FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 69

69. Caracterizada por lesões em diferentes áreas com perda de mielina disseminada pelo SNC, inicialmente na substância branca, de etiologia desconhecida, manifesta‐se geralmente em adultos jovens e sua prevalência varia de acordo com a localização geográfica estudada. Essas manifestações são características da seguinte patologia:

(A) Parkinson.

(B) Alzheimer.

(C) Epilepsia.

(D) Esclerose múltipla.

(E) TDHA.

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Esclerose Múltipla: entenda como funciona

A doença coloca o organismo em degeneração progressiva e, no longo prazo, pode impedir o portador de realizar as suas atividades normais pelo acúmulo de incapacidades

A autoimunidade da esclerose múltipla compromete principalmente a chamada bainha de mielina, que pode ser identificada como uma capa que envolve os nossos condutores nervosos (que levam impulsos do corpo ao cérebro e vice-versa) e que permite uma condução mais rápida e energética dos impulsos nervosos.
No caso da esclerose múltipla, o organismo cria anticorpos contra a bainha de mielina e passa a não reconhecê-la. Pelo comprometimento dessa capa isolante, os impulsos se dispersam e o indivíduo deixa de ter controle dos comandos do cérebro.

Para levantarmos um copo, por exemplo, o cérebro envia um comando que, por meio do sistema nervoso central, atinge o sistema nervoso periférico e chega à mão, realizando o movimento.
Para uma pessoa com esclerose múltipla, que não dispõe da proteção da bainha de mielina, esses estímulos serão dispersos antes mesmo de chegar à mão, impedindo a ação.

Incidência
A esclerose múltipla acomete, na maioria das vezes, mulheres brancas e indivíduos jovens, que carregam um gene de suscetibilidade. Apesar desse gene, não é uma doença hereditária, manifestando-se sempre de forma isolada.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o número de casos na cidade de São Paulo aumentou em cinco vezes de 2002 a 2009. Atualmente, são 15 casos para cada 100 mil habitantes.
Em todo o Brasil, são cerca de 24.000 pessoas com a doença. Nos Estados Unidos, a incidência é bem maior, atingindo 200 pessoas a cada 100 mil habitantes.
De acordo com o Dr. Charles Peter Tilbery, neurologista do Einstein, essa variação geográfica ainda não tem uma explicação lógica. “O que sabemos é que a doença aparece mais em climas temperados e frios. Geralmente, porque a baixa luminosidade durante o ano diminui a proteção imunológica”, explica.

“No Brasil, por exemplo, a incidência nas regiões Norte e Nordeste é mais baixa que no Sudeste e na região Sul”, afirma.

Diagnóstico e Tratamento
Segundo o neurologista do Einstein, a dificuldade em determinar o diagnóstico de esclerose múltipla está no fato de que os pacientes nem sempre apresentam um quadro clínico característico.
“Geralmente, o primeiro sintoma é a perda de visão em um dos olhos. Depois vem sensação de formigamento nos membros e perda de movimento em um deles. É difícil diagnosticar, porque são sintomas que lembram os de um derrame”, analisa o médico.

Para um diagnóstico preciso, é necessário descartar a presença de várias outras doenças. “Para a suspeita de esclerose múltipla, os sintomas devem ter duração de mais de um dia, cabendo ao neurologista excluir a possibilidade de outras doenças”, explica.

Ainda segundo o médico, os sintomas de esclerose múltipla aparecem e desaparecem espontaneamente durante semanas. Muitas vezes, um surto pode demorar anos para acontecer novamente.
Entre os surtos, acontece o período de remissão, em que o indivíduo não apresenta sintoma algum da doença. “É a forma mais habitual em 90% dos acasos”, afirma o neurologista.
“É fundamental lembrar que a esclerose múltipla é sempre ativa e que, quanto mais sintomas a pessoa tiver, mais chances de sequelas ela também terá. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menos chances terá de ficar incapacitada. E se for diagnosticada até o segundo surto, pode melhorar bastante a qualidade de vida do paciente”, explica.

Na maioria das vezes, apesar da perda de controle de movimentos, a capacidade de raciocínio do indivíduo com esclerose múltipla se mantém intacta. Já foram diagnosticados casos em crianças, mas são raros.
Na situação de surto, o paciente é tratado com corticoides para diminuir a inflamação. Normalmente, são prescritos medicamentos imuno-moduladores para o controle do sistema imunológico. Estes são distribuídos pelo Governo e estão na lista dos chamados medicamentos de alto custo. Para os pacientes que apresentam sequelas, o mais indicado é o tratamento com reabilitação multidisciplinar.

“O diferencial oferecido pelo Einstein é que, pela capacidade dos equipamentos de última geração, o diagnóstico pode ser realizado mais rapidamente”, afirma o neurologista.

Para os pacientes gravemente comprometidos, os cuidadores são fundamentais e devem acompanhar de perto o tratamento e o trabalho de reabilitação.

O tratamento medicamentoso da Esclerose Múltipla vem evoluindo nos últimos anos, desde o advento das drogas chamadas modificadoras da doença – DMDs – imunomoduladores: betainterferonas e o acetato de glatirâmer.

Porém, tais medicamentos têm eficácia parcial no controle dos surtos, de novas lesões encefálicas e medulares, e na progressão das incapacidades neurológicas ao longo do tempo.
Recentemente, novos medicamentos específicos vêm sendo aprovados pelas agências reguladoras e utilizados para o controle da doença, com eficácia muito superior aos imunomoduladores “tradicionais”. Entretanto, tais medicamentos requerem rigorosa monitorização devido ao perfil imunossupressor e riscos inerentes. São medicamentos de uso ambulatorial, sendo alguns de uso intravenoso, outros subcutâneos e poucos de uso por via oral.

Mesmo os procedimentos considerados “antigos” para o tratamento dos surtos clínicos, corticoesteróides, envolvem riscos e necessitam de monitorização, com a vantagem de poderem ser utilizados em regime ambulatorial, promovendo a deshospitalização dos pacientes.

Centro de Infusão de Imunobiológicos do Einstein
O Centro de Infusão de medicamentos Imunobiológicos tem objetivo de formar protocolos de tratamento; gerenciar pacientes ambulatoriais e internados; fornece segunda opinião para médicos quanto ao tratamento do paciente; identificar falha terapêutica precocemente; possibilitar a identificação de efeitos adversos relativos ao tratamento utilizado e melhora a aderência do paciente ao tratamento recomendado. Além de promover segurança do paciente e equipe e identificação precoce de possíveis complicações graves inerentes aos tratamentos imunossupressores.

Nosso centro é formado por um time multiprofissional, que envolve médicos neurologistas e de outras especialidades ligadas às manifestações da doença, enfermeiros e fisioterapeutas, o centro tem como objetivo melhorar o atendimento dos pacientes de esclerose múltipla desde o seu diagnóstico até o acompanhamento diário do problema.

Os pacientes podem contar com seu atendimento organizado, sendo divididas as agendas de visita médica, exames, terapias auxiliares e integrativas com uma melhor coordenação na aplicação de medicamentos.
Nossa estrutura física encontra-se no bloco A1, 2º andar e para informações sobre os protocolos de atendimentos, favor entrar em contato com o centro 2151-9471. Para direcionamento de atendimentos, falar com Ana Célia ou Glaucia.

http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/entenda-a-esclerose-multipla.aspx

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

2 pensamentos sobre “FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 69

  1. Não degenerativa??
    No video o neurologista falou que era uma doença inflamatório, mas que não se trata de ser degenerativa…
    Não sei se é ignorância minha, mas lembro e EM somente como degenerativa.
    Olhei em sites tb e a informação é que é degenerativa.
    E agora? Me tirem essa dúvida aí, por favor.

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