FCC – TRT 23 2007 – Questão 56

56. Com relação à inspeção do tórax,

(A) o exame de decúbito é importante, entretanto, alguns pacientes não podem deitar em certos casos de dispnéia de decúbitos (cardiopatas ou asmáticos em crise) ou decúbito lateral em caso de derrame pleural extenso.

(B) abaulamentos localizados podem ser encontrados em fibrose pulmonar e nos processos pleurais do tipo paquipleuriz.

(C) o tórax em tonel, com o aumento do diâmetro ântero-posterior, é visto nos casos de enfisema

avançado; o tórax piriforme ou em sino é encontrado em pacientes com fibrose e doenças ocupacionais.

(D) durante a inspiração pode ocorrer tiragem dos espaços intercostais ou dos músculos acessórios.

Esse fenômeno é raro nos portadores de doenças pulmonares e a causa mais comum é a dispnéia de
origem psicogênica.

(E) abaulamentos inspiratórios e retrações expiratórias podem ser encontrados em casos de traumatismos torácicos com várias fraturas de costelas.

Pulmões

Na “A”, alguns tipos de patologias realmente tem contraindicação para determinados tipos de posições de tórax.

Na “B”, Sobre a fibrose pulmonar, um abaulamento e aumento de volume das pontas dos dedos (que adquirem a forma de baqueta de tambor) podem surgir em casos de maior duração.  Os abaulamentos da fibrose pulmonar são dos dedos. Paquipleuris: estado de inflamação da pleura, acompanhada de espessamento.

Na “C”, o tórax piriforme ou em sino aparece mais em hepatoesplenomegalias e em ascite.

A “D” força a amizade um pouco.

Na “E” ocorre abaulamento expiratório.

As alterações respiratórias decorrentes de tórax instável foram inicialmente explicadas pela teoria do movimento “em pêndulo” do ar nos pulmões. De acordo com esta teoria, durante a inspiração, em decorrência da retração do segmento instável, há passagem de ar do pulmão contido no hemitórax lesado para o pulmão do hemitórax íntegro. Na expiração, em vez de ser exalado, o ar retorna ao pulmão no hemitórax instável, devido ao abaulamento expiratório. Deste modo, o volume do ar permutado entre os dois pulmões, em decorrência da respiração paradoxal, não contribui para a ventilação, aumentando o espaço morto. Entretanto, existem controvérsias clínicas e experimentais em relação a esta teoria.

Outros mecanismos são propostos para explicar os distúrbios ventilatórios no tórax instável. O movimento paradoxal do segmento instável ocasiona redução do gradiente pressórico gerado pelo fole torácico, diminuindo a mobilização do ar pelos pulmões, podendo produzir hipoventilação alveolar. A dor reduz a eficiência dos movimentos respiratórios e a eficiência da tosse, ocasionando retenção de secreções e atelectasias. A presença de outros fatores restritivos, como o hemotórax e o pneumotórax, pode produzir hipoventilação e também contribuir para a instalação da insuficiência respiratória aguda. A contusão pulmonar geralmente está associada ao tórax instável, sendo importante fator contribuinte na patogênese da insuficiência respiratória, por meio das alterações na relação ventilação-perfusão que ocasiona no pulmão.

Sinal de Lemos Torres = Abaulamento expiratório localizado, observado em um ou dois dos três últimos espaços intercostais, na linha axilar posterior e que indica derrame pleural.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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