FCC – TRE 13 2007 – Questão 51

51. Um dos tipos de paralisia obstétrica é a de Erb-Duchene. São músculos afetados por esse tipo de paralisia braquial obstétrica:

(A) romboides, elevador da escápula, serrátil anterior, deltoide, supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, extensor longo do carpo, extensores dos dedos e do polegar.

(B) extensores do carpo, extensores dos dedos e musculatura intrínseca da mão.

(C) supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, extensor longo do carpo, extensores dos dedos e do polegar e musculatura intrínseca da mão.

(D) extensores e flexores do carpo, extensores e flexores dos dedos e musculatura intrínseca da mão.

(E) romboides, elevador da escápula, serrátil anterior, deltoide, supraespinhoso, infra-espinhoso, bíceps braquial, braquiorradial, braquial, supinador, flexor do carpo, flexor dos dedos.

herois10

Essa questão é dependente do referencial. Vejam abaixo que há 4 tipos de classificação, com comprometimentos diferentes. Vou confiar na banca, imaginando que usaram uma boa referência.

Al-Qattan revisou a classificação de Narakas, que caracteriza os recém-nascidos com paralisias obstétricas em quatro grupos:

Grupo I: paralisia alta ou de Erb, sendo o nível da lesão nas raízes C5-C6, estando a abdução do ombro, rotação externa e flexão do cotovelo comprometidas, o prognóstico é bom e a recuperação espontânea em torno de 80%.

Grupo II: paralisia de Erb estendida, além do grupo muscular envolvido no grupo I observa-se a extensão do punho paralisada, sendo o nível lesional nas raízes C5, C6 e C7. Recuperação espontânea em torno de 60% dos casos.

Grupo III: paralisia total do membro superior, “flail arm”, e o nível lesional em todas as raízes do plexo, C5, C6, C7, C8, T1. Recuperação espontânea do ombro e cotovelo em 30 a 50% dos casos. A função da mão pode ser recuperada em muitos pacientes.

Grupo IV: paralisia total do membro superior com síndrome de Horner. O pior prognóstico sem cirurgia. Referência:

Referência:

Paralisia obstétrica de plexo braquial: revisão da literatura. Obstetrics brachial plexus palsy: literature review. Marcos Flávio Ghizoni, Jayme A. Bertelli, Otto Henrique May Feuerschuette, Rosemeri Maurici da Silva.

http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/839.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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