Dicas

paixao

Aqui vou colocar dicas para quem está prestando concursos, sempre que possível adaptando para a fisioterapia o material disponibilizado em outros sites, dando os créditos aos autores das dicas no final do texto, quando não for um texto meu.

O que for novo estará no topo, então se você já viu o primeiro texto não precisa procurar mais abaixo.

Boa leitura!
—————-

Dicas do professor Jubilut

Muito legal esse cara, divertidíssimo!!! Vou postar aqui e na página de dicas esses vídeos dele, são muito úteis.

—————-

Como estudar

Quem não conseguiu se colocar num mercado de trabalho já saturado e não quer se submeter à escravidão proposta pelos convênios, nem quer ser um autônomo que se mata de domingo a domingo perambulando por aí e tendo que negociar preços o tempo inteiro, TEM que estudar pra concurso. Claro, vai trocar a escravidão do convênio pela do setor público, mas é bem melhor ter férias, 13º, licença prêmio e demais benefícios de ser estatutário.

Estou desenvolvendo uma forma de fixar o conteudo de concursos para fisioterapia, devo levar mais algumas semanas para concluir e fazer algo bem feito, que será eficiente e bem barato. Separado por temas, será composto de um resumo e um questionário esmagador, por isso o nome de “Fisiodesafio”.

Vou deixar uma dica de vídeos, que na verdade é vídeo para vestibular, mas esses vídeos são como estudar, revisar, e tudo mais. Vale a pena conferir!

————————————————————

Tomo a liberdade de deixar aqui uma dúvida da Bethânia que deve ser comum a muita gente.
voltas

Bethania perguntou em 12 de agosto de 2014:

Oi André, adorei seu blog, olha só queira que vc me desse uma dica quanto as aulas pela net, vc conhece alguma muito boa.Vi essas xxxxxxx e xxxxxxx. Vc conhece?? Quanto ao material de estudo vc indicaria algum livro?? Vi esse material kit-c-todas-as-apostilas-detail.html. Vc conhece??

Minha resposta no mesmo dia:

Bethânia, editei seus links porque aqui não promovo sites que visam lucro de qualquer espécie. As próprias propagandas que aparecem aqui no meu site são por conta da administradora do blog, a WordPress, que precisa ganhar dinheiro de alguma forma enquanto eu não pagar anuidade para eles, o que talvez aconteça com o tempo. Aí então os anúncios eventuais, muitos deles esquisitos em inglês, somem.

Sobre cursos para concursos de fisioterapia, nunca fiz, não os conheço e não vejo necessidade. Veja bem, o material que cai nas provas é o conteúdo da graduação. Se você dominou todo o conteúdo do seu curso, não precisa estudar por cursinhos, pode treinar por provas e fazer os concursos que aparecerem.

Se você não dominou todo o conteúdo da graduação, categoria à qual me encontro e talvez se encontre todo fisioterapeuta que conheço, você tem muito o que estudar, não é necessário gastar com isso. Resumos só fazem sentido para quem os fez, a própria palavra diz o que são. O que adianta estudar por resumos se você não os elaborou e não estudou o assunto? Mero decoreba.

Para mim, veja bem, é opinião pessoal e não sou nenhum guru de concurso, a melhor forma de estudar para concurso de fisioterapia é a seguinte:

– estudar e fazer resumos de todo o conteúdo da graduação, inclusive material de anatomia e fisiologia;

– estudar e fazer resumos das matérias de português, SUS e qualquer outra que for cair nas provas;

– resolver questões de provas anteriores e, na correção, diferenciar quais questões você errou por desatenção e quais questões você errou por não dominar o conteúdo. No primeiro caso, ignore esses erros e preste mais atenção. Já no segundo caso, estude o assunto da questão até entender o porquê você errou;

– estudar em blogs de malucos que têm tempo disponível para postar bobagens na rede, como o tal do blog questões de fisioterapia comentadas. E quando fizer isso no computador ou celular, dosar o tempo em redes sociais, são uma das formas mais sutis e eficientes de se autossabotar.

– fazer um planejamento progressivo e realista. Dosar o conteúdo de fisioterapia com as demais matérias, de acordo com o peso que terão. Estudar muito os resumos na semana anterior da prova. Se você não tem os resumos prontos a uma semana da prova, então não estudou o suficiente e vai na sorte.

– sempre realizar simulados antes das provas, com o mesmo número de questões da prova ou até um pouco mais, nunca menos. É uma questão de se preparar fisicamente para o desgaste da prova, é preciso utilizar questões que você ainda não resolveu, no mesmo horário da prova, e não levantar da cadeira nem para ir ao banheiro. Isso vai dar uma visão real de suas possibilidades de aprovação e do resultado do estudo realizado, além de dar tranquilidade com relação ao tempo para resolver as questões e o cansaço em casos de provas com muitas questões.

– ter estratégia previamente montada para resolver a prova. Se você gosta de questões de português e sempre vai bem nessa matéria, pode optar por começar por ela e ter mais tempo para as demais, ou deixá-la por último para não se cansar antes de resolver questões mais difíceis. Eu não gosto de pular as matérias, prefiro resolver tudo de uma matéria antes de ir para outra e prefiro começar pelas questões de fisioterapia, mas cada um deve saber o que é melhor para esse momento. Seja qual for a estratégia, a siga à risca da mesma forma como fez no simulado.

– fazer todo o concurso que você puder de bancas respeitáveis como a VUNESP ou a Fundação Carlos Chagas, e fazer concursos menores mesmo que a banca seja dessas fraudulentas de quinta categoria. Nesse último caso, mesmo que o primeiro colocado seja parente do vereador ou do prefeito (o que infelizmente acontece muito e quem paga o pato é a população que vai ter que ficar com um profissional mal-caráter e incompetente para passar por mérito) você estudou e está cada vez mais perto de uma vaga melhor que essa de concurso armado. Essa, a meu ver, é a melhor forma de gastar dinheiro com concurso, muito melhor que gastar com cursinhos pela internet. Dessa forma se fixa o conhecimento numa situação real, mesmo ficando em último lugar você aprende;

– outra forma mais interessante de gastar dinheiro seria comprar livros que abordam esse universo de concursos de maneira mais geral, como técnicas de estudo e memorização, e organização para os estudos. São os pilares fundamentais, estão nas dicas do William Douglas,

Mas veja, se dinheiro não é problema e você quer ter acesso a todo o material que você encontrar para poder selecionar qual mais lhe agrada estudar, sem problema, mas não vejo esses cursos como grande vantagem.

Abraço,
André.

Vídeo do William Douglas

Ex-concurseiro, o Juiz federal ensina técnicas de estudo e dá dicas de motivação.

*Como Passar em Concursos

foca-nos-estudos

ANÁLISE DO EDITAL
Ele não só define a taxa de inscrição e datas dos testes, como estabelece todas as regras do jogo. Portanto, é interessante ler com muita atenção o edital, para saber:

1. PONDERAÇÃO
Qual o peso de cada matéria. A ponderação das notas das provas define quais as matérias que se deve estudar mais.

2. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A fórmula pela qual será computada as notas, complementa a noção que se precisa ter sobre o que é mais importante para os avaliadores. A fórmula geralmente valoriza determinadas matérias, comparando o número de questões acertadas com aquelas incorretas. Sempre, quanto mais se acerta e menos se erra, melhor. O programa do que é exigido em cada matéria deve ser considerado à risca

3. CRITÉRIOS DE DESEMPATE
No edital, também ficamos conhecendo quais serão os pontos fortes quando atingirmos uma nota igual a de outros candidatos. Normalmente, os critérios de desempate valorizam as pessoas de maior idade e que obtiveram maior nota nas provas de conhecimentos específicos. Assim, os candidatos de idade avançada podem até levar vantagem.Os deficientes físicos já saem ganhando nesse item, pois são sempre reservadas vagas exclusivamente para eles

4. CRITÉRIOS DE DESCLASSIFICAÇÃO
Atenção para os procedimentos que podem desclassificar sumariamente o candidato, como utilizar calculadoras, portar livros na hora da prova e, principalmente, atingir o ponto de corte.

* COMO SE PREPARAR PARA SER APROVADO
A aprovação em concursos públicos exige muito empenho, determinação e um contínuo processo de preparação. As provas estão cada vez mais complexas e a concorrência, mais acirrada. São dezenas, centenas e, algumas vezes, milhares de candidatos por vaga. Mas todo candidato deve ter em conta que, para si, basta uma vaga.

Disciplinas cobradas
Variam de concurso para concurso, de acordo com o cargo e o âmbito (municipal, estadual, federal). Basicamente, em cargos de fisioterapeuta devemos sempre estar estudando português, legislação do SUS e fisioterapia. Mas podem ser cobradas disciplinas básicas: Língua portuguesa, interpretação de texto, matemática, raciocínio lógico, atualidade e conhecimentos gerais, noções de direito (especialmente Direito Constitucional), conhecimento do regimento interno do órgão que está promovendo o concurso. Redação, conhecimento das leis que regem o funcionalismo público ou informática.

Estudar até passar
A ordem dos especialistas não é estudar para passar, mas “estudar até passar”. Esperar a publicação do edital para adquirir material especifico para determinado concurso não assegura a formação suficiente para concorrer em pé de igualdade com candidatos que vêm se preparando há meses ou até anos para disputar a mesma vaga. Por isso, o processo de estudo deve ser continuo, independente de estar inscrito ou não para concurso.

Como estudar
O mais eficaz é estabelecer uma rotina diária dedicada exclusivamente ao estudo e segui-la regulamente, o que exige uma boa dose de concentração e disciplina. Quem trabalha e/ou optou por estudar em casa precisa redistribuir os horários das tarefas cotidianas para reservar pelo menos três horas diárias à preparação. Em geral, não é preciso sacrificar outras atividades, mas priorizá-las de acordo com o interesse maior – no caso, ser aprovado num concurso público. Respeitar o relógio biológico. Cada pessoa deve saber em qual período do dia é capaz de fixar o conteúdo com mais facilidade. Estudar em momentos de cansaço ou em véspera de prova, não é produtivo.

Praticar
Em toda preparação, é fundamental resolver exercícios e mais exercícios para testar ou reforçar o conhecimento. Além dos exercícios contidos no material de estudo, o ideal é buscar por provas de concursos recentes, para ficar por dentro do que tem sido exigido. É recomendável resolver as provas aplicadas por variadas bancas examinadoras, pois os critérios de formulação e avaliação de cada uma são diferentes. Assim, o candidato se familiariza com o que cada banca exige.

Antes da prova
Além de ficar atento à confirmação da inscrição e as datas e locais de prova, alguns cuidados ajudam o candidato a amenizar a ansiedade e a evitar tropeços na hora H.
É recomendável, sempre que possível:
Conhecer o local da prova com antecedência.
Procurar equilibrar o sono e a alimentação dias antes da prova.
Certificar-se de que a documentação está correta.
Evitar atrasos, especialmente os provocados pelo trânsito.
Usar sapatos e roupas confortáveis.
Levar um relógio (exceto digital), água e algum alimento, como barras de cereais e chocolate.
Não perder tempo em questões que parecem ser muito difíceis. Se necessário, passar para a próxima e, no final, retornar à questão que ficou para trás.
Reservar de 30 a 40 minutos para o preenchimento do cartão resposta.

A Preparação para o concurso é muitas vezes completamente desconsiderada:

DIA DA PROVA

1. LOCAL
Visite com antecedência o local aonde os teste serão realizados. Muitas pessoas se perdem ou vão para locais errados, atrasando-se ou até não conseguindo realizar a prova. Trace minuciosamente o roteiro que vai seguir de casa até o local de testes, para evitar atropelos

2. HORÁRIO
Outra questão onde seu nervosismo pode lhe trair é quanto ao horário da prova. Sempre saia com antecedência de casa, para estar cedo no local dos testes.
Os horários de máximo de chegada e de fechamento dos portões devem ser observados. Assim como, a hora de encerramento. Todos constantes no edital.
Como a tendência é exigir muito em pouco espaço de tempo, não se desligue do tempo, mas faça as provas com atenção

3. ALIMENTAÇÃO
Evite comer demais, ou mal, antes da prova, para não sofrer congestões ou disenterias. Também não faça a prova com fome. Algumas pessoas se precavém levando lanches e água mineral, para evitar imprevistos na hora do teste

4. MATERIAL
Confira o que é necessário levar para a prova, antes de sair de casa. Tanto os documentos e canetas, exigidos no edital, como os objetos de sua necessidade, como guarda-chuva e relógio (para cronometrar o tempo da prova) – de preferência o mesmo que utilizou para os exercícios
*Caso o edital não permita telefones celulares, bips, etc, é importante atentar para não ser desclassificado

NA HORA DA PROVA

1. TEMPO
Controle o tempo de resolução da prova, de acordo com o tempo total disponível e o grau de dificuldade encontrado nas questões: Resolva primeiramente (dedicando mais tempo) a prova com mais peso para a pontuação final. Em cada prova, deixe as questões mais difíceis para o final.
Não se esqueça de considerar o tempo para, ao final, fazer a revisão geral das respostas, preenchimento da folha de respostas e revisão desse preenchimento

2. REVISÃO
Alguns pontos podem ser “salvos” na última hora, justamente na revisão, ao final da resolução de todas as questões. Confrontando o que foi solicitado com o sua resposta, para evitar o erro muito comum) de marcar a questão correta, quando o que se pedia era a incorreta

3. FOLHA DE RESPOSTAS
Também é frustrante preencher incorretamente a folha de respostas ou deixar de passar para ela uma questão que se sabia a resposta correta
A ideia é conseguir uma boa colocação. O período de validade do concurso e a prorrogação desse prazo, o remanejamento de candidatos, o aparecimento de novas vagas, desistências ou desclassificação de concorrentes, com o tempo, serão os fatores de “sorte” que se encarregarão de reclassificar o candidato.

* O que fazer um dia antes da prova?

roer unhas-onicofagia

O que fazer um dia antes da prova? Avalie seu perfil e descubra!

É comum o candidato tornar-se refém do nervosismo no dia da prova. Há quem diga que comer chocolate resolve, outros garantem que bastar ter uma boa noite de sono, mas quando se trata do dia em que serão avaliados os conhecimentos apreendidos, tudo fica turbulento. Por vezes, o candidato sente uma perda de foco, mas existem meios eficazes de relaxar e ter uma boa concentração, até porque a insegurança que este dia traz é, por vezes, assustadora. A bem da verdade, o dia anterior à aplicação da prova pode ser aproveitado de várias maneiras. O mais importante, segundo especialistas, é saber que há várias receitas possíveis, cada uma delas recomendada para um determinado perfil de concurseiro. O fundamental, mesmo, é descobrir qual comportamento é mais adequado ao seu estilo de vida. Condizente com a sua ‘temperatura’ enquanto candidato.

Há, por exemplo, quem opte por revisar o caderno de anotações ou tirar as últimas dúvidas sobre a matéria pendente, o que deixou para a última hora. Isso pode até funcionar com alguns. Certamente, não com todos. Com a ajuda do professor Diego Amorim, a FOLHA DIRIGIDA apresenta dez comportamentos habituais usados pelos candidatos no dia que antecede a prova; com os seus prós, contras e riscos. O entrevistado ainda revela alguns truques práticos para que você, caro leitor, possa adequar-se ao comportamento que julgar mais adaptável ao seu estilo de vida. Quer dizer, ao seu estilo de preparar-se para os concursos de sua vida. Confira!

 

1) Vou tirar o dia para fazer nada! Me desligar do mundo… Fingir que amanhã é um dia normal e que não estou preocupado…

Perfil de candidato: Essa atitude serve para aqueles que conseguem lidar com a ansiedade e fazer outras coisas que não seja estudar na véspera. Um cinema, um teatro, saídas leves com namorada, mulher, filhos. Porém, para aqueles que são mais ansiosos, essa postura pode ser prejudicial, pois trará ainda mais ansiedade e maior sensação de que poderia ter feito mais.

Prós e contras: Deixar o cérebro ‘descansar’ dos estudos é algo primordial na véspera. O contra é perder um dia a mais de estudos e a possibilidade de ativar a memória volátil – aquela que dura 48h segurando as informações.

Como treinar: Para se treinar esse comportamento de deixar tudo e relaxar na véspera da prova, o candidato tem de tirar um dia inteiro durante seus estudos e se desligar totalmente dos estudos. Passar o dia com quem mais gosta e fazendo o que mais gosta de fazer.

 

2) Vou aproveitar para me dedicar à atividade de lazer de que mais gosto: ir à praia, ao cinema…

Perfil de candidato: Indicada para os que sentem prazer em determinadas atitudes, como cinema, jantares, rodas de conversas. Não indicado aos que não possuem grandes paixões de lazer, ou para aqueles cujas ‘paixões’ incluam álcool, pois isso desestabiliza o dia seguinte inteiro, física e mentalmente.

Prós e contras: Esta atitude é congruente com a anterior, em que se desliga dos estudos e se faz o que mais gosta. Isso faz com que os conhecimentos se sedimentem melhor. Ter horas de lazer antes da prova baixa a adrenalina do momento da prova.

Como treinar: Pode-se ‘treinar’ esta atitude tirando pequenos momentos de estudo para ter lazer. Exemplo: num sábado à noite, no lugar de livros, um filminho para se relaxar. Assim, na véspera, ajuda a fazer essas coisas com mais liberdade.

 

3) Vou praticar esporte, gastar energia ao máximo para ‘aliviar a tensão e o estresse’…

Perfil do candidato: Para os que praticam exercícios regularmente. Para os que não se exercitam, não é uma boa ideia, pois pode acontecer uma lesão ou mesmo o corpo responder com cansaço fora do comum, prejudicando o desempenho na prova.

Prós e contras: A adrenalina do esporte faz com que o corpo se adapte melhor à pressão da prova. Lesões, dores e cansaço podem ser os contras nesse comportamento, o que prejudica o desempenho.

Como treinar: Treina-se para esta atitude procurando fazer exercícios com frequência. Isso ajuda a manter o foco e a irrigar o cérebro, proporcionando maior absorção de conteúdos.

 

4) Vou fazer uma leitura leve de todo o conteúdo, uma espécie de revisão geral…

Perfil do candidato: Importante para os que têm certeza de que já estudaram muito e é hora de manter os conteúdos vivos para a prova. Os muito ansiosos devem relaxar um pouco com matérias menos pesadas e mais tranquilas de se ver.

Prós e contras: A atitude de revisar o conteúdo deve ser acompanhada da consciência de que se fez o melhor durante toda a caminhada de estudos e de que é hora apenas de passar por matérias mais importantes e mais valiosas para a prova. A escolha deve permear o peso das disciplinas e o prazer que se tem em estudá-las.

Como treinar: O treino para isso deve ser constante durante a jornada. Toda semana deve-se revisar o conteúdo para que não se acumule em excesso para a véspera.

 

5) Vou acelerar o ritmo de estudo para cumprir o máximo que falta do conteúdo programático! Tenho que saber tudo!

Perfil do candidato: Esta atitude serve para os que estudam há muito tempo e têm sedimentado vários conteúdos e precisam apenas de ajustes e toques de como se fazer a prova. Para os que têm ainda uma caminhada curta é temerário estudar tudo na véspera.

Prós e contras: É perigoso. Não se pode saber tudo. Se essa sensação chega ao candidato, ele crê que não mais precisa estudar. Procurar saber o máximo, com a maior precisão possível, é o foco ideal. A busca deve ser pelo saber em si e não por algo fora dele.

Como treinar: Durante os estudos, com as revisões periódicas. Quanto mais se treina, revisar por completo conteúdos. Mais se conseguirá fazer isso na véspera.

 

6) Vou dedicar-me somente ao reforço do estudo dos temas mais importantes ou daqueles nos quais tenha maior dificuldade…

Perfil do candidato: Para aqueles que não possuem muitas dúvidas e estudam quase que sempre os pontos fracos.

Prós e contras: Ter a atitude de estudar os pontos fracos, aqueles em que se tem mais dificuldade, deve ser quase diária, assim elas não serão tão difíceis para a véspera. Para os que ainda têm muitos pontos frágeis, revisá-los na véspera pode ser temerário.

Como treinar: Estudar pontos mais importantes ou mais fracos é captar as matérias que são mais pontuadas na prova. Elas farão a diferença no final.

 

7) Vou estudar em grupo, trocar experiências com colegas ou sanar as últimas dúvidas com o professor…

Perfil do candidato: Para os que têm dúvidas claras e podem resolvê-las é bastante proveitosa essa atitude. Mas para os que ainda não sabem direito quais dúvidas têm ou mesmo os que querem tirar todas as dúvidas do mundo, essa atitude é prejudicial, pois cria expectativa de resolver tudo em 24h. E isso é impossível.

Prós e contras: Na véspera, podem-se tirar as dúvidas com colegas mais experientes, mas não force nada, apenas tenham o mesmo pensamento de estudar em conjunto. Tirar as últimas dúvidas advindas dos estudos pode fazer com que o relaxamento para a prova seja maior.

Como treinar: Treina-se isso criando-se uma rede de contatos importante para a véspera, formada por candidatos e professores dispostos a ajudar.

 

8) Vou resolver questões de provas anteriores. Afinal, essa é uma ótima forma de fixação do conteúdo!

Perfil do candidato: Fazer as provas anteriores da mesma banca é bom para os que têm esse costume já enraizado. E é prejudicial para os que pensam em fazer isso somente na véspera.

Prós e contras: É bom como forma de conhecimento da prova, mas isso pode assustar muito, pois o contato com conteúdos é normal, mas com o jeito de cobrá-los diferenciado pode amedrontar o candidato.

Como treinar: O treino para a revisão de véspera deve ser acompanhado de comentários ao gabarito, pois um simples erro pode frustrar o candidato que não encontrar uma resposta.

 

9) Vou fazer uma espécie de retiro espiritual. Tentar ficar centrado, concentrado para a prova!

Perfil do candidato: Excelente para os que conseguem meditar, pensar nas atitudes que terão durante a prova. Visualizar as matérias, a prova, as próprias atitudes no decorrer da prova. No entanto, essa atitude pode frustrar muito o candidato que não costuma fazer isso com frequência, ele pode visualizar erroneamente ou mesmo não visualizar sua vitória. Isso deprime e desencanta.

Prós e contras: Tão boa atitude quanto à de se desligar completamente. Meditar para a prova, concentrar-se para o dia, fazer com que suas energias fluam para o dia para o qual se preparou durante meses.

Como treinar: Treinar meditação durante a preparação faz com quem se acostume a fazê-lo ao seu jeito, cada um tem uma forma diferente de pensar. Ache a sua e comece agora. Assim na véspera, a concentração será sua aliada.

 

10) Ah, pra falar a verdade, não sei o que fazer. Estudei quase nada, bem menos do que devia…

Perfil do candidato: Não é indicado para nenhum candidato! Adotar essa postura serve apenas como forma de conhecimento e pequisa para a próxima prova. Uma espécie de test-drive nos concursos!

Prós e contras: Quando se estuda quase nada, bem menos do que deveria, o que se tem a fazer na véspera é reconhecer que a prova será, no máximo, um teste para a próxima.

Como treinar: Uma espécie de pesquisa dos pontos que se deve estudar e trabalhar para não repetir no próximo concurso. A primeira lição deve ser a de aprender a planejar os estudos. Relaxe e encare sua prova como a primeira etapa para a próxima avaliação, rumo ao sucesso.

Fonte: Folha Dirigida

 

* Dez dicas para concursos

dicas

1ª Dica: Dicas para obter Motivação

MOTIVAÇÃO

A primeira atitude de que alguém precisa para passar em concursos é a motivação. Uma pessoa motivada é mais feliz e produtiva. Motivação é a disposição para agir, podendo ser entendida simplesmente como “motivo para a ação” ou “motivos para agir”.

Você precisa de motivação. Ela é quem nos anima e ela é quem nos faz “segurar a barra” nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém… isto você já sabe. O que todo mundo quer saber é:

Como conseguir motivação?

A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir, crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente.

A primeira motivação é você: cuidar bem de si mesmo, ser feliz. Costumo dizer que você vai passar o resto da vida “consigo”, que pode se livrar de quem quiser, de qualquer coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cuidar bem de sua mente, corpo e projetos, sonhos, futuro.

Mas existem outras motivações.

Deus: Deus pode ser uma fonte de ânimo e consolo, de força para viver e prosseguir. Além disto, se você for uma pessoa com sucesso profissional e capaz, poderá servir mais ao trabalho para sua divindade.

Família: Ajudar a família, ter dinheiro e tempo para o parceiro amoroso, filhos, pais, irmãos, é uma das mais fortes injeções de disposição para o estudo e o trabalho.

Riqueza: Existem muitas formas de riqueza, sendo o dinheiro a menor delas. Paz, saúde, equilíbrio, família, sucesso, fama, ser benquisto e admirado, tudo isto são formas de riqueza, que podem ser escolhidas por você e servirem como estímulo.

Dinheiro: O dinheiro nunca deve ser o motivo principal de uma escolha, mas é perfeitamente lícito e digno a pessoa querer ganhar dinheiro. Basta que seja dinheiro honesto. O dinheiro serve para comprar muitas coisas úteis e prazerosas. Assim, se você quer estudar para ter mais dinheiro para gastar, tudo bem, é um bom motivo.

Tempo: Quanto melhor você estudar e quanto mais resultado tiver, mais tempo você terá para fazer outras coisas. E as fará com mais tranquilidade e segurança.

Resolver problemas: Conheço amigos para os quais o concurso serviu para resolver problemas. Um deles, o Professor Carlos André Tamez, do Curso Aprovação, estudou para ser Auditor da Receita, pois morava no Rio de Janeiro e sua amada, em Curitiba. O concurso serviu para ele poder trabalhar na cidade que desejava. E conheço uma amiga para quem o concurso serviu para poder se separar sem depender de pensão do ex-marido. Para outro, o concurso foi a fonte de dinheiro para montar seu consultório dentário.

Segurança: O estudo e o concurso trazem segurança, seja a de ter alternativas, seja a de ter emprego, dinheiro, aposentadoria etc. São bons motivos.

Motivação é tarefa de todos os dias!

Entenda que todo projeto de longo prazo terá momentos de grande ânimo, momentos normais e momentos de desânimo, e vontade de desistir. Sabendo disso de antemão, procure se preparar para os dias de baixa: eles virão e você vai precisar aprender a lidar com eles.

A motivação deve ser trabalhada diariamente. Todos os dias você pode e deve lembrar dos motivos que o estão fazendo estudar, ter planos, persistir. A motivação deve ser redobrada nos momentos de crise, de desânimo e cansaço. Em geral, ela vai segurá-lo. Algumas vezes, você vai “surtar”, ter uma crise e parar um tempo. Tudo bem, tenha a crise, faça o que quiser, mas volte a estudar o mais rápido possível. De preferência, recomece no dia seguinte.

Dicas de motivação

1) Você pode criar técnicas para se animar. Eu usava uma xerox do contraqueche (hollerith) de um amigo que já tinha sido aprovado. Quando eu começava a querer parar de estudar antes da hora, olhava o contracheque que eu queria para mim e conseguia continuar estudando mais um tempo. Conheço gente que tem a foto de um carro, de uma casa, uma nota de 100 dólares, a foto de onde quer passar as férias de seus sonhos. E tem gente com foto da esposa, do marido, dos filhos.

2) Outra dica importante: esteja perto de pessoas com alto astral, animadas, otimistas, e de pessoas com objetivos semelhantes. Evite muito contato com pessoas que não estejam trabalhando por seus sonhos, que vivam reclamando de tudo, que não queiram nada. Escolha as pessoas com as quais você estará em contato e sintonizado. O canarinho aprende a cantar, ouvindo outro canário. E canários juntos cantam melhor. Esteja perto de quem cante ou goste de cantar.

Motivação: dor ou prazer. O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor. Quando alguém deixa de saborear uma apetitosa sobremesa, pode estar querendo evitar a dor de engordar; quando a saboreia, está buscando o prazer do paladar. Há pessoas que estudam para evitar dor (nota baixa, reprovação, fracasso) e pessoas que estudam para obter prazer (aprender, saber, acertar, crescer, ter sucesso na prova etc.). Embora o objetivo seja o mesmo (estudar), a motivação pode ser completamente diferente. Acontece que, comprovado em 23 anos de estudo e experiência, mesmo com um objetivo idêntico (por exemplo, passar no vestibular ou concurso público), o desempenho de quem tem motivação positiva (buscar prazer) é bastante superior ao daquele que atua por motivação negativa (evitar dor).

2ª Dica: A eterna competição entre o lazer e o estudo

Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração pensando nos momentos de lazer, e todo mundo já deixou de aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa, remorso mesmo, porque deveria estar estudando.

Esta inversão de fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, stress e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da perda de prazer nas horas de descanso.

Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, contatei que os três problemas mais comuns de quem quer vencer na vida são estes:

  • medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
  • falta de tempo e
  • a “competição” entre o estudo ou trabalho e a praia, cinema, namoro, etc.

E então, você já teve estes problemas?

Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso?

Este e outros problemas atormentavam-me quando eu era estudante de Direito e depois quando passei a preparação para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes!

Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 12.000,00/mês, com status e estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc.

Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode “dar a volta por cima”.

Dá para, com um pouco de organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum stress. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a tradicional imagem da pessoa trancafiada estudando 14 horas por dia.

O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas, etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:

1º) Clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;

2º) Técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;

3º) Técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece mas que podem ser aprendidos.

O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e mais sucesso em provas escritas e orais (inclusive entrevistas).

Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão aumentar seu desempenho. Para melhorar a “briga” entre estudo e lazer , sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta um pouco de disciplina e organização.

O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir como uma “prisão”, este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que quer dar mais tempo e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo você vai ver que isto funciona.Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou namoro. Sem isso, o stress será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o seu rendimento final no estudo aumenta. Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar “mensagens” sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento, e o prazer e relaxamento das horas de lazer.

Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o stress e aumentar o rendimento, em tudo.

3ª DICA: Dez dicas importantes para fazer uma prova (concurso público)

A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranquilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranquilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração.

Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo calmante. Procure manter-se em estado alfa, ou seja, combine calma e atenção.

Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize-se calmo e tranquilo. Lembre-se que “treino é treino e jogo é jogo” e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, de ir para o campeonato.

Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade. Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir “fazer prova” como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranquilos, calmos e onde podemos render bem.

Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo: passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é o bom, o melhor, o “sabe-tudo”. O objetivo é acertar as questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar feliz se acertar o mínimo para passar.

Só isso.

A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle do tempo. Para passar lembre-se que você precisa responder aquilo que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado de cada questão.

Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final seja objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o assunto e estabeleça relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. “Florear” a resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que lhe parecer melhor.

Evitar vaidades ou “invenções”. Muitos querem responder o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso.

Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze uma opinião diversa.

“Teoria do consumidor”. Além desses cuidados, temos que ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura.

Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto.

Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e pragmático.

Pragmatismo, anote-se, é a “doutrina segundo a qual a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação”.

O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do examinador.

Se o seu professor só considera correta uma posição, devemos ter cuidado ao responder pois a prova não é a ocasião mais adequada para um enfrentamento de ideias, até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande desigualdade de forças. Existem os momentos adequados para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é absolutamente indispensável, desde que na hora certa.

4ª DICA: Fazendo Provas

A realização de provas exige cuidados específicos para cada momento, que serão objeto de nossa atenção a partir de agora. Cada fase da preparação ou da prova tem suas técnicas. Não se assuste, achando que são muitas: como a técnica ajuda, quanto mais técnicas melhor.

A técnica da prática: aprenda a fazer, fazendo.

Aconselho o leitor a treinar o mais que puder a realização de provas. A experiência constitui um excelente trunfo na hora de um campeonato ou de um concurso.

Estes anos correndo o país me mostraram que pouca gente treina fazer provas. E esta é a grande dica: faça provas. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus alunos a treinarem fazer provas, os candidatos que passam são os que treinaram fazer provas.

Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que treine fazer provas e questões e que se inscreva em concursos para a área que deseja. Para os simulados, recomendo a você resolver questões e provas da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo, periodicamente, fazer um concurso simulado, reprisando o tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e, claro, utilizando provas de concursos anteriores. Falemos mais um pouco sobre este importante item.

VÁ FAZER AS PROVAS. Há pessoas que deixam de fazer uma prova por não se considerarem “preparadas” e deixam de adquirir experiência e até mesmo, algumas vezes, ser aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se preparar, vá fazer as provas. Se for para alguém dizer que você ainda precisa estudar mais um pouco antes da aprovação, deixe que a banca examinadora o faça. Quem sabe o dia da prova não é o seu dia? Asseguro que, pelo menos, você irá adquirir experiência, ver como está o seu nível, como é estar “no meio do jogo” etc. Ao chegar em casa, procure nos livros as respostas: a fixação daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua expectativa, não desanime: apenas continue estudando e agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: a gente normalmente “apanha” um pouco antes de começar a “bater”.

TREINE EM CASA. Mesmo que você não tenha como fazer as provas, é possível adquirir boa parte dessa experiência em casa, treinando. Reúna provas de concursos anteriores ou comercializadas através de cadernos de testes e livros, separe o material de consulta permitido pelo Edital, o número de questões, o tempo de prova, etc. E faça a prova! Tente simular uma prova do modo mais próximo possível daquele que irá encontrar no dia do concurso. Aproveite esses “simulados” para aprender a administrar o tempo de prova.

TREINOS ESPECIAIS. Depois de algum treino, passe a ficar resolvendo mais questões por um tempo um pouco maior (p. ex., uma hora a mais) do que o que terá disponível no dia da prova, o que serve para aumentar sua resistência.

Outro exercício é resolver questões em um tempo menor, aumentando a pressão. Por exemplo, se a prova terá 4 horas para 50 questões de múltipla escolha, experimente tentar responder esse número de questões em 3 horas ou 3 horas e meia. Em seguida, responda a outras questões até completar o tempo de 4 horas. Se você está acostumado a resolver questões com uma pressão maior do tempo e com uma longa duração (5 ou 6 horas, por exemplo), ficará mais à vontade em provas em condições menos severas. Contudo, à medida em que a data do concurso for se aproximando, passe a realizar mais provas simuladas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.

5ª DICA: Mudança de paradigma

Se você está acostumado a pensar numa prova apenas como aluno, aprenda a mudar esse paradigma. Você também precisa ver a prova com os olhos do examinador. Se um médico, um engenheiro, um advogado e um político virem uma ponte ruir e pessoas se ferirem, é possível que haja quatro modos de avaliar o fato: um pensará em socorro médico, outro em qual foi a falha na construção, outro em ações de indenização, e o último em mais um ponto de sua plataforma eleitoral.

Enquanto você não aprender a ver a prova não como quem quer acertar (o aluno) mas como quem quer ver se está certo (o examinador), as suas provas terão menos qualidade.

Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros olhos e isto facilitará seu desempenho quando reassumir o papel de aluno. Treine para fazer provas orais reparando a postura e respostas do colega como se você fosse da banca.

Humildade intelectual

Nunca despreze uma ideia nova ou uma opinião sem meditar e refletir.

Nunca despreze uma ideia por causa de sua fonte, por exemplo, por ser de alguém que você não gosta, ou que é pobre, ou que é de outra raça, ou de outra religião, ou de outro estado, ou de outro sexo, ou de outra qualquer coisa. Avalie as ideias pelo seu valor e não pela sua origem ou roupagem.

Além disso, é preciso conhecer o que há, o que já existe, nem que seja para sustentar uma tese inteiramente nova. Caso contrário, pode ocorrer aquela história onde um ateu foi para o Clube dos Herejes e, na portaria, perguntaram-lhe se havia lido a Bíblia, o Talmude, etc. O ateu disse que não leu nada porque era ateu, e o mandaram para o Clube dos Ignorantes.

Resumos e cores

Ao estudar faça resumos, esquemas, gráficos, fluxogramas, anotações em árvore, mencionados no item abaixo. Organize-se para periodicamente, ao estudar a matéria, reler os resumos que tiver preparado. Uma boa ocasião é fazê-lo a cada vez que for começar a estudar a matéria. Quando o número de resumos for muito grande, divida-os de forma a que de vez em quando (semana a semana ou mês a mês) você dê uma “passada” por eles. Essa revisão servirá para aumentar de modo extraordinário seu aprendizado e memorização.

O uso de mais de uma cor em suas anotações é proveitosa, pois estimula mais a atenção e o lado direito do cérebro. Alguns alunos gostam de correlacionar cores com assuntos ou com referências. Por exemplo, o que está em vermelho são os assuntos mais “quentes” para cair, o que está em azul são exceções, princípios na cor verde, e assim por diante. Dessa forma, as cores também funcionam como uma espécie de ícone.

SQ3R

Morgan e Deese mencionam estudos feitos pela Universidade de Ohio nos quais se identificou aquele que seria o melhor método de estudo: o SQ3R. Este eficiente método pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros, sendo referido por praticamente todos os livros que tratam do assunto (metodologia, aprendizado, leitura dinâmica, memorização, etc.).

Nesse sistema nós reaprenderemos a ler, agora não mais em um passo, mas em cinco. Por demorarmos mais tempo para ler com o SQ3R, aparentemente estará havendo “perda” de tempo. Mas isso é só aparência. Embora se leve um pouco mais de tempo, o ganho de fixação é tão superior que compensa com sobras o esforço de aprender esta nova dinâmica de leitura, em fases. É claro que o leitor só usará este sistema quando achar conveniente, ficando ele como mais um recurso disponível.

As duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a curiosidade mental e dar uma noção do que se busca, servem para “abrir” o cérebro e “arar” a terra onde serão lançadas as novas informações.

As três fases seguintes (3R), que correspondem a três formas diferentes de se ler, correspondem a três momentos de fixação cerebral, um complementar do outro.

O conjunto facilita o estabelecimento mental de relações e associações, a apreensão, a memorização e a “etiquetação mental”. Em resumo:

1º – Defina o que você está procurando ou quer aprender.

2º- Formule perguntas e questões.

3º – Leia o texto rapidamente, prestando atenção aleatoriamente a termos isolados, lendo os títulos e subtítulos, reparando as figuras, as notas, os termos em negrito. Essa leitura é um “voo geral” sobre o que será lido em seguida.

4º – Leia tradicionalmente, com atenção, e, se quiser, sublinhando o que achar mais importante.

5º – Releia o texto, revisando o que for mais importante. Veja se respondeu às perguntas formuladas de antemão. Reforce os pontos de menor fixação.

Formule perguntas sobre o que se sabe, o que vai ser tratado, o que se quer aprender. Prepare perguntas a serem respondidas. Levante dúvidas. Isso “abre as portas” para a matéria que virá em seguida.I4.3, acima.

Na primeira leitura, procure apenas a ideia principal, detalhes importantes que sejam rapidamente captados, veja “qual é o lance”. Essa primeira leitura é rápida, “descompromissada”, sem a preocupação com a compreensão total. É um voo sobre uma floresta antes de descer para caminhar por ela.

Na segunda leitura faça uma análise melhor, a leitura tradicional, comece a tirar suas conclusões pessoais, a criticar, concordar, anotar, sublinhar, etc. Esta leitura é o passeio a pé pela floresta. Como sublinhar,C19, I5, p. 475.

Na terceira leitura, você já pode sintetizar, resumir, etc. Aqui você utilizará e melhorará eventuais anotações rápidas feitas na 2ª leitura. Ao final dela você já deverá sentir-se apto a fazer uma explanação sobre o tema. Essa leitura é aquela onde se anota o que ficou de mais emocionante ou importante da visita à floresta, é aquela onde você, novamente do avião, registra os pontos mais bonitos, onde existe esta cachoeira, aquela nascente ou aquela árvore fenomenal, etc.

Após terminar o estudo pelo SQ3R, pegue o questionário previamente preparado e veja se já pode respondê-lo. O que você responder é o que já foi fixado. Procure em seguida as respostas para as perguntas que não tiver respondido, o que servirá como excelente forma de aprender e fixar a matéria.

6ª DICA: ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO E TEMPO DE ESTUDO

INDIVIDUALIZAÇÃO E QUALIDADE

O tempo de estudo não é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do tempo em interação com as demais atividades.

Para se ter um bom horário de estudo é preciso harmonização, pois ninguém pode apenas estudar. É preciso cuidar da administração do tempo, que envolve vários fatores, entre os quais reluzem a responsabilidade com nossos objetivos e a flexibilidade para adaptar o que for possível e para se adaptar às circunstâncias.

A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.

A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.

Em Efésios 5:16 fala em agir “remindo o tempo, porque os dias são maus”, sendo que uma tradução mais recente utiliza os termos “usando bem cada oportunidade”. Remir, como se sabe, significa salvar, resgatar, adquirir de novo. Essa preocupação com o tempo excede em muito a preocupação com a data da prova. Ela se liga à fugacidade da vida, ao seu caráter transitório e efêmero.

Isso foi retratado por Tiago (Cap. 4, vers. 14) ao dizer: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como uma neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” ao passo que o Salmista disse que “tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).

Se administrar o tempo é algo assim tão valioso, é óbvio que administrar o nosso tempo de estudo também o é. Seja porque o estudo ajuda a vencer em nossa curta vida, seja porque nosso tempo é limitado e, portanto, devemos saber dividi-lo harmoniosamente.

Procurando o ideal. A ideia normal de quem está estudando é a de saber qual o número ideal de horas de estudo para se alcançar sucesso. É por essa razão que uma das perguntas que mais ouço é:

“Quantas horas você estudava por dia?”

Já ocorreu de um aluno me perguntar quantas horas eu estudava, pois ele, já que não era tão inteligente quanto eu, estudaria o dobro e, assim, passaria no concurso. Obviamente, disse a ele 1) que não existe isto de mais ou menos inteligente, mas sim a pessoa usar ou não a inteligência que todos temos e 2) que o importante não era quantas horas eu estudei mas quantas ele poderia estudar.

Embora equivocado quanto ao método, repare que esse aluno tinha um objetivo e estava “matutando”, pensando em como chegar lá. Isso é positivo. O fato de estar equivocado foi resolvido, pois, além de ele estar procurando soluções, ele fez perguntas. E só quem pergunta (ao professor ou aos livros) pode obter respostas.

O importante é o seu horário. Perguntar quantas horas outra pessoa estudava não tem utilidade porque ninguém tem sua vida igual à de outrem: uns trabalham, outros não; uns vão à igreja, outros não; uns são solteiros, outros casados, outros mais ou menos; uns têm filhos, outros não. O que adianta saber é quantas horas você estuda, ou, mais, quantas pode estudar por dia ou por semana.

Além do mais, o certo é perguntar, primeiro, como estudar e, depois, quantas horas você pode aproveitar para estudar. O número ideal de horas para se estudar é: o maior número de horas que você puder, mantida a qualidade de vida e do estudo. Esse é o número.

Quantidade x Qualidade do Estudo. Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu resultado prático seja inferior ao de outro que estuda apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos preocupam-se apenas com “quantas horas” ele ou o colega estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o “como” se estuda.

Quem se preocupa apenas com “quantas” horas se estuda, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade. Como ensinou Deming (obra citada), “a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora”, pois há menos retrabalho (fazer de novo o que foi mal feito), pois há menos desperdício.

Quantidade x Qualidade x Qualidade + Qualidade. Embora a qualidade seja o mais importante, é óbvio que você precisa dedicar uma quantidade de tempo para estudar. Se pode estudar 2 horas por dia, não estude apenas “uma com qualidade” e desperdice a outra: estude as duas com qualidade. Se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas sem qualidade, João estudou mais. Porém, se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas com qualidade, José estudou mais.

Uma das vantagens de estudar para um concurso é que até passar você sacrifica uma considerável parte do seu tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que fazia, só que com sua vida profissional resolvida, já curtindo o seu sucesso e, é claro, com mais status e dinheiro no bolso.

Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5 horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo possível para estudo, apenas com o cuidado de separar tempo para descansar, relaxar, etc.

O resultado da soma da quantidade com a qualidade pode ser expresso pelo que se lê em II Coríntios 9:6: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.

7ª DICA: COMO FUNCIONA UM PROJETO DE ESTUDO

O primeiro passo que devemos dar é assumir o controle de nossa vida e planejar qual será o caminho a ser trilhado. A preparação para uma prova, exame ou concurso é uma atividade séria demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento, deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável que se tenha um projeto e que, para realizá-lo, se organize um sistema eficiente de estudo.

Estudar não é uma atividade isolada: o estudo produtivo e otimizado deve ser organizado como um projeto. E o projeto de estudo nada mais é do que montar um sistema de estudo.

Sistema é disposição de partes em uma estrutura organizada. É, pois, uma reunião coordenada e lógica de diversos elementos. O sistema de estudo será o emprego de um conjunto de técnicas ou métodos voltados para um resultado. Isso abrange o estudo de qualidade e a coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, deslocamento, etc., de modo a propiciar um rendimento ótimo nos estudos.

Este sistema deve ser eficiente, eficaz, isto é, capaz de produzir o efeito desejado, de dar um bom resultado.

Não adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar toda sua vida, lazer, descanso e ficar quase 24 horas ligada em estudo, estudo, estudo e, em pouco tempo, parar tudo por causa de estresse, depressão ou coisa semelhante. Um sistema organizado e razoável permite um esforço dosado e contínuo.

QUALIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

COMPROMISSO

(Persistência, Constância de propósito)

Ao contrário do mero interesse por alguma coisa, significa querer com constância. David McNally diz que “compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você deseja”. O mesmo autor cita, ainda, a explicação de Kenneth Blanchard: “Há uma diferença entre interesse e compromisso. Quando você está interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando for conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só resultados.” É o compromisso que nos vai fazer sacrificar temporariamente o que for necessário para estudarmos e perseverar até chegar aonde queremos. Compromisso também pode ser entendido como perseverança, firmeza de vontade, constância de propósito, fortaleza. Thomas Edison, diz-se, só conseguiu transformar em realidade sua visão mental da lâmpada elétrica na tentativa de nº 10.000. A cada fracasso ele se animava a continuar tentando dizendo que havia descoberto mais uma forma de não inventar a lâmpada elétrica.

Há quem ainda distinga compromisso e comprometimento, que seria um grau ainda maior de interesse. Exemplo: se tenho que estar em tal lugar em tal dia, tenho um compromisso, ao passo que se estou querendo ir, estou comprometido com isso.

Assuma a responsabilidade por seu destino, tenha iniciativa e persistência.

Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a um objetivo, etc.), se houver interesse, veja Jeremias, cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre Colossenses 3:23: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração (…)”.

AUTODISCIPLINA (domínio próprio)

Um dos maiores atletas que conhecemos, Oscar Schmidt, ensina que a diferença entre um bom atleta e um atleta medíocre (mediano) é que este para diante das primeiras dificuldades ao passo que aquele, quando está cansado, dá mais uma volta na pista, e mais uma volta, e mais uma volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minuto a minuto. Não foi qualquer um que ensinou isso, foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele, na verdade, indicou uma qualidade indispensável para um atleta e para se alcançar um sonho: autodisciplina. Ele também ensina que é preciso ter-se humildade, não achar que se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e a melhorar.

Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submeter a regras, opções e comportamentos escolhidos por ela mesma, mesmo diante de dificuldades. Como se vê, autodisciplina significa que vamos submeter-nos a uma coisa ao invés de outra. Ninguém é completamente livre: somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina. A disciplina permite escolhas mais inteligentes e é melhor para efeito de passar em provas e concursos.

É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar, ainda que temporariamente, a prazeres menos importantes em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles que se recusam a ser “mandados” por uma disciplina autoimposta são escravos ainda maiores da própria desorganização, preguiça ou falta de vontade. Nesse sentido, vendo-se as vantagens do exercício da autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo estava certo quando cantava, na música “Há Tempos” que “disciplina é liberdade”.

Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas exige alta disciplina, ou seja, uma alta dose dessa atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de matéria e grande quantidade de tempo para aprender tudo. Mesmo que o estudo de qualidade ganhe tempo, você terá que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa pelo tempo certo.

A alta disciplina não é só para o estudo, mas também para manter a atitude mental certa, o equilíbrio, saber administrar o tempo, descansar na hora de descansar e assim por diante. Se pensar em desanimar ao saber que vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que a única escolha que você tem é de pagar o preço de aprender … ou o preço de não aprender. A única escolha que você tem é: pagar o preço de aprender … ou o preço de não aprender.

Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que você é responsável por seu futuro. Liste seus objetivos de curto, médio e longo prazos e periodicamente os releia.

ORGANIZAÇÃO

A importância do planejamento e da organização foi mostrada por Jesus (Lucas 14:28, 32), em parábola:

Da mesma forma, quem começa a estudar deve planejar o desenvolvimento dos estudos, as matérias que precisa aprender, o material necessário, a administração do tempo, etc., para não começar mal uma obra ou ir para a guerra despreparado.

Organizar-se é estabelecer prioridades. A conjugação do estabelecimento de prioridades (planejamento estratégico) com a autodisciplina (domínio próprio) e com a estruturação das atividades é a melhor forma de se obter tempo para estudar, para o lazer, descanso, família, etc.

Aprenda a não deixar mais as coisas para a última hora, seja um trabalho, seja uma inscrição em concurso. Deixar as coisas para o último dia é pedir para ter problemas e dar chance para o azar. No último dia uma máquina quebra, alguém fica doente, ocorre um imprevisto, etc. Comece a se organizar e uma boa dica é essa: cumpra logo suas tarefas. Não procrastine.Organize-se. Defina suas prioridades. Discipline o seu tempo. Estabeleça metas e cumpra-as. Ao executar uma coisa, pense apenas nela. Execute com alegria. Aproveite o dia (carpe diem).

ACUIDADE

Acuidade significa, como ensina o Aurélio, “agudeza de percepção; perspicácia, finura”. Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa “afiado, que tem vivacidade, sagaz”. Essa qualidade, pode ser resumida em “prestar atenção“. Istoé o que mais falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento, ou errou uma questão de prova (uma “casca de banana”) porque não estava “ligado” no que estava fazendo? Apenas por falta de atenção, de acuidade. A regra básica aqui é, na lição de N. Poussin, a seguinte: “O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito.”

Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo: trabalho, lazer, sexo, etc.

Esteja aberto para a realidade e para novas ideias. Veja, ouça e sinta as coisas. Participe da vida como ator e não como espectador. Seja sujeito e não objeto dos acontecimentos. Concentre-se no que faz. Seja curioso. Não tenha receio de questionar, duvidar, perguntar. Pense, raciocine e reflita sobre o que está acontecendo ao seu redor.

FLEXIBILIDADE

Talvez esta seja a qualidade mais importante para que este livro possa ser útil. O meu sistema não será bom para você a menos que você o adapte à sua realidade, qualidades, defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação é uma forma de inteligência. Tudo o que você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se funcionam bem para você ou se, para funcionarem melhor, demandam alguma modificação. Não tenha receio de criar seus próprios métodos e soluções.

A capacidade de adaptação foi mencionada por um grande general:

Em suma, você deve ser capaz de – como diz conhecida oração atribuída a um almirante americano – ter coragem para mudar as coisas que são mutáveis, resignação para aceitar as que são imutáveis e sabedoria para distinguir ambas. Para montar seu projeto de estudo, adapte o que é adaptável e adapte-se às condições que você não tem como alterar.

A flexibilidade é, portanto, a capacidade de adaptação. Ela será importante em toda a sua vida e, também, para montar um sistema de estudo. Ela também serve para que possam ir sendo feitas as modificações necessárias à medida em que forem surgindo novas situações, circunstâncias, imprevistos, etc.

8ª DICA: COMO DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVADO

1 PRAZO PARA APROVAÇÃO

Essa é a regra de ouro do candidato. Não defina prazos: estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária para alcançá-lo. Como dizia o maior vendedor do mundo: “O fracasso nunca me alcançará se minha vontade de vencer for suficientemente forte”.

Além do mais, o fracasso é uma situação ou um momento, nunca uma pessoa. Como já disse, você pode acumular concursos em que não passou mas bastará uma aprovação para “resolver” o problema. E, de mais a mais, um resultado negativo sequer pode ser considerado um fracasso, porque sempre se ganha experiência para o próximo concurso (C23). Outro equívoco é o da pessoa que após um ou dois reveses resolve mudar de carreira ao invés de persistir em seu intento.

O título deste Capítulo contém uma pequena armadilha: Como definir o prazo para ser aprovado é exatamente não buscar a sua definição. O que devemos definir é o objetivo a ser buscado o quanto for suficiente. Um dos motivos é o fenômeno da agregação cíclica.

9ª DICA: 1 – exercícios

Comece a redigir todos os dias ou, pelo menos, toda semana. Separe horários específicos apenas para redigir. Faça redação geral, de apoio e específica.C9, I5, p. 240. Como diz o brocardo latino Fiat fabricandun faber, fazer se aprende fazendo. Ou melhor, é indicado obter primeiro uma base teórica, mas a perfeição só adquire-se com a prática. Experimente começar a escrever um diário, poesias, contos, fazer descrições de objetos, narrar fatos ou problemas, dissertações sobre assuntos em geral e assuntos da matéria da prova. Faça resumos de livros, filmes, etc.

10ª DICA: RESUMO PARA A PROVA

Como citei muitas técnicas, vou fazer um resumo para você lembrar no dia da prova. A técnica que usarei é a do processo mnemônico. Pense na frase:

Até cair foi legal, administrei, revi e descansei. Agora, repare que a frase é a ligação para uma série de palavras/técnicas:

Até cair foi legal, administrei, revi e descansei.

Não leve isto anotado para o dia da prova pois, embora não o seja, pode ser considerado como “cola”. Memorize a frase e, ao receber seu material de prova, escreva no caderno de questões ou folha para rascunho. Usando a técnica, você lembrará as coisas mais importantes para a prova.

At – atitude e atenção

Ca – calma e tranquilidade

Fo – foco

Le – ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atençãoAdminist – administrar o tempo e administrar o que não sabe

Revi – revisões 1 e 2

Descansei – intervalos, situação, atitude

At – atitude e atenção. Lembre que fazer provas é um privilégio, uma oportunidade, que muitos queriam estar onde você está, lutando por seus sonhos. E tenha atenção, não fique voando.

Ca – calma e tranquilidade. Um candidato calmo rende mais. Se preciso, respire lentamente até se acalmar. Divirta-se.

Fo – foco. O objetivo é passar e, para passar, a atitude correta é: fazer a melhor prova que eu puder fazer hoje, devo mostrar meus conhecimentos com clareza e objetividade para deixar o examinador feliz.

Le – ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção. Ler as instruções vai ajudá-lo a fazer a prova corretamente; ler as questões vai fazer você descobrir o que o examinador realmente quer saber de você (e não o que você gostaria que ele perguntasse). O examinador precisa ser atendido.

Administ – administrar o tempo e administrar o que não sabe. O tempo se administra fazendo as contas e, claro, treinando antes, para ter prática de fazer provas. Administrar o que não se sabe é decidir deixar em branco ou mostrar o que for possível de conhecimento.

Revi – revisões 1 e 2. E, se necessário, o uso da técnica VMR.

Descansei. Implica bom uso dos intervalos para melhorar seu rendimento, em “descansar” na ideia (atitude) de que concurso se faz até passar, que se deve exigir apenas o melhor possível, que a situação é favorável (na prova, você ou vai passar ou vai ver onde precisa melhorar).*

*Para aqueles que, como eu, acreditam que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8: 28), também é possível “descansar” nessa ideia. Assim, se você acredita em Deus, pode e deve se acalmar com a ajuda d´Ele.

http://www.williamdouglas.com.br/

8 pensamentos sobre “Dicas

  1. Olá André, mt booom seu blog!!!

    Vc poderia comentar as provas da Marinha!!! São ótimas para essa finalidade… bem específicas…

    Abç, Sol.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s