VUNESP – IAMSP/HSPE 2011 – Questão 40

40. Com relação à diástase dos retos abdominais após a gestação, está correto afirmar que

(A) nenhum exercício deve ser feito até o fechamento total da diástase.

(B) nenhum exercício deve ser feito até que a separação seja inferior a 4 cm.

(C) somente exercícios corretivos devem ser feitos até que a separação atinja 2 cm.

(D) exercícios abdominais e corretivos devem ser feitos com qualquer tamanho de separação para auxiliar o fechamento.

(E) exercícios abdominais só podem ser feitos quando o fechamento da diástase for total.

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Temos aqui três condutas:

– Observação ou nenhuma conduta

– Exercícios abdominais

– Exercícios corretivos

Posto isto, vamos aos fundamentos da bagaça:

A diástase do reto-abdominal é a separação dos músculos retos da parede abdominal, na maioria das vezes ocorrendo no período da gravidez. Apesar de geralmente detectada pela palpação, a diástase pode ser visível através de uma linha separadora definindo a cavidade no abdômen. O maior ponto de abertura é geralmente no umbigo, mas pode se estender pela extensão total da linha alba, como também ocorrer em casos de separação marcada, o que acontece em casos do peritônio ou fáscia atenuada ou gordura subcutânea e ou pele comprimida (POLDEN; MANTLE, 1997).

O músculo reto abdominal na gestante tem a função de expansão e compressão da cavidade abdominal e das vísceras, além de auxiliarem na respiração puxando o esterno para baixo e diminuindo a pressão intra-abdominal. Isso facilita a liberação do ar de dentro do sistema respiratório para a atmosfera, portanto contribuindo para a manutenção do tamanho da cavidade torácica (KISNER; COLBY, 1998).

O músculo reto abdominal na gestante tem a função de expansão e compressão da cavidade abdominal e das vísceras, além de auxiliarem na respiração puxando o esterno para baixo e diminuindo a pressão intra-abdominal. Isso facilita a liberação do ar de dentro do sistema respiratório para a atmosfera, portanto contribuindo para a manutenção do tamanho da cavidade torácica (KISNER; COLBY, 1998).

De acordo com Polden e Mantle (1997, p. 250), uma separação maior que dois (2)cm deve ser considerada. Essa condição não é exclusiva para mulheres grávidas, mas é vista com freqüência nessa população.

Para Kisner e Colby (1998, p. 589), o tratamento da diástase dos retos consiste em testar todas as mulheres grávidas quanto à presença de diástase dos retos antes de realizar exercícios abdominais e realizar exercícios corretivos para diástase dos retos sem outros exercícios abdominais até que a separação tenha diminuído para dois cm ou menos. Quando isso ocorrer, os exercícios abdominais poderão ser retomados, mas a integridade da linha alba deverá ser monitorada para certificar-se que a separação continua a diminuir.

Referência:

2006; Souza, Cintia Borges de; INCIDÊNCIA DE DIÁSTASE DE RETO ABDOMINAL NO PERÍODO DE PÓSPARTO IMEDIATO EM PUÉRPERAS DO ALOJAMENTO CONJUNTO DO HNSCTUBARÃO/SC; acesso em 16 de maio de 2017.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C