IADES – EBSERH – UFTM/MG 2013 – Questão 42

42. Quanto à marcha patológica caracterizada pelo comprometimento da musculatura pélvica, na qual o quadrado lombar compensa estes déficits, associada a uma hiperextensão dos joelhos e marcha na ponta dos pés, assinale a alternativa correta.

(A) A marcha trendelemburg.

(B) A marcha festinante.

(C) A marcha anserina.

(D) A marcha atáxica.

(E) A marcha escarvante.

imovel na planta

Não gostei da descrição dessa questão. Ela descreve “hiperextensão dos joelhos e marcha na ponta dos pés”, e isso é incorreto, nenhuma alternativa tem marcha com essa característica, temos duas ali onde o paciente anda na ponta de apenas um pé. Isso faz toda diferença e atrapalha demais o raciocínio para se chegar à resposta. É hilário imaginar uma marcha assim, nem marcha coreica se aproxima de andar com hiperextensão de ambos os joelhos e com os pés caídos em ambas as pernas. Quando o candidato erra o plural nas questões de português se dá mal, então por que as bancas podem sambar na cara da língua portuguesa? Mais uma para a seleção de cagadas das organizadoras.

Claro que podemos facilmente eliminar as alternativas “A”, “B” e “D”, restando apenas “C” e “E”. Nas duas ocorre o descrito no enunciado. Mas a diferença é que na “E”, apesar do pé caído, não há hiperextensão do joelho, restando apenas a “C”.

Marcha de Trendelemburg
Queda da pelve para o lado oposto, déficit de glúteo médio. Este tipo de marcha pode ser causado por várias lesões, como nas miopatias, luxação bilateral de quadril, polineuropatias.

Marcha Parkinsoniana ou festinante
Marcha em bloco, pois o paciente encontra-se rígido. A rigidez muscular generalizada torna difícil o início da marcha, dando a impressão de que o enfermo se acha preso ao solo. Às vezes, só após algumas tentativas consegue iniciar a marcha, que se realiza em passos curtos, com a cabeça e o tórax inclinados para frente (bradicinesia). Antebraços e os joelhos rígidos em discreta flexão. Não há o balanço dos braços como na marcha normal.

Marcha Ceifante ou Helicópode (Hemiplegias espásticas)
Membro inferior em extensão e o pé em leve eqüino. O membro inferior se torna rígido e aparentemente maior que o oposto. Circundução ao redor da coxa, como se ceifasse a terra (marcha ponto e vírgula). Membro superior em flexão, rotação interna, adução, unido ao tronco, e o antebraço, ligeiramente flexionado em pronação, dedos fletidos.

Marcha Ebriosa ou Atáxica Cerebelar
Quando há lesão cerebelar, o paciente aumenta a base de sustentação para poder ficar de pé, já que muitas vezes é até impossível esta posição. Pode haver oscilações para os lados e tendência a quedas (ziguezague).
É difícil a marcha em linha reta, pois há desvio de marcha para o lado do hemisfério lesionado, e o enfermo, tentando compensar este erro, desvia para o lado oposto A marcha é insegura, e os passos desordenados, o paciente caminha com as pernas afastadas uma da outra, levantando-as em excesso para em seguida projeta-las com energia no solo, tocando-o com o calcanhar.

Marcha Escarvante
Encontrada em lesões do nervo fibular comum, não permitindo dorsiflexão do pé (pé caído), em consequência, o paciente ao andar flete a coxa, eleva a perna e o pé cai. O bico do sapato toca no solo como se escavasse o mesmo, por isto seu nome “escarvante” ou stepage.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

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