FCC – TRT 23 2007 – Questão 28

28. A lesão caracterizada por uma fratura da ulna e o deslocamento da extremidade proximal do rádio recebe o nome de fratura de

(A) Essex-Lopestri.

(B) Monteggia.

(C) Colles.

(D) Barton.

(E) Smith.

monteggiaII

Na imagem, fratura de Monteggia tipo II.

Giovanni Battista Monteggia (1762–1815) foi um cirurgião italiano. A fratura de Monteggia é uma fratura da ulna que afeta a articulação com o rádio. Mais precisamente, é uma fratura do terço proximal da ulna com deslocamento da cabeça do rádio.

• Raras <5% das fraturas do antebraço

• Diagnóstico – Inchaço ao redor do cotovelo,deformidade,dor edema e quimose. Lesões neurológicas(n.radial) em tipos II e III de bado e lesão do n.interósseo anterior e ulnar

• RX – Lateral do cotovelo (verdadeira) Úmero e antebraço apoiados na chapa com flexão de 90º

Classificação do BADO

monteggiaTIPOS

I – Fratura em qualquer ponto da diáfise com angulação anterior da fratura e luxação anterior de cabeça radial Mecanismo – Evans – pronação forçada do antebraço. Equivalente – fratura da diáfise ulnar e fratura da cabeça ou colo radial

Redução: Aplica-se tração com antebraço em supinação e extensão,reduz-se a angulação da ulna ,manobra que em geral reduz a cabeça do rádio.Quando se consegue a redução, o cotovelo é imobilizado em supinação e flexão de aprox 100º ,ou quanto o edema do cotovelo permitir.

II – Fratura diáfise ulnar com angulação posterior na fratura e luxação póstero-lateral da cabeça radial. Mecanismo – Penrose – cotovelo flexionado e força causando lux posterior. Equivalente – luxação posterior do cotovelo com fratura angulada posteriormente da diáfise ulnar e fratura da cabeça ou colo radial.

Redução:Tração em extensão e supinação,corrigindo a angulação da ulna e pressionando a cabeça do rádio e manutenção com 70° de flexão.

III – Fratura da metáfise ulnar com luxação lateral ou antero-lateral da cabeça radial Mecanismo – Mullick – Antebraço supinado e cabeça radial deslocada póstero-lateral – Antebarço ´pronado – cabeça do rádio desloca antero-lateral

Redução: Tração em extensão e abdução supinando o antebraço enquanto se faz pressão sobre a ulna e sobre a cabeça do rádio. Enquanto a angulação lateral é corrigida, a supinação do antebraço tende a reduzir a cabeça do rádio pela tensão do lig interósseo entre rádio e ulna.A imobilização é feita em flexão de 110° por 4 a 6 semanas.

IV – Fratura do 1/3 prox rádio e ulna,no mesmo nível com luxação anterior da cabeça radial Mecanismo – Bado – lesão tipo I + fratura diafisária do rádio.

Redução:Tentando o alinhamento da ulna,fazendo forte supinação, tentando reduzir a ulna e cabeça do rádio. Redução difícil.

Júpiter – ampliou a classificação de BADO com subdivisão do tipo II

IIa – fratura da ulna envolvendo o olecrano distal e processo coronóide

IIb – fratura da ulna na junção entre metáfise e diáfise distal ao processo coronóide

IIc – fratura da diáfise da ulna

IId – fratura da ulna estendendo-se ao longo 1/3 prox da metada da ulna

Frequência das lesões – I >III > II > IV

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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