FUNRIO– SESDEC/RJ 2008 – Questão 25

25. As fibras musculares que se caracterizam por terem: contração mais lenta; alta resistência à fadiga, e coloração mais escura, são classificadas como as do tipo:

A) I.

B) II A.

C) II B.

D) I e II A.

E) II A e II B.

fibra muscular

Vou dar um dos macetes que eu desenvolvi com o tempo pra matar essas questões. Ressalto que é melhor sempre internalizar o conhecimento, realmente entender o assunto, mas algumas vezes precisamos saber de tantas áreas diferentes, ortopedia, cardiorrespiratória, neurologia, anatomia, biomecânica, que sempre é bem-vindo alguma forma de decorar.

Para os tipos de fibras musculares e a correlação com contração muscular e tudo mais, minha associação básica é lembrar que a relação é contrária, ou seja, as fibras do tipo I são de contração lenta e as fibras do tipo II são de contração rápida.

Essa questão é uma prova de que meu método funciona, já que só fazendo essa associação chegamos à resposta correta, a alternativa “A”.

Mas vamos a uma revisão rápida:

Tipos de fibras musculares

A classificação das fibras musculares ocorre de acordo com o metabolismo energético dominante, da velocidade de contração e da sua coloração histoquímica, a qual depende das actividades enzimáticas.

A coloração pelo PAS (Periodic Acid Schift) não determina o tipo de fibra, pois trata-se de uma coloração para o glicogênio, e é útil para avaliar a quantidade de glicogênio muscular, quer antes quer depois da actividade física.

As fibras musculares dividem-se em:

Tipo I, de contração lenta ou vermelhas, e isto devido à densidade capilar e ao conteúdo em mioglobina.

Tipo II, de contração rápida ou fibras brancas, as quais se subdividem na lIa, IIb, e IIc.

a) Fibras tipo I, de contração lenta, vermelhas ou ST(slow twitch), são fibras com menor diâmetro, com um maior fornecimento sanguíneo, quando expresso em capilares por fibra, possuem muitas e grandes mitocôndrias e muitas enzimas oxidativas. São por isso fibras com um metabolismo energético de predomínio aeróbico, resultando uma grande produção de ATP, permitindo esforços duradouros. Estas fibras predominam nos músculos dos atletas de endurance ou resistência.

A enzima desidrogenase do succinato, que é uma enzima típica do metabolismo aeróbico, encontra-se em quantidades elevadas e constitui um marcador deste tipo de fibras. Tem uma grande atividade da NAD desidrogenase e da citocromo oxídase.

 

b) Fibras tipo II, de contração rápida, brancas ou FT(fast twitch), são fibras brancas, de maior diâmetro, com predomínio de metabolismo energético de tipo anaeróbico. Possuem grandes quantidades de enzimas ligadas a este tipo de metabolismo, como por exemplo a CPK (creatinofosfoquínase), necessária à regeneração rápida de ATP a partir da fosfocreatina (CP). As quantidades das enzirnas desidrogenase láctica (LDH) e fosfofrutoquínase (PFK) são também elevadas. O músculo constituído por este tipo de fibras tem uma velocidade de contração, uma velocidade de condução na membrana e uma tensão máxima maior do que nas fibras do tipo I. Têm elevados níveis de actividade da ATPase miofibrilar, o que revela grande velocidade na elaboração das interações actina-miosina.

           Fibras subtipo IIb: constituem o subtipo mais característico. São    fibras de contração rápida (fast twitch), nas quais o metabolismo anaeróbico é dominante, o que origina uma grande acumulação de lactato no final do exercício. O componente aeróbico é reduzido.

São fibras com um mau rendimento energético, que acumulam muito lactato e H +, são de contração rápida e facilmente fatigáveis. Quando sujeitas a um treino de endurance, de características aeróbicas, tendem a apresentar características mais semelhantes às do subtipo lIa.

Fibras do subtipo lIa: são também fibras brancas, com predomínio do metabolismo anaeróbico, mas já com uma capacidade oxidativa superior, o que as toma ligeiramente mais resistentes à fadiga do que as anteriores.

Fibras do subtipo IIc: são fibras que se encontram no músculo em quantidades muito pequenas, cerca de 1% do total. Possuem predomínio do metabolismo anaeróbico e uma capacidade oxidativa bastante superior à encontrada nos subtipos anteriores, o que as coloca entre estas e as fibras tipo I, no que se refere à resistência à fadiga.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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