VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 46

46. As atividades funcionais esperadas para pacientes com lesão medular em L2 são:

(A) rola, senta, veste-se, arruma-se, possui equilíbrio sentado, realiza transferência de cadeira de rodas para o carro, inclina o corpo para frente para alívio das pressões.

(B) deambula com órtese joelho-tornozelo-pé. Pode não necessitar de dispositivo de assistência. Independência para todas as atividades.

(C) deambula sem uso de órteses ou dispositivo de assistência para membros inferiores. Independência para todas as atividades funcionais.

(D) deambula com órtese joelho-tornozelo-pé ou órtese recíproca para marcha e utiliza dispositivos de assistência para exercícios. Independência modificada para todas as atividades funcionais.

(E) rola, senta-se, arruma-se, desliza sobre a cama, equilibrase na posição sentada com pernas estendidas ou flexionadas. Faz alívio de pressões inclinando-se para frente. Dirige carro com dispositivo de assistência.

Medula

Cada nervo percorre um trajeto definindo o território cutâneo (dermátomo) que recebe o nome da raiz que o inerva. Assim, identificamos a raiz nervosa responsável pela sensação e movimento da região do corpo segundo o dermátomo.Uma lesão na oitava vértebra torácica compromete a partir da nona raiz nervosa torácica.

O conjunto de fibras musculares inervadas por axônios motores de cada raiz nervosa, de cada segmento medular, é chamada de miótomo.

Vale salientar que a avaliação neurológica é que define o nível da lesão.

Portanto, numa lesão medular em nível L2, estarão compremetidos os movimentos abaixo desse segmento, a saber:

• L3 (quadríceps) – levante a perna da cama para evitar atrito e em peça ao paciente para estender o joelho e segurar lá. Agora tente empurrar o joelho para baixo,e avalie a movimentação contra resistência.

• L4 (dorsiflexores do tornozelo) – pedir ao paciente para pôr o pé em direção ao joelho.pedir ao paciente para repetir o movimento e segurar o pé na posição. agora empurre para baixo o tornozelo para avaliação do movimento contra resistência.

• L5 (extensor longo do Hálux) – Peça para o paciente trazer Hálux em direção ao joelho. Agora peça que o segure lá, e, em seguida empurre para baixo o dedo do pé, apoiando o tornozelo e testando contra resistência.

• S1 (flexores plantares) – pedir ao paciente para pressionar o pé em direção ao chão, como num acelerador. Agora fletir a coxa para o abdome e fletir a perna sobre a coxa para descansar o pé sobre a cama. Pedir ao paciente para levantar o calcanhar para fora da cama. Por último pedir ao paciente para pressionar para baixo em sua mão como um acelerador.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

6 pensamentos sobre “VUNESP – IAMSPE/SP 2009 – Questão 46

  1. Se a lesão é abaixo de L2, o que apresenta de erro nas opções A e E, uma vez que acima de L2 ele apresenta independencia nas AVDs, consegue transferir, sentar e possui controle de tronco? Espero resposta! Abraços e desde já obrigada.🙂

  2. Lais, essas atividades descritas nas alternativas “A” e “E” poderão ser realizadas sim, mas sempre de forma adaptada. O paciente com lesão em L2 não terá o controle do quadril e MMII, o que compromete todas as funções descritas nessas alternativas.

    Nesse ponto a alternativa “D” é perfeita por deixar claro que todas as atividades poderão ser realizadas, mas de forma adaptada.

    Abraço,
    André.

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