VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 43

Com base na descrição deste caso, responda às questões de números 43 a 45.

JPF, gênero masculino, 52 anos, apresentou fraqueza no hemicorpo D e, em seguida, tombou no sol, enquanto trabalhava na lavoura de seu sítio. Passaram-se algumas horas, antes que fosse encontrado. Ele foi transportado para o hospital local e foi diagnosticado acidente vascular encefálico (AVE). Esse AVE resultou de bloqueio súbito de uma artéria, impedindo o fluxo de sangue para uma região cerebral. Ele foi encaminhado à fisioterapia, e apresentava a face direita alterada, incapacidade de mover seu membro superior e inferior direito e diminuição da sensibilidade no hemicorpo D. Paciente necessita de assistência máxima para se movimentar.

43. Com base na medida de independência funcional, qual o grau de independência funcional do paciente JPF no que se refere à alimentação, locomoção e higiene?

(A) Grau 2, 1 e 2, respectivamente.

(B) Grau 3, 2 e 1, respectivamente.

(C) Grau 2 para todas as atividades.

(D) Grau 2, 1 e 1, respectivamente.

(E) Grau 1 para todas as atividades.

GATO E CAO.jpg

Casos clínicos são muito legais!

Mas nessa primeira questão os detalhes pouco importam. Se você não conhece essa escala, dá um belo chute nessa questão e passa pra próxima, nem adianta cansar os miolos tentando resolver.

Vou deixar pra vocês três links, o primeiro é a validação da escala no Brasil, o segundo a escala e o terceiro é o manual.

Só por curiosidade, quando vocês ouvirem falar em validação, estamos dizendo que a escala passou por um processo para conferir autenticidade na adaptação da escala para o contexto de outro país.

Mas afinal, o que é validação?

Adaptação cultural de uma medida ou escala de saúde, a fim de ser utilizada em um país diferente, para o qual ela foi criada, requer uma metodologia específica a fim de que essa escala ou medida seja válida em um país diferente do qual ela foi validada. Não basta realizar um trabalho de tradução, mas ela deve ser adaptada culturalmente para que mantenha sua validade de conteúdo nessa nova língua e nova população.

A escala MIF tem por objetivo mensurar o que a pessoa realmente faz, independente do diagnóstico, gerando escores válidos de incapacidade, não de deficiência.

A escala MIF é organizada em 2 dimensões, motora e cognitiva, subdivididas em categorias com um total de 18 itens, definidos para avaliar a independência do indivíduo em realizar satisfatoriamente e efetivamente atividades básicas. Estas atividades incluem o mínimo de habilidade para as categorias de cuidados pessoais, controle esfincteriano, transferência e locomoção (dimensão motora), comunicação e cognitivo social (dimensão cognitiva).

A escala MIF é organizada pela classificação do paciente em sua habilidade para executar uma atividade independente versus sua necessidade por assistência de outra pessoa ou recurso de adaptação. Se a ajuda é necessária, a escala quantifica essa necessidade. A necessidade por assistência (carga de cuidado) se traduz pelo tempo ou energia gasta por outra pessoa para atender a necessidade de manter qualidade de vida. Neste instrumento, o escore inclui: 7 pontos representando o nível de completa independência e 1 ponto, a completa dependência. O escore total na escala MIF é calculado a partir da soma de pontos atribuídos a cada item dentro das categorias.

Essa pontuação é estipulada pela escala, através de seu equivalente em funcionalidade, definidos no quadro 2 , com escore mínimo de 18 e máximo de 126.

É importante ressaltar que o escore total da MIF é de 126 pontos, porém é possível obter três classificações que são as condições: sem ajuda (S.A.) – escores 7 e 6, necessitando de ajuda (N.A.) – escores 5, 4, e 3 e dependência completa (D.C.) – escores 2 e 1.

– MIF validação no Brasil: https://toneurologiaufpr.files.wordpress.com/2013/03/mif-validac3a7c3a3o-no-brasil1.pdf
– O Instrumento: MIF: https://toneurologiaufpr.files.wordpress.com/2013/04/mif.doc           – Manual MIF: https://toneurologiaufpr.files.wordpress.com/2013/03/manual-mif.pdf

Referências:

https://toneurologiaufpr.wordpress.com/2013/04/01/medida-de-independencia-funcional-mif/

2008, Helena Brandão Viana, Vera Aparecida Madruga; Diretrizes para adaptação cultural de escalas psicométricas

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

2 pensamentos sobre “VUNESP – IAMSP/PREVENIR 2011 – Questão 43

  1. Gosto muito desse site e da maneira que conduz seus comentários…inteligente e descontraído. Não sei quem você é….mas foi de uma grande relevância para meus estudos. E realmente gosto e aprendo. Agradeço por sua dedicação e conpromisso. Excelente sua iniciativa.

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