VUNESP – São Paulo/SP 2002 – Questão 43

43. A dispnéia tem como origem

(A) hiperventilação, hipóxia e taquipnéia.

(B) má perfusão, má ventilação e má difusão.

(C) hipóxia, hiper-hidrose e cianose.

(D) taquipnéia, cianose e hipocapnéia.

(E) hiper-hidratação, má oclusão e hipóxia.

 respirar

Apenas eliminando a “hiperventilação”, a “hipocapnéia” e a “hiperhidrose” já dá para chegar à alternativa correta.

A palavra dispnéia origina-se das raízes gregas “dys” e “pnoia” podendo ser traduzida, literalmente, como respiração ruim. Na literatura médica, a definição de dispnéia tem variado entre diferentes autores, mas, geralmente, o termo diz respeito à experiência subjetiva de sensações respiratórias desconfortáveis. Apesar do seu caráter subjetivo, algumas definições antigas misturam o verdadeiro sintoma com a presença de sinais físicos, tais como batimento de asas do nariz ou elevações da freqüência respiratória. Entretanto, a observação de sinais indicadores de dificuldade respiratória não pode nos transmitir o que realmente um determinado indivíduo está sentindo.

De acordo com um painel de especialistas reunido pela American Thoracic Society para discutir o tema, dispnéia passou a ser definida como “um termo usado para caracterizar a experiência subjetiva de desconforto respiratório que consiste de sensações qualitativamente distintas, variáveis em sua intensidade. A experiência deriva de interações entre múltiplos fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e ambientais podendo induzir respostas comportamentais e fisiológicas secundárias”.

Mecanismos da dispnéia: O aparelho ventilatório normalmente deve ter : a) Eficiente comando nervoso pelos centros respiratórios e quimioreceptores centrais e periféricos. b) Adequada resposta dos músculos respiratórios aos comandos nervosos. c) Boa complacência pulmonar. d) Ampla permeabilidade das vias aéreas. A anormalidade de um ou mais destes setores pode levar à dispnéia.

Teorias da dispnéia : 1) Aumento do trabalho respiratório (T.R. = *P X *V) 2) Isquemia dos músculos respiratórios. 3) Estimulação excessiva dos centros respiratórios. 4) Transtorno na relação comprimento/ tensão (tensão excessiva nos músculos respiratórios). 5) A estimulação dos receptores “J”(justacapilares) na congestão pulmonar, fibrose pulmonar, na asma brônquica.

Em qualquer hipótese, a dispnéia é caracterizada por uma ativação excessiva ou anormal dos centros respiratórios no tronco cerebral. Esta ativação ocorre através das seguintes vias e estruturas : 1) Receptores intratorácicos, via vago. 2) Nervos somáticos aferentes (musculatura torácica e parede torácica). 3) Quimioreceptores no cérebro, corpos carotídeos e aórticos. 4) Centros corticais superiores. 5) Fibras aferentes no nervo frênico.

A dispnéia pode ser atribuída a causas : – pulmonares – cardíacas – metabólicas ([acidoses diabética e urêmica]) – condições que alteram a ventilação (gravidez, obesidade, anemia, [ascite]). – psíquicas (dispnéia suspirosa).

A dispnéia constitui um dos sintomas mais importantes dos cardiopatas e significa a sensação consciente e desagradável do ato de respirar.

Principais sintomas: Taquipnéia, desconforto em repouso, taquicardia, fadiga aos esforços, postura, sinais de dificuldade respiratória: batimento de asa de nariz, retrações intercostais, tiragens.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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