IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 24

24. Os pacientes com hemiplegia têm dificuldade em alcançar uma fase normal de oscilação ao andar. Há uma variação no grau de dificuldade, mas classicamente os problemas são causados pelos seguintes fatores, EXCETO:

A) O paciente deve soltar seu quadril e joelho, deixando o calcanhar cair para dentro, isto é, em rotação externa.

B) Incapacidade de transferir peso adequadamente sobre o membro sadio e soltar o membro afetado para a oscilação.

C) Padrão espástico da extensão – após um passo para frente com o membro sadio, o membro afetado, atrás, tem acentuada hipertonia em todos os grupos musculares extensores.

D) Perda do movimento seletivo com inibição recíproca perturbada. Ocorre quando o paciente eleva o membro hemiplégico para dar um passo para frente e ativa o padrão de flexão em massa.

E) Joelho hiperestendido – ocorre a extensão seletiva ativa do quadril, não sendo possível ao paciente e, por esta razão, é incapaz de trazer seu peso para frente sobre o pé hemiplégico, ele dá o passo com a perna sadia e o quadril afetado move-se na mesma direção.

corpo em movimento

Como não domino o assunto, procurei artigos e achei dois bem interessantes. Abaixo uma análise da marcha hemiparética.

http://www2.rc.unesp.br/eventos/educacao_fisica/biomecanica2007/upload/147-1-A-cbb1.pdf

O segundo artigo, uma comparação da marcha normal com a marcha hemiparética.
http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2002/RN%2010%2001/RN%2010%2001%202.pdf

Embora hajam diferenças de paciente para paciente, algumas generalizações acerca do padrão de marcha podem ser feitas.

Durante a marcha hemiparética, movimentos compensatórios produzem um deslocamento anormal do centro de gravidade, resultando em um maior gasto energético. Além disto, déficits sensitivos, movimentação inadequada da perna, e frequentemente dor devido às deformidades contribuem para a perda de equilíbrio, quedas e aumento da ansiedade diante da deambulação. A alteração da marcha classicamente descrita é o movimento de circundução realizado pela perna afetada. Este padrão de movimento é denominado “marcha ceifante” (alguns também a descrevem como “marcha helicoidal”). Porém uma observação mais acurada, analisando cuidadosamente as fases e subfases do ciclo da marcha é capaz de revelar alterações específicas dentre as quais destacam-se:

(1) Uma menor velocidade da marcha quando comparada com indivíduos que não sofreram um AVC,

(2) Assimetria entre o período de apoio e de balanço,

(3) Redução do período de apoio do membro afetado,

(4) Redução do comprimento do passo no lado afetado, e

(5) Contato inicial do pé durante a fase de apoio ocorrendo com o antepé devido a hiperatividade dos plantiflexores.

Isto torna a marcha hemiplégica lenta, laboriosa e abrupta, acarretando dificuldade na transferência de peso e maior gasto energético para o paciente.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

Um pensamento sobre “IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 24

  1. Na minha opinião a alternativa B está estranha, o que a gente observa no dia a dia é que o pct tende a descarregar melhor o peso sobre o membro sadio em especial durante a marcha.

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