Aeronáutica – EAOT 2002 – Questão 17

17 – A marcha divide-se em fases de acomodação e de oscilação que representam, em porcentagem do ciclo total, respectivamente

a) 60% e 40%

b) 80% e 20%

c) 20% e 80%

d) 40% e 60%

i17

No enunciado “fases de acomodação e de oscilação “, ou também apoio e balanceio. Questões de nomenclatura. Fácil demais, 60-40.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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FCC – TRT 23 2007 – Questão 38

38. Durante a avaliação da marcha deve-se considerar que um ciclo normal se faz em duas fases, a de apoio e a de oscilação. Cada fase representa, num ciclo, respectivamente,

(A) cerca de 60% e cerca de 40%.

(B) cerca de 40% e cerca de 60%.

(C) 50% e 50%.

(D) cerca de 70% e cerca de 30%.

(E) cerca de 30% e cerca de 70%.

andando sobre a agua de verdade

Segundo Sullivan (1993), Marsico e colaboradores (2002) e Perry (2005), o ciclo da marcha é dividido em duas fases, apoio e balanço e dois períodos de duplo apoio.

A fase de apoio constitui 60% do ciclo da marcha (toque do calcanhar, apoio inicial, médio apoio, apoio terminal e pré-balanço). (Sobre a divergência com a resposta correta, leia explicações nos comentários desse post). Nessa fase, os músculos eretores espinhais mantêm a postura vertical, os glúteos máximos previnem a flexão de quadril e o tronco não se inclina em direção à coxa e o quadríceps mantém a extensão de joelho.

A fase de balanço constitui 40% do ciclo da marcha (balanço inicial, balanço médio e balanço final).

O período de duplo apoio é a fase em que os dois pés estão em contato com o solo (Marsico e colaboradores, 2002 e Perry 2005).

O comprimento do passo é a distância longitudinal entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e o apoio do calcanhar contra-lateral no solo.

O comprimento da passada é a distância entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e a volta do apoio desse mesmo calcanhar no solo.

A largura do passo é o distanciamento entre os pés. Estas são as variáveis espaciais. (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A variável temporal da marcha é a velocidade, calculada pela divisão da distância percorrida pelo tempo dispendido.

A cadência é o número de passos dados por minuto (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A velocidade de marcha é uma medida válida e prática da mobilidade e reflete a atividade funcional da vida diária.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 31

31. O ciclo normal da marcha se faz em duas fases: fase de acomodação de posição e fase de oscilação. As etapas da fase de oscilação são:

(A) aceleração, oscilação intermediária e desaceleração.

(B) apoio do calcanhar, aplanamento do pé, acomodação intermediária e impulso.

(C) apoio do calcanhar, oscilação intermediária e impulso.

(D) aplanamento do pé, oscilação intermediária, acomodação intermediária e impulso.

(E) aceleração, apoio do calcanhar, acomodação intermediária e desaceleração.

pe-grande

Qualquer coisa que tenha apoio do calcanhar só pode ser o início da fase de acomodação, ou fase de apoio.

Aplainamento do pé seria o que vem depois disso, só resta uma possível aqui.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 28

28. A marcha patológica resultante da paralisia espástica dos músculos adutores do quadril, a qual faz com que os joelhos se movam em conjunto, de modo que os membros inferiores possam ser levados para frente apenas com um grande esforço, é chamada marcha

(A) escarvante ou do pé caído.

(B) dos flexores plantares.

(C) parkinsoniana.

(D) antálgica.

(E) em tesoura.

tesoura

Paralisia espástica dos adutores do quadril já mata essa questão, não dá para ser nenhuma outra.

Marcha em Tesoura
Paralisia cerebral. Além da hipertonia extensora dos membros pélvicos, há acentuado hipertonia dos músculos adutores, fazendo com que as coxas se unam e os membros inferiores se cruzem para o lado oposto, conferindo à deambulação alternância cruzada em cada passo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 57

57. Durante as atividades funcionais ocorre uma variação do peso do corpo sobre a articulação do quadril. Relacione o tipo de atividade com as variações do peso do corpo.

1. Caminhada em terreno plano
2. Correr
3. Subir escadas
4. Apoio unilateral

( ) cinco vezes o peso do corpo
( ) duas vezes e meia a três vezes e meia o peso do corpo
( ) duas vezes o peso do corpo
( ) aproximadamente duas vezes e meia o peso do corpo

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

(A) 3 – 1 – 2 – 4

(B) 1 – 4 – 2 – 3

(C) 2 – 3 – 4 – 1

(D) 2 – 4 – 3 – 1

(E) 4 – 3 – 2 – 1

quadril

Questão difícil. Inicialmente a alternativa mais óbvia seria a que relaciona a carga mais leve com a caminhada em terreno plano. No entanto o apoio unilateral é a posição que menos sobrecarrega a articulação coxofemoral, o que se deve à isometria da posição, que não ocorre da mesma forma na marcha. Dessa forma temos:

Caminhada em terreno plano: aproximadamente duas vezes e meia o peso do corpo
Correr: cinco vezes o peso do corpo
Subir escadas: duas vezes e meia a três vezes e meia o peso do corpo
Apoio unilateral: duas vezes o peso do corpo

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FCC -TRT 15ª Região 2005 – Questão 51

51. Com relação ao ciclo da marcha é correto afirmar que:

(A) na fase de recepção a trilogia muscular (glúteo médio, quadríceps e tibial anterior) possui papel fundamental para frear e regular o movimento.

(B) na fase de impulso, a participação dos músculos quadríceps femoral e glúteo máximo é desprezível.

(C)) durante a fase de oscilação da marcha é essencial a participação do glúteo médio do membro que se encontra na fase de apoio unilateral conjuntamente com a musculatura oblíqua abdominal contralateral.

(D) a musculatura abdutora e adutora do quadril é fundamental para a estabilidade ântero-posterior.

(E) na fase de impulso e recepção não há participação da musculatura do tronco.

jackson-moonwalk

Essa questão usa termos pouco comuns, mas dá para entender o que se diz impulso(saída dos dedos) e recepção(após o toque do calcanhar). Basta lembrar do teste de Trendelemburg para se confirmar a impostância do glúteo médio na marcha.

Na “A” me parece que a fase de recepção é a fase onde o contole do tibial anterior não se faz mais necessário, caso contrário estaria bem errada essa afirmação. A “B” me parece incorreta.

A alternativa “C” é correta, embora esteja um pouco confusa sobre o contralateral.

Alternativas “D” e “E” incorretas.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 47

47. Em relação aos níveis de amputação dos membros inferiores, na amputação do tipo Syme, o paciente

(A) consegue descarregar todo o peso do corpo sobre a extremidade amputada, permitindo uma condição ambulatória, embora precária, sem o uso de prótese.

(B) possui dificuldades para se adaptar a um calçado convencional, pois esse nível de amputação determina um coto de amputação muito curto.

(C) perde o fim da fase de apoio durante a marcha sobre o lado amputado, quando o ante-pé se desprende do chão, impulsionado pelos músculos flexores plantares, sendo compensado com a utilização de palmilhas especiais para impulsão.

(D) possui um grau de independência definitivamente comprometido, pois não tem condições de vestir a prótese sem auxílio de outra pessoa.

(E) possui descarga de peso, embora parcial do peso sobre a extremidade do coto, favorecendo a protetização e permitindo ao paciente deslocamentos dentro da casa, sem o uso da prótese.

AmputaçãoSyme

Fiquei na dúvida quanto a resposta “A”. A banca fala que o paciente consegue a descarga de peso.Dependendo da fase do PO isso é possível, embora não seja recomendável. Então essa alternativa também responde à questão. Se o enunciado ao menos descrevesse “qual a conduta mais apropriada” ou “qual o esperado”. A alternativa “B” é outra que está um pouco esquisita, pois é evidente que qualquer amputação de MMII vai causar dificuldades para a utilização de calçados convencionais, quando isso for possível. A dúvida é sobre o coto ser curto, o que pela imagem podemos ver que não é tão curto, mas fica uma coisa muito variável.

Apesar dos pesares, a alternativa “E” é realmente mais precisa.

DESARTICULAÇÃO DO TORNOZELO DE SYME

Em 1843, James Syme, professor de cirurgia da University of Edinburgh, descreveu sucintamente sua operação como “desarticulação da articulação do tornozelo, com preservação de um retalho do calcanhar, para permitir a sustentação de peso na extremidade do coto”. Como a almofada do calcanhar é preservada, este procedimento pode ser considerado um tipo de ablação parcial do pé. Sua indicação principal é a impossibilidade de salvar um nível funcional mais distal do pé infectado ou traumatizado com artéria tibial posterior (fonte principal da irrigação sanguínea do calcanhar) normal. Esta operação permite a estes pacientes um retorno muito mais rápido à condição de sustentação de peso do que a artrodese do tornozelo, tendo em vista que não exige a fusão ou ancilose fibrótica dos ossos.

RESULTADO FUNCIONAL ESPERADO DA DESARTICULAÇÃO DO TORNOZELO DE SYME
Como a desarticulação do tornozelo de Syme preserva a sustentação da almofada do calcanhar ao longo das vias proprioceptivas normais, é necessário treinamento mínimo para andar com a prótese. Este nível também poupa mais energia do que o nível transtibial.

É uma amputação realizada com a desarticulação tíbio-társica com uma secção óssea logo abaixo dos maléolos. A sutura dos músculos, tecido subcutâneo e pele é feita na região anterior ao nível distal da tíbia.
Etiologia: vascular, traumática, anomalias congênitas, deformidades adquiridas .
Vantagens: permite descarga distal sobre o coto protetização futura com pé protético marcha precoce sem prótese.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A ou E

Alternativa que indico após analisar: E