FCC – TRT 3 2009 – Questão 30

30. A queda de temperatura na pele após a aplicação de uma bolsa de gelo em uma temperatura de contato que varia entre 0° e 3°, aplicada durante 10 minutos, é de cerca de

(A) 5°

(B) 10°

(C) 15°

(D) 20°

(E) 25°

QUENTE

Já comentei aqui sobre a bolsa de gel ser menos eficiente no final dos 20 minutos de crioterapia, apesar de reduzir mais a temperatura no início, em comparação ao gelo. Vocês podem conferir isso nos trechos do artigo que transcrevi abaixo.

Sobre a questão do enunciado, não cheguei a uma conclusão. A banca usou uma bibliografia sobre algo e cravou nessa questão, mas há algumas variáveis decisivas, como a temperatura ambiente e a região corporal. Chutaria 15º ou 20º.

Delisa fala que com a aplicação do gelo a temperatura da pele inicialmente diminui rapidamente e em seguida mais lentamente aproximando-se de um equilíbrio em cerca de 12 a 13º C em 10 minutos. As temperaturas subcutâneas declinam mais lentamente e diminuem de 3 a 5º C em 10 minutos. Profundamente as temperaturas intramusculares diminuem menos e após 10 minutos tem perda de 1º C ou menos. Resfriamento por longos períodos geram resfriamento mais pronunciado com temperaturas intramusculares do antebraço diminuindo de 6 a 16º C após 20 minutos à 3 horas de resfriamento. Após decorrido as primeiras 48 horas o uso da crioterapia é de preferência, após esse período a utilização do gelo por 10 a 20 minutos pode ser utilizada para a diminuir a dor associada a exercícios ativos.

A eficácia da crioterapia depende de vários fatores, incluindo o método de aplicação, a duração da aplicação, a diferença de temperatura inicial da área tratada, da quantidade de gordura subcutânea, a temperatura ambiente e ainda a aplicação associada à compressão, tamanho da área afetada pelo tratamento. De acordo com Merrick et al., quanto maior a capacidade de resfriamento superficial da modalidade, maior será a profundidade do resfriamento e mais eficaz o tratamento. Assim, para que o resfriamento seja terapêutico, é necessário que a temperatura tecidual alcance temperaturas específicas, para que os efeitos ocorram.

Para alguns autores, temperaturas entre 10 e 13,6 ºC promovem os efeitos terapêuticos utilizados na recuperação das lesões do sistema músculo-esquelético, sendo preconizado que efeitos analgésicos são obtidos com resfriamento da pele abaixo de 13,6 ºC, reduções de 10 % na velocidade de condução nervosa, a temperaturas cutâneas de 12,5 ºC, e reduções de 50 % da atividade enzimática tecidual, a temperaturas cutâneas de 10 ºC. Kanlayanaphotporn & Janwantanakul afirmam que reduções na temperatura da pele para aproximadamente 10 ºC diminuem o fluxo sanguíneo local e o metabolismo, e que reduções para acerca de 13 ºC causam efeito analgésico.

Os resultados evidenciaram que ambas as formas de aplicação da crioterapia foram capazes de reduzir a temperatura superficial, contudo, somente a aplicação com bolsa de gelo alcançou os níveis de resfriamento necessários para se atingir os efeitos terapêuticos (i.e., temperaturas inferiores a 13 e 10 ºC).

2005 Renato Alves Sandoval. Alan Sérgio Mazzari. Gilvaneide Dantas de Oliveira – Crioterapia nas lesões ortopédicas: revisão

http://www.efdeportes.com/efd81/criot.htm

 

2012 Mikhail Santos Cerqueira, Andréa Thiebaut, Rafael Pereira, Luciano Garcia Pereira COMPARAÇÃO DA TEMPERATURA LOCAL, APÓS DIFERENTES MÉTODOS DE RESFRIAMENTO TECIDUAL

http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/download/1877/1407

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora:D

Alternativa que indico após analisar: D

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