FCC – TRT 3 2009 – Questão 28

28. Durante o trabalho de parto, entre e durante as contrações, a modulação da TENS deve ser respectivamente

(A) alta frequência/alta intensidade e alta frequência/alta intensidade.

(B) baixa frequência/alta intensidade e alta frequência/alta intensidade.

(C) alta frequência/alta intensidade e baixa frequência/baixa intensidade.

(D) baixa frequência/baixa intensidade e baixa frequência/baixa intensidade.

(E) baixa frequência/baixa intensidade e alta frequência/alta intensidade.

Q28amor.gif

Segundo Firmento (2011) acredita-se ainda que os principais motivos para a ocorrência da dor lombar na gestação sejam as adaptações da coluna vertebral, que se devem, principalmente, à ação do hormônio relaxina e ao aumento considerável do peso do abdômen. O hormônio relaxina é considerado o principal responsável pela frouxidão ligamentar durante a gravidez, o que permite que a sínfise púbica e a articulação sacro-ilíaca tornem-se mais flexíveis para a passagem do feto, levando à redução da estabilidade pélvica.

Para Barbosa (2011) estas alterações são fundamentais para regular o metabolismo materno, ajudar no crescimento fetal e preparar a mulher para o momento de trabalho de parto e para a lactação.

A intervenção fisioterapêutica na assistência obstétrica de baixo risco, como parte da rotina da equipe, valoriza a responsabilidade da gestante no processo, por meio do uso ativo do próprio corpo. A mobilidade corporal durante o processo de parturição, envolve interação de fatores fisiológicos, psicológicos, culturais e, principalmente,o apoio e a orientação da equipe obstétrica. A ação do fisioterapeuta é um fator estimulante para que a mulher se conscientize de que seu corpo ativo pode ser uma ferramenta para facilitar o processo do trabalho de parto e trazer-lhe satisfação com a experiência do nascimento.

Como dica aqui, só posso afirmar que se há contrações e não queremos induzi-las, a intensidade deve ser sempre baixa, para não atingirmos o limiar motor. Só resta a “D”.

Considerando que eletroterapia é contraindicada nos primeiros meses de gestação, e que não creio que haja evidência conclusiva sobre o uso em gestantes, entraria com recurso contra essa questão. Fico muito curioso sobre a bibliografia utilizada pela banca, provavelmente um estudo de caso apenas.

Bibliografia:

2009 Gabriela Zanella Bavaresco; Renata Stefânia Olah de Souza; Berta Almeica; José Hugo Sabatino; Mirella Dias. O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente.
http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n7/25.pdf

2011. BARBOSA, C. M. S.; SILVA, J. M.N.; MOURA, A. B. Correlação entre o ganho de peso e a intensidade da dor lombar em gestantes. Rev. dor, São Paulo, v. 12, n. 3, set. 2011.

2012. FIRMENTO, Beatriz da Silva et al. Avaliação da lordose lombar e sua relação com a dor lombopélvica em gestantes. Fisioter. Pesqui., São Paulo, v. 19, n. 2, June 2012.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s