CESPE – STJ 2015 – Questões de 79 a 83

Quatro meses atrás, uma paciente de sessenta e cinco anos de idade foi encaminhada de um hospital para uma unidade de reabilitação, com história de rebaixamento súbito do nível da consciência, diminuição da força muscular no hemicorpo esquerdo, não responsiva a comandos verbais, com abertura ocular ao estímulo doloroso e resposta motora ausente. Inicialmente, A paciente recebeu diagnóstico de episódio único de acidente vascular encefálico, decorrente da ruptura de aneurisma congênito no polígono de Willis. Atualmente, a paciente apresenta-se com quadro de hemiplegia no hemicorpo esquerdo, com limitação de amplitude de movimento de extensão de cotovelo. Além disso, apresenta hipertonia de flexores de cotovelo e de punho, padrão postural em extensão e rotação interna do quadril e do joelho, flexão plantar e inversão do pé. Com relação ao caso clínico apresentado, julgue os itens subsecutivos.

79 O quadro clínico da paciente refere-se a uma hemorragia intraparenquimatosa decorrente da ruptura do aneurisma congênito no polígono de Willis.

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80 A utilização da terapia por contenção induzida por um período de quatorze dias, com restrição do membro superior direito, em 90% do período ativo do dia, somada a seis horas de terapia dirigida, é capaz de promover melhora da funcionalidade ao membro superior da paciente.

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81 Deve-se recomendar, nesse caso, a utilização de órtese no membro superior esquerdo da paciente, para prevenir a diminuição da amplitude de movimento de punho, preservar o arco de movimento e reduzir a espasticidade de flexores de cotovelo.

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82 Com a evolução do quadro da paciente, a melhor estratégia para o treino de equilíbrio inclui a realização de alongamentos dos grupos musculares associado à realização de técnicas de agilidade, como marcha em oito, marcha com passos de comprimento e velocidades diferentes, andar de lado, andar cruzado e andar sobre obstáculos.

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83 A avaliação dessa paciente no momento da admissão hospitalar, por meio da escala de coma de Glasgow, revela quadro de coma intermediário, com escore de dois pontos.

4 pensamentos sobre “CESPE – STJ 2015 – Questões de 79 a 83

      • Não, o caso é que o aneurisma do polígono de Willis quase sempre é fatal, por volta de 50%.Dos que sobrevivem, salvo engano, não evoluem com hemiparesia. Creio que o diagnóstico inicial foi dado pela queda do nível de consciência. Mas essa questão é fodástica!

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