IADES – EBSERH – UFTM/MG 2013 – Questão 26

26. Os testes especiais e funcionais do aparelho locomotor podem ser descritos como manobras ou procedimentos complementares na avaliação físico-funcional. Qual teste determinaria, a partir do seu sinal positivo, a presença de síndrome do impacto subacromial?

(A) Teste de Watson.

(B) Teste de Dekleyn.

(C) Teste de Strunsky.

(D) Teste de Hawkins.

(E) Teste de Adson.

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Primeira questão de conhecimentos específicos desta prova.

Para quem acompanha o blog e está na maratona de concursos, gostaria de deixar um belo PDF para download. É só clicar no teste no índice mesmo que vai direto para a página com a descrição do teste. É uma apostila sobre testes ortopédicos e alguns neurológicos, completo. Pero, está en castellano, caros amigos kinesioterapéutas. É muito importante que façam resumos, porque sempre caem testes e precisam estar bem resolvidos na memória. O ideal é sempre fazer os próprios resumos, porque só assim o material faz sentido.

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=6&ved=0CEcQFjAF&url=http%3A%2F%2Ffe.uacam.mx%2F%3Fmodulo_micrositio%3Dpaginas%26acciones_micrositio%3Ddescargar%26archivo%3Dmodulos%2Fpaginas%2Farchivos%2F66%2Fadjuntos%2FManual_de_Clinica_Diferencial..pdf%26vistafull_micrositio%3Dyes&ei=liWjU9qBFOfmsASsxIHIBQ&usg=AFQjCNFPMeV_3RcsnqYMICTYcz9D1INrpg&sig2=_pKzihH-zTijK_uU2_uFNg

Teste de Watson

O teste de Watson é usado para avaliar instabilidade no escafóide. Pressiona-se com o polegar sobre a tuberosidade, pressiona-se o escafóide enquanto movimenta-se o punho de ulnar para radial, levando a subluxação do escafóde, dor e um estalido doloroso. O exame deve ser feito bilateralmente para descartar frouxidão ligamentar constitucional.

Teste de Dekleyn

Conhecia este teste pelo nome de Klein, Vivendo e aprendendo.

Procedimento:
Com o paciente na posição supína e a cabeça para fora da mesa, instruí-lo para hiperestender e rotar a cabeça, mantendo essa posição por 15 a 40 segundos. Repetir com a cabeça rotada e estendida para o lado oposto.

Fundamento:
Avaliação da circulação vertebrobasilar deverá ser feita com a realização de ajustamento e manipulação cervical. Em muitos casos a realização de ajustamento e manipulação cervical é contraindicado ou um risco, sendo minimizado com uma apropriada avaliação diagnóstica.

Acidentes vasculares podem ocorrer sem nenhuma evidência de insuficiência ou déficit vascular, e com procedimento provocativos negativos.

Todos os testes seguem uma linha de alteração de posição na coluna cervical, com aspecto rotacional. A rotação de C1 sobre C2 entre 30º e 45º faz com que a artéria vertebral na junção atlanto-axial toma-se comprimida no lado oposto da cabeça, subsequentemente reduzindo o fluxo sanguíneo para a artéria basilar. Em pacientes normal, esta diminuição do fluxo sanguíneo causada pela alteração posicional da coluna cervical não causará nenhum sintoma neurológico. Os sintomas que toma o teste positivo são: tontura, náusea, zumbido, sensação de desmaio ou nistagmo.

Há também instabilidade rotacional na coluna cervical superior causada por trauma, doença arterial ou doença articular degenerativa na coluna cervical que podem levar a redução mecânica do fluxo sanguíneo para uma área, causando sintomas neurológicos.

A importância da avaliação da circulação vertebrobasilar é que quando você tensiona posicionalmente um vaso na coluna cervical, você está testando a integridade da circulação colateral suprida à região. Esta avaliação por meio de testes provocados ou funcionais força sete áreas de possível compressão, que são:

1 – Entre os processos transversos de C1 – C2, onde as artérias vertebrais são relativamente giradas aos forames transversos C1 e C2;

2- C2 – C3 ao nível da faceta articular superior de C3 no lado ipsilateral à rotação da cabeça;

3- O processo transverso de C1 e a artéria carótida interna;

4- A abertura atlando-accipital pelo arco posterior do atlas e o rebordo do forame magno, ou anteriormente pela dobra da cápsula articular atlanto-accipital e posteriormente pela membrana atlanto-occipital;

5- Níveis de C4 – C5 ou C5 – C6 em virtude de artrose das articulações de Von Luschka, com compressão no lado ipsilateral à rotação da cabeça;

6- Nos forames transversos do atlas ou áxis entre o oblíquo inferior da cabeça e intertransversais, durante movimento rotatórios;

7- Antes de entrar no processo transverso de C6, pelo músculo longo do pescoço ou por tecido comunicante entre os músculos longo do pescoço e escaleno anterior.

A rotação e extensão da cabeça impõem uma compressão, induzida pelo movimento à artéria vertebral no lado oposto à rotação. Vertigem, tontura, turvação visual, náusea, sensação de desmaio e nistagmo são todos sinais de teste positivo. Este teste é indicador de estenose ou compressão de artéria vertebral, basilar ou carótida em um dos sete locais já citados.

Teste de Strunsky

Conhecido também por sinal de Strunsky, é um teste provocativo para metatarsalgias.

Procedimento:
Paciente em decúbito dorsal, com os pés apoiados na maca. O fisioterapeuta realiza flexão do dedo hálux do pé.

Justificativa:
Nos fenômenos irritativos crônicos das articulações proximais com metatarsalgias, o teste clínico provoca um aumento do incômodo, em razão da pressão aumentada sobre a articulação proximal dos dedos. Ao palpar a articulação proximal dos dedos, o teste é positivo de houver dor.

Teste de Hawkins

Também chamado de Hawkins-kennedy, é um teste provocativo para se avaliar a síndrome do impacto subacromial.

Técnica
O examinador coloca o ombro do paciente a 90º de flexão com o cotovelo flexionado a 90º e depois faz rotação interna do braço. O teste é considerado como positivo se o paciente sentir dor com a rotação interna.

Testes combinados
Este teste é combinado frequentemente com o Sinal de arco doloroso e com o teste do infraespinhoso, e se todos os três testes derem positivo há uma elevada probabilidade de estar perante uma síndrome de impacto subacromial.

Teste de Adson

Também conhecido como Manobra de Adson para diagnóstico de Síndrome do desfiladeiro torácico. Para este teste, o paciente é convidado a virar a cabeça em direção ao ombro sintomático enquanto o terapeuta abduz o braço a 30º, realiza posteriormente rotação externa e depois extensão do ombro. Enquanto o paciente respira, verificar o pulso no braço estendido. Se pulso está diminuído ou se os sintomas são reproduzidas durante a manobra o teste é positivo, o que pode indicar a síndrome do desfiladeiro torácico. Falsos positivos ocorrem frequentemente, deve se repetir o teste no lado afetado.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

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