VUNESP – Câmara de São Paulo/SP 2007 – Questão 43

43. Um homem, 35 anos de idade, entra no ambulatório de fisioterapia queixando-se de dor lombar irradiada para face posterior da coxa, perna e lateral do pé que melhora com o repouso. O exame físico mostra retificação da lordose lombar e escoliose antálgica; mobilidade diminuída principalmente no plano sagital. O teste da elevação da perna estendida de Lasegue é positivo em um ângulo de até 30º. O exame motor evidencia uma diminuição da força de flexão do joelho e do pé. O reflexo Aquileu está abolido. O caso clínico descrito é característico de

(A) hérnia discal nos segmentos L4 – L5.

(B) hérnia discal nos segmentos L5 – S1.

(C) lombalgia discogênica.

(D) espondilite infecciosa.

(E) doença de Paget.

lasegue mm

Um caso clínico bem interessante. Podemos excluir a doença de Paget, por não haver outros sinais característicos desta patologia relatados no caso clínico, e também a espondilite infecciosa, porque se houvesse uma infecção não haveria melhora com repouso.
O que é determinante para a resposta nesse caso clínico é a diminuição de força em flexores de joelho e tornozelo e o reflexo aquileu abolido, bem como a angulação em que o teste de Lasègue foi considerado positivo.

Sendo S1 o miótomo dos flexores plantares e o reflexo aquileu é específico para se testar os níveis motores de S1 e S2.

O teste de lasègue é epônimo de Charles Lasègue (neurologista francês do Século XIX) que  é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombociatalgias, muito comuns nas hérnias de disco. O paciente é colocado comodamente deitado e relaxado. Testa-se, primeiramente, o lado assintomático ou menos sintomático e, depois o lado afetado. Com uma mão apoiando o calcanhar, eleva-se, vagarosamente, o membro inferior até mais ou menos 40 graus. 
Quando há neurite esta manobra reproduz a dor do paciente, ou seja, dor originária da região lombar ou glútea irradiando-se para o membro inferior no território do nervo ciático, muitas vezes acompanhada de parestesia. Se houver muita dor a manobra deve ser interrompida antes do seu final e terá maior valor semiológico. 

Além dos 40 graus, a manobra deixa de ter especificidade e começa a existir movimentação da pelve associada à flexão do quadril, surgindo dor originária de outras estruturas. O sinal de Lasègue só é considerado positivo se reproduzir à dor espontânea do paciente. Para torná-lo mais especifico faz-se, primeiro, a flexão do quadril com o joelho fletido. Não deverá haver dor. Se for mantida a flexão do quadril e estender-se vagarosamente o joelho, haverá desencacleamento da sintomatologia. A dorsiflexão passiva do pé, também, agrava a dor.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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