FUNRIO – Itaboraí/RJ 2007 – Questão 23

23. Sabendo-se que a diabetes aumenta o risco de doença coronariana, podemos mencionar como efeitos da fisioterapia, respectivamente, a redução na concentração sangüínea de:

A) Ácido lático e Ácidos graxos

B) Triglicerídeos e Colesterol

C) Glicose e Ácido lático

D) Triglicerídeos e HDL

E) Glicose e HDL

Glicerol e acidos graxos

Não está descrito ali, mas podemos entender por fisioterapia a realização de exercícios de leve intensidade.

Os Ácidos Graxos são elementos formativos dos triglicerídeos. Os lipídios são as mais abundantes fontes de óleos e gorduras (graxa) na natureza. Ambos os tipos de compostos são denominados triglicerídeos, pois são ésteres constituídos de três ácidos graxos unidos ao glicerol, um álcool trihidroxilado.

Temos também uma mistura de termos que se completam, como colesterol e HDL.

O colesterol é insolúvel em água e, consequentemente, insolúvel no sangue. Para ser transportado através da corrente sanguínea ele se liga a diversos tipos de lipoproteínas, partículas esféricas que tem sua superfície exterior composta principalmente por proteínas hidrosolúveis.  Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade.

As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são:

LDL – Lipoproteínas de baixa densidade (Low Density Lipoproteins): acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) “colesterol ruim” ou “colesterol mau” tem sido usado para referir ao LDL que, de acordo com a hipótese de Rudolf Virchow, acredita-se ter ações danosas (formação de placas ateroscleróticas nos vasos sanguíneos).

HDL – Lipoproteínas de alta densidade (High Density Lipoproteins): acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais/veias (retardando o processo aterosclerótico). Tem sido usado o termo “colesterol bom” para referir ao HDL, que se acredita que tem ações benéficas.

Podemos eliminar as alternativas “D” e “E”.

Vejam esse vídeo interessante:

O Lactato (vejam abaixo porque o chamo assim) tem sua produção aumentada no exercício físico,  isso já é conhecido, podemos eliminar portanto as alternativas “A” e “C”. Só nos resta a alternativa “B”.

Prossigo desmitificando esse falso vilão.

Ácido lático

Segundo Robergs (2002), em pH fisiológico (7.4) não existe a forma ácida deste produto provindo da utilização de glicose (glicogênio) como fonte de energia anaeróbica, existindo assim somente o Lactato. Durante o exercício físico (ou qualquer outra atividade), nossos músculos necessitam de energia para trabalhar, assim, o ATP é a energia necessária para contrair nossos músculos e assim produzir o movimento. Ao “quebrar” o ATP, produzimos energia e prótons (H+). Então, podemos notar que constantemente estamos produzindo H+, no entanto, a grande diferença é a quantidade produzida, ou seja, a quantidade de ATP necessária para a atividade física em questão. Quanto maior a necessidade de “quebra” de ATP, maior a produção de H+. Essa quantidade produzida de H+ é quem irá determinar a acidose ou não de um meio, no nosso caso, o músculo.

Quanto maior a concentração de H+ mais baixo é o pH, deixando o meio mais ácido, o que desfavorece a atividade de enzimas chaves para o fornecimento de energia. Porém, nosso organismo é fantástico e muito esperto, pois para que esta concentração de H+ não desfavoreça a produção de energia, ele possui alguns agentes que possuem a característica de “consumir” esses H+, mantendo o pH muscular e sanguíneo em valores normais e compatíveis com a nossa vida.
Caso esses agentes não estejam trabalhando corretamente, ou sua concentração não seja suficiente para dar conta de todos os H+ produzidos, aí sim o nosso organismo começa a entrar em acidose, podendo assim interromper a atividade precocemente.
Assim podemos observar que não é o lactato o causador da acidose, muito menos da fadiga, e sim a tão necessária “quebra” do ATP.

Veja mais em:

http://www.treinamentoesportivo.com/index.php/fisiologia/acido-latico/

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

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