AOCP – EBSERH – UFGD/MS 2014 – Questão 30

30. O reflexo de Babinski anormal indica lesão na

(A) medula espinhal.

(B) tronco cerebral.

(C) cerebelo.

(D) gânglios basais.

(E) Piramide

babinski

De cara dá para eliminar as alternativas “A”, “C” e “D”. Esse reflexo, repare que nem sempre é anormal, principalmente em crianças até 2 anos, é classicamente definido como lesão do 1º neurônio superior, e sinal de liberação piramidal.

O médico francês Joseph François Félix Babinski (1857-1932), filho de um diplomata francês servindo em Lima, Peru, e de mãe polonesa, descreveu em 1903 a extensão do hálux (dedão do pé) e a abertura em leque dos dedos em decorrência de um estímulo na planta do pé. O mundo inicialmente não deu muita importância a essa descrição.

É curioso registrar que, antes de Babinski, Remak e Strompel já haviam feito referências a esse movimento de abdução e extensão digital, mas não o correlacionaram com qualquer significado.
Uma resposta a estímulo semelhante à obtida por Babinski foi percebida também por Oppenheim e por Gordon, o primeiro por meio de percussão da face medial da tíbia (o maior osso da perna) e o segundo por pinçamento do tendão calcâneo (“tendão de Aquiles”).

sinal de babinski explicado

Para que ocorra o sinal de Babinski, faz-se necessário que a lesão na medula situe-se acima do segmento lombar 1 (L1), ou seja, a montante do local onde se originam as fibras nervosas do plexo lombossacral. Nas crianças com mais de dois anos e nos adultos, o reflexo normal observado é a flexão plantar, tanto do hálux quanto dos demais dedos do pé. O trato córtico-espinhal lateral da medula tem ação inibitória do reflexo primitivo cutâneo plantar em extensão.

As crianças menores de dois anos, por não terem ainda o sistema nervoso completamente mielinizado, apresentam o reflexo cutâneo plantar em extensão como padrão normal. Dessa forma, o sinal de Babinski não pode ser considerado patológico em crianças nessa faixa etária. O sinal de Babinski é, indiscutivelmente, o reflexo superficial mais importante no campo da neurologia.

De cada lado da fissura mediana anterior do bulbo existe uma eminência denominada pirâmide, formada por um feixe compacto de fibras nervosas descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula. Este trato é chamado de trato piramidal ou trato córtico-espinhal. Na parte caudal do bulbo, as fibras deste trato cruzam obliquamente o plano mediano e constituem a decussação das pirâmides. É devido à decussação das pirâmides que o hemisfério cerebral direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério cerebral esquerdo controla o lado direito.

Para saber mais:

http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=7&materia_id=500&materiaver=1

http://gerardocristino.com.br/novosite/aulas/Neuroanatomia/Casos/C2_Sd_Alterna.pdf

http://www.auladeanatomia.com/neurologia/troncoencefalico.htm

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

3 pensamentos sobre “AOCP – EBSERH – UFGD/MS 2014 – Questão 30

  1. ” Quando há lesão extrapiramidal poderá aparecer paralisia severa (com pouca ou nenhuma atrofia muscular), espasticidade ou hipertonia, reflexos musculares profundos exagerados e reação do canivete (há resistência à tentativa de movimentar passivamente uma articulação). ” André, copiei essa texto do site indicado acima, sistemanervoso.com.Sinal de canivete na lesão extrapiramidal?

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s