FUNRIO – Itaboraí/RJ – Questão 38

38. De acordo com McKenzie, o seu método terapêutico se mostrou eficiente no tratamento da espondilartrose quando a dor se comportou com:

A) alternância do padrão contínua para dor em salvas

B) centralização à nível lombar ou cervical com redução nos membros

C) redução a nível central e persistência nos membros

D) inobservância de agravamento a nível central e nos membros

E) alternância de padrão parestésica para dor tipo cansaço (redução da força)

Coluna

Questão que requer o conhecimento básico desse método, mas há uma saída aqui:  reparem nas alternativas “C’ e “D”. Elas dizem basicamente a mesma coisa! Logo, nenhuma das duas é correta. Mas e daí? Ora, se não faço idéia do que se trata esse método, não posso escolher nenhuma dessas duas, que obviamente estão erradas. Agora, observe a alternativa “B”. Ela diz o oposto de “C” e “D”, sendo portanto uma alternativa muito interessante. E, é a correta. Agora, vamos parar de malandragens, e vamos estudar esse método.

Ao contrário do que muitos pensam, o Método McKenzie® não se resume a exercícios de extensão. Na verdade, McKenzie é uma abordagem abrangente da coluna e articulações periféricas, baseada em princípios sólidos, que, quando bem compreendidos e aplicados, levam a um diagnóstico mecânico preciso, que determina o tratamento específico, adequado para cada paciente. De fato, o mais extraordinário, embora menos conhecido, é que o Método McKenzie é antes de mais nada um sistema de avaliação.

Conheçam o próprio Mackenzie:

De acordo com estudos realizados por Reinehr e colaboradores(2008), um programa de exercícios de estabilização central influencia a dor lombar e a estabilidade do complexo lombo-pélvico através da ativação de diversos grupos musculares simultaneamente, uma vez que a ação de todos os músculos que cercam a coluna lombar são essenciais à estabilização e ao desempenho de tarefas motoras simples e complexas. Esses autores observaram ganhos em relação à força, controle neuromuscular, potência e resistência no complexo lombo-pelve quadril, podendo recuperar e prevenir a dor na região lombar.

A osteoartrose, segundo Fernandez e colaboradores (1997) e Ricci e colaboradores (2006), é uma enfermidade crônico-degenerativa, onde há alterações na cartilagem articular e que está associada com dor, rigidez articular, deformidade e progressiva perda da função. Na coluna vertebral recebem a denominação de espondiloartrose e envolvem as articulações interapofisárias e intervertebrais. Podendo ocorrer redução dos espaços intervertebrais, degeneração do disco com esclerose na borda vertebral e osteófitos. O quadro clínico é variável, dependendo da localização e do grau das alterações. Dessa maneira, há pacientes assintomáticos mas com processos artrósicos radiologicamente comprovados e outros que apresentam dor regional mecânica por irritação das terminações nervosas das cápsulas articulares e interfacetárias, com ou sem irradiação à distância, de forma atípica, até verdadeiras radiculopatias por compressão da raiz nervosa por osteófitos posteriores de origem discal ou articular, e são geralmente mais insidiosas que as hérnias discais, menos dolorosas, mais duradouras e relacionadas a esforços mínimos ou posturas assumidas.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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