FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 22

22. A prática de exercícios amplos nas articulações do membro superior é fundamental durante a imobilização do punho ipsolateral na Fratura de Colles, como prevenção dos seguintes agravamentos:

A) rigidez articular – hematoma intrarticular – pseudoartrose.

B) pseudoartrose – hematoma intrarticular – calo vicioso.

C) neuropraxias – pseudoartrose – calo vicioso.

D) rigidez articular – subluxação radioulnar distal – pseudoartrose.

E) rigidez articular – hematoma intrarticular – calo vicioso.

fratura de colles

OK, “ipsolateral” ou grafando o termo corretamente “ipsilateral” significa mesmo lado.

As fraturas do terço distal do rádio constituem de 10% a 12% das fraturas do esqueleto e são, muitas vezes, chamadas genericamente de fratura de Colles. não se levando em conta os vários tipos de fraturas distintas do rádio distal que necessitam considerações terapêuticas diversas e prognósticos diferentes.

De Hipócrates a Pouteau, as fraturas do terço distal do rádio foram consideradas como luxações radiocárpicas. No trabalho póstumo de Pouteau, publicado em 1783, trinta anos antes de Colles ( 1813), a fratura do terço distal do rádio foi brilhantemente descrita, embora apresentasse teoria equivocada a respeito da ação da contração dos dedos.

Em 1838, Johan Barton descreveu outro tipo de fratura do terço distal do rádio. em que ocorria o comprometimento marginal dorsal do rádio com luxação do carpo, e aventou a possibilidade de se verificar fratura semelhante na face palmar do rádio, que também foi descrita por Leternnier no mesmo ano.  Goyrand. em 1932. e posteriormente Smith, em 1974, descreveram a fratura do extremo distal do rádio em flexão e compressão, fratura inversa à descrita por Colles (1813).

As principais complicações da fratura de Colles são:

Síndrome do túnel do carpo: pode ocorrer pela compressão de alguma estrutura componente do túnel, por um fragmento ósseo, pelo edema ou até mesmo por uma formação de calo ósseo incorreto;

Artrite pós traumática;

Síndrome de Volkmann;

Calo vicioso: devido a uma má redução ou um deslocamento secundário e

Distrofia Simpático Reflexa.

Pode ocorrer também rigidez articular, perda de força de preensão, de potência, alterações neuro-motoras decorrentes da lesão do nervo mediano, deformidade residual da articulação do punho, instabilidade mediocarpal.

Excluindo-se o hematoma intra-articular e a neuropraxia já dá pra chegar à alternativa correta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D 

Alternativa que indico após analisar:  D

4 pensamentos sobre “FUNRIO – São João da Barra/RJ 2010 – Questão 22

    • Camila,

      não, a neuropraxia não seria um agravamento, pode acontecer após a fratura mas evoluiria bem normalmente, como normalmente evoluem neuropraxias. E, é bem difícil se avaliar neuropraxia no período de imobilização.

      Abraço,
      André.

    • Por fortalecimento muscular.

      Na “E”, não vejo como os exercícios EVITARIAM hematomas articulares na fratura de Colles, mas se você tiver essa informação, poste aqui que eu a marco como erro da organizadora. Aqui não se pode confundir a prevença do hematoma com o hematoma decorrente da lesão.

      Abraço,
      André.

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