VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 47

47. Em relação aos níveis de amputação dos membros inferiores, na amputação do tipo Syme, o paciente

(A) consegue descarregar todo o peso do corpo sobre a extremidade amputada, permitindo uma condição ambulatória, embora precária, sem o uso de prótese.

(B) possui dificuldades para se adaptar a um calçado convencional, pois esse nível de amputação determina um coto de amputação muito curto.

(C) perde o fim da fase de apoio durante a marcha sobre o lado amputado, quando o ante-pé se desprende do chão, impulsionado pelos músculos flexores plantares, sendo compensado com a utilização de palmilhas especiais para impulsão.

(D) possui um grau de independência definitivamente comprometido, pois não tem condições de vestir a prótese sem auxílio de outra pessoa.

(E) possui descarga de peso, embora parcial do peso sobre a extremidade do coto, favorecendo a protetização e permitindo ao paciente deslocamentos dentro da casa, sem o uso da prótese.

AmputaçãoSyme

Fiquei na dúvida quanto a resposta “A”. A banca fala que o paciente consegue a descarga de peso.Dependendo da fase do PO isso é possível, embora não seja recomendável. Então essa alternativa também responde à questão. Se o enunciado ao menos descrevesse “qual a conduta mais apropriada” ou “qual o esperado”. A alternativa “B” é outra que está um pouco esquisita, pois é evidente que qualquer amputação de MMII vai causar dificuldades para a utilização de calçados convencionais, quando isso for possível. A dúvida é sobre o coto ser curto, o que pela imagem podemos ver que não é tão curto, mas fica uma coisa muito variável.

Apesar dos pesares, a alternativa “E” é realmente mais precisa.

DESARTICULAÇÃO DO TORNOZELO DE SYME

Em 1843, James Syme, professor de cirurgia da University of Edinburgh, descreveu sucintamente sua operação como “desarticulação da articulação do tornozelo, com preservação de um retalho do calcanhar, para permitir a sustentação de peso na extremidade do coto”. Como a almofada do calcanhar é preservada, este procedimento pode ser considerado um tipo de ablação parcial do pé. Sua indicação principal é a impossibilidade de salvar um nível funcional mais distal do pé infectado ou traumatizado com artéria tibial posterior (fonte principal da irrigação sanguínea do calcanhar) normal. Esta operação permite a estes pacientes um retorno muito mais rápido à condição de sustentação de peso do que a artrodese do tornozelo, tendo em vista que não exige a fusão ou ancilose fibrótica dos ossos.

RESULTADO FUNCIONAL ESPERADO DA DESARTICULAÇÃO DO TORNOZELO DE SYME
Como a desarticulação do tornozelo de Syme preserva a sustentação da almofada do calcanhar ao longo das vias proprioceptivas normais, é necessário treinamento mínimo para andar com a prótese. Este nível também poupa mais energia do que o nível transtibial.

É uma amputação realizada com a desarticulação tíbio-társica com uma secção óssea logo abaixo dos maléolos. A sutura dos músculos, tecido subcutâneo e pele é feita na região anterior ao nível distal da tíbia.
Etiologia: vascular, traumática, anomalias congênitas, deformidades adquiridas .
Vantagens: permite descarga distal sobre o coto protetização futura com pé protético marcha precoce sem prótese.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A ou E

Alternativa que indico após analisar: E

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