e o nó dos dedos também podem ser usados, bem como os cotovelos. Essa técnica constitui uma excelente forma de localizar a dissolver nós ou nódulos que podem desenvolver-se, sobretudo na região da escápula e dos músculos paravertebrais da coluna. O terapeuta, em geral, aprimora essa técnica nas costas.
Quando aplicada no sentido celular subcutâneo, visa destruir coágulos, dissolver nós e nódulos, elimina resíduos, dissolve depósitos de gordura, suaviza velhas cicatrizes (aderências) e alivia a dor localizada;
Quando aplicada em torno das articulações, visa ativar o líquido sinovial e reabsorver líquidos extravasados em conseqüência de um trauma;
Quando aplicada no abdômen, visa ativar a circulação fecal.
Lembrete aos terapeutas: Massageie os músculos mais profundos e não apenas a pele; Não cutuque nem espete. Pressione devagar os tecidos, aumentando aos poucos a intensidade; Use as polpas dos dedos dos polegares e não as pontas, para que as unhas, mesmo bem aparadas, não machuquem a pele.

4. AMASSAMENTO
Existem várias técnicas de amassamento como compressão, reptante, rolamento e torção. Essa técnica permite que os músculos sejam trabalhados num nível profundo e mostra-se eficaz em particular quando realizada em áreas com bastante tecido muscular como panturrilha, quadril, coxa, ombro e as gorduras localizadas do abdômen, e as celulites do glúteo.
O amassamento reptante visa dar maior nutrição às fibras musculares e proporciona maior cota de sangue arterial as mesmas.
O amassamento por compressão visa eliminar as toxinas, como o ácido lático.
Lembrete aos terapeutas: Amasse todo o músculo e não apenas a pele; Use toda a mão e não apenas os dedos e o polegar, caso contrário você irá beliscar a pele e provocar desconforto.

5. PERCUSSÃO
A percussão consiste em uma variedade de movimentos nos quais os músculos são estimulados por várias partes das mãos, como os lados, as palmas ou até mesmo os punhos cerrados. Os movimentos de percussão são realizados apenas nas áreas mais carnudas, com mais tecido muscular – nunca nas áreas predominantemente ósseas.
A manobra de percussão melhora a circulação, pois visa a contração das fibras musculares e o sangue é trazido para a superfície, induz o tônus muscular, reduz os depósitos de gordura, ajuda a soltar o muco dos pulmões. Os movimentos de percussão estimulam e são extremamente benéficos quando aplicados antes de atividades esportivas.
Quando aplicada no abdômen, com as palmas das mãos em forma de concha, recebe o nome de tapotagem e visa ativar os movimentos peristálticos. É ótimo para quem sofre de prisão de ventre.
Lembrete aos terapeutas: Não aplique essa técnica em áreas predominantemente ósseas como, por exemplo, a canela. A percussão é realizada nas áreas do corpo com maior quantidade de tecido muscular; Não aplique percussão sobre áreas sensíveis e com grande concentração de gânglios linfáticos, como a parte posterior dos joelhos, na virilha, nas axilas, no pescoço (proeminência laríngea), nas articulações e em regiões tendinosas; Certifique-se que sua cliente não esteja com a bexiga cheia, se têm mais de duas horas da sua última refeição e se ela não está grávida; Quando estiver fazendo a tapotagem no abdômen, coloque a mão em forma de concha para evitar tapas. Certifique-se que a perna está fletida e peça para o cliente respirar pela boca; Mantenha os pulsos relaxados e faça movimentos leves para evitar desconforto.

6. VIBRAÇÃO
É uma técnica praticada com uma ou duas mãos, em que um delicado movimento de agitação, ou tremor, é transmitido aos tecidos pela mão ou pelas pontas dos dedos.
A vibração é um movimento que objetiva principalmente ajudar a soltar as secreções nos pulmões. A vibração também pode ser usada como técnica estimulante sobre o tecido muscular, visto que pode estimular o reflexo do estiramento.
Quando a manobra é plena e suave, tem efeito calmante, analgésico e antiespasmódico.
Quando a manobra é enérgica e profunda, tem efeito estimulante.
Lembrete aos terapeutas: Esta manobra é essencialmente terapêutica; Por ser muito cansativa você tem liberdade para usar um massageador elétrico para substitui-la. Devemos sempre aplicá-la no momento da expiração do cliente.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E