FCC -TRT 15ª Região 2005 – Questão 42

42. Os parâmetros mais adequados para utilização do ultrassom terapêutico na fase aguda das lesões músculoesqueléticas (i = intensidade) são:

(A) i = até 0.5 w/cm², modo pulsado, área de 2 a 3 vezes o tamanho do cabeçote por 5 minutos.

(B) i = até 1.5 w/cm², modo contínuo, área de 2 a 3 vezes o tamanho do cabeçote por 5 minutos.

(C) i = até 0.5 w/cm², modo pulsado, área de 1 vez o tamanho do cabeçote por 5 minutos.

(D) i = até 1.0 w/cm², modo contínuo, área de 1 vez o tamanho do cabeçote por 5 minutos.

(E) i = até 2.0 w/cm², modo pulsado, área de 2 a 3 vezes o tamanho do cabeçote por 5 minutos.

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Ultrassom na fase aguda é sinônimo de utilização do modo pulsado, que atenua os efeitos térmicos. Isso é discutível, mas é prudente pensar nisso em concursos. Eliminamos as alternativas “B” e “D”.

OK, restam três alternativas. Mas vamos reparar em um absurdo? Podemos escolher entre área de “1 vez o tamanho da área do cabeçote” e área “de 2 a 3 vezes o tamanho do cabeçote”. Área de “1 vez” é igual ao próprio tamanho do cabeçote, o que implica dizer que ele ficaria imóvel, o que é um erro na aplicação deste recurso por oferecer riscos em razão da formação de ondas estacionárias e cavitação instável. Eliminamos a alternativa “C”.

Relembrando, “ondas estacionárias” pode ser definido como  um fenômeno que ocorre quando ondas de mesma característica se encontram. Nas regiões destes encontros, a dose é duplicada devido ao efeito de somação espacial.

Essas ondas associadas a frequências mais altas geram no tecido tratado a cavitação, que pode ser definida como a formação de cavidades que contem gases em sua estrutura. Esse fenômeno  ocorre em razão das ondas mecânicas do ultrassom formarem regiões de pressão e descompressão de forma repetitiva. Durante a pressão, ocorre uma aproximação das micro bolhas de gás, que acabam se fundindo. Na descompressão essas bolhas crescem formando as cavidades. que podem ser estáveis, por não estourarem quando submetidas novamente à pressão; ou  instáveis, que estouram sob pressão.

Nas alternativas restantes, “A” e “E”, basta que nos recordemos que o uso terapêutico do ultrassom é recomendável até 1 w/cm². O conselho aos terapeutas é usar sempre a intensidade mais baixa que produza o efeito terapêutico desejado, já que intensidades mais altas podem ser lesivas (Dyson, 1990). Geralmente, com condições agudas, a intensidade usada não deve ultrapassar 0,5 W/cm2 e para condições crônicas os níveis não devem ultrapassar 1 W/cm2 . Eliminamos a alternativa “E”.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

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