IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 28

28. Quanto maior a curvatura lateral da coluna, maior a probabilidade do paciente apresentar sintomas pulmonares. Intervenções para escoliose idiopática podem ser classificadas como não cirúrgico, caso o ângulo mensurado pelo método de Cobb esteja em um grau

A) maior que 50°.

B) maior que 40°.

C) menor que 40°.

D) entre 50° e 60°.

E) entre 45° e 55°.

escoliose

Essa é a última questão dessa prova que irei comentar, já que as demais questões de conhecimentos específicos versam sobre legislação de Conselho de saúde, não são de fisioterapia propriamente dita.

Questão simples. Só para acrescentar, reparem o quanto as alternativas “D” e “E” limitam as opções. Quando se diz que é não cirúrgico entre digamos 45º a 60º, isso significa que é cirúrgico qualquer angulação acima e abaixo. Isso é obviamente incorreto.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. Essa avaliação sempre deve ser feita em conjunto com o exame físico do paciente e deve ser avaliada criteriosamente caso a caso. O objetivo da cirurgia da escoliose é reduzir a curva e evitar a progressão da deformidade.

Curvaturas graves (maior que 50 graus) são mais propensas a progredir na vida adulta. Quando uma curva progride para 70-90 graus, ela não só determina uma deformidade muito ruim, mas muitas vezes pode resultar em comprometimento cardiopulmonar, por diminuir o espaço disponível para os pulmões e o coração.

Normalmente, cerca de 50% ou mais de correção pode ser obtido com a cirurgia utilizando sistemas de instrumentação (materiais cirúrgicos) modernos. Esses materiais utilizados são compostos por parafusos, ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna alinhada.

Uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna vertebral não se move naquele segmento e a curva pára de progredir. Geralmente não é necessária a remoção dessas hastes e parafusos.

A cirurgia é realizada na região posterior da coluna (parte de trás das costas) e em alguns casos especiais e raros de curvas rígidas, pode ser associada uma cirurgia pela frente.

Curvas que estabilizaram abaixo dos 30º são, na sua grande maioria, estáveis. Nestes casos geralmente não é necessário fazer qualquer terapia especí­fica, apenas um esporte praticado com regularidade.

Apenas por precaução recomenda-se verificações a cada 5 -10 anos se a curva for superior a 20°, uma vez que, curvas muito pequenas podem evoluir ainda que muito raramente.

Quando a escoliose é mais importante (mais de 30°, mas inferior a 50°), devemos considerar que a escoliose esteja estável até que se prove o contrário, por isso é necessário fazer uma projeção, com o propósito do orçamento, de verificações periódicas regularmente (a cada 12, e máximo de 24 meses), com um especialista em escoliose que tomará medidas para monitorar a situação, os raios-x pode ser feitos a cada 5 anos ou mais e o controle é igualmente eficaz.

Se os controles documentarem um agravamento, podem ser úteis para definir um plano de exercícios específicos desenvolvidos por profissionais especialistas e experientes e por isso conhecedores para que seja possí­vel manter a situação estável.

A deterioração se ocorre, é muito lenta, meio grau ou um grau por ano, e, usualmente em mulheres são mais comuns na menopausa. Outro perí­odo crí­tico pode ser gravidez, durante o qual exercí­cios especí­ficos, nestes casos, sempre recomendados.

Na escoliose grave (acima de 50°), se for decidido não fazer cirurgia, deve-se definir planos de exercí­cios fisioterapêuticos especí­ficos para executar de forma consistente já que o risco de evolução é concreto na idade adulta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

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