VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 49

49. João Manuel, 60 anos, após infarto do miocárdio, iniciou um programa de exercícios intra-hospitalar; isto diminuiu os dias de internação, minimizou os sentimentos de invalidez e insegurança, e permitiu a João Manuel recuperar sua autoconfiança e retornar as suas atividades. Em relação ao quadro de João Manuel, é correto afirmar que

(A) de maneira interdisciplinar, na fase intra-hospitalar, deve-se oferecer ao paciente: conhecimento básico sobre a patologia, identificar os fatores de risco do paciente para doença cardiovascular, iniciar a conscientização e modificação do paciente para prevenção secundária.

(B) deve-se considerar que, durante um protocolo de exercícios para cardiopatas, o gasto energético deve ser estimado em medida energética catabólica.

(C) apesar dos efeitos benéficos do exercício físico, mesmo sendo realizado de forma regular, não reduz a reincidência de infarto agudo do miocárdio.

(D) se durante a realização de um programa de exercícios o paciente referir angina, deve-se pedir calma ao paciente e não há necessidade de interromper o exercício.

(E) na fase intra-hospitalar, durante a realização de um protocolo de exercícios, não é necessário determinar a intensidade e a frequência por ser uma fase de curta duração.

i49

O caso clínico já deixa bem evidente como as questões psicológicas são determinantes para a boa evolução do quadro ao referir os sentimentos de invalidez e insegurança percebidos do paciente. Ao nos depararmos com um suicida numa janela, por mais que possamos olhar pra cima e dizer que a vida é bela, só o psicólogo tem os mecanismos para tratar adequadamente esses pacientes. Boa parte das teorias mais modernas sobre dor deixam claro a importância de não catastrofizar os problemas dos pacientes sob a pena de agravar suas dores. Um fisioterapeuta afoito pode fazer o paciente sentir mais dor sem nem tocar no corpo dele. Um fisioterapeuta mais experiente, ao sentir que a patologia está controlada e transmitir isso ao paciente, pode melhorar muito o quadro álgico. Isso pouco tem a ver com ser simpático ou descontraído. Nada disso vale sem uma base sólida. A alternativa “A” é perfeita nisso.

A “B” se aplica a grupos de pesquisa. Pouco viável de se aplicar na prática clínica e de necessidade duvidosa fora de um escopo acadêmico.

A “C” começa bem mas falseia no final.

As alternativas “D” e “E” pecam ambas por imprudência.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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