VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 50

50. Os programas de exercícios realizados durante a gestação e após o parto são elaborados para minimizar os comprometimentos e ajudar a mulher a manter ou recuperar a função,enquanto se prepara para a chegada do bebê. As diretrizes e técnicas para a instrução de exercícios durante a gestação incluem:

I. examinar cada gestante individualmente, para excluir problemas musculoesqueléticos preexistentes e o grau de preparo físico;

II. não há nenhuma contraindicação em relação à permanência em decúbito dorsal após o 4.º mês de gestação;

III. aconselhar o esvaziamento completo da bexiga antes do exercício, pois uma bexiga cheia aumenta a sobrecarga no assoalho pélvico enfraquecido;

IV. indicar exercícios de alongamento muscular em cadeia.

Dentre os tópicos elencados, está correto o contido apenas em

(A) I e III.

(B) I e IV.

(C) I e II.

(D) I, II e IV.

(E) I, III e IV.

i50

Gestação e exercício físico, essa é legal, vamos lá!!!

A assertiva “I” é destruidoramente correta, qualquer alternativa que a exclua estará errada. Pena que todas as alternativas já consideram essa assertiva, nos privando do recurso de eliminar.

Sobre a assertiva “II”, até respirar fundo pode ser contraindicado. É muito categórica, podemos excluir. O quê!? Acham que estou exagerando? Peçam pra uma pessoa com costela trincada respirar fundo e ela te xinga. 😛

A assertiva “III” é correta.

A assertiva “IV” é um vacilo da VUNESP. Se a omissão foi proposital, dá até pra entrar com recurso, pois o termo “cadeia” pode remeter a cadeia muscular e poderia estar correto. Mas se essa afirmação foi elaborada pensando-se em cadeia cinética, que por não ter definição de aberta ou fechada, faz essa afirmação incorreta. Digo vacilo porque se foi pensada como pegadinha, é uma pegadinha de mau gosto, parece mais um erro e uma questão mal elaborada. Esse tipo de pegadinha dá até agonia na hora de responder. Se ao dizer diretrizes e técnicas a banca citasse uma guideline ou documento do tipo, seria mais sensato.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 3 2009 – Questão 43

43. Doença de Perthes ou Legg-Calvé-Perthes é uma necrose idiopática juvenil da cabeça do fêmur. Há um infarto seguido por um colapso, fragmentação da cabeça do fêmur e, por fim, uma cicatrização gradual. As crianças com doença de Perthes tendem a desenvolver uma postura em flexão e adução de quadril. Nesses quadros, o programa de exercícios, além de encorajar o quadril a remodelar como uma articulação congruente, deverá focar o ganho de força e a manutenção da amplitude de

(A) rotação medial e lateral de quadril.

(B) flexão e adução de quadril.

(C) rotação lateral e flexão de quadril.

(D) adução e rotação medial de quadril.

(E) abdução e extensão do quadril.

i43

Tendo a desconfiar de respostas óbvias, por parecerem pegadinha. Mas em alguns casos não tem jeito, ás vezes a pegadinha é justamente confundir e fazer parecer que a resposta óbvia é incorreta.

Aqui, temos como condutas o oposto do encurtamento patológico. Claro que não é a única, mas é o que a questão pede.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 16

16. O aumento da altura do vaso visa:

a) minimizar o esforço muscular ao se levantar

b) minimizar o esforço respiratório ao se levantar

c) diminir o tempo do movimento

d) diminuir o risco de queda

e) dar apoio funcional aos membros superiores

vaso sanitario

Vamos analisar o enunciado. Sim, aquela pequena frase é um enunciado. Ali não há indicação de que se trate de um idivíduo idoso, há uma simples pergunta sobre a finalidade de se aumentar a altura do vaso.

A alternativa “A” é perfeita, se a analisarmos friamente. A “B” é meio absurda, a “C” é risivel, a “D” uma bela armadilha para pegar quem ficou com a impressão de se tratar de idosos(não há nada sobre isso no enunciado) e a “E” é também fora de propósito, uma vez que esse apoio pode ser obtido com qualquer altura de vaso.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: D (Sim, eu cai na bagaça…).

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FCC – TRT 23 2007 – Questão 26

26. A cera da parafina derrete à temperatura aproximada de

(A) 45 °C.

(B) 50 °C.

(C) 54 °C.

(D) 60 °C.

(E) 65 °C

ratinho-tentacao

Bom, por aí dá para encontrar que a temperatura ideal para essa modalidade de termoterapia é entre 40ºC e 46ºC. É uma temperatura segura para que haja efeito térmico na articulação e sem riscos de queimaduras ao paciente.

No entanto, a banca não pergunta nada disso. Só quer saber em qual temperatura a parafina derrete.

Malandrinhos… então tá, o ponto de fusão da parafina, que é o que acontece quando um material muda dos estado sólido para o líquido, oscila entre 50ºC e 57ºC, o que faz com que tenhamos duas respostas possíveis.

Não contavam com minha astúcia, né Fundação Carlos Chagas!?

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: B e C

FCC – Prefeitura de Santos 2005 – Questão 55

55. Uma lesão nervosa periférica do tipo neuropraxia decorrente de um trauma por arma branca apresenta axônio e bainha de mielina da fibra nervosa

(A) interrompidos e condução nervosa interrompida.

(B) intactos e condução nervosa proximal mantida.

(C))intactos, condução nervosa distal mantida e sem fibrilação.

(D) intactos, condução nervosa distal interrompida e sem fibrilação.

(E) interrompidos e condução nervosa distal mantida.

faca-plastico-branco

Vejam bem, aqui não importa o mecanismo de lesão, apenas a lesão, que é uma neuropraxia e que sempre apresenta axônio e bainha de mielina da fibra nervosa intactos, condução nervosa distal mantida e sem fibrilação.

O trauma por arma branca é só um artifício para induzir os mais desatentos a pensar em lesão com ruptura total de nervos.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC – Prefeitura de Santos 2005 – Questão 46

46. A técnica da inibição recíproca, utilizada no alongamento muscular, prevê que deve ser realizado

(A) inibição da musculatura agonista do músculo que se quer alongar.

(B) inibição da musculatura antagonista do músculo que se quer alongar.

(C) excitação da musculatura agonista do músculo que se quer alongar.

(D) inibição de agonistas e antagonistas sinérgicos.

(E) excitação de agonistas e antagonistas sinérgicos.

DECIFRAR

As alternativas “D” e “E” obviamente são incorretas, num caso são relaxamento muscular e no outro contração isométrica.

Na inibição recíproca, podemos dizer que ocorre o que está nas alternativas “B” e “C”, mas se for necessário definir numa frase esse termo, sera a “B”, inibição dos antagonistas mesmo.

No entanto a banca aqui, de forma muito inteligente, pergunta especificamente sobre a musculatura que se está alongando, então a inibição recíproca nos ajuda nesse caso específico inibindo a musculatura que alonga, ou seja, inibindo o agonista do movimento, alternativa “A”. Interessante, não!?

Se a banca estivesse se referindo a definições, a alternativa “a” estaria errada. Mas aqui se fala do próprio músculo que alonga.

Essa vai para a categoria “pegadinhas das organizadoras”, com louvor.

Principais estruturas envolvidas no alongamento muscular:

– Fuso muscular: estrutura que pode ser de dois tipo, em cadeia nuclear e bolsa – nuclear; na verdade são receptores “mergulhados” nos músculos e sensíveis à diferença de tamanho no músculo;

– Fibras intrafusais: fibras dispostas nos pólos do fuso;

– Neurônio eferente gama: fibra nervosa eferente que inerva as fibras intrafusais;

– Neurônio eferente alfa: fibra nervosa eferente que inerva as fibras musculares extrafusais.

O fuso muscular é sensível a mudança de comprimento, seja no alongamento ou encurtamento. Este receptor é o principal responsável pelos efeitos neurofisiológicos evidenciados. Ao alongamento, o fuso muscular, sensibilizado, envia ao sistema nervoso central (SNC), através de fibras aferentes, informações sobre o grau de alongamento sofrido pelo músculo. Em contrapartida, informações são enviadas através do neurônio efetor alfa para que haja contração das fibras extrafusais, que estão ao redor do fuso, para devolver o tônus normal ao músculo alongado, fato que parece interferir no alongamento.

Ao mesmo tempo que o neurônio motor alfa é ativado, um outro neurônio também é, o interneurônio, que é inibitório. Sua ação inibitória será exercida no neurônio motor alfa do músculo antagonista, sendo este o reflexo de estiramento ou miotático ou inibição recíproca.

Dessa forma, enquanto o músculo agonista é ativado (em pouca intensidade durante o alongamento) o antagonista é inibido, minimizando assim o reflexo de estiramento.

Outros receptores envolvidos é o órgão tendinoso de golgi (OTG). Estes estão presentes na junção miotendinosa e monitoram a tensão muscular. São do tipo capsulado e transmitem informação através das fibras sensitivas do tipo Ib. Ao alongamento esses receptores são estimulados e, através da sinapse com o interneurônio inibitório, é mediado a cessação do estímulo para o próprio músculo, desencadeando o reflexo miotático ou de estiramento inverso, ou inibição autógena. Em virtude desse fenômeno, o músculo pode sofrer um relaxamento, o que equilibra a ação de aumento de tônus no reflexo de estiramento.

Essas são as explicações pelo qual o flexionamento facilitado pode ser usado de maneira efetiva. Facilitado por se utiliza de efeitos neurofisiológicos mediado pelos receptores musculares e tendinosos, podendo ser denominada de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP).

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora:A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 33

33. Na reabilitação fisioterapêutica do paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, os aspectos mais importantesva serem observados no recondicionamento físico são: a intensidade, a duração e a freqüência que deve ser, correta e respectivamente,

(A) 36 a 90% da freqüência cardíaca máxima; 30 minutos de atividade aeróbia contínua; 2 vezes por semana.

(B) 65 a 90% da freqüência cardíaca máxima; 15 a 60 minutos de atividade aeróbia contínua ou descontínua; 3 a 5 vezes por semana.

(C) 50% da freqüência cardíaca máxima; 30 minutos de atividade aeróbia contínua; 2 vezes por semana.

(D) 90 a 100% da freqüência cardíaca máxima; 60 minutos de atividade aeróbia descontínua; 3 a 5 vezes por semana.

(E) 20 a 50% da freqüência cardíaca máxima; 45 minutos de atividade aeróbia contínua; 5 vezes por semana.

CORAÇAO

Essa é uma boa questão para servir de exemplo de como devemos pensar no que a banca quer saber e em como podemos ser pegos! Quase ninguém decora estatísticas, devemos usar muito do conhecimento adquirido e do bom senso em questões desse tipo.

A primeira alternativa que eu eliminaria é a “C”. É tentador chutar no meio termo em questões sobre porcentagens, é preciso ligar o desconfiômetro em alternativas assim. Como ela propõe atividades apenas duas vezes por semana, fica mais fácil e seguro eliminá-la.

Outra alternativa que não bate com o proposto no enunciado é a “D”. Por que fazer um paciente com DPOC dar o máximo no recondicionamento? Só se for pra vê-lo sofrer com asfixia. Por outro lado, alternativa “E” é muito mole, se estivéssemos falando de cardiopatas quem sabe, mas recondicionamento físico com 20% é bem difícil.

Restam duas. A “A”, além de dizer que pode quase qualquer coisa em termos de frequência cardíaca, também peca pelo número de dias da semana pequeno. Só resta a “B”, que é bem razoável mesmo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B