FGV – Assembleia Legislativa/MT 2013 – Questão 61

61. Existem várias abordagens terapêuticas para a hidroterapia. A que se utiliza das propriedades físicas da água, como a flutuação e a turbulência, para realizar exercícios de relaxamento, de estabilização e de resistência progressiva, é denominada

(A) Watsu.

(B) Bad Ragaz.

(C) Halliwick.

(D) Ai Chi.

(E) Zen shiatsu.

agua-coraçao

Excluindo o zen-shiatsu, que não é técnica de hidroterapia, deixo um breve (ou nem tão breve assim) apanhado sobre as técnicas de hidroterapia.

WATSU, Shiatsu na água
É trabalho corporal, na verdade, o primeiro trabalho corporal aquático. Pode ser usado tanto pelo público em geral, quanto para o crescimento pessoal, como por terapeutas; para tratamento de condições específicas ou para transcender as condições normais, juntamente com o nível de consciência.
Watsu pode ser usado para reabilitar como também por outros indivíduos que desejam transcender. Por este motivo, encontram-se pessoas de diversas áreas de atuação nos cursos. Isto enriquece mais ainda a formação, pois assim podemos trocar informações multidisciplinares com médicos, terapeutas holísticos, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, educadores físicos, advogados, engenheiros, professores e uma infinidade de profissionais que desejam de alguma forma colocar esta forma de aperfeiçoamento profissional e pessoal.
Watsu trata-se de submeter quem recebe à flutuação, conduzindo seus movimentos passivamente no ritmo da respiração.

Suavemente alongam-se os músculos, dissociando as cinturas, liberando as regiões enrijecidas do corpo, trabalhando com muita delicadeza as estruturas corporais; manipulando suave, mas fortemente a coluna vertebral, sem provocar dor, normalizando o fluxo energético corporal dos meridianos assim como o fluxo de energia da coluna vertebral, tudo isto em uma sintonia perfeita entre quem recebe e quem doa em um alto nível de compaixão,

Não necessariamente trabalham-se indivíduos acometidos de alguma patologia específica, pode-se atuar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em diversos níveis.

Watsu e Reabilitação
Qualquer profissional que utiliza o trabalho aquático, como parte de sua prática, se beneficiará aprendendo Watsu. Alguns profissionais irão utilizar Watsu como a principal intervenção no seu programa de tratamento. Outros irão encontrar nos seus clientes o máximo benefício quando Watsu for utilizado apenas como uma parte do programa de tratamento ou como parte de cada sessão do tratamento.
Terapeutas estão impressionados com os benefícios de tantos clientes. Algumas das muitas populações que tenham se beneficiado incluem as pessoas com lesões cerebrais traumáticas, lesões da medula espinal, tromboses, doença de Parkinson, artrite, paralisia cerebral, dor crônica, fibromialgia, espondilite anquilosante, pós-mastectomia, pós-cirurgia torácica e estresse pós-traumático.
O Watsu é uma terapia que surgiu do #Shiatsu, e é feita em piscina aquecida, de onde, através de movimentos e toques, as tensões físicas e emocionais são desbloqueadas, atingindo o nosso grande objetivo, que é fazer você relaxar!

Bad Ragaz
Trata-se de um conceito utilizado pela fisioterapia aquática ou hidroterapia exclusivamente horizontal, onde são utilizados os princípios físicos da água para desenvolver um programa de facilitação e resistência para executar padrões específicos de movimento com objetivos exclusivamente terapêuticos de reabilitação.

Histórico:  Na primeira parte do século 20, os conhecimentos sobre os benefícios médicos dos movimentos começaram a se desenvolver. Então, em 1930, terapeutas começaram a tratar ativamente de pacientes com lesões periféricas ou diminuição no arco de movimento. Os terapeutas começaram a amarrar seus pacientes em pranchas ou macas na água, oferecendo resistência aos seus movimentos (Ott, 1955). Esses movimentos, geralmente, eram movimentos bi-dimensionais simples, utilizados em solo e copiados para a água.
No inicio dos anos 50,  introduziram uma técnica onde colocavam nos pacientes flutuadores circulares e então os moviam aproximando e afastando do terapeuta. A resistência proporcionada pelo terapeuta era focada para atuar sobre problemas específicos do paciente. Esse método de Wildbad enfocava exercícios de estabilização e fortalecimento.
Em 1967 Dr. Zinn e equipe refinaram e modificaram os exercícios de Knupfer.
Em 1967 Os fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt incorporaram os padrões da FNP de Margareth Knott, no que resultou no método dos anéis de Bad Ragaz (MABR).

De um ponto de vista neurofisiológico e de fisiologia do exercício, também o método de Wildbad não era satisfatório, por não atender aos princípios de especificidade e precisão.
Quando as técnicas de Kabat e Knott (1952, 1968) foram introduzidas na Europa no começo dos anos 60, terapeutas tentaram incluir os movimentos tridimensionais e diagonais na terapia aquática (Davies, 1967). Mas, foi somente o trabalho conjunto que permitiu alcançar um conceito satisfatório para a integração dos movimentos diagonais tridimensionais sob forma de um método de hidroterapia.

Contribuições do Dr. Knupfer
– Posição horizontal
– Suporte c/ flutuadores
– Desenvolveu planos de movimento envolvendo várias articulações
– Introduziu conceitos da neurofisiologia
– O fisioterapeuta como ponto fixo, estabilizador do movimento.
– As reações de estabilização adaptadas à tarefa
– Observaram-se sinergias nos padrões de movimentos 
– Trabalho isotônico resistido dos grupos musculares agonistas e antagonistas
– A oportunidade clínica do uso do ex. em cadeia cinética fechada com segurança

Knupfer introduziu a flutuação, turbulência, tensão superficial, e temperatura a 33,3ºc
Vantagens Terapêuticas
– Reduzir a dor 
– Complacência dos tecidos moles
– Reduzir o tônus muscular 
– Promoção do relaxamento diferenciando o exercício na água do exercício na terra. 

O Método Bad Ragaz praticado hoje internacionalmente, foi inicialmente desenvolvido em Bad Ragaz, na Suíça em 1950, 1960. O método aperfeiçoado foi então publicado por Egger (1990) como “O Novo Método dos Anéis de Bad Ragaz”.

Características:
– Uso das propriedades da água como turbulência e  flutuação são usados como suporte.
– Executar  movimentos anatômicos, biomecânicos e fisiológicos das articulações e músculos em padrões funcionais.
– Trabalhar com o paciente individualmente.

Equipamentos:
– Colar cervical
– Flutuador pélvico
– Flutuador de tornozelos.
Temperatura da água: 34º – 35º C 

Objetivos:
– Aumentar a amplitude de movimento articular e a mobilidade dos tecidos nervosos e miofascial.
– Melhorar a função muscular e – Preparar os membros inferiores para a descarga de peso.
– Restaurar o padrão normal de movimento dos MMSS e MMII.

Indicações:
– Condições ortopédicas e neurológicas, por exemplo pré e pós operatório, após fratura artrite reuamatóide, osteoartrite, espondilite anquilosante.
– Pacientes de cirurgias torácica, cardíaca e mamária. – Condições neurológicas – Paraplegia
– Hemiplegia – Parkinson (com cautela).
– Condições neuromusculares – fortalecimento leve. – Lesões M.M.S e M.M.I.
– Disfunções traumato-ortopédicos em que o paciente apresenta déficit cinético-funcional envolvendo ADM, ↑ força, dor, ler-dort, lombalgias.
– Doenças reumáticas (fibromialgias, artroses e artrites).
– Qualquer condição que envolva déficit de musculatura de tronco ou cinturas.
– Utilização juntamente com técnicas funcionais.
– Patologias ou condições de fraqueza de tronco, estabilidade proximal diminuída.
– Distrofia simpático reflexa.
– Lesões do Sistema Nervoso Central (SNC). Mostra excelente resposta aos movimentos passivos para alongamento, ganho de ADM, relaxamento e inibição de tônus. Exemplos: AVC, Parkinson, TCE, etc.

Contra-indicações e precauções:
– Programas devem ser planejados para evitar a fadiga dos pacientes (a liberdade da água pode encorajar atividades demasiadas).
– Pacientes que se encaixam nas contra-indicações da hidroterapia.
– Os pacientes recebem uma grande quantidade de estímulo vestibular durante o tratamento ( evite tonturas).
– Cautela durante o tratamento dos pacientes com condições agudas de coluna ou extremidades, devido a possibilidade de alongar demasiadamente articulações doloridas edemaciadas e com frouxidão.
– Pacientes com condições neurológicas onde exercícios ativos e resistidos aumentam a espasticidade em tronco ou membros ou na presença de hipertonia.
– Dor, quadros agudos e instabilidade articular.
– Posicionar-se adequadamente, utilizar mecânica correta.
– Evitar fadiga excessiva.
– Utilizar cuidadosamente as técnicas com pacientes espásticos.
– Monitorar o estímulo excessivo do aparelho vestibular.

Técnicas:
Isotônica
Neste exercício, a resistência é graduada e controlada pelo fisioterapeuta, o qual age como um estabilizador movendo-se a partir do movimento do paciente na água. O fisioterapeuta pode aumentar ou diminuir a resistência, movimentando o paciente na mesma direção (assistido), ou em direção oposta ao movimento (resistido). 

Isocinética
Neste exercício, a resistência é graduada e controlada pelo paciente, o fisioterapeuta atua como um fixador enquanto o paciente se movimenta. O fisioterapeuta fixa parte do corpo, enquanto o paciente determina a quantidade de resistência proporcionalmente à velocidade do movimento.

Passiva
O paciente é movimentado na água, com a utilização dos padrões para relaxamento, alongamento de tronco e coluna e inibição de tônus. Utilizado principalmente em casos de dor ao se realizar o movimento ativo (analgésica) e para ganho de ADM. Também para ensinar o padrão ao paciente (propriocepção).

Isométrica
O exercício isométrico na água é realizado quando o paciente mantém determinada posição, enquanto é movido na água. A posição do paciente é fixa, sendo que a água provê a resistência para a contração sustentada do paciente.
Obs. Os padrões de MMSS e MMII podem ser realizados unilateralmente ou bilateralmente. Ainda em relação aos padrões bilaterais, podem ser simétricos ou assimétricos.
Posicionamento

O paciente utiliza colar cervical e cinturão pélvico ao nível L1 – S2, podendo-se utilizar “caneleiras”.
Características encontradas nas técnicas Bad Ragaz e Kabat:
Trabalho com resistência máxima;
Contatos manuais específicos e corretos;
Aproximação (compressão) das articulações durante execução de determinados padrões;
Tração (separação) das articulações para execução de determinados padrões;
Comando verbal firme, curto e preciso durante toda sessão;
Iniciação rítmica;
estabilização rítmica;
Irradiação (inicio pelo lado são para irradiar o aprendizado para a execução no lado lesado. Também de músculo fortes irradiando para músculos fracos.);
Contatos proximais e distais;
Pode-se monitorar o esforço do paciente durante toda a ADM.
 
Relação fisioterapeuta e técnica
• A técnica exige proporção de 1/1.
• O nível da água não deve ser superior a T8-T10 ou axilar.
• Uso de calçado.
• Pesos nos tornozelos ou cinturões de lastro podem estabilizar o fisiot.
• Posicionamento em geral 1 pé a frente do outro.

Diretrizes do Tratamento
• Atendimentos iniciais de 5`- 15` evitando a fadiga
• Evolução até 30`
• Técnicas de exercícios passivos podem reduzir a hipertonia
• Selecionar grupos p/ evitar ↑ da espasticidade

Progressão do exercício
Resistência
Quando o corpo é movido ou move-se através de água, a resistência encontrada é a somatória da pressão negativa de trás do objeto, juntamente com as forças de atrito na frente do objeto.

Velocidade → ↑ fluxo turbulento → ↑ resistência.

Como aumentar a resistência ao movimento
1. Adição de anéis flutuadores ou palmares.
2. a amplitude de movimento (partir da posição totalmente flexionado).
3. Alteração do braço de alavanca.
4. Mudança da resistência de proximal para distal.
5. da velocidade do movimento.
6. Alteração da direção de movimento.
7. Uso de inversões rápidas e padrões recíprocos para ↑ do arrasto global.
8. do suporte de flutuação.

Tipos de Bad Ragaz
Alguns profissionais e instrutores não qualificam o Bad Ragaz como uma técnica e sim como um Conceito. Outro detalhe importante é que existem duas linhas básicas de Bad Ragaz. Uma linha que podemos chamar de mais americanizada que, desenvolve o trabalho utilizando os flutuadores como suporte para manter o paciente em horizontalidade e atua com diversos princípios para alcançar os objetivos estabelecidos como, cadeias musculares não necessariamente fechadas, movimentos nem sempre em diagonais, alongamentos e relaxamento muscular com uma gama de possibilidades bem maiores que a forma européia que possui cerca de 25 padrões de movimentos levando sempre em consideração a adaptação da Facilitação Neuro Proprioceptiva em movimentos diagonais.
Para avaliar qual forma é melhor, podemos dizer que se perguntarmos a quem trabalha com a forma americana qual a melhor, ele irá responder que é a dele. Assim como quem trabalha a européia irá defender os seus princípios. O ideal para nós é saber as duas e utilizar como ferramenta no momento correto em que o paciente necessita. Afinal o paciente não quer saber nem qual é o nome da técnica e sim que seu caso seja resolvido. Então, desenvolvemos uma terceira linha de Bad Ragaz, a forma brasileira talvez.

Características
– Posicionamento horizontal
Com o auxilio dos flutuadores durante todo o tempo o paciente está posicionado horizontalmente na água. Alguns pacientes devem ser trabalhado de forma a adaptar-se ao meio liquido para posteriormente ser colocado nos flutuadores na posição para se trabalhar. Este posicionamento é interessante devido a tridimensionalidade que propicia a conduta terapêutica. Pode-se trabalhar rente a superfície da água, no entanto trabalhamos também para baixo, cima e a forma que mais caracteriza a técnica é são as diagonais dos movimentos que iremos dar mais ênfase em diante.

– Suporte de flutuadores em quadris, cabeça e extremidades dos MMII
O flutuador mais importante é o da cervical, ele está sempre presente e deve ser um flutuador de boa qualidade que possibilite um bom apoio na cabeça e que possibilite o paciente se sentir extremamente seguro. Apesar de ser denominado como sendo um flutuador cervical ele deve dar apoio na cabeça e não na cervical. Alguns flutuadores possuem amarras que são passadas no dorso e prendem-se na frente, recomendáveis para pacientes menos experientes e ou com medo e insegurança em meio fluido. O Flutuador de quadril deve ser um flutuador que respeite a mobilidade do paciente sem escapar dos quadris durante os movimentos mais expressivos e permanecer confortável nos movimentos mais suaves.
Os flutuadores dos MMII por sua vez não são utilizados durante toda a sessão e dependerá da densidade dos membros do paciente. Membros mais densos que a água tem a tendência a afundarem e por isto seu uso é quase obrigatório para que o paciente permaneça com o corpo alinhado na água evitando compensações durante os movimentos.

– Os movimento envolvem várias seguimentos articulares
O Corpo é um conjunto de seguimentos unidos uns nos outros, quando temos uma articulação trabalhada ou um membro, consequentemente esta interação existente irá se conectar umas com as outras e o efeito do trabalho se dará de forma positiva ou negativa, dependendo a forma de se realizar o movimento. Para buscarmos a eficiência e a eficácia do movimento, evitamos compensações e nos focamos na postura correta do terapeuta e do paciente. Os pacientes tem diferentes níveis de compreensão e conscientização corporal e de movimento, cabe ao fisioterapeuta dar as vozes de comando correta para que ele faça o movimento satisfatoriamente.

– O fisioterapeuta é o ponto fixo, estabilizador do movimento.
O meio fluido é muito irregular e inconstante, realizar um trabalho corporal eficiente neste meio é compreender totalmente os princípios físicos da água e atuar de acordo com eles. Para respeitarmos devidamente a técnica, devemos sempre ser o contato fixo que o paciente tem. Os movimentos irão depender desta estabilização e darão ou não a segurança que o movimento necessita. Trabalhar com pacientes muito mais fortes que o fisioterapeuta requer bom posicionamento e postura por parte do profissional. Isto não quer dizer que o movimento paciente mais forte irá superar a resistência do profissional e deslocá-lo provocando instabilidade. Realizar a técnica com perícia é estar pronto para esta situação, como em atendimentos de atletas e quando o profissional é de menor estatura. Lembramos que os primeiros a realizar este trabalho eram anglo saxão e normalmente com estatura media alta, ao contrario do latino. Sendo assim algumas boas adaptações são necessárias.

– Estabilização adaptadas à tarefa
Este item complementa o anterior. Dependendo o movimento que será realizado, a força necessária a disparidade de tamanho entre paciente e fisioterapeuta. Algumas adaptações são necessárias. Podemos mudar os braços de alavanca para compensar o esforço. Podemos solicitar que o paciente realize o movimento apoiando em barras na lateral da piscina, Podemos até solicitar o ajuda de um auxiliar se necessário e possível. Cada tarefa ou movimento requer uma estabilização específica. O posicionamento do profissional está ligado diretamente a esta característica.

– Sinergias nos padrões de movimentos
Buscamos durante todo o tempo estar em uma cadência de movimento apropriada a tarefa executada, respeitando o estado físico geral do paciente. Em alguns caso, especialmente os neurológicos, podem ocorrer padrões de movimentos em catraca ou inconstante, Tentamos neste movimento alterar, diminuindo a resistência, buscar a sinergia do movimento.

– Movimentos isotônico resistido dos grupos musculares agonistas e antagonistas
Podemos especificar o grupo muscular que desejamos trabalhar dando mais ênfase a determinadas fases do movimetno para que possamos atingir nosso objetivo. No entanto dificilmente trabalhamos apenas este grupo muscular. Por mais atenção que colocamos a isto sempre iremos estar atingindo também a musculatura antagonista no retorno do movimento, devido aos princípios físicos da água.

– Uso do movimento em cadeia cinética fechada com segurança
Em alguns padrões de movimentos podemos solicitar que o paciente tente resistir ao mínimo movimento do corpo e nos movimentamos de forma aleatória na água. Desta forma estaremos trabalhando toda a cadeia muscular de forma fechada.

– Executar movimentos anatômicos, biomecânicos e fisiológicos das articulações e músculos em padrões funcionais.
Em meio fluido temos toda a visão corporal e a facilidade de poder manipular o paciente em todas as direções, sendo assim, buscar a movimentação biomecanicamente é mais fácil, logicamente isto para o profissional devidamente preparado.

– Trabalha com o paciente individualmente.
No Bad Ragaz atendemos apenas um paciente e podemos focar os objetivos de tratamento sendo o mais eficiente e eficaz possível.

– Trabalha com resistência máxima
Esta característica é muito importante assim como não menos o fato de buscarmos a resistência máxima de cada paciente respeitando suas limitações mas sempre focando em melhorar este nível de resistência a cada sessão. Lembramos que se muitas vezes apenas fixar e permitir a movimentação a água dá a resistência ideal que este paciente possui. Isto faz valer a pena entrar com ele na piscina optando para este tipo de tratamento. Lembramos a primeira regra da fisioterapia aquática, custo beneficio. Vale a pena entrar na piscina.

– Contatos manuais específicos
Principalmente em casos neurológicos os contatos manuais são muito importantes. Respeitar os padrões de movimentos e não estimular pontos que não interessam ser estimulados evitando que o paciente entre em padrões espásticos desnecessariamente é uma preocupação durante todo o trabalho. Apesar de um dos objetivos do Bad Ragaz ser o de ganho de força a técnica busca muito a estimulação neurológica. Quando utilizamos os pontos ideais de contato atingimos a eficiência máxima da terapêutica.

– Comando verbal firme, curto e preciso
Muitos pacientes estarão com os ouvidos imersos ou semi-imersos em água durante a realização dos movimentos e necessitam ouvir os comando verbais. Sendo assim a voz de comando deve ser um pouco militar. Em alguns momentos também necessitamos fazer correções do movimento realizado. Tentar explanar de forma muito detalhada o movimento apenas dificulta. Procure frases curtas e precisas para que seja compreendida. Lembramos também que o profissional necessita usar um pouco ou muita força em determinados momentos e procurando neste momento de mais força expelir o ar para na realizar manobras de Valsauva e comprimir suas vísceras e arruinando sua postura, buscando uma longa vida como fisioterapeuta aquático.

– Controle de ritmo de movimento
Esta característica está ligada com a busca de sinergia dos movimentos. Buscamos o controle total do ritmo de movimento durante o trabalho. Efetuar um movimento fora de ritmo pode ser extremamente prejudicial ao paciente. Mudanças de fluxo de forma inesperada e sem controle podem levar a uma lesão. Por outro lado realizar a movimentação no ritmo certo leva a diversos ganhos como; Estimulação neurológica adequada, equilíbrio neurológico e mental, estimulação da fibras musculares sem provocar micro lesões, etc.

– Princípio de irradiação
Este principio diz respeito a irradiar para o lado lesado, trabalhando primeiramente o lado não lesado os benefícios que o Bad Ragaz propicia.

– Contatos proximais e distais
Quase sempre temos durante os movimentos contatos proximais e distais, o proximal pode dar estabilidade e o distal pode dar a resistência e dependendo o que o profissional objetiva no tratamento ele dá mais ênfase ao contato desejado. Podendo aliviar o contato proximal se deseja dar mais resistência do que estabilidade, porque enxerga esta possibilidade neste paciente, ou ao contrario dando mais ênfase no contato proximal buscando mais estabilidade do que resistência porque acredita que este paciente necessita se adequar aos poucos ao trabalho.

– Controle do esforço do paciente durante toda a ADM
O Bad Ragaz possibilita ao fisioterapeuta estar com o controle total do paciente em todos os momentos. Devemos através da voz de comando estar sempre no controle da situação. Podemos exigir mais esforço durante determinada parte do movimento se desejarmos e ao contrario também. Algo interessante é que temos verdadeiramente a mesma resistência durante todo o movimento se assim desejarmos. E podemos alterar a resistência para mais ou menos de acordo com nossos objetivos.

Halliwick
O Conceito Halliwick é uma abordagem para ensinar todas as pessoas, em particular as com deficiência física e/ou intelectual, a participar de atividades aquáticas moverem-se com independência na água e nadar” (Conceito Halliwick IHA 2010).

Quando o Halliwick foi desenvolvido (veja, para mais detalhes, “A História do Halliwick” no site da IHA) era chamado de Método Halliwick. Em 1994 a Associação Halliwick Internacional (IHA) foi fundada com objetivos de promoção e desenvolvimento do Halliwick por todo o mundo. Decidiu-se, então, usar o termo Conceito Halliwick visto que a palavra “conceito” sugere amplidão estruturada, dentro da qual, diferentes praticantes podem aplicar o Halliwick, como apropriado, em contextos diferentes.

O Conceito influenciou professores de natação tradicionais e técnicas de hidroterapia. Também foi desenvolvido dentro de atividades terapêuticas especificas. O Conceito Halliwick reconhece os benefícios que podem ser extraídos das atividades na água, e estabelece os fundamentos necessários para o ensino e aprendizagem neste ambiente. Estes benefícios são holísticos e incluem aspectos físicos, pessoais, recreacionais, sociais e terapêuticos. Portanto pode ter um importante impacto na vida das pessoas.

Filosofia
O Halliwick, desde sua concepção em 1949, sempre enfatizou a alegria de estar na água e como o prazer intensifica o aprendizado. Consistentemente manteve a filosofia de oportunidades iguais.
O Halliwick usa o termo “nadador” para todos que estejam aprendendo na água, que possam nadar independentemente ou não, assim, enfatiza a inclusão, participação e altas expectativas.
“Nadadores” aprendem a controlar o equilíbrio na água, sem ajuda de flutuadores. Conseguido através do trabalho na relação um-para-um com apoio mínimo e ajustável do assistente.
O trabalho em grupos dá ao “nadador” a chance de aumentar o aprendizado, visto a melhor motivação e deixa que aprendam uns com os outros. Grupos possibilitam oportunidades para comunicação e socialização. Jogos também são utilizados como um bom cominho ao aprendizado pela brincadeira e diversão.

O Programa dos Dez Pontos
O Programa dos Dez Pontos é um processo de aprendizagem estruturado através do qual a pessoa sem experiência prévia pode progredir à independência na água. Isso acontece através do domínio e controle de movimentos no ambiente aquático.
Através dos Dez Pontos o “nadador” gradativamente, melhora a respiração, equilíbrio e controle de movimentos, torna-se mais confiante na água e experimenta maior liberdade em imersão.
Isto é conseguido através do trabalho na relação um para um, com um instrutor que dá apoio adequado permitindo ao “nadador” aprender sem o uso de flutuadores artificiais. Sempre que possível o “nadador” inicia e controla os movimentos, o instrutor dá o apoio quando e se necessário.
Para muitos o Programa dos Dez Pontos será a oportunidade de aprender a nadar com competência, enquanto que para outros dará a chance de participar em outras atividades aquáticas.

Os Dez Pontos são:
1. Adaptação Mental
2. Desligamento
3. Controle da Rotação Transversal
4. Controle da Rotação Sagital
5. Controle da Rotação Longitudinal
6. Controle da Rotação Combinada
7. Empuxo
8. Equilíbrio em imobilidade
9. Deslize em Turbulência
10. Progressões Simples e Movimentos Básicos de Natação

Ai Chi
” Ai Chi é o suspiro que damos quando estamos em paz “, afirma Jun Konno , fundador do Ai Chi.
Ai chi é um programa de exercícios em grupo na água morna e rasa . Fornece benefícios relaxantes vividos durante a massagem na água sendo influenciada pelos movimentos fluindo, contínuos e graciosos semelhantes a muitas disciplinas físicas do Leste Asiático

O programa é executado com respitração profunda e combinada com os movimentos lentos, amplos, circulares e constantes. Ai Chi provoca uma sensação de harmonia e relaxamento interno profundo.
Os exercícios incluem a atenção para um componente mental , consciência proprioceptiva , respiração centralizada.

Ai Chi oferece todos os benefícios associados a qualquer prática corpo-mente, oferece maior circulação e consumo de oxigênio. Pessoas em condições físicas limitadas desfrutam dos benefícios que a prática propicia.

Princípios do Ai Chi:
YUAN – fazer os movimentos de forma circular, buscando a harmonia interna e externa.
SUNG – relaxar, interna e externamente, para promover a circulação sanguínea.
CHING – não tencionar o corpo ou torná-lo rígido.
YUN – movimentar-se em determinada velocidade, controlada pela mente.
CHENG – manter bom equilíbrio e postura.
SHU – movimentar o corpo de forma fácil, confortável e relaxada.
TSING – dirigir o pensamento para a mente, concentrar-se.
Princípios do Ai Chi:
YUAN – fazer os movimentos de forma circular, buscando a harmonia interna e externa.
SUNG – relaxar, interna e externamente, para promover a circulação sanguínea.
CHING – não tencionar o corpo ou torná-lo rígido.
YUN – movimentar-se em determinada velocidade, controlada pela mente.
CHENG – manter bom equilíbrio e postura.
SHU – movimentar o corpo de forma fácil, confortável e relaxada.
TSING – dirigir o pensamento para a mente, concentrar-se.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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